28.06.2016  01:45
Bombeiro precisa-se
Quando a Alemanha incumpriu as regras foram às malvas.
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Por Joana Amaral Dias

No rescaldo deste verão quente de 2016, esperar-se-ia água fria. Gelada. Ainda no braseiro do referendo no Reino Unido e das eleições em Espanha (as duas votações com consequências para a unificação desses Estados), os agentes políticos deviam ser calmos e parcimoniosos. Mas qual quê. Uns saltam a gritar por sanções. Outros berram por referendos. Lados opostos. Simétricos. E aí vai mais gasolina para a fogueira.

A Europa ainda mexe, é verdade, mas apenas ziguezagueia como a galinha que ainda corre já sem cabeça. Aliás, se houvesse um pingo de inteligência no velho continente, nunca se ameaçaria um País. Muito menos agora.

De resto, as sanções nunca foram aplicadas pelo desrespeito das metas orçamentais. Pior – quando o incumprimento veio de países como a França ou a Alemanha, as regras foram às malvas. Porém, não satisfeitos com a putativa saída do Reino Unido, os eurocratas de Bruxelas empurram a malta um bocadinho mais pelo penhasco e acenam com o chicote.

Já alguma esquerda logo morde o isco e defende o referendo. Ambos remam para o lado da dissolução da União Europeia. Vejamos – esta Europa é perversa e, eventualmente, teremos mesmo que sair.

Mas não façamos o jogo do inimigo e a dizer adeus que seja com a cabeça, tronco e membros. Não como a galinha tonta.

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