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O fator humano

Espera-se que o Governo não esqueça o corpo de inspetores.

Acácio Pereira

01.08.2016 00:30
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Na passada semana o Governo garantiu ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a autorização para fazer um investimento com relevo na área do controlo automático de passageiros nas fronteiras. Até 2018 será feita a modernização e a atualização do sistema RAPID, permitindo maior leque de nacionalidades controladas.

Este foi sempre o desejo dos inspetores do SEF: garantir que o serviço se mantém como precursor dos desenvolvimentos técnicos e tecnológicos na área da segurança fronteiriça. Sendo boa notícia para a área da imigração e fronteiras, espera-se que o Governo não se esqueça de que, como em todos os sistemas tecnológicos, a fiabilidade depende integralmente da existência de um corpo de inspetores preparado, dotado de meios de apoio e em número suficiente para fazer frente às complexas tarefas que a segurança nacional e europeia exige: Portugal é, também, a fronteira externa de mais 27 Estados.

Como a realidade se tem encarregado de provar, por mais sofisticado que seja um sistema eletrónico, é o elemento humano que determina a eficácia dos serviços de informações e segurança. É uma realidade fulcral dos tempos que vivemos.

Acácio Pereira

Presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF

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