30.07.2016  01:45
Chorinho
O menino que chora, Passos Coelho, afirmou que depois vem o diabo.
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Por Joana Amaral Dias

Tanta gotícula de crocodilo, tanta carpideira, tanta gente enlutada. Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal? Agora a sério - com isto do não-há-sanções-para-ninguém já não há memória de ver tanta alminha penada com uma lágrima no canto do olho. O rio das lamentações já não corria assim desde o homicídio de Viriato, a ascensão e queda de Miguel de Vasconcelos, o pontapé do Marco no Big Brother e, claro, a chegada da troika ao nosso país.

Se, à direita, e mesmo contra os seus próprios (residuais) interesses, muitos torciam para que chegasse o tau-tau de Bruxelas, na comunicação social não havia menos claques pelo chicotezinho no pelo da criancinha sulista, sorna e suína que, aos seus olhos, é o português. É que um bocado de sangue - um salpico que seja - dá sempre mais audiências. Não há sanções, resta a praia e pronto, não é a mesma coisa.

Claro que o tonto diretório europeu, mesmo assim, não resistiu a deixar no ar um leve suspense série B: lá para setembro vê-se dos fundos comunitários e tal. Vai daí e o menino que chora, Pedro Passos Coelho, também afirmou que depois é que vem o Diabo. Por favor, alguém lhe ponha, depressa, um espelho à frente da cara. Credo.

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