18.06.2016  01:45
Caixa aberta
Vamos ter de gramar com as habituais faltas de memória.
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Por Joana Amaral Dias

Saber o que se passou, todos estes anos, com a Caixa Geral de Depósitos, o banco público – repita-se, público – é normal e é um direito dos contribuintes que lucraram com ela mas que também a sustentaram.

É claro que para sabermos o que andaram a fazer ao nosso dinheiro – que favores foram pagos, quais os amigos favorecidos e que interesses são protegidos - vamos ter de gramar com as habituais faltas de memória, a inefável desculpa do sigilo bancário e o costumeiro passa culpas entre PSD e PS. Mas cabe aos deputados minimizar e procurar mesmo eliminar todos esses malabarismos e batotas.

Cabe-lhes, enfim, fazerem o seu trabalho e, já agora, esclarecerem quer o buraco dos quatro mil milhões de euros quer o fim dos tectos salariais para os novos administradores, votado ainda agora com urgência, quando toda a administração pública continua com os seus vencimentos cortados.

Afinal esse será o argumento último para a direita exigir o seu velho sonho da Caixa Geral de Depósitos privatizada a preço de saldo. Sim, a comissão de inquérito é defendida pelo PSD pelas piores razões. Mas o mais importante é que não seja condenada à esquerda pelos piores motivos.

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