18.07.2016  00:39
Terror e prioridades
O Estado não se pode equivocar nas prioridades. Como tem acontecido.
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Por Acácio Pereira

Ainda na ressaca feliz de um grande momento desportivo português em várias modalidades, os europeus assistiram ao regresso de um terror abjeto e incompreensível.

Mais uma vez o horror visitou a França, lar de tantos portugueses e destino de outros tantos. Está a Europa preparada para viver no constante sobressalto securitário próprio de um país em guerra permanente? É que vamos assistindo à "israelização" do Velho Continente, com ataques terroristas efetuados das formas mais torpes e visando só o maior número de vítimas possível.

Portugal continua a ser um oásis de segurança, graças ao empenho das forças e serviços de segurança e, também, ao facto de ainda não estarmos sob o olhar das redes terroristas. Mas se o risco ainda é baixo, tudo pode mudar num breve momento. Torna-se por isso fundamental atuar de uma forma preventiva e garantir que a cooperação entre as forças nacionais não seja apenas semântica.

No que diz respeito aos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF, a missão continuará a ser cumprida com zelo e dedicação. O Estado – e mais concretamente os governos – é que não se pode equivocar nas prioridades. Como tem, perigosamente, acontecido.

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