novembro 29, 2008

TARA... DICE NA TV AMADORA - ENTREVISTA COM TARA MaCPHERSON

Pois aqui fica o link da TVAmadora, com a entrevista com Tara MacPherson. Obrigado José Carlos Francisco, os amiiiigos da Tara agradecem-te o envio do link.

http://www.tvamadora.com/noticias.aspx?newsid=218

Publicado por jmachado em 09:01 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 28, 2008

RECORTES 9 - J.M.LAMEIRAS IN DIÁRIO "AS BEIRAS" (O REGRESSO DO MAJOR ALVEGA) E JOANA AMARAL CARDOSO IN PÚBLICO (A MORTE DE BATMAN?)

recort2.jpg
ASBEIRAS1.jpg

Diário As Beiras, 22 de Novembro de 2008

O REGRESSO DO MAJOR ALVEGA

João Miguel Lameiras

Um livro acabado de lançar pela BdMania traz de volta um herói, velho conhecido dos leitores portugueses, mas que na realidade nunca existiu. Esse herói é o Major Alvega, personagem que fora de Portugal é conhecido pelo seu verdadeiro nome, Battler Britton.

Nascido em 1956, na revista “Sun”, com argumento de Mike Butterworth e desenhos de Geoff Campion, Robert Herward Britton, mais conhecido como “Battler” Britton, foi mais um entre muitos heróis de guerra que enchiam as páginas das revista da época. Em histórias curtas, que não primavam pela sofistificação dos enredos, Battler Britton viveu centenas de aventuras, em que praticamente sózinho destruiu todo o exército alemão. Essas histórias eram ilustradas de forma anónima por grandes desenhadores, como Ian Kennedy, Graham Coton, José Ortiz, Luis Bernejo, Solano Lopez e até Hugo Pratt, o criador de Corto Maltese, que ilustrou um episódio que em Portugal foi publicado no nº 417 da revista “Falcão”, em cujas páginas o inglês “Battler” Britton foi tranformado no luso-britânico Jaime Eduardo de Cook e Alvega.

Uma mudança imposta pela legislação portuguesa para as publicações infantis aprovada pelo Estado Novo nos anos 50, que obrigava a “nacionalizar” os heróis de BD estrangeiros, mas que no caso do Major Alvega acabou por resultar muito bem em termos comerciais, contribuindo para a identificação dos leitores portugueses com o às da aviação inglesa. Uma identificação que se manteve durante décadas e que já na década de 90, daria origem a uma divertida e inovadora série de televisão, com Ricardo Carriço como Major Alvega.

MAJORALVEGA1.jpg

Mas o mérito desta bem sucedida “nacionalização” de um herói menor da BD inglesa, deveu-se acima de tudo a Mário do Rosário, director da revista “O Falcão”, que foi quem criou a biografia alternativa de “Battler” Britton, rebaptizando-o como Jaime Eduardo de Cook e Alvega, filho de pai ribatejano e mãe inglesa, com uma passagem pela Universidade de Coimbra antes de se alistar na R.A.F. para defender a pátria da sua mãe das tropas alemãs.

É esse herói, mítico para quem o descobriu nas décadas de 60 e 70 do século XX, que agora regressa, adaptado ao século XXI, num livro da Bdmania que recolhe a mini-série de Garth Ennis e Colin Wilson, publicada pela WildStorm em 2006, para assinalar o quinquagésimo aniversário da personagem.

Ennis, que é um especialista em histórias de guerra (além de um dos mais populares argumentistas a trabalhar nos comics americanos) sente-se como peixe na água nesta história, em que o Major Alvega enfrenta as tropas de Rommel nos céus e nas areias do deserto africano, ao lado da aviação americana, mostrando-se igualmente mortífero e eficaz tanto nos combates aéreos como nas missões clandestinas em terra.

Ainda que Ennis tente dar da guerra uma versão mais realista do que a que era transmitida nas histórias originais dos anos 60, a verdade é que Alvega continua o mesmo combatente incansável e invencível, capaz de incríveis proezas, que o desenho dinâmico e rigoroso de Colin Wilson (tão à vontade a desenhar aviões e tanques, como a desenhar cavalos e cowboys na “Juventude de Blueberry”, ou no “Tex gigante” que desenhou para a editora Bonelli) ajuda a tornar credíveis.

Mesmo não sendo dos trabalhos mais marcantes de Garth Ennis (longe disso) esta nova aventura do Major Alvega é uma boa história de guerra, contada de forma escorreita e muito bem desenhada. Mas, numa perspectiva nostálgica, a opção da tradução portuguesa (muito cuidada no uso dos termos técnicos de aviação) em manter o nome de Battler Britton ao longo da história, não optando pelas liberdades criativas da versão do “Falcão”, retira muito da mística que a série tinha.

É por isso que, tal como tive ocasião de escrever no prefácio à edição da BdMania: “para mim, o inglês Robert Herward Britton é e será sempre o luso-britânico Jaime Eduardo de Cook e Alvega.”

(“Battler Britton: Major Alvega”, de Garth Ennis e Colin Wilson, BdMania Edições, 120 pags, 12 €)

untitled.bmp
BATMAN1.jpg

PÚBLICO, 27.11.2008

EM GOTHAM NADA SERÁ COMO DANTES

Joana Amaral Cardoso

Ontem foi "o fim de Bruce Wayne como Batman".
A DC Comics jogou o trunfo da história-choque com a sua marca mais valiosa do momento. Alguns fãs estão inquietos. Batman está num ponto de viragem e alguém vai ter de vestir a sua capa.

No ano em que o franchise Batman atingiu o seu maior sucesso monetário de sempre - o filme Cavaleiro das Trevas fez 775 milhões de euros de receitas, bateu recordes de bilheteira e está em plena corrida para os Óscares -, a DC Comics infligiu ontem um rude golpe na sua personagem. Batman morreu? Não é certo. Bruce Wayne é que já não está em condições vitais de ser Batman. Ontem, o livro 681 da narrativa Batman R.I.P. chegou às bancas americanas. O autor, Grant Morrison, garante: "Este é o fim de Bruce Wayne como Batman."
O livro (edição mensal) só deve chegar a Portugal em Dezembro e até ao fecho desta edição o seu conteúdo ainda não era totalmente conhecido, devido à diferença horária. Mas o futuro de Batman está em causa. O sucesso dos filmes tornou a história criada por Bob Kane e Bill Finger, em 1939, em sabedoria popular. Em criança, Bruce Wayne viu os pais serem mortos num assalto em Gotham e, anos depois, vestiu uma capa de morcego e criou uma superidentidade vingativa. Agora a capa terá ficado vazia. E alguém vai ter de vesti-la.

Antes disso, recapitulemos a história recente de Batman nos livros. Na saga Batman R.I.P., Batman tem uma nova namorada, Jezebel Jet, e confronta-se com um misterioso inimigo de seu nome Black Glove. É capturado e levado à insanidade através de uma droga - uma espécie de heroína para o Juízo Final - e, depois de inúmeras peripécias em Gotham, acaba por sucumbir aos poderes de Black Glove. E irá sofrer "um destino muito pior do que a morte", nas palavras de Grant Morrison, o argumentista escocês que desde 2006 está à frente da narrativa Batman. "As pessoas já mataram outras personagens no passado, mas para mim isso põe fim à (própria) história", disse Morrison ao site Comic Book Resources (CBR) em Abril. "Por isso, o que vou fazer é um destino pior do que a morte." As imagens reveladas na Internet, da autoria de Tony Daniel e Sandu Flores, mostram Batman amarrado num caixão.
A ideia deixou os fãs atónitos. "Não consigo imaginar que a DC sequer PENSE em matar o Bruce. (...) O Bruce É o Batman", dizia anteontem um incrédulo leitor no fórum Killer Movies. Esgrimem-se argumentos sobre quem poderá ser o sucessor de Wayne, quem será o seu assassino (se é que Wayne morre), mas sobretudo sobre qual a ideia da DC para o herói. É que até se pensa que Wayne sobreviverá, mas com uma personalidade alternativa ou uma mente em mau estado.

Choque e mercado

A teia dos livros de BD da DC está particularmente complexa. Cronologicamente, a R.I.P. segue-se Final Crisis, uma série de sete livros já em curso em que Bruce Wayne ainda será Batman, mas um Batman distinto do que conhecemos devido aos acontecimentos do livro n.º 681, segundo Morrison. Depois, entra em cena Neil Gaiman (criador da personagem de culto Sandman), que está a escrever um especial de dois livros de homenagem à personagem, Whatever Happened to the Caped Crusader?. Haverá ainda Battle for the Cowl (a luta pelo capuz de morcego, da autoria de Tony Daniel), que determinará quem será o "novo" Batman. E depois Morrison retoma a sua personagem de uma forma totalmente nova, como prometeu no site IGN.
Confusos? Eis uma explicação adicional de Don DiDio, o vice-presidente da DC, ao New York Times: "Percebemos, na sua ausência, quão valiosa é a personagem. Bruce Wayne voltará sempre como Batman algum dia." E Neil Gaiman, que diz que o livro duplo que está a preparar será a sua "última história Batman", descansa os fãs: "Nenhum franchise [de BD] se encerra para sempre."

Grant Morrison também está à frente do franchise All Star Superman, que já cheira a morte, e da série Final Crisis, em que o universo da DC se apresenta em crise e no qual será conhecido o destino final de Batman (ou da sua capa). Isso não é um acaso, reflecte o argumentista. "Ou significa que vou morrer no próximo ano", brinca, "ou então tenho estado a tomar o pulso a qualquer coisa, especialmente desde o 11 de Setembro." Para o argumentista escocês, está no ar "a sensação de que toda a cultura está bastante obscura e ameaçadora". "Parece o fim da civilização ocidental e que, de alguma forma, todos temos culpa disso."

A verdade é que o signo da morte não é estranho nem à personagem nem aos seus inimigos. Batman já morreu nalguns dos livros, embora sendo ressuscitado momentos depois. E no ano passado o Capitão América (Marvel) encontrou a morte às mãos de um sniper à entrada de um tribunal de Nova Iorque. Voltou este ano, com o uniforme passado a Bucky, o seu ajudante. Já em 1992 o Super-Homem morrera às mãos do vilão Doomsday para ressuscitar algum tempo depois.

A morte de Bruce Wayne não surpreendeu o ilustrador português Ricardo Tércio, que acaba de publicar o seu segundo livro para a Marvel. "Era inevitável, o Batman é mais uma marca e a concorrência entre a DC e a Marvel é quase pior do que entre a SIC e a TVI", ri-se. É que no meio de tudo isto há o lado negocial.

Nos anos 1990, a par da bolha das dot.com, outra vaga de especulação mercantil insinuava-se no mercado. Os comics vendiam em quantidade avassaladoras nos EUA, talvez só equiparáveis às da sua era dourada, sobretudo porque cada número poderia revelar-se uma mina de ouro futura, uma raridade que renderia milhões num leilão vindouro. Foi nessa altura que a DC matou o Super-Homem.

Quinze anos depois, a Marvel tentava renovar a estratégia com a morte do Capitão América, resumida ao P2 no início deste ano por Christopher Knowles, autor de Our Gods Wear Spandex: The Secret History of Comic Book Heroes, como "um belíssimo golpe publicitário". São narrativas-choque que pretendem gerar notícias, conversas, posts na Internet sobre o tema. Casamentos, funerais ou horríveis traições são ingredientes nada secretos nestas receitas. Como a revelação de que Batman tinha um filho, novidade da autoria do próprio Grant Morrison.

"O lado comercial é muito importante, sobretudo agora que a Marvel está a vender um pouco mais do que a DC", explica Ricardo Tércio. É preciso causar um shazam! e o desenhador tem a certeza de que este n.º 681 de Batman vai "rebentar com as vendas".

Segredo da popularidade

O ilustrador explica que, "como outros já morreram, o Batman ou o Bruce Wayne", corrige, tinha de morrer, quanto mais não seja porque é humano". Esse é, aliás, o segredo da sua popularidade. "O Batman é um dos super-heróis mais adorados porque as pessoas se identificam com ele." A personagem preferida do universo dos super-heróis de Ricardo Tércio é mesmo o "negro e trágico" Batman. Fala como quem o conhece bem.

"Acho que ele quer morrer", diz sobre Bruce Wayne. "Para se aliviar da culpa, do seu debate eterno com o seu lado negro, talvez para se juntar aos pais", explica, depois de um olhar, na Internet, para a capa do novo livro, desenhada por Alex Ross. "Tem um sorriso de serenidade, ligeiro, de alívio", arrisca.
As casas de apostas online já estão a tentar prever quem traiu e quem substituirá Bruce Wayne. Há especulação, alimentada pela própria DC, de que pode ter sido um dos Robins (há vários). Ou ainda Catwoman, ou Jezebel, ou ainda Hush, um outro vilão, ou o próprio Super-Homem. A mesma futurologia se faz em relação ao sucessor. Com os Robins e um Batman do futuro (Damian) a concorrer ao cargo.

O futuro à DC pertence. É que "não há continuidade cronológica hoje no mundo dos comics", argumenta Tércio. "Os números principais podem estar a seguir um arco narrativo como este (R.I.P.), mas daqui a 15 dias, e depois da polémica, volta tudo ao normal." Seja lá o que isso for no mundo da BD.

Publicado por jmachado em 08:14 AM | Comentários (2) | TrackBack

novembro 27, 2008

PONTOS DE VENDA DO BDJORNAL E RECORTES 8 - PEDRO CLETO (JN) E ASTERIX

EIS A LISTAGEM DE PONTOS DE VENDA DO BDjornal #23 e #24.
Como podem ver há lojas que foram cortadas, ou porque não vendiam, ou porque não pagam o que venderam, ou porque não se justificava a sua manutenção. Mas há uma (por enquanto) aposta nova: a Livraria Sá Da Costa, no Chiado, que decidiu apostar no BDj. E atenção às novas lojas da Kingpin Books, Mundo Fantasma e Central Comics (e a CC também vende online).

CASCAISPRESS
Cascais Shopping - Lj. D 29
CASCAIS

GHOUL GEAR
Rua Dr. João Lúcio, 2 B
FARO

KINGPIN OF COMICS
Rua Quirino da Fonseca, 16B
LISBOA

LIVRARIA DR. KARTOON
R. da Manutenção Militar, 15
COIMBRA

MUNDO FANTASMA
Av. da Boavista, 267 – 1º - loja 509/510
PORTO

TABACARIA PORTUENSE
Rua Sta. Catarina, 631
PORTO

LIVRARIA TEMA
Av. da Liberdade, 9 - loja 1 (Restauradores)
LISBOA

UNICEPE
Pr. Carlos Alberto 128-A
PORTO

VILELIVROS
Calçada do Duque, 19 A
LISBOA

VOGAL
Av. 1º de Maio 3 r/c Dt.
CALDAS DA RAINHA

SÉTIMA DIMENSÃO
Rua da Piedade nº 19
FUNCHAL

CENTÉSIMA PÁGINA
Casa do Rolão - Avenida Central, 118-120
BRAGA

CENTRAL COMICS LIVRARIA
Rua do Bonjardim, 594
PORTO

CINECITTÁ
Rua de O Século, 19
LISBOA

LIVRARIA LETRA LIVRE
Calçada do Combro, 139
LISBOA

LIVRARIA ALMEDINA
CAM da F. CALOUSTE GULBENKIAN
Rua Dr. Nicolau Bettencourt, 8
LISBOA

LIVRARIA PÁRA E LÊ
Rua 31 de Janeiro, 47 A
VILA PRAIA DE ÂNCORA

LIVRARIA UTOPIA
Rua da Regeneração, 22
PORTO

GALERIA TUBO DE ENSAIO
Rua 9 de Julho, 19 A - 1º
FIGUEIRA DA FOZ

LIVRARIA ARQUIVO
Av. Combatentes da Grande Guerra, 53
LEIRIA

SHOP SUEY COMICS
Rua Barão de Viamonte, 50
LEIRIA

PAPELARIA TABACARIA “O Ardina”
Praça Sertório, 26
ÉVORA

LIVRARIA PRETEXTO
Rua Andrades, 55
VISEU

ASA NEGRA COMICS
Centro Comercial O Faraó, loja 4
ALMADA

LIVRARIA TEMA
Avª. Lusíada - Centro Comercial Colombo, loja 2003
LISBOA

SECÇÃO9, LDA.
Rua Banda da Amizade, 46
AVEIROS

DUNGEON COMICS
Avenida Sá da Bandeira, 115 - C.C.Golden, loja 5, piso 1
COIMBRA

TRAMA
Rua S. Filipe Nery, 25 B
LISBOA

LIVRARIA SÁ DA COSTA
Rua Garrett, 100 (ao Chiado)
LISBOA

recort1.jpg

jnlogo.jpg

RECORTES 8

ASTÉRIX COMO NUNCA VISTO
Uderzo é alvo de uma homenagem por parte de vários criadores de banda desenhada

in Jornal de Notícias

F. Cleto e Pina

Intitula-se "Astérix e os seus amigos" e é um álbum de homenagem a Albert Uderzo, criado pelos seus colegas de profissão, para comemorarem o seu 80.º aniversário. A edição portuguesa acaba de chegar às livrarias.
Isto após serem ultrapassadas diversas contrariedades, que impediram a sua publicação em simultâneo com a edição original, lançada a 25 de Abril de 2007, a data precisa em que Uderzo, nascido em 1927, em Fismes, França, comemorava 80 anos.
O projecto nasceu em segredo no seio da sua editora, as Éditions Albert-René, conta a sua filha, Sylvie Uderzo, no preâmbulo do livro, com o propósito "de lhe oferecermos algo único, que lhe agradasse mas que também o surpreendesse. E que também pudesse agradar aos leitores".
Foram assim contactados os seus colegas de profissão, desenhadores e argumentistas, podendo as respostas deles ser encontradas, sob a forma de ilustrações, dedicatórias, gags ou bandas desenhadas ao longo das mais de 70 páginas do livro, "num fogo de artifício de vinhetas Astérix" que mostram o pequeno guerreiro gaulês "como nunca o víramos antes", sublinha Sylvie.
Isto porque, se alguns optaram por clonar o traço ímpar de Uderzo, em situações tradicionais ou completamente inovadoras (como Manara e Beltran, conhecidos pelas suas sugestivas protagonistas e pelo carácter erótico das suas obras), outros optaram por o recriar, ou aos seus conterrâneos gauleses, nos seus próprios estilos, muitas vezes proporcionando encontros inusitados com os seus próprios heróis.
Por isso, Astérix volta a cruzar-se com um vicking, desta vez Thorgall, encontra o amnésico XIII, tatuado com aquele número… romano!, o chefe da aldeia sofre com as gafes de Gaston Lagaffe, Obélix apaixona-se pela bela hospedeira Natacha, cruzando-se também com o Pato Donald, Oliver Rameau, Lucky Luke, Ric Hochet, Kid Ordin ou o Marsupilami.
Em suma, o cruzamento de vários heróis com Astérix , Obélix e companhia, que vivemos ao longo das páginas deste álbum, gera situações que certamente não estariam no espírito dos amantes mais criativos de banda desenhada.
E nem mesmo a conhecida paixão de Uderzo pelos Ferrari foi esquecida, sendo referenciada com humor por Jean Graton (evidentemente, ou não fosse ele o criador do campeão de Fórmula 1 Michel Vaillant) e Derib.
No total, são 34 autores de várias gerações, culturas, géneros, tendências e estilos, entre os quais Cauvin, Dany, Tibet, Walthéry, Van Hamme, Rosinski, Vance, Boucq, Loustal, Baru, Mourier, Arleston, Guarnido, Tarquin ou Zep, que mostram como o talento de Uderzo de alguma forma os marcou.
A edição portuguesa, que começou esta semana a chegar às livrarias, é da responsabilidade das Edições ASA, que também edita os títulos regulares das aventuras do pequeno guerreiro gaulês, e terá uma tiragem assinalável para os temos que correm: 20 000 exemplares, dos quais três mil numerados e autenticados com selo branco, como tem sido norma na primeira edição dos títulos de Astérix que a ASA está a relançar com novas traduções.
O produto da venda da edição original foi entregue pelas Éditions Albert-René à organização Défenseur des Enfants, responsável nomeadamente pela divulgação e defesa da Convenção dos Direitos da Criança, adoptada pela Organização das Nações Unidas em 1989, associando assim um dos mais bem sucedidos heróis da BD a uma causa social meritória.

ASTERIX.jpg
Capa do livro e páginas de Milo Manara.

Publicado por jmachado em 10:22 PM | Comentários (2) | TrackBack

novembro 26, 2008

RECORTES 7 - SARA FIGUEIREDO COSTA - JOANA AMARAL CARDOSO - PEDRO CLETO

EXPRESSO - SUPLEMENTO ACTUAL - 15 de Novembro 2008

Sara Figueiredo Costa

REC1c.jpg

PÚBLICO, SUPLEMENTO ÍPSILON - 21 de Novembro de 2008

Joana Amaral Cardoso

REC2.jpg
REC2A.jpg

JORNAL DE NOTÍCIAS - 2 de Novembro 2008

Pedro Cleto

REC3.jpg

Publicado por jmachado em 09:14 AM | Comentários (3) | TrackBack

novembro 21, 2008

19º FIBDA 2008 - PHOTOS - CONCURSO DE COSPLAY

E FINALMENTE AS FOTOS DOS VENCEDORES DO CONCURSO DE COSPLAY DO 19º FIBDA 2008.

Fotos de Carina Santos (colaboradora do BDjornal para assuntos da mangá) e amigos.

Quanto aos vencedores, eles foram:

Chibi - White-chan (Lunaria de Gekkou no Carnevale)
Desfile Iniciado - Chibi-cat (Euphemia de Code Geass)
Desfile Intermédio - Eternal_Moon (Kaoru Kamiya de Rurouni Kenshin)
Concurso Iniciado - Miah (Chii de Chobits)
Concurso Intermédio - Cloud (Yue de Card Captor Sakura)
Concurso Avançado - Sakura-chan (Sakura de Tsubasa Reservoir Chronicle)
Best@FIBDA - Sakurita_Leo (Queen Esther de Trinity Blood)

cosplay01b.jpg
cosplay02a.jpg
FINALEb.jpg

E, para os saudosos, que já escreveram centeeeeenas de emails, aqui fica uma Tara... dice final:

taradicefinal.jpg

E se este FIBDA 2008 não satisfez muita gente, pelo menos todos (ou quase), ficámos fãs da Tara McPherson!!! Obrigado, Mário Kingpin Freitas.

E, JÁ AGORA, NÃO ESQUEÇAM QUE AMANHÃ É A INAUGURAÇÃO DA NOVA LOJA DA KINGPIN OF... BOOKS.

KINGPINBOOKS.jpg

Publicado por jmachado em 06:52 PM | Comentários (2) | TrackBack

novembro 19, 2008

RECORTES 6 - P.CLETO (IN JN) - C.PESSOA (IN PÚBLICO) - J.M.LAMEIRAS (IN DIÁRIO AS BEIRAS)

JN9.jpg

Jornal de Notícias, 17 de Novembro de 2008

DO MAR PROFUNDO

Pedro Cleto

Filme animado e livro ilustrado, De Profundis é uma história de paixão pelo mar

É no mar, desde sempre fonte de fascínio e terror, de calma e violência, de paixão e repulsa, de morte e de vida, que se centra De Profundis.

O filme, incluído no livro ilustrado (ou o inverso?), nasceu de pinturas a óleo animadas de forma tradicional e é como uma banda desenhada com movimento, pela qual a câmara navega, revelando pormenores, desvendando detalhes, guiando os nossos olhos fascinados. Porque nele, talvez como nunca, o desenho virtuoso de Prado brilha, reluz, cativa e atrai, realçado pela forma pausada como a acção decorre, qual passeio, melhor, qual mergulho extasiado, ao som da música original de Nani Garcia (indissociável da animação) interpretada pela Orquestra Sinfónica da Galiza.

Na origem desta história, simples e maravilhosa, combinação onírica de fantasia e lendas marítimas, está a paixão pelo mar (da Corunha, onde o autor vive). No seu centro, uma improvável mansão, assente num penedo no meio do imenso mar, que lambe a cada vaga a sua escadaria ao cimo da qual uma violoncelista toca belas e melancólicas melodias para si, para os cetáceos que cada fim de tarde passam (para a ouvir?), para o seu companheiro, pintor dos fascínios do mar.

Mas um dia, uma tempestade naufraga a traineira onde ele embarcou, mergulhando-o numa viagem iniciática pelo misterioso fundo do mar, onde redescobre tudo o que já pintou - memórias que desconhecia serem-no - de desfecho fantástico. Mais aberto no filme, que apela mais à descoberta, à capacidade de nos maravilharmos; mais directo no livro, de respostas mais concretas.

DEPROFUNDIS.jpg

Da BD à animação
De Profundis (edição com DVD)
Miguelanxo Prado
Edições ASA

Nascido em 1958, Miguelanxo Prado, estudou arquitectura, dedicando-se à banda desenhada desde 1980. Uma das grandes referências da 9ª arte espanhola das últimas duas décadas, foi premiado em Angoulême, Barcelona, Amadora ou Roma, estando quase todas as suas obras editadas em Portugal.

Após trabalhar na versão animada de "Men in Black" (1997), produzida por Steven Spielberg, tem em "De Profundis" um projecto extremamente pessoal ao qual dedicou quatro anos de trabalho.

Copyright: © 2008 Jornal de Notícias; Pedro Cleto


PUBLICO5.jpg

OS EDITORES CANSARAM-SE E DECIDIRAM ACABAR COM O COLLECTIONNEUR

PÚBLICO - 16.11.2008 - Carlos Pessoa

Especializada em investigação sobre a BD, a publicação francesa chegou ao fim depois de mais de 30 anos de existência. A equipa que a dirige fala de uma "bela morte" e está aliviada.

Em 1908 os Pieds Nickelés, três simpáticos aldrabões especialistas na arte do desenrasca, vinham agitar o cinzentismo da sociedade francesa da época. Cem anos depois, acaba o Collectionneur de Bandes Dessinées (CBD), uma revista que revolucionou o conhecimento que se tinha da banda desenhada mundial. Quem faz a associação entre os dois temas é a própria publicação, que os puxa para a capa (e contra-capa) na última edição, um número duplo 113-114 com a data de Outubro. É o fim da linha para uma revista que começou em 27 de Março de 1977 como elo de ligação entre coleccionadores - fazendo jus ao nome - e acabou por ser o principal espaço de publicação, no universo franco-belga, dos investigadores de banda desenhada.
Ao contrário do que normalmente acontece, esta revista trimestral não desaparece por razões financeiras. Sai de cena porque a sua reduzida equipa - três homens com idades compreendidas entre os 60 (Dominique Petitfaux, editor e colaborador) e os 80 anos (Jacques Bisceglia, responsável financeiro, tem 68 anos e Claude Guillot, director executivo, 80), que trabalhavam sem receber qualquer remuneração e, para complicar mais as coisas, nem sequer vivem nas mesmas cidades - não soube renovar-se e está farta. "Foram mais de 30 anos a fazer a revista e há um certo cansaço. Preferimos parar agora, enquanto não temos problemas financeiros, embora esse problema pudesse colocar-se no curto prazo", explicou ao P2 Claude Guillot, responsável editorial do CBD desde o número 14 - Michel Bera, formalmente o director da publicação desde sempre, só assegurou a saída até ao décimo terceiro número.
Dominique Petitfaux, autor de estudos fundamentais sobre a vida e a obra de Hugo Pratt, confirma a existência de "fadiga": "Animar uma revista dá um trabalho enorme, desde a procura de colaboradores até ao envio pelo correio. Paramos em boas condições: os leitores são prevenidos que este é o último número e podem ser reembolsados. De facto, não estamos tristes, mas aliviados por ter podido fazer uma revista de boa qualidade até ao fim, e de ter podido programar 'uma bela morte'."

Triste notícia

Os responsáveis não conseguem explicar de forma satisfatória a falta de interessados na continuação do projecto. "É uma excelente pergunta. Nenhuma outra pessoa se apresentou para pegar na bandeira", diz Guillot, que fala de esgotamento do "espírito da equipa": "O passado não interessa a ninguém, não é um assunto na moda." Petitfaux, por seu lado, acha que "a nova geração não parece estar interessada na história da BD e não concebe o trabalho voluntário". Em França, acrescenta, "praticamente nenhum investigador de história da BD tem menos de 50 anos".
A enorme importância do CBD enquanto publicação de estudo - o catálogo de referência BDM: Trésors de la Bande Déssinée surgiu em 1979 como um número extra do Collectionneur antes de se autonomizar - não esconde uma implantação e difusão modestas, mesmo para a escala francesa. O primeiro número, ainda policopiado, teve uma tiragem de 400 exemplares. Sete edições mais tarde, a publicação passou a sair em offset e agrafada. Com o número 14, datado de Novembro de 1978, já apresenta o aspecto que se manteve praticamente até ao fim - o que explica em boa medida o seu aspecto gráfico rétro e esteticamente muito datado.
No apogeu da sua existência, recorda Petitfaux, o CBD tirava 1500 exemplares, mas nos últimos anos não passava dos 800. Além das assinaturas, a revista tinha uma distribuição comercial em algumas livrarias francesas especializadas.
No meio da banda desenhada, o desaparecimento da revista foi recebido com grande consternação. "É uma triste notícia", confessa o crítico Laurent Mélikian (L'Écho des Savanes). "Encontrava ali artigos que me falavam da história da BD sem espírito de capela e, sobretudo, que considerava a BD no seu conjunto." Yves Frémion, chefe de redacção de Papiers Nickelés (que reivindica a filiação na linhagem em que se insere o CBD, mas tem um leque de interesses mais abrangente, que vai do desenho de imprensa à ilustração, gravura e cartaz), fala de "tragédia": "Os seus dossiers eram insubstituíveis, as suas informações verificadas, as suas opções inteligentes. Quando o CBD falava de um desenhador conhecido era sempre para nos dar alguma coisa que não conhecíamos. Era a fonte número 1 do património de BD em França."

Fim de uma era

Didier Pasamonik, chefe de redacção do site ActuaBD, enfatiza a autoridade do Collectionneur: "Os especialistas de BD não podiam publicar uma linha sobre a Nona Arte sem serem 'rectificados' pela equipa do CBD. Tornou-se rapidamente um local de alta cultura bedéfila e uma referência no domínio da história da banda desenhada. O problema é que a equipa não conseguiu renovar os seus membros e falhou o desafio da Internet."
Leonardo de Sá foi o único estudioso português a colaborar no CBD com um artigo sobre André Daix (co-assinado por Antoine Sausverd). Conhecia algumas das pessoas, mas admite que "não estava por dentro da publicação". Por isso, também para ele foi um "choque" saber que a revista ia acabar: "A publicação reuniu uma equipa bastante valiosa de investigadores e articulistas e nunca teve problemas em falar de coisas mais antigas ou modernas. O fim do Collectioneur é, também, o fim de uma era."
O CBD é apenas o último de uma série de desaparecimentos de publicações do género. Os críticos citam o fim de Bo-Doï, que surgirá em Janeiro de 2009 numa versão online, e Cargo, mas não esquecem as revistas que continuam - Hop!, Papiers Nickelés ou 9.ème Art, esta última com periodicidade anual. Todavia, diz Mélikian, não há razão para optimismos: "Caímos num rumo que consiste em considerar a BD sob o ângulo de uma expressão artística formal, e na melhor das hipóteses como fenómeno comercial. Será um pouco mais difícil sairmos disso e regressar ao estudo do que me parece fundamental - o que quer exprimir uma obra de BD e o que inspira ela aos seus numerosos leitores?"
Leonardo de Sá partilha o mesmo pessimismo: "A investigação histórica está na base de tudo o que se possa fazer depois. Agora, ficamos com a impressão que há um vazio que pode ser duradouro. Onde é que vamos poder publicar este ou aquele artigo?"

CBD.jpg
CBD2.jpg
O director Guillot (ao centro), com Bisceglia (esquerda) e Petitfaux.


AMADORA 2008 EM BALANÇO

Diário As Beiras, 15 de Novembro de 2008

João Miguel Lameiras

Terminada, no último domingo, mais uma edição no Festival de Banda Desenhada da Amadora e enquanto não chega a vigésima edição, número redondo, que promete ser comemorado a preceito, é altura para fazer um balanço do que se viveu nestes vinte dias em que a Amadora se transforma na capital nacional da BD.

A primeira evidência, comprovada pelo público que encheu o Fórum Luís de Camões, na Brandoa, durante os três fins-de-semana, é que o Festival soube reconquistar o público visitante, este ano claramente em maior número do que em outras edições. Algo a que não será certamente alheio a estabilização do núcleo central do Festival num mesmo espaço pelo terceiro ano consecutivo, reencontrando no Fórum Luís de Camões uma casa que não tinha desde a saída da velhinha Fábrica da Cultura, o que, naturalmente, ajuda à fidelização do público.

O tema escolhido, a Ficção Científica, mesmo que tenha pouco a ver com a maioria da produção actual (não apenas na BD, pois também na literatura, praticamente já não se publicam livros de ficção científica em Portugal) funcionou muito bem em termos de exposições, muito por via do excelente trabalho cenográfico que transformou o Fórum Luís de Camões no interior de uma nave espacial. Claro que a qualidade do material exposto também ajudou e muito, pois não é todos os dias que temos oportunidade de ver pranchas originais do “Flash Gordon” de Alex Raymond, ou belas ilustrações de Moebius e Druillet, como acontecia na exposição principal, que incluia ainda um núcleo dedicado à ficção científica na BD portuguesa, que deixava perceber facilmente a falta de tradição nacional no género, que raras excepções de (algum) relevo, como “Wanya”, ou “Eternus 9”, não vêm contrariar.

Outro ponto alto da exposição principal, era o núcleo dedicado ao argumentista argentino Hector Oesterheld, provavelmente o melhor escritor de BD de língua espanhola, “desaparecido” às mãos da ditadura militar argentina nos finais dos anos 70 do século XX. Embora quem tenha visitado o Festival nos dois primeiros fins-de-semana, não tenha podido ver esta exposição, devido a problemas com a alfândega argentina, que atrasaram a sua montagem, valeu a pena a espera, pela riqueza do material e pela forma inteligente como estava organizada. Mas, pessoalmente, o momento mais importante do Festival foi o encontro com Elsa Sanchez, a víuva de Oesterheld, cujo comovente depoimento sobre a vida e o trabalho do marido foi absolutamente tocante e inesquecível.

Mas, além das exposições que, com a excepção da mostra dedicada à série “Star Wars”, que desiludiu, tinham bastante bom nível, o Festival serviu para um série de lançamentos de novidades editoriais, que irão ser objecto de análise neste espaço nas próximas semanas e que incluiu algumas surpresas, como o álbum “Camões”, de Jorge Miguel ou os títulos inaugurais da Colecções “BD Classic” e “BD Pop-Rock Português, da Tugaland, desenhados por Jorge Mateus (Schoenberg) e Alex Gozblau (Xutos & Pontapés), que juntam a BD à música, usando a fórmula de sucesso criada pela editora francesa “Nocturne”.

Se nas sessões de autógrafos ainda se continuam a ver muitos dos mesmos “habitués”, as vendas dos livros de autores mostram que esse leque de vistante se está a alargar, do mesmo modo que a verdadeira multidão que superlotou o auditório na tarde do “cosplay” (actividade que consiste em vir disfarçado de personagens de BD ou animação, normalmente japonesas) confirma que o Festival também já conseguiu cativar os jovens leitores de mangá (a BD japonesa).

Num momento em que tanto se fala de crise, o sucesso em termos de público desta edição do Festival da Amadora é reconfortante. Agora, resta esperar que a edição do próximo ano confirme esta tendência.

Copyright: © 2008 Diário As Beiras; João Miguel Lameiras

Publicado por jmachado em 08:46 AM | Comentários (2042) | TrackBack

novembro 18, 2008

19º FIBDA 2008 - PHOTOS - 3º fim-de-semana - domingo DIA 9NOV08

Estamos quase a chegar ao fim desta maratona de fotos do FIBDA 2008. Foram tiradas quase 1.600 fotos (por vários fotógrafos "profissionais" assinalados nos posts) e delas escolhidas 332 para a kuentrada do ano. Faltam ainda os vencedores do cosplay - com fotos da Karina San, colaboradora do BDjornal sob o pseudónimo Carina Santos - e mais algumas do Dâmaso Afonso.

Chamo a atenção do comentarista SirGasso, do post anterior: os peixinhos que vimos naquele aquário, não são Picanhas Assassinas, não! Mas sim Piranhas apenas - o assasinas foi acrescentado por algum moralista socialmente correcto, uma vez que as coitadas mais não fazem do que alimentar-se - bastante depressa é certo, mas só isso.

E obrigado ao Diogo pela correcção da gralha no comentário seguinte.

fotosfibda90a.jpg
fotosfibda90b.jpg
fotosfibda90c2.jpg
fotosfibda90d.jpg
fotosfibda90e.jpg
fotosfibda90f.jpg

Publicado por jmachado em 05:04 PM | Comentários (13) | TrackBack

novembro 13, 2008

19º FIBDA 2008 - PHOTOS - 3º fim-de-semana - sábado DIA 8NOV08

E AQUI FICAM AS FOTOS DE SÁBADO, DIA 8 E NOVEMBRO:

fibda2008a.jpg
fibda2008b.jpg
fibda2008c1.jpg
fibda2008d.jpg
fibda2008e.jpg
fibda2008f.jpg

E amanhã, ou sábado, conforme a disposição deste vosso servidor, entrarão as fotos do último dia do 19º FIBDA 2008...

Publicado por jmachado em 07:47 PM | Comentários (6) | TrackBack

RECORTES 5 - DE PEDRO CLETO NO JORNAL DE NOTÍCIAS

recortesPC1.jpg
recortesPC2.jpg
recortesPC3.jpg

12nov2008
JORNAL DE NOTÍCIAS

Português desenha para a Marvel
00h30m

F.CLETO E PINA

É esta quarta-feira editado nos Estados Unidos o quarto e último "Avengers Fairy Tales", sendo Ricardo Tércio o responsável pela criação gráfica da versão de "O Feiticeiro de Oz" escrita por C. B. Cebulski. O JN conversou com ele.
Nascido a "12 de Maio de 1976, ilustrador auto-didacta", Ricardo Tércio cresceu "rodeado pelos filmes da Disney e os clássicos europeus de BD que cá chegavam, tendo começado a desenhar cedo, influenciado por eles".
Depois dos "Spiderman Fairy Tales", esta foi a segunda vez que trabalhou com Cebulski "que nos dá grande liberdade para sugerir o que melhor se adequa aos nossos estilos". Com "um resumo da história", o primeiro passo "foi desenvolver graficamente as personagens". Uma vez recebido o argumento completo, "planifiquei a BD, foram inseridas legendas provisórias e o conjunto rodou pelos editores. Depois de tudo aprovado, desenhei a lápis, limpei o que estava a mais, colori em computador e foi inserida a legendagem". Tal como na BD anterior, "pude manter a minha imagética das personagens: comecei por fazê-las num estilo menos "desenho animado", mas as suas necessidades de movimentação acabaram por me levar de volta ao meu estilo".
Foram "60 dias de trabalho", com o aliciante de "poder desenvolver um novo design para as personagens": She-Hulk (como Dorothy Gale), Thor (Espantalho) que "ficou muito engraçado e representa mais o meu estilo e a minha 'freakalhice'", Iron-man (Homem de Lata, claro), "que me deu especial prazer porque gosto muito de desenhar seres mecânicos", a Feiticeira Escarlate (Bruxa Má do Oeste) e Magneto (Feiticeiro de Oz).
Considera difícil "inserir o romance numa BD de 23 páginas" e pensa que o "produto final é mais para os fãs da Marvel do que para os apreciadores do Oz original". Até porque, acrescenta, "não sou apreciador da visão tradicional dos universos de magia e fantasia, pelo que tentei afastar-me o mais que pude de estereótipos como bruxas com vassouras e nariz grande".

Publicado por jmachado em 12:08 PM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 12, 2008

19º FIBDA 2008 - EXPOSIÇÕES (2)

Eis então algumas fotos da exposição central do 19º FIBDA 2008.

expocent1.jpg
expocent2.jpg
expocent3.jpg
expocent4.jpg
expocent5.jpg
expocent6.jpg
expocent7.jpg

E AMANHÃ, FOTOS DO ÚLTIMO FIM-DE-SEMANA (1)...

Publicado por jmachado em 08:59 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 11, 2008

19º FIBDA 2008 - EXPOSIÇÕES (1)

Depois de um diazeco de descanso, iniciemos então um pré-balanço do FIBDA (o balanço final será no BDjornal #25), com um texto do Pedro Bouça - colaborador do BDj - e já editado no blogue português do Tex (http://texwiller.blog.com).

Sábado, 8 de Novembro

Foi o dia do concurso de Cosplay. E com isso, de longe, o dia mais CHEIO do Festival de Banda Desenhada da Amadora, desde que eu vim pela primeira vez!
Infelizmente, ao contrário do ano passado, não consegui ver o concurso porque a multidão simplesmente entupiu todos os acessos. Ainda vi algumas fantasias de alto nível (tinha uma garota que parecia fantasiada de Luís XIV em traje de gala que estava com um visual impressionante!), mas a parte interessante - garotas seminuas e gente pagando mico - estava complicada demais. Pena! Espero que no próximo ano eles consigam mais espaço para isso, embora não consiga imaginar como.

Enfim, além do dia do cosplay, este também é o fim de semana Tex! O amigo José Carlos Francisco, mais conhecido por Zeca, apareceu junto com dois desenhadores do caubói monolítico, Marco Bianchini e o espectacular Fabio Civitelli, que foi bastante requisitado. Eu fui um dos privilegiados que saíu com um belíssimo desenho de Fabio Civitelli e consegui ainda por cima o de um dos meus personagens favoritos... Mister No!

Cumprido esse passo, aproveitei para pegar um autógrafo com o principal autor português de quadradinhos, José Carlos Fernandes, outra "parada obrigatória" em qualquer festival da Amadora. Sempre muito simpático e solícito, ele fez-me um belo desenho no seu novo álbum em parceria com o desenhador Luís Henrique. A seguir fui atrás do Cyril Pedrosa. Ele fez a excelente BD "Três Sombras", premiada em Angoulême este ano. É sobre um garoto que começa a ser perseguido pelas "três sombras" do título e os esforços do seu pai para tentar salvá-lo. Belíssimo e recomendado! Eu levei meu exemplar e o Cyril autografou.

Por fim, entrei em uma bela fila para conseguir um autógrafo de outro desenhador de peso: Das Pastoras. O espanhol, que desenha a série Castaka (que conta a história dos ancestrais do Metabarão) com roteiros do Jodorowski, fazia miséria tendo como única ferramenta... Um lápis! Quem via não acreditava no que o camarada fazia com esse utensílio simples e versátil! Grande talento!

Para finalizar o sábado, uma grande sessão de fotos com o Civitelli, o Bianchini, o José Carlos e... O Tex! Sim, um dos frequentadores da tradicional Tertúlia BD de Lisboa estava lá devidamente paramentado como o caubói! Não dava para perder a oportunidade de tirar umas fotos com isso, né?

Domingo, 9 de Novembro

Foi hoje só e amanhã não tem mais... O cansaço dos últimos dias bateu forte e precisei arrastar-me para
fora da cama de manhã. Até conseguir ficar em condições de sair de casa já era BEM tarde e eu cheguei ao festival pouco depois do início da sessão de autógrafos. Felizmente o sentimento parece ter sido generalizado e havia pouca gente por lá. Entrei na fila do Marco Bianchini e cheguei rápido até ele, porém ele logo interrompeu para conversar com o Jean-Pierre Dionnet!

Compreendo perfeitamente o sentimento dele, já que uma oportunidade para conversar com uma lenda viva como Dionnet (editor original da Metal Hurlant!) não surge todo dia. Civitelli, que sabe francês (para minha surpresa, mas isso facilitou MUITO minhas conversas subsequentes com ele...), serviu de intérprete. Bianchini mostrou ao Dionnet um trabalho dele publicado na França, uma série pós-apocalíptica chamada "Formiga Branca", publicada pela obscura editora Pavesio. Sem dúvida era material no estilo que Dionnet editava nos velhos tempos da Metal. Não peguei toda a conversa, mas pareceu-me que o Bianchini estava interessando em arrumar uma nova editora para esse material na França. Ele e o Dionnet acertaram uns detalhes e a sessão de autógrafos recomeçou. Vale notar que, diferente do Bianchini, o Civitelli não parecia interessado em tentar um projecto mais pessoal (eu até perguntei...) e aparentemente está feliz em só trabalhar com Tex mesmo. Curiosa falta de ambição, ou amor em demasia à personagem!

dionnet.jpg
Foto de José Carlos Francisco in http://texwiller.blog.com

Enfim, a interrupção levou um certo tempo, mas o Bianchini mais do que compensou fazendo uma bela ilustração da personagem que ele mais desenhou na Bonelli, Mister No (perceberam um padrão aqui?). O maior destaque do desenho foi o belíssimo trabalho de sombras que ele fez, misturando caneta, feltro e pincel! Bem melhor que o que se costuma ver nos trabalhos dele para a Bonelli (onde, a bem da verdade, a qualidade de impressão utilizada elimina essas subtilezas), quase no nível de Frank Miller! Apesar da longa espera, o trabalho de Bianchini mais do que valeu a pena, no final das contas.

Aproveitei esse meio tempo para ver os portfolios de ambos os artistas que estavam à disposição. Bianchini tinha pilhas de páginas de Mister No e alguma coisa de outros personagens à venda. Já Civitelli tinha uma história quase completa do Tex para mostrar. Páginas e mais páginas de uma qualidade inimaginável para quem está acostumado a ver o trabalho dele impresso porcamente em papel ordinário. Dava até pena de pensar em como isso ficaria nas edições da Mythos! A história, aliás, era escrita pelo Manfredi - primeiro trabalho dele no Tex mensal! Não dava para ler as mais de 200 páginas e fazer uma avaliação do roteiro, óbvio, mas a arte do Civitelli era impecável. No final do portfolio estavam algumas ilustrações, incluindo um desenho de Blueberry feito por Civitelli e um de Tex por Jean Giraud! Os dois artistas andaram "trocando cromos"! Inusitado e bem curioso!

Visto isso, peguei o autógrafo com o Luís Henriques no livro que ele fez com o José Carlos Fernandes (que, vão lembrar, já tinha feito o dele ontem). Ele usa tinta para caramba! O resultado ficou bem impressionante, mas precisou secar por uma meia hora antes de eu poder guardá-lo com segurança...

Feito isto eu finalmente pude pegar o autógrafo do Jean-Claude Denis. Levei o óptimo álbum dele sobre odores para autografar e falamos um pouco sobre o assunto. Já tinha encontrado o Denis no ano passado, mas como não conhecia a obra dele não rolou muita conversa. Ele é gente boa e fez um desenho bem engraçado.

Acabado os autógrafos dos artistas "de fora", aproveitei para pedir autógrafos em um exemplar da revista de humor "Moda Foca" que o editor do BD Jornal, Machado Dias, fez com vários dos nossos colegas da Tertúlia BD. O pessoal é batuta e fez um trabalho bem simpático.

Já mortinho da silva, eu acompanhei o Civitelli e o Bianchini enquanto admiravam as exposições. Eles ficaram babando sobre os originais do Flash Gordon do Alex Raymond em exposição, os mesmos que
os LEITORES texianos nem ligaram quando eu mostrei na abertura do festival... ;-)

Incidentalmente, Alex Raymond não fazia uma única correcção no seu nanquim nos originais. Aquelas linhas superprecisas e finíssimas estavam SEMPRE no lugar certo! O homem era craque!!! Não admira que um artista do nível do Civitelli tenha ficado embasbacado com o trabalho dele.

Balanço final: Muitos autógrafos, muitas (demasiadas até, para meu orçamento) compras, conheci o Zeca e outros texianos que eu só tinha visto antes "de internet", vi originais de Alex Raymond, Moebius, Liberatore, Leo e muitos autores que nunca nem imaginara poder admirar tão de perto, adquiri um novo respeito pela arte do Civitelli e do Bianchini, constatei que Pat Mills e Janjetov são autores absurdamente simpáticos, entrevistei o Mauricio de Sousa, encontrei o Sidney Gusman depois de muitos anos e, no geral, reencontrei muita gente boa que só vejo nesse evento. Ou seja, a experiência foi altamente positiva!

Houvesse mais garotas (maldita falta de mangá em Portugal) e um programa definido com antecedência o bastante para eu poder ter material dos autores convidados em mãos a tempo para o festival e seria perfeito!
O público também achou e esse foi o festival mais cheio que eu já vi. Não duvido que nos próximos dias a organização divulgue um recorde de público (que costuma estar na casa dos 30 mil visitantes). Merecido!

Pedro Bouça

E AS FOTOS DAS EXPOSIÇÕES (já mostrei algumas anteriormente):

expos1.jpg
expos2.jpg
expos3.jpg
expos4.jpg
expos5.jpg
expos6.jpg
expos7.jpg
expos8.jpg

AMANHÃ, AS FOTOS DA GRANDE EXPOSIÇÃO CENTRAL DEDICADA À TECNOLOGIA E FICÇÃO CIENTÍFICA...

Publicado por jmachado em 08:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 09, 2008

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "TIOTÓNIO - UMA VIDA EM QUADRADINHOS"

titotonio1c.jpg

Esta monografia sobre António Cardoso Lopes Júnior (Tiotónio), um dos mais importantes autores e editores da BD portuguesa dos anos 20, 30 e 40 do século passado, será apresentada no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI) na Av. do Brasil na Amadora hoje - domingo, 9 de Novembro de 2008, pelas 18h.

O criador das figuras dos saloios Zé Pacóvio e Manel Grilinho foi também responsável por algumas das mais importantes revistas da banda desenhada nacional, durante o quarto de século em que trabalhou em Portugal. A mais célebre das suas publicações foi sem dúvida O Mosquito, que fundou com Raúl Correia e onde diversos outros autores marcantes deram igualmente os primeiros passos: Vítor Péon, Jayme Cortez, Servais Tiago, Eduardo Teixeira Coelho, José Ruy, José Garcês, Roussado Pinto e vários outros. Foi justamente considerado como “a mais completa figura do jornalismo infantil português”.

No final de 1950, Tiotónio partiu para o Brasil e pouco depois perdeu-se-lhe o rasto por completo. Durante mais de cinco décadas o mistério do seu desaparecimento foi total. Este volume da colecção NonArte desvenda agora o enigma de meio século e revela também outros lados desconhecidos da sua biografia, através de abundantes fotografias ou documentos inéditos e reproduções de histórias ou desenhos de sua autoria.

NonArte é uma colecção do CNBDI, composta de ensaios sobre temas relacionados com a temática figurativa, especificamente sobre BD e ilustração, em particular através de monografias de autores nacionais.

Leonardo De Sá é um reconhecido especialista e historiador nas áreas da banda desenhada e da imagem, com mais de duas dezenas de obras escritas sobre BD portuguesa, para além de textos fundamentais sobre a BD internacional publicados em França, Itália e Estados Unidos da América e colaborador assíduo do BDjornal desde o número 1. O presente volume da NonArte é o quinto tomo que assina na colecção.

A publicação esteve a cargo da editora Bonecos Rebeldes (bonecosrebeldes@yahoo.com.br).
Livro brochado, 30,5x23cm
112 págs.+capas, p&b e cores
PVP: 15.00€

TITOTONIO2c.jpg

Publicado por jmachado em 09:34 AM | Comentários (5) | TrackBack

novembro 08, 2008

19º FIBDA 2008 - PRÉMIOS

Os Prémios do FIBDA deste ano foram entregues nos Recreios da Amadora, depois de no ano passado, acertadamente terem sido entregues no Auditório do Forum Luís de Camões - Núcleo Central do Festival. Esta coisa lamentável e contraproducente de dispersarem os visitantes do Festival pela cidade da Amadora é outra velha pecha a apontar à organização. Falarei nisso de novo, mais tarde.

As fotos que apresento são cedidas amavelmente pelo Dâmaso Afonso.
Não quis deixar de prestar aqui uma pequena homenagem a Victor Mesquita, no final do post.

Eis os premiados:

MELHOR ÁLBUM PORTUGUÊS
OBRIGADA, PATRÃO
– Rui Lacas – Edições ASA

MELHOR ARGUMENTO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS
Rui Lacas – OBRIGADA PATRÃO – Edições ASA

MELHOR DESENHO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS
António Jorge Gonçalves – REI – Edições ASA

MELHOR ÁLBUM DE AUTOR ESTRANGEIRO
MUCHACHO (Tomo 2) – Lepage – Edições ASA

MELHOR ÁLBUM DE TIRAS HUMORÍSTICAS
ZITS - AMUADO, ALUADO, TATUADO – Jim Borgman (desenho) e Jerry Scott (argumento)– Gradiva Publicações

MELHOR ILUSTRAÇÃO PARA LIVRO INFANTIL
Madalena Matoso – O MEU VIZINHO É UM CÃO – Planeta Tangerina

CLÁSSICOS DA 9 ARTE
BLUEBERRY - díptico A MINA DO ALEMÃO PERDIDO e O ESPECTRO DAS BALAS DE OURO – Jean Giraud (desenho), Jean-Michel Charlier (argumento) – Edições ASA/Jornal Público

MELHOR FANZINE
VENHAM + 5 (nº5) – Bedeteca de Beja/Câmara Municipal de Beja

PRÉMIO JUVENTUDE
(atribuído por uma turma de Artes)
WANYA, ESCALA EM ORONGO – Nelson Dias e Augusto Mota – Gradiva Publicações

TROFÉU DE HONRA
(atribuído pela Câmara Municipal da Amadora)
Victor Mesquita

FIBDAPREMIOS1.jpg
FIBDAPREMIOS2.jpg
FIBDAPREMIOS3b.jpg
FIBDAPREMIOS4.jpg
FIBDAPREMIOS5.jpg

Publicado por jmachado em 09:40 AM | Comentários (3) | TrackBack

FIBDA - GUERRINHAS, AI, AI, AI, QUE ISTO VAI AQUECER...

Hoje (dia 7) aconteceu uma coisa interessante no FIBDA. Espalhei meia dúzia de autocolantes da Moda Foca pelos corredores do Festival e pelo Bar e qual não é o meu espanto quando me aparece um daqueles putos imberbes e meio tacanhos que andam a vigiar as exposições a dizer que eu não tinha autorização para colar autocolantes (que, diga-se, eram daqueles que se descolam sozinhos ao fim de meia hora, pois são próprios para etiquetas de envelope e não para colar em madeira) e a organização não quer as paredes do festival sujas com publicidade! Embora me apetecesse dar um tabefe no puto, acabei por me rir à gargalhada com tamanha imbecilidade.

Mas o meu espanto ainda foi maior quando um dos elementos da organização me telefonou a dizer o mesmo! A justificação mais premente era de que “e se toda a gente se põe a fazer o mesmo – a pôr autocolantes de publicidade pelo Festival fora?” Pergunto eu: e qual era o problema? Haveria algum problema dramático nisso? Estragava o Festival? Sujava o Festival todo?

Isto só me leva a voltar à vaca fria (coisas que estou marreco de escrever nem sei desde quando): o Festival da Amadora não é já um Festival, no verdadeiro sentido da palavra, uma vez que a Festa está excluída da coisa. Isso começou a deixar de acontecer com a saída do festival da Fábrica da Cultura e mesmo no ambiente caótico da Escola Intercultural, as coisas começaram a mudar. O público e todas as pessoas ligadas à BD não podem participar senão institucionalmente, com requerimentos prévios, autorizações expressas, etc… etc… portanto, a Festa nunca acontece!!! Não há lugar para o imprevisto, o improviso, as coisas que “vão acontecendo”… Até para fotografar as exposições, agora é necessário assinar uma declaração prévia de que não se vai fazer uso indevido das fotos (leia-se atentar contra os direitos de autor e editor do material fotografado) e depois, pode fotografar-se rigorosamente tudo ao pormenor. Evidentemente que pessoalmente me recuso a assinar seja que declaração for, uma vez que toda a gente sabe (desde há 16 anos no FIBDA, para ser exacto) que tudo o que fotografo no Festival é para ser publicado, nem que a vaca tussa.

Portanto o Festival da Amadora transforma-se de ano para ano num mega Salão de exposições de originais de Banda Desenhada, escolhidos sem qualquer critério específico, para além de obedecer a um tema decidido sabe-se lá por quem e porquê, ou mesmo para quê. Já no BDjornal #21 escrevi a propósito do FBDA de 2007: “o Festival da Amadora atingiu um pico de grande qualidade no aspecto formal – quer na organização e aproveitamento dos espaços, quer na excelência das cenografias – mas peca irremediavelmente pelo despropósito da maioria das exposições” e este ano voltarei a escrever o mesmo, se não mesmo mais acintosamente, na apreciação global do Festival no BDj.

Tenho que perguntar isto: onde está o contributo do FIBDA para a BD portuguesa actual? Onde estão as exposições de investigação histórica, por exemplo – que poderiam sempre, só por si, deixar uma marca indelével em cada edição do festival? No ano passado ainda houve a exposição sobre o Tio Tónio, este ano, népia. Este ano uma grande exposição histórica que podia ter sido feita, (mesmo sem ter a ver com a BD portuguesa, embora se pudessem lá colocar elementos de muitos autores portugueses que trataram o tema) não aconteceu devido à inépcia da organização: a exposição sobre os 60 anos de Tex Willer.

Quando se pensou numa exposição para comemorar um feito inédito na BD europeia, que é o de uma personagem chegar aos 60 anos de publicação contínua e ininterrupta, como é o caso de Tex Willer, pensou-se numa coisa histórica, com elementos (pranchas, capas, edições) que mostrassem as abordagens à personagem ao longo desse tempo – e do próprio tempo passado. E isso foi proposto à organização do FIBDA em Maio/Junho deste ano. Contudo, apesar dos esforços quase desesperados de José Carlos Francisco para obter uma resposta, ninguém do FIBDA se dignou responder durante três meses! E quando finalmente responderam, já em finais de Setembro, era tarde demais para a Bonelli conseguir reunir pranchas de 1948 a 2008 ou outro material histórico para se fazer “a tal exposição”. Assim, o que se conseguiu foi uma exposição de originais actuais, que tem apenas o interesse de ser a única vez que a Bonelli Editore autorizou a saída de Itália de originais seus. Mas não é a exposição histórica que se ambicionava (leia-se José Carlos Francisco e eu próprio, que nem sequer sou texiano, mas dou tudo por uma boa pesquisa histórica e acho que o Tex merecia isso). Mesmo assim no BDjornal #24 tentei dar uma ideia do que poderia ter sido essa exposição, com um dossier que abarca o conhecimento do que é o género western (o que quer dizer a palavra western; quem foram os verdadeiros Kit Carson, General Custer, Bufallo Bill, Sitting Bull, como apareceram os Texas Ranger, por aí fora), passando pelo western na BD europeia e depois a história da casa Bonelli, quem era o primeiro desenhador de Tex, excertos de uma entrevista com Sergio Bonelli, etc, etc…

Portanto, e voltando ao início, não vou desistir nunca de imprimir a este Festival a componente Festa de que ele precisa para se afirmar como tal e assim, a guerra (uma pequena guerrinha) está declarada; não sei o que se irá passar neste último fim-de-semana, mas os autocolantes vão continuar a aparecer por lá.

Até porque, em última análise, o Festival é pago com o dinheiro dos contribuintes (como diria o MST), portanto com o meu – com o nosso dinheiro !!!

Aqui ficam, para descomprimir, as fotos da exposição 60 anos de Tex, que tirei no passado dia 4:

tex04nov081.jpg
tex04nov082.jpg
tex04nov083.jpg

P.S. - Parece-me, pelo primeiro Comentário (do João Rosa) publicado, que há gente que não vai entender nada do que se escreveu: não se trata de "um espaço meu", trata-se de "um espaço nosso", pago por nós !!!!!! Mas há gente que gosta de se ver retratado no sistema, ou protegido pelo sistema e, por tanto, defenderá até a ASAE, como defenderia, se vivesse nesse tempo, a própria PIDE. "Deixai vir a mim os pobres de espirito", onde é que eu já li isto...

Publicado por jmachado em 01:11 AM | Comentários (14) | TrackBack

novembro 07, 2008

19º FIBDA 2008 - PHOTOS - 2º fim-de-semana - DOMINGO DIA 2NOV08

AS FOTOS DE DOMINGO, DIA 2 DE NOVEMBRO - FESTA DA CARICATURA - STAR WARS e MAURÍCIO DE SOUSA. Com Tara... dices no fim.

FIBDA02NOV081.jpg
FIBDA02NOV082.jpg
FIBDA02NOV083.jpg
FIBDA02NOV084.jpg
FIBDA02NOV085.jpg
FIBDA02NOV086.jpg

E... MAIS UMAS TARA... DICEZINHAS...

FIBDA02NOV087b.jpg

AUTOGRAFOS3.jpg

Publicado por jmachado em 03:10 PM | Comentários (35) | TrackBack

novembro 06, 2008

AMANHÃ, A IX FEIRA INTERNACIONAL DO FANZINE

COMEÇA AMANHÃ, DIA 7 E ESTENDE-SE ATÉ DIA 15, MAIS UMA EDIÇÃO DA FEIRA INTERNACIONAL DO FANZINE, NA CASA DA JUVENTUDE - PONTO DE ENCONTRO EM CACILHAS.

Aqui fica o material promocional e info, mais uma vista aérea (do google earth, claro) para orientar os desperados que não conheçam o sítio.

FEIRAFANZ1.jpg
FEIRAFANZ2.jpg
FEIRAFANZ3.jpg

Publicado por jmachado em 09:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

RECORTES 4 - REPORTAGEM DO PÚBLICO NO FIBDA 2008

A reportagem do jornal Público no FIBDA 2008, no domingo, dia 4 de Novembro, pela jornalista Inês Subtil.

REPORPUBLICOFIDBA.jpg

Reportagem no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora
2008: Odisseia na Amadora

04.11.2008 - 12h41 Inês Subtil

Emília Branco decidiu passar o seu dia de folga no local onde trabalha todos os dias. No ar sente-se o cheiro a pipocas acabadas de fazer. E a empregada de limpeza, de 68 anos, com um ar de quem vai contar um segredo, confessa que passa os dias a apanhar as que caiem no chão. “Segunda-feira venho fazer o mesmo”, acrescenta. Mas hoje é diferente. Durante o fim-de-semana, o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBD) enche-se de pessoas, na sua maioria pais e crianças, que aproveitam o tempo livre para entrar no mundo dos quadradinhos, este ano, transformado numa enorme nave espacial.

Mesmo para quem sabe que a ficção científica pertence ao mundo dos livros, ao entrar no mundo da 19ª edição do festival é difícil não se sentir aquele arrepio de quem vai embarcar numa viagem de outra dimensão.

Depois de passar a porta do Fórum Luís de Camões, onde está montada a exposição central do FIBD, a primeira sensação é a de que se está perdido. Os olhos tentam habituar-se ao facto de não haver luz natural e ao espaço, que só reconhecemos dos filmes. É tudo tão diferente que é difícil escolher o caminho. O melhor é seguir o barulho das pessoas.

A viagem começa no Astroporto

Além dos seres estranhos com muitos olhos e braços que habitam as paredes e os tectos de algumas das salas, vêem-se muitas famílias, o que nos deixa mais descansados.

Nesta viagem espacial, percorrem-se dois pisos. Estamos no nível zero, no Astroporto. Aqui, cheira a papel, a livros novos. O espaço está dividido em cinco núcleos: personagens, argumentistas, desenhadores, publicações e os concursos do festival. É neste piso que estão também os “quadradinhos” dos autores portugueses. Começamos a sentir-nos mais confortáveis e é quando ouvimos uma voz, vinda não se sabe de onde, a dizer que as conferências vão começar no piso inferior. É então que decidimos fazer batotice. Já voltaremos ao Astroporto, agora é tempo de descer até à nave cósmica.

Ao entrar neste nível, vamos quase até ao fundo onde se ouvem as vozes dos mais novos e cheira a pipocas. É aqui que está a grande animação ao início da tarde. No espaço infantil, dão-se os primeiros rabiscos. As crianças fazem fila para pintar a cara com desenhos fantásticos e numa mesa são elas os artistas que pintam folhas em branco. Foi aqui que encontrámos Emília e duas amigas. São os únicos adultos sentados a desenhar. É inevitável perguntar-lhe por que veio passar a tarde num sítio onde passa grande parte dos dias a trabalhar. Mulher de poucas palavras, Emília diz que não sabe, mas acrescenta “o espaço é lindo, lindíssimo”.

Entretanto, chegam Álvaro Ferreira, 38 anos, e o filho João, de seis. As colaboradoras bem tentam chamá-lo, mas o pequeno rapaz sente-se assustado e diz ao pai que quer ir ver a sala da “Guerra das Estrelas”. Vamos com eles. Álvaro é engenheiro informático e costuma vir todos os anos ver as exposições. “Este ano acho que o tema da tecnologia e ficção científica está interessante, mas tenho que ver as coisas com mais calma”, explica. Hoje veio com o João, que aponta para todos os lados reconhecendo os bonecos da trilogia de George Lucas “olha pai, é o R2D2!”, diz entusiasmado e aos saltos para tentar ver a vitrina com as figuras. Álvaro confessa que vai voltar outro dia para explorar melhor a nave.

A visita do almirante Conan Antonio Motti

O que eles não sabem é que mesmo ali ao lado, na sala de conferências vai começar a falar Richard LeParmentier, um dos actores que participou no primeiro e mais antigo filme da Guerra das Estrelas, “Episódio IV: Uma Nova Esperança”. O almirante Conan Antonio Motti não foi uma das personagens emblemáticas da famosa saga. Ainda assim, aquela cara não é estranha a quem se aproxima e o ar seguro com que fala dá vontade de ficar a ouvi-lo. Sempre que alguém chega, o actor mete conversa. Até que pergunta: “sabem quem eu sou?”. Ninguém diz que não. LeParmentier continua então a falar do que pensa, de cinema, de banda desenhada e até da sua participação no famoso filme de animação: “Quem tramou Rogger Rabbit?”.

A maior parte da audiência ronda os trinta a quarenta anos e são pessoas apaixonadas pelo universo da Guerra das Estrelas, em destaque no FIBD 2008.

Deixamos esta parte da nave e voltamos para a zona comercial, na entrada para o piso inferior.

A meio da tarde, as pessoas compram apressadas os livros dos seus autores favoritos, as sessões de autógrafos estão quase a começar e sente-se aquele burburinho que indica que vai acontecer alguma coisa.

As bancas estão organizadas como se fosse um mercado. A única diferença é que para se distinguirem os “alimentos”, não basta sentir o cheiro, é preciso conhecer. E quem compra sabe bem o que quer, conhece as editoras e procura essencialmente o que é fresco.

Nuno Tito, 24 anos, é organizador de eventos e confirma que “vale a pena comprar as novidades, o resto dos livros encontra-se durante todo o ano”. Apressado explica porque está ali: “venho pelos autógrafos”. “A caça” vai começar dali a nada e Nuno não é esquisito: “quero conseguir assinaturas de todos”.

No entanto, nem todos pensam assim. Na zona dos autógrafos já é bem claro qual é a preferência das pessoas. Uma fila de mais de trinta pessoas, entre as quais muitas crianças, espera para chegar à frente e conhecer o autor da irreverente Mónica e dos seus amiguinhos de turma. Maurício de Sousa, o autor das personagens, é o mais calmo de todos. Sem pressas desenha os bonecos cujos traços já sabe fazer de trás para a frente.

Decidimos esperar junto de alguém. Com o pai, Rui Leitão, 36 anos, está Sofia, de sete anos e meio. Vêm todos os anos à Amadora, mas hoje é a primeira vez que pedem um autógrafo. Tudo por causa da desembaraçada Sofia que fala pelos cotovelos e que nos conta: “já me disseram que sou parecida com a Magali”. “Mas tu não gostas de melancia”, responde com ternura o pai. Isso pouco importa, para a pequena Sofia o mais importante é falar, o resto é conversa.

Enquanto a fila não anda, Rui Leitão aproveita para contar que é um apaixonado pela Banda Desenhada desde muito novo e que começou pelo Tintim. Prefere os autores franco-belgas mas explica que “é um gosto que se cultiva”. “Hoje leva oito livros”, quem o diz é de novo Sofia que é a primeira a denunciar a paixão do pai.

"Cebolinha"

Quando chegamos à frente, não há tempo para hesitações e a pequena Sofia acaba por optar pelo “Cebolinha”, que o cartoonista desenha em menos de 30 segundos. Pede a Maurício de Sousa para que seja na última página “para quando acabar de ler ainda ter mais um desenho”, remata convincente.

A nossa viagem está quase a terminar, a tarde também.

Antes de seguirmos para o andar de cima, para ver o que nos falta, paramos para descansar um pouco, nos bancos da parte lateral da nave cósmica.

Metemos conversa com um rapaz e com quem o acompanha. Parecem nervosos. O que não sabíamos era que dali a nada José Barroca, de 16 anos, iria receber um dos prémios do Concurso de Banda Desenhada promovido pelo festival. Veio acompanhado do professor de Educação Visual, Ricardo Ferreira, que lhe pegou o gosto pelos quadradinhos na escola de Arganil, onde estuda. O professor diz-nos que “não é fácil ensinar BD, porque implica muito tempo”.

De novo no Astroporto, sabemos exactamente o que queremos ver antes de sair. Cá está ele. O trabalho do José Barroca: “Tecno 3000”, o segundo lugar do escalão B até aos 17 anos.

Publicado por jmachado em 09:46 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 05, 2008

TERTÚLIA BD DE LISBOA - ANO XXIII - 291º ENCONTRO - 4 DE NOVEMBRO DE 2008

topoTERT.jpg

E em pleno "reinado" do 19º Festival Internacional de BD da Amadora, lá decorreu o 291º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa. Eis o material recolhido:

PROPGR04NOV08.jpg

AUTORTERT04NOV08.jpg

FOLVERDE216A.jpg
FOLVERDE216B.jpg

FOLVERDE217A.jpg
FOLVERDE217B.jpg

TERTBDZINE134.jpg

E as fotos:

tert04NOV081.jpg
tert04NOV082.jpg
tert04NOV083b.jpg
tert04NOV084c.jpg
tert04NOV085.jpg

E no mês que vem temos Tertúlia vadia de Natal, com prendas, pois.

Publicado por jmachado em 02:42 PM | Comentários (11) | TrackBack

novembro 04, 2008

19º FIBDA 2008 - PHOTOS - 2º fim-de-semana - SÁBADO DIA 1NOV08

AQUI FICAM AS FOTOS DO 2º FIM-DE-SEMANA - SÁBADO, DIA 1 DE NOV.

FIBDA-FDS2-1.jpg
FIBDA-FDS2-2.jpg

A EXPOSIÇÃO DO MENINO TRISTE - A ESSÊNCIA

FIBDA-FDS2-3.jpg

... E A CAPA E UMA DAS PRANCHAS DO LIVRO

jmMT1.jpg
JMMT2.jpg
FIBDA-FDS2-4.jpg
FIBDA-FDS2-5.jpg
FIBDA-FDS2-6.jpg

E LOGO À NOITE HÁ TERTÚLIA...

P.S. - Tá bem, ó Álvaro, toma lá mais uma Tara... dice:
TARA12.jpg
Tara McPherson e uma amiga (para quem não saiba a rapariga é bi - tá na biografia dela - não estou a inventar nada). Esta foi tirada da net.

Publicado por jmachado em 10:06 AM | Comentários (2) | TrackBack

novembro 03, 2008

WORKSHOP DIÁRIOS GRÁFICOS

SALAVISA1.jpg

DIÁRIO GRÁFICO. INSTRUMENTO CRIATIVO DA ESCRITA E DO DESENHO

FORMADORES
Possidónio Cachapa. Escritor, dramaturgo e argumentista.
Eduardo Salavisa. Desenhador, autor e dinamizador do site www.diariografico.com

FACULDADE DE BELAS ARTES DE LISBOA
Largo da Academia Nacional de Belas Artes. Lisboa

Dias 13,17,20,24 e 27 de Novembro e 2, 4, 9, 11 e 16 de Dezembro.
Das 18h30 às 21h30

PREÇO: 90,00 euros. 30 horas

INFORMAÇÕES/INSCRIÇÕES
Isabel Nunes
Tel.213252108 email. gab.rp@fba.ul.pt

Aprender a olhar o meio envolvente e as sensações pessoais, e registá-los num diário gráfico, contribui para uma melhor compreensão dos espaços, da própria pessoa e da sua relação com sistemas rotineiros de percepção do mundo. Através de um conjunto de técnicas e exercícios práticos, o participante aprenderá a criar um instrumento artístico que o ajudará a desenvolver em diferentes níveis. O workshop de Diário Gráfico é uma boa estratégia para incentivar pessoas, que já desenham e escrevem, ou que pretendam desenvolver uma dessas vertentes, a serem mais observadores e reflexivos, ganharem o hábito de desenhar e escrever quotidianamente e, em consequência, serem melhores e mais criativos.

PÚBLICO-ALVO
Qualquer pessoa de qualquer idade e formação. Poderá haver uma incidência na população escolar, tanto de professores, como alunos de níveis escolares avançados

OBJECTIVOS
. Desenvolver o espírito de observação e atenção visual
. Criar hábitos de registo metódico
. Desenvolver a qualidade de registos de observação
. Despoletar a criatividade

CONTEÚDOS
. O caderno como um objecto afectivo.
. Especificidade do desenho feito em caderno
. Desenvolver mecanismos de criatividade.
. Aumentar a capacidade de abstracção a partir de elementos concretos.
. Adaptar e aplicar os métodos e técnicas de escrita criativa a diferentes contextos de aprendizagem.
. Artistas, Históricos e Contemporâneos, que o usaram, e usam, em viagem ou no quotidiano
. Primeira abordagem ao Diário Gráfico. Como espaço de experimentação
. Desmistificação do “Jeito” para o desenho
. Livros de Artista. O livro como objecto plástico. Diferenças e semelhanças com o Diário Gráfico
. O desenho realizado em público. Os seus constrangimentos. Estratégias para as ultrapassar.
. Criar materiais escritos que possibilitem aos formandos e, no caso dos professores, aos seus alunos uma reflexão sobre si próprios e o mundo que os rodeia.
. Uso do Diário Gráfico como instrumento de trabalho
. Registos no quotidiano. Registos rápidos. Movimento.
. O Diário Gráfico na blogosfera. Contributo para o desenho sistemático.

Publicado por jmachado em 04:28 PM | Comentários (1) | TrackBack

RECORTES 3

LOGORECORTES3B.jpg
3OUT08-1.jpg

Publicado por jmachado em 04:20 PM | Comentários (3) | TrackBack

novembro 01, 2008

19º FIBDA 2008 - RESUMO 1º FIM-DE-SEMANA

Iniciando o 2º fim-de-semana no FIBDA2008, aqui fica um pequeno resumo do 1º f-d-s, com fotos de Dâmaso Afonso.

O nosso desdobravel que vai circular a partir de hoje:
desdob0.jpg

desdob1.jpg

Os pins que já estão à venda no stand Pedranocharco-Asa Negra Comics (preço € 1,00):
PINS.jpg

E uma selecção das fotos que o Dâmaso gentilmente nos enviou:
FIBDA-1FDS1.jpg
FIBDA-1FDS2.jpg
FIBDA-1FDS3.jpg
FIBDA-1FDS4.jpg
FIBDA-1FDS5.jpg

E AMANHÃ HÁ MAIS...

Publicado por jmachado em 09:20 AM | Comentários (1) | TrackBack