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Eficácia discreta

Os inspetores do SEF nunca trocaram a sua eficácia pela visibilidade.

Acácio Pereira

23.05.2016 00:30
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Como qualquer inspetor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF poderá afirmar com propriedade, mais de 90 por cento do seu trabalho não tem visibilidade mediática. Não faz manchetes nos jornais, não dá acesso a minutos nos telejornais.

O trabalho de manter as fronteiras seguras, de apoiar refugiados, de garantir o combate ao tráfico de seres humanos e de cooperar com outros serviços europeus no combate ao terrorismo só se consegue fazer com eficácia se o ‘modus operandi’ for discreto. E os inspetores do SEF nunca trocam eficácia por visibilidade: não é esse o seu jogo.

Isso não impede, no entanto, que as estruturas que representam o SEF se congratulem com os recentes resultados alcançados por estes profissionais da segurança, seja nos hotspots de refugiados nas ilhas gregas, seja na investigação de redes criminosas internacionais que operavam em Portugal e que, na passada semana, viram as suas atividades cerceadas pelo SEF.

É isto que inspetores do SEF sabem fazer: utilizar no limite todas as condições materiais e humanas de que dispõem para obter sucesso na sua missão. Pena é que a falta de investimento por parte de sucessivos governos tenha limitado tanto umas como outras.
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Acácio Pereira

Presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF

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