setembro 13, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #85 - TEXTOS DE PEDRO CLETO NO JORNAL DE NOTÍCIAS: SOBRE “COMO OBÉLIX CAÍU…

TEXTOS DE PEDRO CLETO NO JORNAL DE NOTÍCIAS: SOBRE “COMO OBÉLIX CAÍU NO CALDEIRÃO DO DRUÍDA QUANDO ERA PEQUENO”, O LANÇAMENTO DA REVISTA “ZONA NEGRA” E SOBRE A BIBLIO”TEX” DE JOSÉ CARLOS FRANCISCO.

Depois o texto de Cristovão Gomes no “i” de 4 de Setembro e um curioso texto de Claudia Luís, no Jornal de Notícias de 28 de Agosto, sobre os SIMPSONS EM ANGOLA COM NOVA IMAGEM! Estes dois últimos recortes, enviados por José Manuel Pinto.

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Texto para a revista In’ de 15 de Agosto de 2009

Texto ilustrado
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COMO OBÉLIX CAIU NO CALDEIRÃO DO DRUIDA QUANDO ERA PEQUENO
René Goscinny (argumento) e Albert Uderzo (desenho)
ASA

Enquanto se aguarda pelo álbum de histórias curtas inéditas de Astérix que marcará os 50 anos do seu nascimento (em Outubro próximo), acaba de ser reeditado este título, que regista uma das raras “traições” do pequeno guerreiro gaulês à banda desenhada. Lançado pela primeira vez em português no início da década de 90 e há muito esgotado, este texto ilustrado data de 1965 – dava Astérix os primeiros indícios de que poderia ser o enorme sucesso que hoje se conhece -, e foi publicado pela primeira vez na revista “Pilote”, num número dedicado ao período galo-romano.

Na sua origem, está a resposta a uma pergunta que, certamente, muitos fizeram ao longo dos tempos: como caiu Obélix no caldeirão do druida quando era pequeno, conseguindo assim a força sobre-humana que o distingue? A resposta é dada com o (reconhecido) humor contagiante e irresistível de Goscinny, num texto em que (já) demonstra algumas das características que o distinguiram: o recurso à repetição de situações (a alusão ao javali assado) ao longo da obra com um efeito cómico crescente, gags imaginativos e bem conseguidos (como a bem-humorada aritmética gaulesa), ou a criação de cumplicidades com o leitor através de referências ao imaginário da série (o medo que o céu lhes caia em cima da cabeça ou a aversão aos romanos).

E, acima de tudo, com muita ternura, que Uderzo, já um excelente desenhador, consegue transmitir e fazer-nos visualizar através das belas aguarelas que ilustram o texto e nos revelam os heróis de todos conhecidos como crianças pequenas, rechonchudas e traquinas.

F. Cleto e Pina

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Texto para a secção Cultura de 4 de Setembro

REVISTA DE BD DE TERROR LANÇADA HOJE

F. Cleto e Pina

A revista de banda desenhada “Zona Negra” é lançada hoje, sexta-feira, às 19h15 no cinema S. Jorge, em Lisboa, com a presença de alguns dos seus colaboradores, estando a apresentação a cargo de João Maio Pinto.

Esta é a segunda edição do projecto independente Zona, que publica ilustrações e bandas desenhadas de jovens autores portugueses, com o objectivo de motivar a produção de novos trabalhos e o desenvolvimento artístico dos autores participantes.

Depois da boa aceitação do inicial “Zona Zero”, datado de Junho último, surge este número temático, dedicado ao terror aos quadradinhos, ou não esteja o seu lançamento integrado na programação do festival de cinema MOTELx 2009, que até ao próximo domingo divulga a mais recente produção internacional de cinema de terror, incluindo a estreia mundial, hoje, às 19h30, do filme “Viva la Muerte! – Autopsie du Nouveau Cinéma Fantastique Espagnol”, do francês Yves Montmayeur.

A “Zona Negra”, que ficará depois disponível em livrarias especializadas, tem meia centena de páginas a preto e branco, contando com a colaboração, entre outros, de Eduardo Monteiro (que assina a capa), Hugo Teixeira, Maria João Careto ou Roberto Macedo Alves. Para o final do ano está previsto o lançamento do terceiro número, denominado “Zona Gráfica”.

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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

Informação mais detalhada sobre a ZONA NEGRA, pode ser vista AQUI, e AQUI

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Texto para a revista In’ de 4 de Setembro 2009

NA BIBLIOTECA DE… JOSÉ CARLOS FRANCISCO
Um dos maiores coleccionadores mundiais de Tex Willer

Pedro Cleto

Tem 41 anos, mora na Malaposta e nasceu “no meio da banda desenhada - Disney, Astérix, Lucky Luke, Tintin, mais tarde, Mundo de Aventuras, Falcão, Condor, Tarzan…” - que lia no quiosque da mãe, em Moçambique.

Em 1980, ao ajudar os avós a mudar de residência, descobriu “no sótão muitas revistas de BD, entre elas o Tex #94”. Uma vez lido, foi “uma paixão arrebatadora, o exemplo vivo de amor à primeira vista!” Nesse mesmo dia foi à procura de números anteriores e passou a comprar todas as aventuras de Tex Willer, ranger e chefe dos índios navajos, criado em 1948 por G.L. Bonelli e Galep, e base do império Bonelli de BD popular, de cujos estúdios em Milão é visita regular, o que lhe permitiu mostrar na Amadora, pela primeira vez fora de Itália, originais da série.

Representante em Portugal da brasileira Mythos, que distribui nos nossos quiosques os vários títulos do ranger, afirma que “quem lê Tex não consegue ficar indiferente, pois podemos rever-nos nos seus princípios, nos seus actos e na sua coragem, sempre em prol da justiça”, e destaca “a excelência da série, excepcional pelos seus longos enredos, muitos deles permeados de factos e personagens históricos, e com magníficos desenhadores”.

Um dos maiores coleccionadores mundiais, possui perto de 2300 livros e revistas de Tex, incluindo “as colecções completas italiana e brasileira e álbuns em mais 22 línguas”. O seu acervo também inclui “tudo o que tenha a ver com o cowboy: camisolas, estátuas, puzzles, selos, cadernos, porta-chaves, cromos, um raríssimo maço de cigarros brasileiro pirata e inúmeros desenhos, emoldurados e expostos pela casa”. O artigo mais difícil de conseguir foi o número inicial “da colecção brasileira, que há uma dezena de anos custou 100 dólares”, bem caro para uma pequena revista (14 x 18 cm), a preto e branco e papel de fraca qualidade… O seu “sonho é conseguir o nº 1 italiano, de 1948”.

A biblioteca de J. C. Francisco, alberga também centenas de títulos de “Blueberry, Astérix ou Michel Vaillant e de outras personagens Bonelli - Mágico Vento, Zagor, Júlia. Mister No… ”. Como o espaço já não abunda, tem “milhares de edições Disney e dos super-heróis da Marvel e da DC Comics” em casa dos pais.

Sendo evidente a paixão com que fala do sua “biblioTex”, “devidamente organizada em estantes, confeccionadas por medida”, entre muitas histórias, destaca “uma recente visita pascal”, em que “o sacerdote observou detalhadamente a colecção, enquanto todos aguardavam para beijar o compasso, e, admirado, confidenciou que nunca tinha visto um santuário assim!”.


(Caixa)
Uma nota

UM MUSEU TEX EM PORTUGAL

Os seus bens mais valiosos são, “o argumento original do recente “Tex Gigante - Patagónia”, as 220 páginas do guião de “Terre maledette”, escritas por Mauro Boselli, e um original de Claudio Villa”, mas José Carlos Francisco sonha ter “a totalidade das pranchas originais de uma história” do ranger, ou seja, no mínimo, umas 140 páginas desenhadas. Tem noção que “isso é quase impossível de ser conseguido”, mas como a sua ambição é “criar em Portugal um museu dedicado a Tex”, confia que um dos desenhadores “faça essa doação”.

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JORNAL “I” DE 04/09/2009.

ESPECIALISTA BD

Cristovão Gomes

SHANNON WHEELER, CAFÉ E CIGARROS

OS COMICS americanos nasceram para os jornais. Habituaram-se por' isso a conviver com uma série de regras diferentes daquelas que haviam de fundar a BD europeia. Embora não exista uma ideia pacífica sobre como tudo isto começou, podemos recuar até ao Yellow Kid de Richard F. Outcault para vislumbrar os seus primórdios: um só quadro e uma narrativa que tinha de esconder-se nos pormenores. Tudo isto para falar sobre Shannon Wheeler, herdeiro directo dessa tradição. Nascido em 1966, foi no final da década de 1980 que começou a construir as suas próprias revistas. Fazia tudo sozinho, desenhava, fotocopiava e agrafava. Em pouco tempo tinha a sua personagem: Too Much Coffee Man. Concebido inicialmente como urna paródia aos super-heróis - vai buscar os seus poderes à ingestão excessiva de cafeína e tabaco - Wheeler desenvolveu a sua criação de maneira a reflectir sobre a sociedade e o seu tempo. E fê-lo com um cinismo que deixa um esgar em cada leitor, indeciso que fica entre a gargalhada e a testa franzida. O sucesso permitiu-lhe experimentar a animação, a música e até a ópera. Mas, em determinada altura decidiu fazer outras coisas. Chegou então o convite do ''The Onion" para desenhar uma tira. Aceitou, apesar do pouco espaço que lhe concediam. Recuperou então a tal tradição do quadro único e desenhou os ''Postage Stamps Funnies", uma série brilhante que nos faz olhar uma e outra vez cada desenho em busca da razão que nos faz rir.
Afinal, foi essa a razão pela qual os comics nasceram.

Escreve à sexta-feira

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“Jornal de Notícias” de 24/08/09

Simpsons em Angola com nova imagem

Agência publicitária transforma a família amarela em típicos angolanos

CLAUDIA LUÍS
claudialuis@jn.pt

A agência publicitária encarregada de promover a chegada da serie de animação “Os Simpsons" a Angola transformou a famosa família amarela num clã tipicamente angolano. A mudança limita-se à promoção do formato.

A imensa cabeleira azul de Marge é agora uma enorme 'afro'; Lisa e Maggie fizeram rastas; Bart tem uma carapinha bem alisada e Homer já não bebe uma cerveja Duff, antes uma Cuca angolana. Mas a diferença mais notória da família de Springfteld à chegada a Luanda e mesmo a cor da pele - "Os Simpsons", bonecos famosos também por serem todos amarelos, surgem agora castanhos.

O director criativo da agência publicitária, António Páscoa, explica, à Reuters, que o objectivo era "adaptar a paródia satírica da típica família de classe média norte-americana para Angola". Sobre as críticas que entretanto se levantaram, o responsável pelo Luanda Executive Center responde de forma directa: "Se as pessoas não gostarem, então julgo que não têm um sentido de humor grande o suficiente para gostar de ver 'Os Simpsons"'.

Note-se que esta imagem serve apenas a campanha publicitária da série. Uma vez no ar pela televisão por satélite DStv, mantém-se o original de Matt Groening.

Sob o ‘slogan’ "Os Simpsons agora em Angola" há mais adaptações. Todos calçam chinelos típicos, vestem roupas com motivos africanos e usam adereços locais; o quadro com o veleiro na parede da sala deu lugar a uma pintura de uma paisagem africana.

"Os Simpsons" nasceram em 1989.Chegaram a cerca de 90 países. Foram dobrados em 20 idiomas, aproximadamente. Este ano, celebram 20 anos e reforçam o êxito daquela que e a série animada mais internacional de sempre.

Outras transformações marcantes

• The Beatles e Nirvana

A recriação das capas dos discos "Abbey Road" e "Sgt. Peppers Lonely hearts club band", dos Beatles, e de "Nevermind", dos Nirvana fizeram a história dos bonecos amarelos no rock'n'roIl.

• Marge vestida por Chanel

No episódio "Cenas da luta de classes em Springfield", a lendária marca Chanel veste Marge, que deixa deslumbrar-se pelo gamouroso estilo de vida.

• A versão "Família Adams"

Marge transformada em Morticia, Homer num curioso Gomez e Bart, Lisa e Maggie em crianças arrepiantes foi uma das transformações imagéticas de "Os Simpsons" associadas a series e filmes. O mesmo sucedeu com "Matrix" e "A guerra das Estrelas”.

Publicado por jmachado em setembro 13, 2009 05:53 PM | TrackBack
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