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Os Melhores 2006: A vossa escolha
O mote foi dado em www.blitz.pt e os leitores aderiram em massa. O bate-pé dos Arctic Monkeys e o rock rasgado dos Linda Martini lideram os topes de melhores discos do ano para os leitores da BLITZ. Duas listas com muitas guitarras, alguns consagrados e uma mão cheia de surpresas ajudam a completar as escolhas «da casa».

1 - ARCTIC MONKEYS
WHATEVER PEOPLE SAY I AM, THAT’S WHAT I AM NOT

Domino Records/Edel


Quatro jovens de Sheffield foram a melhor coisa que podia ter acontecido, em 2006, a milhares de melómanos da sua idade. Com as letras na ponta da língua e uma devoção exuberante, os fãs levaram os Arctic Monkeys ao topo do mundo – Portugal, onde os ingleses actuaram em Maio, não escapou à febre. Para os leitores da BLITZ, os fãs de Clash e The Jam foram os melhores do ano.




2. MUSE
BLACK HOLES AND REVELATIONS

Warner/Farol


A consagração definitiva do trio de Matthew Bellamy chega ao terceiro disco: Black Holes and Revelations é um registo de sintetizadores mas também de guitarras, de épicos magistrais e super-produzidos a canções simples e cruas. Para dançar ou embalar, sucedem-se profecias e desilusões narradas por entre falsetos destemidos e ritmos arrojados.




3. THE STROKES
FIRST IMPRESSIONS OF EARTH

RCA/Sony BMG


O tempo pode não ser já o da euforia rock’n’roll de início da década, para a qual os nova-iorquinos Strokes (juntamente com os White Stripes e os Black Rebel Motorcycle Club) contribuíram em larga escala, mas Julian Casablancas e companhia provam, ao terceiro álbum, que sabem fazer canções para degustar lentamente e pujantes momentos rock com o pé no acelerador. Era só isso que precisávamos.




4. THOM YORKE
THE ERASER

XL Recordings/Popstock


Depois da paixão demonstrada pela electrónica em álbuns como Kid A ou Amnesiac, é a esse universo que Thom Yorke se atira no seu primeiro registo a solo. E o mesmo tímido que tem liderado os Radiohead mostra-se aqui audaz – num disco onde o rock não tem guitarras mas onde as máquinas vivem da humanização da voz.




5. THE KILLERS
SAM'S TOWN

Island/Universal


Depois dos milhões vendidos com Hot Fuss, Brandon Flowers e companhia aspiram à conquista global. Sam’s Town é épico e refinado, à espera de grandes cenários e multidões. No segundo registo dos Killers, a Las Vegas natal mostra-se ainda mais cintilante, num álbum ambicioso, com sabor a U2 e Bruce Springsteen.






10 DISCOS PORTUGUESES



1. LINDA MARTINI
OLHOS DE MONGOL

NKD/Musicativa


Saiu mesmo no final de 2006 mas chegou a tempo de ser abraçado por todos os que esperavam a estreia nos álbuns de uma das mais badaladas bandas portuguesas dos últimos tempos. O rock dos Linda Martini tem o seu quê de cerebral, sem nunca parecer frio; é de poucas falas mas as palavras são sentidas. A empatia estabelecida com a crescente base de fãs fica matematicamente provada com o primeiro lugar no top dos leitores. Culto merecido, a seguir com atenção.




2. DEAD COMBO
QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA VOL.II

Dead & Company/Universal


Ao segundo capítulo, a dupla de Tó Trips e Pedro Gonçalves volta a albergar os sonhos comuns a milhares, distintos nas origens, na palavra e na cultura. Talvez a ironia dos Dead Combo comece aí: em trocar as voltas ao que até agora parecia convencional. Se surpreenderam com o álbum de estreia, as suspeitas lançadas encontraram um crescimento, no segundo tomo, sem paralelo. Esta é música do mundo com cheiro a Portugal, sem tempo mas repleta de imagens, sem palavra mas cheia de gente, uma banda-sonora para um filme que se deve imaginar.




3. SÉRGIO GODINHO
LIGAÇÃO DIRECTA

EMI


Seis anos depois de Lupa, Sérgio Godinho voltou aos discos em grande forma. O mestre da canção em português fez, de facto, ligação directa: com os fãs (de todas as idades), os palcos, onde se apresentou com brilhantismo, e acima de tudo com as canções à altura do seu talento – «Às Vezes o Amor», «O Big One da Verdade» ou «Só Neste País» já são clássicos.




4. LEGENDARY TIGER MAN
MASQUERADE

CDR Recordings/Norte Sul/Sony BMG


Paulo Furtado em versão homem-tigre e em novo capítulo. Depois de ter despido os blues a sangue--frio, os mesmos blues que lhe enchem a alma mais do que o Natal, em Masquerade, The Legendary Tiger Man canta o corpo da mulher, por entre mistério e sedução. Contorcionismo blues-rock, «I Got My Night Off» foi uma das grandes canções de 2006.




BLITZ 08
Texto completo e mais informação na BLITZ de Fevereiro, já nas bancas.





5. DAPUNK SPORTIF
READY! STEADY! GO!

Rastilho


O legado dos Queens of The Stone Age já se faz sentir, tanto nos projectos paralelos dos seus actuais ou antigos elementos, como na influência que esta banda de rock musculado (que não é o mesmo que «pesado») vai exercendo em bandas nacionais. De Peniche, os Dapunksportif confirmam que a estrada é portuguesa mas o carro é americano. O rock global fica a ganhar.





Blitz, Sexta, 26 de Janeiro às 9:00


Re: Melhores de 2006 - A nossa escolha...
(LPgreatfan, 2 pontos (Interessante) , Sábado, 27 de Janeiro às 15:19)
Bem, primeiro que tudo, acho que o álbum mais votado foi uma surpresa, pelo menos para mim...Na minha opinião, teria sido o dos Muse, penso que era bem melhor e mais justo.
Já agora, reparem no erro que escreveram: o último álbum dos Muse é o quarto álbum e não o terceiro...
    Quanto aos discos portugueses, estou de acordo: Linda Martini, uma das bandas portuguesas mais promissoras.
Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(Pink Moon, 2 pontos , Domingo, 28 de Janeiro às 16:19)
Bem, acho que as listas revelam o público da Blitz e poderá ajudar a redação a conhecer os gostos e interesses da maioria.

Pessoalmente, não aprecio muito as escolhas, mas podiam ser bastante piores.

Linda Martini, melhor album português? Ahah!! Foi cómico :) .
as nossas escolhas dos melhores do ano
(hernradiohead, 2 pontos , Domingo, 28 de Janeiro às 23:33)
Nas escolhas dos melhores do ano fiquei admirado pela inclusão dos álbuns dos The Raconters e dos The Killers, uma vez que não me tinha apercebido que tanta gente afinal tinha votado neles.
A lista não se afasta muito daquela que mentalmente idealizava, embora o lugar cimeiro pensasse ser encabeçado pelos Muse.
Nos álbuns nacionais julgava que o primeiro ia ser Sérgio Godinho.
Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(dr.tchoke, 2 pontos , Segunda, 29 de Janeiro às 21:12)
para mim esta lista está muito mal feita em termos de qualidade, pela qualidade o álbum de thom yorke devia ocupar um 2º lugar ,no primeiro deveria surgir o álbum dos flaming lips e em 3º o álbum dos muse...não se deveria incluir o álbum dos the killers muito fraquinho (porquê tentar copiar u2???)...
  Re: Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(Popmart, 2 pontos , Segunda, 29 de Janeiro às 21:21)
  Re: Re: Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(dr.tchoke, 2 pontos , Terça, 30 de Janeiro às 17:12)
  Re: Re: Re: Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(Popmart, 2 pontos , Quarta, 31 de Janeiro às 0:27)
  Re: Re: Re: Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(Pink Moon, 2 pontos , Quarta, 31 de Janeiro às 20:00)
Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(dr.tchoke, 2 pontos , Segunda, 29 de Janeiro às 21:14)
quanto aos álbuns portugueses nem é preciso falar!!!!bahhhhhhhhhh
  Re: Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(Pink Moon, 2 pontos , Quarta, 31 de Janeiro às 20:06)
  Re: Re: Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(dr.tchoke, 2 pontos , Quinta 1, às 16:28)
Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(endoderme, 1 ponto , Sábado, 27 de Janeiro às 18:24)
Achei muito estranho quando, na revista do mês de Janeiro, não vi o albúm dos Linda Martini nos melhores discos portugueses. Acho que sem dúvida são a melhor banda na actualidade.
Nos dois artigos dos melhores de 2006 estão uma muito boa selecção de discos.
  Re: Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(Pink Moon, 2 pontos , Domingo, 28 de Janeiro às 16:20)
Re: Os Melhores 2006: A vossa escolha
(voidoid, 1 ponto , Segunda, 29 de Janeiro às 11:19)
acho que os killers nem sequer estão entre os 10 melhores. e os linda martini não são assim tão bons, nem estão a fazer nada de original...
só ouvi o cd de raspão, mas pelo que ouvi parece muito sonic youth (e tambem mao morta na musica em que o gajo diz eu queria tanto parar aqui) e tá cheio de "experimentalismo" - alguém pode dizer que isto é "cerebral" ou "intelectual" mas pra mim é um bocado secante... o olhos de mongol é bastante bom, mas acho que não justifica o tremendo hype que se construíu à volta deles...
Os melhores...
(weite_1, 1 ponto , Segunda, 29 de Janeiro às 23:13)
Bem fico feliz pelos Muse terem ficado em 2º mas um bocado infeliz por ver os MCR tao mal classificados, The Black Parade é um album excepcional e ver esse album abaixo dos primeiros 10 (ficou em 14º) foi muito mau mesmo. O mesmo aconteceu em relaçao a Gnarls Barkley como é possivel que uma obra prima daquelas tenha ficado em 16º lugar?

Bem o primeiro lugar foi bem merecido,os Monkeys mostram ser uma banda muito boa apesar da idade. :P
  Re: Os melhores...
(Pink Moon, 2 pontos , Quarta, 31 de Janeiro às 20:04)
  Re: Os melhores...
(squirr3l, 1 ponto , Terça, 30 de Janeiro às 19:42)
Linda Martini
(AAC_Swimmer, 1 ponto , Sexta 2, às 23:49)
Só comento aqui para dizer uma coisinha rápida: os Linda Martini foram a melhor coisa que aconteceu à música portuguesa desde há muito tempo. Talvez desde os anos 70 com o surgimento do movimento punk português.
  Re: Linda Martini
(Pink Moon, 2 pontos , Domingo 4, às 20:43)
Eles Ouvem Música


Têm carreiras respeitáveis, álbuns nos topes dos melhores do ano e um espaço reservado nas nossas prateleiras de discos. A questão é: o que ouvem os nossos músicos de eleição? Uma selecção nacional de 11 bandas e artistas escolhe os seus favoritos de 2006.
CLÃ


Do estúdio onde se encontram a preparar o sucessor de Rosa Carne, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves enviam-nos a sua lista de preferências, no que toca aos discos que conheceram em 2006. No top dos Clã estão os TV On The Radio (Return To Cookie Mountain), Midlake (The Trials of Van Occupanther), The Ditty Bops (Moon Over The Freeway), Johnny Cash (American V: A Hundred Highways), Bob Dylan (Modern Times), The Flaming Lips (At War With The Mystics), Sonic Youth (Rather Ripped), Grizzly Bear (Yellow House), Final Fantasy (He Poos Clouds), Marisa Monte (Infinito Particular/Universo Ao Meu Redor) e Mário Laginha (Canções e Fugas).

LINDA MARTINI
Os autores do Melhor Disco Português para os leitores da BLITZ fizeram um «brainstor-ming» do qual surgiram os seguintes álbuns predilectos: Mr. Beast dos Mogwai, e Every Heart Shines Towards The Red Sun dos Red Sparowes (Cláudia Guerreiro); No Heroes dos Converge e The Young Machetes dos Blood Brothers (Cláudia e Hélio Morais); Easter dos These Arms Are Snakes (Hélio), Rather Ripped dos Sonic Youth (Hélio, Sérgio Lemos e André Henriques); Silent Shout dos The Knife, CSS dos Cansei de Ser Sexy, Altar de Sunno)))/Boris e 10,000 Days dos Tool (Sérgio); Quando a Alma Não É Pequena Vol. II dos Dead Combo e The Greatest de Cat Power (Pedro Geraldes); Return To Cookie Mountain dos TV On The Radio (Pedro e André); Pratica(mente) de Sam The Kid, The Brave and the Bold, de Tortoise & Bonnie Prince Billy, e Drum’s Not Dead dos Liars (André).

THE LEGENDARY TIGER MAN
Paulo Furtado olha com especial carinho para três discos lançados em 2006: «O último do Tom Waits [Orphans], porque esse homem não é capaz de fazer maus discos. O último do Johnny Cash [American V: A Hundred Highways], porque é o melhor epitáfio que um músico pode algum dia almejar – o seu último disco é o melhor e morreu antes de o ouvir... E os Dead Combo [Quando a Alma Não É Pequena Vol. II], porque continuam a reinventar-se permanecendo fiéis a si mesmos. E mais do que tudo, porque os três me proporcionaram horas de prazer e satisfação».

SÉRGIO GODINHO
O dono do melhor álbum português para a BLITZ tira cinco discos da prateleira para resumir 2006. «Sem ordem de preferência», avisa. «Unreal Sidewalk Cartoon de Bernardo Sassetti: o Bernardo tem vindo sempre a crescer dentro da diversidade – e do talento, claro. Procura, e encontra, o que quis procurar. The Eraser de Thom Yorke: o despojamento, a concisão e aquela voz de estranho, estranhamente lírica. Modern Times de Bob Dylan: há muito que andava desiludido com o Dylan (isto é o reverso possível dos grandes amores) e aqui reencontrei “the dude” – de bigode afiado ao virar da esquina. The Information de Beck: nunca me desilude, mesmo se me desiludiu com o Sea Change. Mas tenho [para mim] que em The Information o rapaz está de volta. E em Guero! E Real Life de Joan As A Police Woman: claro que não é a melhor coisa do mundo. Mas foi a mais recente a ter ouvido e ter gostado logo à primeira. E a ter achado diferente de tudo o que é mais recente».

BUNNYRANCH
O líder dos Bunnyranch, o baterista e vocalista Kaló, escolhe «muita rockalhada obscura» e os Dead Combo, com Quando a Alma Não É Pequena Vol. II. «Acho que é o melhor disco português, não digo só de 2006: é mesmo dos melhores discos da década. Acho que é fantástico, um grande disco. E todos [na banda] pensamos da mesma maneira». O baixista Pedro Calhau lembra Modern Times de Bob Dylan, ao passo que o teclista João Cardoso opta pelo triplo Orphans de Tom Waits.
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