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Responsáveis desdramatizam insegurança no Euro 2004
O primeiro-ministro Durão Barroso garantiu ontem que "os portugueses podem estar tranquilos e confiar nas forças e serviços de segurança", no final de uma reunião com a Unidade de Coordenação Anti-terrorista e com o Presidente da República, no Palácio de Belém.

Em declarações aos jornalistas, Durão esclareceu que Jorge Sampaio quis conhecer melhor a situação de segurança no país em torno do Euro 2004 e do Rock in Rio e que a reunião serviu para tranquilizar o Presidente.

Nenhum governante responsável pode garantir que não há ameaças terroristas, mesmo quando se está a fazer tudo para as evitar ou minimizar. Mas pode dizer que estamos hoje com meios como nunca tivemos, salientou, acrescentando que há uma nova cultura de cooperação entre as forças e os serviços de segurança.

Sobre a eventual realização de uma greve do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durante o Euro 2004, disse ser contraproducente estar a elaborar sobre cenários, garantindo, contudo, que qualquer problema que exista será, obviamente, resolvido no quadro legal.

Em Belém estiveram o comandante-geral da GNR, general Mourato Nunes, o director da PSP, Mário Morgado, o director da Polícia Judiciária, Adelino Salvado, o director-geral do SEF, Gabriel Catarino, o director da Autoridade Marítima, José Queirós, a directora do SIS, Margarida Blasco, o director do SIEDM, embaixador Caimoto Duarte, e o secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, general Leonel de Carvalho.

O director do SEF, por seu turno, manifestou reservas quanto à possibilidade da GNR vir a substituir os inspectores do serviço de estrangeiros, salientando que cada força tem as suas funções e que o estágio dos seus homens é um trabalho que dura, no mínimo, um ano.

Gabriel Catarino afirmou ter esperança que a greve possa ainda ser desconvocada e disse que o SEF está a estudar uma solução interna que permita minimizar os efeitos da greve, se esta vier a ocorrer. Há um quadro legal, que está estabelecido, e que se poderá lançar mão dele, acrescentou.

Um das possibilidades passa pela requisição civil, mas os sindicatos do SEF já avisaram que, se o Governo, optar por esta solução, apresentam logo providências cautelares para impedi-lo.

Depois de, pela manhã, ter afirmado desconhecer a hipótese da GNR vir a substituir o SEF em caso de greve, o general Mourato Nunes afirmou, aos jornalistas no fim da reunião que durou duas horas, que a sua força de segurança está preparada para aquilo que for necessário se o Governo assim o entender.

Helena Pereira
25-05-2004
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