julho 31, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #75 - Pedro Cleto sobre o álbum de comemoração dos 50 anos do Asterix + Cristóvão Gomes sobre Joe Sacco e diversos...

Pedro Cleto escreve no JN sobre Álbum Inédito para os 50 Anos de Astérix, Cristóvão Gomes no jornal “i”, sobre Joe Sacco e três textos sobre diversos assuntos, entre eles ainda a 5ª edição do Luanda Cartoon e a edição para breve na Rússia, de “Tintin no País dos Sovietes”. E ainda espaço para o cartoon de Rodrigo de Matos no Expresso online, sobre o debate Santana Lopes/António Costa (ou vice versa)…

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ÁLBUM INÉDITO PARA OS 50 ANOS DE ASTÉRIX

F. Cleto e Pina

O anúncio já é oficial e está no recém-renovado site de Astérix: o principal evento dos 50 anos do pequeno guerreiro gaulês criado por Goscinny e Uderzo para o número inaugural da revista “Pilote”, será a edição de um álbum de 56 páginas, com histórias curtas inéditas, a lançar a nível mundial, em 15 línguas diferentes, a 22 de Outubro. Ao JN, Maria José Pereira, responsável do Departamento de BD das Edições ASA, confirmou o lançamento da versão em português na mesma data, revelando que já está a trabalhar na respectiva tradução, enquanto em França Uderzo dá as últimas directivas relativas à aplicação da cor.
No mercado francófono, a celebração do aniversário inclui a edição do livro “Astérix & Compagnie” , oferecido gratuitamente na compra de dois álbuns da colecção, que nas suas 48 páginas em formato A5 reúne mais de três dezenas de retratos (escritos e desenhados) de algumas das mais marcantes personagens do universo Astérix, entre gauleses, romanos, piratas e outros. A sua edição em português ainda está em estudo, mas Maria José Pereira confirma que está a ser preparado “um acontecimento para 29 de Outubro, data exacta do aniversário do Astérix, que atempadamente será divulgado” e que para “os leitores portugueses haverá vários ‘produtos Astérix’ que serão oferecidos na compra da novidade e do fundo de catálogo”.

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JORNAL “I” DE 24/07/2009.

ESPECIALISTA BD

CRISTÓVÃO GOMES

JOE SACCO
SACCO MALTÊS

Na BD maltês é o marinheiro e Pratt. Mas há também Joe Sacco (1960), autor de uma estranha mistura entre a BD e a reportagem. Nascido em Malta, habituou-se a mudar de poiso muito cedo: antes de fazer um ano já vivia na Austrália, aos 12 em Los Angeles.
Percebe-se assim que, depois de se formar em Jornalismo, tenha achado o meio rotineiro, ate porque trabalhava no jornal da Associação dos Notários. Tornou então a Malta decidido a apostar na BD.
Todavia, continuava a mostrar dificuldade em permanecer muito tempo parado. Entre 1988 e 1992 percorreu a Europa, Israel e a Palestina. Dessas viagens havia de resultar «Palestina», uma série de histórias curtas onde usa a sua formação jornalística para fazer chegar a quem o lê aquilo que viu e ouviu. É evidente que há uma história do uso de ilustrações na narração de acontecimentos muito anterior a Sacco, mas agora o narrador estava lá, no meio da acção, desenhado com uns enormes óculos opacos que impedem que se lhe vejam os olhos. Foi criticado por ter violado uma suposta obrigação de imparcialidade, mas ninguém conta nada sem tomar parte. «Palestina» foi premiado com o American Book Award.
Passou depois por Sarajevo, onde situou as histórias reunidas em «Safe Area: Gorzade», «The Fixer» e «War's End: Profiles From Bosnia». Em 2005 desenhou duas histórias curtas publicadas no "The Guardian" sobre a Guerra do Iraque, publicadas no site respectivo. Prepara um livro sobre a Faixa de Gaza. Uma reportagem desenhada, bem entendido.

Escreve à sexta-feira.

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BD

Rússia vai ver 'Tintim no País dos Sovietes'

por E.B. - 28 Julho 2009

O autor e historiador belga de banda desenhada Benoît Peeters vai apresentar pela primeira vez o álbum de Hergé Tintim no País dos Sovietes (1930) na Rússia.
Será durante a 3.ª edição do Festival Boomfest de Sampetersburgo, que se realiza nesta cidade entre os próximos dias 24 e 25 de Setembro. O acontecimento vai estar inserido numa homenagem a Hergé, e aos 80 anos da publicação da primeira aventura de Tintim, no Petit Vingtième, suplemento infanto-juvenil do jornal belga Le Vingtième Siècle. Será um dos principais destaques do festival russo, dedicado este ano à banda desenhada de testemunho e autobiográfica. Peeters, também biógrafo de Hergé, irá falar de Tintim no País dos Sovietes no contexto histórico e político da sua publicação.

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Esta imagem não é certamente de Tintin no País dos Sovietes, mas é a que acompanha o artigo... (nota do Kuentro)

Imagens da responsabilidade do Kuentro:
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27-07-2009

Cartoon

VI EDIÇÃO DO "LUANDA CARTOON" REALIZA-SE EM AGOSTO


Luanda – A VI edição do projecto cultural "Luanda Cartoon" realiza-se, de 07 de Agosto a 15 de Setembro deste ano, no Instituto Camões, em Luanda, anunciou hoje à Angop o co-fundador da agremiação Olindomar Estúdios, Lindomar de Sousa.

O "Luanda Cartoon" terá a participação de cartoonistas nacionais e de um português.

A nível de Angola, disse, vão fazer parte do evento, que vai ter igualmente debates e venda de livros de BD, os cartoonistas Olímpio de Sousa, Maniloy, Vavá, Eclips Estúdio, Geistly Clim, Aldino Nobre, Horácio Gilberto, Gabito Silva, Tché Gourgel, entre outros. “ Portugal se fará representar por um cartoonista, cujo nome ainda não foi revelado”, indicou.

Segundo Lindomar de Sousa, o projecto Luanda Cartoon vai conter trabalhos de Banda Desenhada (BD) e a exibição de curtas metragens de desenhos animados que retratam temas candentes da sociedade angolana como delinquência, violação sexual e ausência de amor ao próximo.

Lindomar de Sousa referiu que o Luanda Cartoon tem sido “a mola impulsionadora da Banda Desenhada na cidade capital”, fruto disso vê-se criadores antigos como Sérgio Piçarra que ressurge com o “Jornal Kissonde” (publicação dedicada a BD) e Horácio da Mesquita, que volta a fazer trabalhos de cartoon.

No entanto, Lindomar de Sousa disse haver ainda muito por se fazer, de modo a que o movimento da BD ganhe uma dimensão nacional. Para tal, sublinhou que as instituições estatais e privadas têm que apoiar esta vertente artística já que ela transmite valores cívicos e morais fundamentais para educação permanente do homem.

"Caso haja apoios, uma das próximas acções da agremiação Olindomar Estúdios, depois desta VI edição do Luanda Cartoon, é o de levar as histórias em quadradinhos, numa primeira fase, para as províncias de Lubango, Cabinda e Benguela", frisou.

As primeiras três edições do "Luanda Cartoon" foram feitas no período de três em três meses do ano de 2005, sendo que mais tarde tornou-se um evento de periodicidade anual.

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Cartoon de Rodrigo de Matos in Expresso online.

Publicado por jmachado em 09:00 PM | Comentários (9) | TrackBack

julho 28, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #74 - Carlos Pessoa no Público - Pedro Cleto no Jornal de Notícias e VI LUANDA CARTOON em notícia.

Carlos Pessoa no Público sobre o 11º álbum da colecção “clássicos da revista Tintin” + Pedro Cleto no Jornal de Notícias e um recorte de notícia online sobre o VI LUANDA CARTOON.

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BUDDY LONGWAY NO 11º ÁLBUM DA COLECÇÃO CLÁSSICOS DA REVISTA TINTIN

UM OESTE DIFERENTE E POÉTICO

Buddy Longway

Quarta-feira. 29 de Julho
Por + 6,90 €

Carlos Pessoa

Contrariando uma lei não escrita, Buddy Longway é um herói da banda desenhada que envelheceu com o passar dos anos, desde que surgiu pela primeira vez no número 16 de Tintin Sélection, em]unho de 1972.

Criado pelo suíço Derib, esta personagem é a figura central de uma série western realista, mas com uma vincada carga poética, concebida com uma sensibilidade e inteligência raras na banda desenhada franco-belga.
Os vastos espaços naturais, não tocados pela presença humana - ou onde esta é meramente residual - constituem o cenário exuberante onde decorre esta saga. O objectivo do artista é bem preciso: descrever o modo de vida índio, com a sua cultura e tradições, indissociável da representação da natureza na sua autenticidade e beleza.

A opção pelo envelhecimento do herói é um dos seus elementos distintivos. "A juventude deve compreender que a morte faz parte da vida", disse um dia Derib para justificar o fim da série e o desaparecimento físico do herói e da sua mulher.

Buddy Longway é, no início, um caçador de peles solitário que Derib casa com uma jovem índia (Chinook), constituindo assim uma família que será reforçada com a presença de dois filhos (Jeremie e Kathleen). Ao longo das aventuras - a série foi encerrada pelo autor em 2006 com a publicação do vigésimo episódio em que apenas sobrevive a filha do casal - os protagonistas confrontam-se não apenas com um ambiente natural ainda fortemente selvagem, mas também com as múltiplas manifestações do comportamento humano, do ódio ao racismo e à violência, mas também a generosidade e a compaixão.

No seu todo, Buddy Longway é "um grande fresco humanista que se desenrola nos primeiros anos da conquista do Oeste americano", escreve Patrick Gaumer, autor do Larousse de la BD, que sublinha o efeito "renovador" num género temático com longa tradição na banda desenhada europeia.

A divulgação de Buddy Longway em Portugal passou sobretudo pelas páginas da revista Tintin, que publicou nove aventuras da série.

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Pranchas de "Buddy Longway"

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Derib (Claude de Ribeaupierre) - n. 1944 - em duas fases da sua vida.
Imagens da responsabilidade do Kuentro.


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STEPHEN FREARS VAI FILMAR PERSONAGEM DE BD

Depois de Isabel II, Stephen Frears interessa-se agora por uma personagem menos real (e estamos a falar no duplo sentido do termo).
A estrela do próximo filme do realizador britânico é Tamara Drewe, jornalista e personagem de banda desenhada criada por Posy Simmonds, e que tem partilhado as suas aventuras e desventuras com o mundo nas páginas do "The Guardian". O realizador de "A Rainha" já terá escolhido a actriz para fazer de Tamara: Gemma Arterton, a "Bond girl" de "Quantum of Solace",.será agora a jornalista que agita uma pequena aldeia ao transformar-se numa beldade depois de uma operação ao nariz. A história de Tamara, que foi publicada no "Guardian" entre Setembro de 2005 e Outubro de 2007 e mais tarde em livro, inspira-se em "Longe da Multidão", o clássico de Thomas Hardy.

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Prancha de Tamara Drewe e a actriz Gemma Arterton... cheia de calor.
Imagens da responsabilidade do Kuentro.

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ARTIGO PARA A SECÇÃO CULTURA DE 28 DE JULHO DE 2009

DE PROFUNDIS, UM BELO POEMA ANIMADO

F. Cleto e Pina

“De Profundis” é a história de uma relação intensa e apaixonada de um pintor pelo mar, contada na forma de filme animado por Miguelanxo Prado, que o Bosque Secreto estreia em Portugal na próxima quinta-feira.

Conhecido (e aclamado) como autor de BD, o autor galego, aquando da sua passagem pelo Fantasporto, em 2007, definiu-o ao JN como “uma pesquisa artística para relacionar a pintura, a música e as novas tecnologias da imagem, um projecto extremamente pessoal" no qual se empenhou "durante quatro anos: os dois primeiros na pré-produção, e os dois seguintes de dedicação total e exclusiva", porque fez "todos os desenhos - em pintura a óleo - necessários para a animação".

Mas desengane-se quem pensa ir assistir a uma película animada por computador, em 3D, com ritmo frenético e (algum) humor; Prado optou pela animação tradicional e um ritmo contemplativo, “para quem é capaz de estar 15 minutos a ver um pôr-do-sol no mar". O que não impede que neste filme, talvez como nunca, o desenho virtuoso de Prado brilhe, reluza, cative e atraia, realçado pela forma pausada como a acção decorre, qual mergulho extasiado no mar que o protagoniza, ao som da música original (indissociável da animação) de Nani Garcia “um amigo, músico de Jazz, com larga experiência de escrita de música para cinema e televisão", cujas composições, interpretadas pela Orquestra Sinfónica da Galiza, marcam o ritmo, acentuam a narrativa, exprimem emoções e sensações e são o único som dos 75 minutos deste filme sem diálogos, produzido pela Continental Producciones, em co-produção com a Desembarco Produccións e a Zeppelin Filmes, e que pode ser visto a partir de quinta-feira nos cinemas UCI El Corte Inglês e Cinema City Classic Alvalade.

A história, lê-se na versão em banda desenhada, editada pela ASA, começa numa “casa no meio do mar, que tinha uma torre voltada a Poente, uma escadaria que se estendia pela água adentro e, a Levante, uma árvore que floria entre Março e Abril”. Nesta minúscula e estranha ilhota, um lugar de todo improvável, que desde logo marca o tom do filme, fantástico e maravilhoso, mais próximo do sonho do que da (nossa) realidade cinzenta, “viviam, apaixonados, uma mulher que tocava violoncelo e um pintor fascinado pelo mar e pelas suas criaturas…”. Pintor que, após um naufrágio, enceta uma viagem maravilhosa pelo mar profundo, onde (re)descobre tudo o que projectou nas suas telas.

Prado acredita que os portugueses "que vivem com o mesmo Atlântico que me inspirou" e que têm “uma cultura marítima e uma relação próxima com o mar, terão uma sensibilidade especial para entender a história, o seu lado onírico, a mitologia de sereias e monstros marinhos, os sonhos e terrores que o mar inspira".

E, se a gestação de "De Profundis" coincidiu com a catástrofe do petroleiro "Prestige", Prado nega "a ideia de denúncia”; o filme tem “uma clara vocação de redenção, uma espécie de ritual propiciatório, um pedido de perdão. Pretende recuperar o oceano na sua concepção mais limpa, mais brilhante, mais tradicional. É um conto, com muita poesia".

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SARAMAGO EM ANIMAÇÃO

Antecedendo “De Profundis”, é projectada “A Maior Flor do Mundo”, uma curta-metragem (10 minutos) dirigida por Juan Pablo Etcheverry, baseada no conto homónimo de José Saramago, que, para além de (breve) narrador, surge como co-protagonista desta película, feita da animação mista de plasticina e desenhos, que tem coleccionado distinções.

Nela, Etcheverry aceita a proposta do Nobel de “reinventar a sua história” e consegue ultrapassar o obstáculo que Saramago a si próprio aponta – narrar a sua história às crianças com palavras simples – ao substituí-las por (belas) imagens animadas envoltas na música agradável de Emílio Aragón, que narram a aventura de um menino que percorre uma enorme distância para levar água a uma flor. Um conto simples e poético, aberto a muitas interpretações – tantas quantos aqueles que o lerem/ouvirem/verem - da mensagem de respeito pelo ambiente à concretização dos sonhos, passando pelo prazer das descobertas, a procura do nosso lugar neste mundo ou o valor das pequenas acções.

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ANGOLA

VI EDIÇÃO DO «LUANDA CARTOON» REALIZA-SE DE 7 DE AGOSTO A 15 DE SETEMBRO

- 27-Jul-2009

A VI edição do projecto cultural "Luanda Cartoon" realiza-se, de 07 de Agosto a 15 de Setembro deste ano, no Instituto Camões, em Luanda, anunciou hoje à Angop o co-fundador da agremiação Olindomar Estúdios, Lindomar de Sousa.

O "Luanda Cartoon" terá a participação de cartoonistas nacionais e de um português.

A nível de Angola, disse, vão fazer parte do evento, que vai ter igualmente debates e venda de livros de BD, os cartoonistas Olímpio de Sousa, Maniloy, Vavá, Eclips Estúdio, Geistly Clim, Aldino Nobre, Horácio Gilberto, Gabito Silva, Tché Gourgel, entre outros. “ Portugal se fará representar por um cartoonista, cujo nome ainda não foi revelado”, indicou.

Segundo Lindomar de Sousa, o projecto Luanda Cartoon vai conter trabalhos de Banda Desenhada (BD) e a exibição de curtas metragens de desenhos animados que retratam temas candentes da sociedade angolana como delinquência, violação sexual e ausência de amor ao próximo.

Lindomar de Sousa referiu que o Luanda Cartoon tem sido “a mola impulsionadora da Banda Desenhada na cidade capital”, fruto disso vê-se criadores antigos como Sérgio Piçarra que ressurge com o “Jornal Kissonde” (publicação dedicada a BD) e Horácio da Mesquita, que volta a fazer trabalhos de cartoon.

No entanto, Lindomar de Sousa disse haver ainda muito por se fazer, de modo a que o movimento da BD ganhe uma dimensão nacional. Para tal, sublinhou que as instituições estatais e privadas têm que apoiar esta vertente artística já que ela transmite valores cívicos e morais fundamentais para educação permanente do homem.

"Caso haja apoios, uma das próximas acções da agremiação Olindomar Estúdios, depois desta VI edição do Luanda Cartoon, é o de levar as histórias em quadradinhos, numa primeira fase, para as províncias de Lubango, Cabinda e Benguela", frisou.

As primeiras três edições do "Luanda Cartoon" foram feitas no período de três em três meses do ano de 2005, sendo que mais tarde tornou-se um evento de periodicidade anual.

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Cartaz do V Luanda Cartoon

Publicado por jmachado em 08:33 PM | Comentários (44) | TrackBack

julho 26, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #73 - 75 anos de BETTY BOOP ASSINALADOS NO JORNAL DE NOTÍCIAS E DIÁRIO DE NOTÍCIAS E EXPOSIÇÕES NA BEDETECA DE BEJA E NA CHILI

Os 75 anos de BETTY BOOP, assinalados durante a semana que passou, por Pedro Cleto (dia 23 no Jornal de Notícias) e por P.B. (dia 25 no Diário de Notícias). Depois dois artigos saídos no Diário de Notícias, hoje, 26 de Junho, um deles sobre o Comic-Com de San Diego. De seguida duas exposições anunciadas, uma pela Bedeteca de Beja, outra pela ChiliComCarne.

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Jornal de Notícias (23 de Julho)

A SENSUAL BETTY BOOP ESTREOU-SE NA BD HÁ 75 ANOS

F. Cleto e Pina

Frágil, elegante, olhos grandes, boquinha pequena, a formar beicinho, pernas bem torneadas, medidas exactas, ombros e pernas nuas, liga na perna esquerda, voz suave em que pronunciou vezes sem conta o famoso “boop-oop-a-doop”… Esta é a imagem de marca de Betty Boop que, se hoje pouco mais provoca do que um sorriso, quando chegou à BD, a 23 de Julho de 1934, em tiras diárias da autoria de Bud Couniham, possivelmente fez sonhar mais do que um leitor.

Esse foi, no entanto, o segundo nascimento da sensual pin-up dos anos 30, inspirada no visual da cantora Helen Kane, já que a sua estreia acontecera a 9 de Agosto de 1930, em versão animada, num filme intitulado “Dizzy Dishes”, da autoria de Grim Natwick e Max Fleisher. O que poucos sabem é que então era uma… cadela (literalmente!), fazendo parceria com o cãozinho Bimbo, numa tentativa de emular o sucesso crescente e imparável do par Mickey e Minnie Mouse. Como a ideia não teve sucesso, a evolução para figura humana surgiu como alternativa, em filmes ambientados no meio cinematográfico, bem explícitos quanto ao tema sexo, com a cantora e actriz a usar vestidos bem curtos e, por vezes, até transparentes. Depois de uma parceria com Popeye, em 1933, a entrada em vigor do Hays Act, uma lei censória que veio regulamentar e “limpar” o cinema e os quadradinhos, obrigou a despojar Betty Boop do carácter provocador e provocante que a distinguia, tornando-lhe a vida breve nos quadradinhos, marcados por um humor ingénuo. A tira diária terminou logo em Março de 1935 e as pranchas dominicais, iniciadas em Dezembro de 1934, resistiram apenas até Novembro de 1937. Nos anos 80, ensaiou novo regresso à BD, em parceria com o (em tempos também) popular Felix the Cat, mas a experiência terminaria ao fim de quatro anos.

Hoje, quando muitos ignoram as suas origens desenhadas, esta septuagenária que hoje cumpre as suas Bodas de Ouro na BD, não é mais do que uma popular referência retro, usada e abusada em merchandising.

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BETTY BOOP 1934
Imagem da responsabilidade do Kuentro.

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Aniversário

AOS 75 ANOS BETTY BOOP AINDA ESTÁ NA MODA

por P.B. Hoje (26Julho09)

Uma das figuras da animação mais famosas do mundo fez, dia 23 deste mês, 75 anos. Mas nem por isso parece estar a envelhecer, já que são muitas as marcas que recorrem à sua imagem para a colocar em 'T-shirts', malas, estojos... O licenciamento da imagem de personagens da banda desenhada ou animação, mesmo antigas, é cada vez mais utilizadoMax Fleischer transportou para os grandes e pequenos ecrãs personagens de referência como Popeye e Betty Boop.

O mais habitual é que, quando se estreia um novo filme de animação, as grandes marcas como a McDonald's ou os cereais da Nestlé surjam com ofertas de figuras de plástico, por exemplo das personagens. Aconteceu recentemente com o filme Idade do Gelo 3, anteriormente com, por exemplo, Shrek. Outras marcas em áreas tão diversas como a da confecção, calçado e até editorial chegam a produzir malas, sapatos, ténis... A isto chama-se licenciamento, sendo este um negócio cada vez mais rentável.

Mas há o caso de marcas que se interessam também por personagens antigas, que não tendo presença "em cartaz" com a estreia de filme, como é o caso da Betty Boop, ou também da série animada Heidi, têm cada vez mais procura.
O saudosismo das gerações que contactaram com estas personagens é o principal factor que leva marcas a colocar nas suas lojas, caso da marca de lingerie Women Secret, pijamas com a Heidi ou o seu amigo Pedro. Aconteceu recentemente com os bonecos da Rua Sésamo, ou os Marretas, que não tendo produzido qualquer novo episódio aparecem aos consumidores em forma de mala, carteira, material escolar, boné, numa tentativa, também, segundo explicam muitos especialistas em marketing, de perdurarem no tempo pelos seus atributos. No caso de Betty Boop, toda uma estética dos anos 30, carregada de sensualidade, que outrora chocou, mas hoje colhe admiradores pelo mundo fora, reforçada pelo advento da Internet. Conscientes disto mesmo, a dona da marca Betty Boop colocou à venda no seu site oficial um vasto conjunto de peças que vão desde as malas, aos despertadores, passando pelas canetas... que vão dos 2 euros aos 60 euros.

No início do século XX, o cartoonista Max Fleischer (1883-1972) foi um dos pioneiros da animação norte-americana. Transportou para o grande ecrã personagens da banda desenhada como Popeye ou o Super-Homem e apresentou ao mundo figuras emblemáticas como Betty Boop, Koko ou Bimbo, que se estrearam em produções dos seus Fleischer Studios.

Entre os filmes de animação que o norte-americano produziu encontra-se Out of the Inkwell, uma série de desenhos animados do tempo do cinema mudo em que se estreou o palhaço Koko. Estes filmes foram exibidos entre 1919 e 1929, mas nos anos 30 foram substituídos pelosTalkartoons, já com som. Foi em Dizzy Dishes, uma destas fitas, que Betty Boop apareceu.

Depois, em 1933, os Fleischer Studios levaram Popeye das tiras de BD para o grande ecrã. E, em 1941, animaram o Super-Homem, em parceria com a DC.
Por fim, em 1942, a Paramount adquiriu a empresa dos irmãos Fleischer, que se reformaram.

Acabadinha de fazer 75 anos, Betty Boop está tudo menos velhinha. Com uma linha de objectos que vai desde malas, passando pelas carteiras e chapéus... esta personagem continua a dar sinais de vitalidade e de sensualidade, apreciadas por muitos, sobretudo aqueles que admiram os atributos: pernas torneadas, cinturinha de vespa, olhos grandes, boca em beicinho...

Com a data oficial de nascimento marcada no dia 23 de Julho de 1934, fruto da criatividade de Bud Couniham, que se inspirou na cantora Helen Kane, Betty Boop passou pela censura, pelos seu redesenho... mas resistiu e hoje aí está na Internet.

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Comic-Con

UMA MOSTRA DE BD VIRADA PARA HOLLYWOOD

por LUÍS FILIPE RODRIGUES - Hoje (26Julho09)

O 'Avatar', de James Cameron, e a 'Alice no País das Maravilhas', de Tim Burton, foram dois dos filmes apresentados na 40.ª edição da conferência de San Diego, que termina hoje, passados quatro dias e 126 mil fãs.

Sexagenários de capas e collants, como os super-heróis da Sociedade de Justiça da América da DC Comics. Adolescentes que imitam os vampiros da saga Crespúsculo. Réplicas de todas as personagens da Guerra das Estrelas e do Caminho das Estrelas. Durante quatro dias, estes e outros fãs de cinema, banda desenhada e ficção científica reúnem-se com as principais estrelas de Hollywood no San Diego Convention Center, na Califórnia (EUA). Ninguém quer perder a Comic-Con, que hoje chega ao fim. Mas nem sempre foi assim.

A Comic-Con começou por ser um encontro de fãs e coleccionadores de banda desenhada. Porém no espaço de quatro décadas, o número de visitantes cresceu das 300 pessoas da primeira edição para os cerca de 126 milhares de curiosos que este ano voltaram a esgotar a lotação do San Diego Convention Center. Estamos perante uma montra internacional para a indústria do entretenimento, uma celebração pop, onde são apresentadas séries de televisão, blockbusters de Hollywood e videojogos. Sem esquecer os livros de banda desenhada, claro. A sua importância é cada vez maior, principalmente desde 2001, após a apresentação do primeiro filme do Homem-Aranha na mostra.

A convenção tem vindo a crescer a cada nova edição, mas este ano a organização chegou a temer o pior, devido à crise. Ocorreu precisamente o oposto. Segundo o The New York Times, o número de celebridades por metro quadrado foi maior que nunca. E a sua notoriedade também: Johnny Depp, Tim Burton, Cameron Diaz, Peter Jackson ou James Cameron foram alguns dos nomes em destaque.

A intervenção de Cameron, que quinta-feira revelou as primeiras imagens de Avatar (ver caixa), era mesmo uma das mais aguardadas. No mesmo dia, Tim Burton, que não visitava a convenção desde a década de 70, apresentou o trailer da sua adaptação de Alice no País das Maravilhas, acompanhado por Johnny Depp, e milhares de adolescentes assistiram, histéricos, ao trailer de Lua Nova, a sequela de Crepúsculo, na presença dos protagonistas.

Ao longo dos quatro dias que durou a Comic-Con foram também anunciadas novidades sobre vários filmes. Peter Jackson, que transportou a trilogia Senhor dos Anéis para o cinema, anunciou que uma primeira versão do argumento de The Hobbit, adaptado do livro homónimo de J.R.R. Tolkien, estará pronta dentro de "três ou quatro semanas". Por outro lado, Gary Oldman, o Comissário Gordon da série Batman, revelou que a rodagem da sequela de O Cavaleiro das Trevas, a estrear em 2011, irá começar em 2010.

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E, Já agora, CLIQUEM EM CIMA DA IMAGEM para ver esta pequena maravilha do Tim Burton.
Imagens da responsabilidade do Kuentro.

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O GIGANTE DA BD QUE PORTUGAL DESCONHECE

Ontem (25Julho09) (Sorry: não sei o nome do autor deste texto

Pergunta de algibeira: quem é o autor de banda desenhada mais popular do que Hergé e que vende mais álbuns do que Tintim no espaço do Benelux (Bélgica/Países Baixos/Luxemburgo)? A resposta é óbvia: Willy Vandersteen (1913-1990), um dos autores mais fenomenalmente prolíficos da Europa, e criador da dupla Suske en Wiske (Bob e Bobette, em francês), cujas aventuras já ultrapassaram os 100 milhões de álbuns vendidos, mas cuja fama está muito confinada ao espaço de língua neerlandesa.

Vandersteen, que tem nesta altura uma enorme exposição retrospectiva na Maison de la Bande Dessinée, em Bruxelas, era um verdadeiro fenómeno da banda desenhada, profundamente ligado à história, à tradição artística e à identidade flamenga, bem como à realidade quotidiana e humana da sua Flandres natal, influenciado pelos comics americanos clássicos (que descobriu ainda novo, quando começou a trabalhar como marceneiro no atelier de um tio) e dotado de uma capacidade criativa e de trabalho a roçar o sobre-humano.

Mesmo quando, a exemplo de Hergé, já dispunha de um estúdio cheio de colaboradores, a partir dos anos 50, do qual saía um álbum por semana de uma das suas personagens mais populares, com uma tiragem superior a 200 mil exemplares, Vandersteen continuava a desenhar várias séries ao mesmo tempo, e a criar novas personagens. Ora realistas ora fiéis à "linha clara" , cobrindo todos os géneros, do humor ao western, da ficção científica aos temas históricos e de ambiente contemporâneo.

Uma dessas muitas séries, Bessy, protagonizada por uma cadela moldada sobre a célebre Lassie, saiu em Portugal nos álbuns especiais publicados pela revista Cavaleiro Andante. Outras foram Le Cirque Zim Boum (Het Plezante Circus), De Familie Snock (La Famille Guignon), De Rodde Rider (Le Chevalier Rouge), Jerôme, Karl May, Biggles ou Safari.

Quando Hergé - que chamou a Vandersteen "o Bruegel da banda desenhada" - recorreu a ele para consolidar Kuifje, a edição da versão neerlandesa da revista Tintim, Willy Vandersteen desenhou oito aventuras de Bob e Bobette que são consideradas as melhores das personagens, bem como duas do herói flamengo Thyl Eulenspiegel, vários gags de Monsieur Lambique, um dos comparsas de Bob e Bobette, e a série Prince Riri. Dada a imensa popularidade de que Vandersteen gozava, as vendas de Kuifje dispararam, e o criador de Bob e Bobette entrou pela porta da frente no mercado francófono da banda desenhada, porque todas estas histórias foram também publicadas na edição francófona de Tintim.

Faz agora 70 anos que Willy Vandersteen publicou os primeiros desenhos e gags , mas há apenas dois títulos traduzidos entre nós das aventuras de Bob e Bobette (pela Bonecos Rebeldes), dos mais de 200 publicados. Este multitalentoso gigante da banda desenhada flamenga continua sem expressão editorial em Portugal. Tristezas de um país pindérico e sem massa crítica.

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Willy Vandersteen (1913-1990)
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Bob e Bobette
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Bob e Bobette (pela Bonecos Rebeldes)
Imagens da responsabilidade do Kuentro.

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MOVIMENTOS DE UMA ANIMAÇÃO

Exposição de ilustração para cinema, de Pedro Baltazar

De 2ª a 6ª feira, das 9h00 às 12h30, e das 14h00 às 17h30.

Até dia 6 de Agosto, na Galeria de Exposições Temporárias da Bedeteca de Beja
(Casa da Cultura, 1º andar, ala esquerda).

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Pedro Baltazar nasceu em Beja, em 1986. Começou a desenhar desde que se lembra. Durante os seus 10 e 11 anos frequentou o Submarino - Oficina de banda Desenhada de Verão, na Casa da Cultura de Beja, tendo editado o fanzine As Aventuras e Desventuras de Tony Speed.

Depois de acabar o Liceu foi para Lisboa estudar Psicologia. Regressou a Beja sem concluir o curso, à procura de espaço para dar azo à sua criatividade. Matriculou-se na Escola Superior de Educação, em Artes Plásticas e Multimédia, como forma de descobrir o seu lugar entre a Arte e a Informática. Neste momento é finalista do curso. As ilustrações que agora expõe são parte de um trabalho na área do cinema de animação. São algumas keyframnes (imagens - chave), realizadas digitalmente, do filme Utopia. O seu objectivo neste momento é evoluir como animador, atingindo o controlo da ilusão do movimento. Após terminar o filme, pretende apresentá-lo em Beja, como forma de auscultar a opinião do público em relação ao seu trabalho. Depois, gostaria de o apresentar noutros locais e integrar alguns festivais de cinema de animação.

Para lá do cinema de animação, Pedro Baltazar também se interessa por CGI (imagens geradas por computador), tendo em mãos o desenvolvimento do protótipo do vídeo-jogo On Earth, para PC. Encontra-se agora em fase de design de personagens e produção da arte conceptual. Também desenvolve, com Nuno Bexiga, o argumento do romance gráfico/filme UltraMar, e a animação Perdigão Perdeu a Pena.Planeia ainda o regresso à música...

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Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800-508 Beja
PORTUGAL

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Entre 25 de Julho e 8 de Agosto na CHILI! estará patente uma exposição de Nicolas Robel, autor de bd que nasceu no Québeque (Canadá) em 1974 - mas a sua família mudou-se para a Suiça, quando ele tinha 3 anos. Genebra é a cidade onde ainda reside e onde se licenciou em Comunicação Visual. Trabalha como ilustrador, editor e designer. Em 1999 criou a B.ü.L.b comix e o atelier B.ü.L.b grafix. Tem publicado livros em França, Suiça, Polónia, EUA e Canadá em editoras de referência como a Cornélius ou a Drawn & Quarterly.
Consegue ter tempo para ser pai e como já repararam pela imagem acima as suas cores favoritas são o verde e o rosa - e por falar nisso, a exposição é constituída por cartazes, pranchas de bd e ilustrações em serigrafia
O autor estará presente para a inauguração - dia 25 - para copos e conversas, a partir das 17h, mesma altura que começa o concerto de Ardo Zilef, Geovaginólogo - Interpreta registos mucositográficos captados em Varna.

Rua dos Fanqueiros, 174, 1ºesq., Lisboa
2ª/6ª: 12h30 - 20h ; Sáb: 12h30 - 19h
(fechado entre as 15h e as 16h)

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julho 21, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #73 - Carlos Pessoa no Público, Pedro Cleto no Jornal de Notícias e Cristóvão Gomes no "i"

Carlos Pessoa escreve sobre o álbum de Ric Hochet que sai amanhã com o Público, integrando a colecção "Clássicos da revista Tintin"; depois Pedro Cleto fala sobre o àlbum de Nicolas Debon, que evoca a Volta à França de 1909, numa altura em decorre a edição do "Tour" de 2009 e ainda com um texto que, para assinalar o 40º aniversário da primeira alunagem humana, passa em revista as bandas desenhadas "com lua", sob o mote de que a "Banda desenhada contribuiu para alimentar o imaginário do espaço"; por fim Cristóvão Gomes escreve sobre Miguelanxo Prado.

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Clássicos Tintin

UM JORNALISTA QUE RESOLVE CASOS POLICIAIS
Ric Hochet

Quarta-feira. 22 de Julho
Por + 6,90 euros

Carlos Pessoa

Ric Hochet começou a apresentar pequenos enigmas policiários aos leitores da revista “Tintin” e rapidamente se transformou, a seguir ao próprio herói criado por Hergé, no mais activo e proeminente repórter da BD franco-belga.
Desde a primeira aparição, em 30 de Março de 1955, até aos nossos dias, vai a caminho das 80 aventuras, constituindo um caso sério de longevidade.
Vestido sempre da mesma maneira e conduzindo um Porsche amarelo que destrói regularmente, revela um agudo sentido jornalístico ao serviço do jornal “La Rafale”, onde trabalha quase exclusivamente na solução de casos policiais.

Num registo gráfico realista, a série destaca-se pela coerência dos argumentos, impregnados de suspense que prende o leitor do princípio ao fim.
A elegância do registo gráfico de Tibet, generoso no recurso a uma diversidade de planos e enquadramentos, está à altura da solidez dos argumentos de Duchâteau. Com efeito, este último revela-se um mestre na arte de contar uma história, dando a conhecer progressivamente os diversos elementos da intriga e surpreendendo o leitor através de volte-faces inesperados e espectaculares.
Os adversários de Ric Hochet não são bandidos comuns ou delinquentes grosseiros. São, em geral, homens inteligentes que desafiam a capacidade de dedução, a coragem e o sentido de observação dos homens da lei que se lhes opõem, com destaque para o herói.

Mas há também, por vezes, uma coloração fantástica nas aventuras da série, desafiando a racionalidade dos métodos de investigação postos ao serviço da decifração dos enigmas.
É tudo isto que faz de “Ric Hochet” uma série que tem encantado gerações sucessivas de leitores.

A sair:
29 de Julho: Buddy Longway
5 de Agosto: LesterCockney

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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

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Banda desenhada evoca Tour de 1909

Cleto e Pina

Há 99 anos, iniciava-se a 8ª Volta a França em 8icicleta, a primeira a levar os ciclistas aos Alpes e aos Pirenéus. A sua história, de forma ficcionada, é recontada em "Le Tour des Geants", uma BD editada em França pela Dargaud.

O tiro de partida teve lugar a 3 de Julho, no Pont de la Jatte, a noite, e foram 110 ciclistas que lá se apresentaram, entre os quais os favoritos Caber, "Tarasse" Lapide (que viria a vencer), Garrotou ou Petit-Breton.
Partiram para 28 duros dias em cima das bicicletas, bem diferentes das que hoje se utilizam, apesar das inovações técnicas introduzidas neste Tour: travões ("às vezes mesmo dois"), uma alavanca de duas velocidades que permitia mudá-las sem "pôr o pé no chão" e a redução do peso das bicicletas, algumas das quais "não passavam os 13 quilos"! Ao fim dos 4735 quilómetros da prova, percorridas 15 etapas, algumas com mais de 400 quilómetros (!), chegaram apenas 41 destes verdadeiros "gigantes" da estrada.

Estas informações, retiradas das primeiras pranchas desta obra de Nicolas Debon, nascido na Lorraine em 1968, formado em belas-artes, ilustrador e autor de BD, reveIam o seu lado rigoroso e documental, que é equilibrado com apontamentos de humor que atenuam o seu peso. No entanto, é antes de tudo dos homens que fala esta bela banda desenhada, de traço firme, semi-realista e elegante, e pintada com tons suaves de azul, cinzento e sépia, que definem locais e ambientes. Mas é o lado humano dos ciclistas, a forma como ultrapassaram obstáculos naturais (chuva, frio, neve, estradas quase inexistentes), mecânicos (avarias que eles próprios tinham que reparar – o vencedor terminou uma etapa em cima da jante!) e humanos (ameaças, sabotagens, alimentação desequilibrada), a forma como se superaram, que constitui o essencial de um relato que prende e empolga, tanto os aficionados do ciclismo quanto o leitor normal .•

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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

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21 Julho 09

A LUA EM (TODOS OS) QUADRADINHOS

F. CLETO E PINA

Banda desenhada contribuiu para alimentar o imaginário do espaço.
Musa inspiradora de poetas e escritores, pintores e escultores, a Lua também não deixou indiferente os criadores de banda desenhada, tendo alguns enviado até lá os seus heróis de papel. Fez ontem 40 anos que o Homem chegou à Lua.
O mais célebre de todos os astronautas da banda desenhada é, com certeza, Tintin que por lá andou quase 20 anos antes de Neil Armstrong, no diptíco "Rumo à Lua"/"Explorando a Lua" começado a publicar a 30 de Março de 1950. Partindo da imaginária Sildávia, num foguetão concebido pelo Professor Tournesol, numa viagem com imensas semelhanças com aquela que a NASA organizou em 1969, Tintin, Haddock, Milu e os Dupont foram até ao satélite da Terra numa aventura que, se se enquadra no tom aventuroso normal da série, é também bastante plausível do ponto de vista científico, graças à profunda investigação que Hergé levou a cabo antes de a iniciar. Mais tarde, o autor voltaria ao tema, narrando, numa BD de apenas quatro páginas, a aventura vivida por Armstrong.

À mesma Lua, por diversas vezes, foram os heróis Disney. Numa das mais famosas, "The Loony Lunar Gold Race", escrita pelo "homem dos patos", Carl Barks, em 1964, Donald e Patinhas procuram lá ouro, mas Mickey e Pateta também foram astronautas mais do que uma vez, como agora, na recém-editada "Topolino e il guardiano lunare", que assinala os 40 anos da chegada do homem à Lua. Claro está, nunca se cruzaram com o solitário Astronauta, de Maurício de Sousa, que percorre o espaço na sua nave esférica, nem com o Spirit de Will Eisner e Wally Wood, que também lá foi, em perseguição de um criminoso, no ano de 1952, em "Outer Space". E se os heróis Disney, mais do que uma vez encontraram selenitas, no insuspeito policial Dick Tracy, criação célebre de Chester Gould, o filho do protagonista desposava uma bela… lunática. Da Lua provinha também a pedra que dava super-poderes à Moon Girl, uma super-heroína dos anos 40, criada por Max Gaines, Gradner Fox e Sheldon Moldoff, com vários pontos de contacto com a Mulher Maravilha, bem como o broche que transforma Usagi Tsukino na bela Sailor Moon, reencarnação de uma guerreira lunar e protagonista do manga a que dá título.
A adaptação do sucesso televisivo "Espaço 1999", que teve edição portuguesa, mostrou o nosso satélite como base de naves espaciais, ideia usada em muitas outras histórias aos quadradinhos de ficção-científica, como é o caso de "Nathan Never", um polícia que vive 200 anos no futuro, originário da Casa das Ideias Bonelli, imaginado por Medda, Serra e Vigna em 1988.

Para além disso, essa mesma Lua, onde o trapalhão Gaston Lagaffe, de Franquin, tem permanentemente a cabeça, testemunhou alguns dos banquetes de Astérix, Obélix e dos outros gauleses irredutíveis, assistiu aos oníricos passeios na cama andante do Little Nemo, de Winsor McKay, e foi companhia dos devaneios do errante Corto Maltese, de Hugo Pratt.

A terminar, duas curiosidades: em "Carson de Vénus", que o Mundo de Aventuras publicou há cerca de um quarto de século, uma novela de Edgar Rice Burroughs, o criador de Tarzan, adaptada aos quadradinhos por Mike Kaluta, o herói, após meses de exaustivos preparativos, parte rumo a Marte, acabando por chegar a Vénus… por se ter esquecido da Lua nos seus cálculos! E dez anos antes de Armstrong descer na Lua, numa tira diária publicada no jornal inglês "Daily Express" de 21 de Novembro de 1959, Jeff Hawke, herói de ficção-científica criado por Sydney Jordan, para assinalar a sua presença no satélite terrestre, colocava uma placa na qual se lia esta previsão quase exacta: "A 4 de Agosto do ano terrestre de 1969, o primeiro ser pisou a Lua. Chamava-se Homo sapiens"!

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JORNAL “I” DE 17/07/2009

ESPECIALISTA BD - CRISTOVÃO GOMES

Miguelanxo Prado - Museu do Prado

QUANDO alguém chama ao filho Miguelanxo Prado (Corunha, 1958) condena-o à arte. Miguelanxo, filho de um pintor amador e ávido leitor, tentou escapar ao seu destino: estudou arquitectura durante um par de anos, mas sentia-se preso pelo esquadro e a compasso. Desistiu e atravessou Espanha até chegar a Barcelona - como Quixote antes dele - para reunir as seus dois interesses: a literatura e a pintura. A empreitada deu frutos no n.º 30 da revista «Creepy», onde apareceu a sua primeira história desenhada: «Mar de Tenieblas».
Os anos de aprendizagem são passados a criar histórias curtas, depois compiladas nos livros «Fragmentos da Enciclopédia Délfica», «Quotidiano Delirante» ou «Crónicas Incongruentes». Fica evidente a seu fascínio por Kafka, Borges ou Bioy Casares. Depois, com Fernando Luna, cria Manuel Montano, detective formado na Escola de Detectives de Lisboa, cujas investigações raramente chegam a algum lado. Em 1992 edita «Traço de Giz», a história de uma estranha ilha e das pessoas que nela se cruzam. A enorme capacidade de construção narrativa mostrada por Prado e a profundidade do usa da cor mostram-no como um dos grandes autores de BD europeus. Recebe então o convite para cruzar o Atlântica e participar na versão animada de «Men In Black», e com isso cresce o seu interesse pelo cinema de animação. Não descansa enquanto não transporta o seu trabalho para a grande tela. Em 2007 estreia «De Profundis», mas Prado funciona mal no cinema. Pode ser que entretanto regresse à BD.

Escreve à sexta-feira.

Publicado por jmachado em 09:00 PM | Comentários (8) | TrackBack

julho 18, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #72 - Pedro Cleto no Jornal de Notícias, Luiz Beira no Diário do Alentejo e Cristóvão Gomes no "i"

Aqui ficam os recortes enviados pelo Pedro Cleto publicados no Jornal de Notícias e seu suplemento IN. Luiz Beira no Diário do Alentejo e Cristovão Gomes no Jornal “i” de 26/06/2009 - 03/07/2009 e 10/07/2009, estes últimos enviados por José manuel Pinto como habitualmente.

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Luiz Beira - 10 Junho 2009

Novidades: 17 e 18 de Outubro, vai realizar-se a 27." Festa da Banda Desenhada de Audincourt (França).
O concurso já está aberto para todos. Para informações devidas, contactar
por e-mail, para b.duchamplecheval@
audincourt.com/.

OS TÃO ESPERADOS CLÁSSICOS.

A publicação, pelas edições Asa, foi . iniciada a 20 de Maio e durará 12 semanas, colada ao quotidiano "Público" às quartas-feiras; versa álbuns com duas ou três narrativas de famosos e populares heróis-séries que tiveram estreia de publicação na saudosa revista belga "Tintin".
Numa visão de primeiro impacto, há logo a ideia do aplauso caloroso para a equipa, donde se salientam os nomes de Maria José Pereira, Catherine Labey, Jorge Magalhães, Pedro Rei, Carlos Pessoa e Leonardo de Sá.
A ideia e o gesto vêm de uma positiva colagem às edições da Lombard (Bélgica) nas suas colecções "Intégrale" e "Millésimes", muito embora com uma apresentação mais modesta ao leitor. Mas tal não é grave...
E como não há bela sem senão, o que ponho em causa é a selecção efectuada e decidida que cabe, possivelmente, a alguma desatenção ou a preferências muito pessoais de quem se responsabilizou pela escolha.
Assim, e salvo se houver posteriormente uma segunda e terceira doses, é lamentável que tenham ficado de fora heróis-séries como "Cavaleiro Branco", de Liliane e Fred Funcken; "Vincent Larcher", "Jari" e "Secção R", de Raymond Reding; "Olivier Rameau", de Dany; "Pom e Teddy" e "Cavaleiro Ardente", de François Craenhals; "Prudence Petitpas", de Maurice Maréchal; "Dan Cooper" de Albert Weiberg; "Alix"," "Guy Lefranc" e "Jehn", de Jacques Martin; e "Bruno Brazil", de William Vance. Em boa consciência, teriam prioridade, sem desprimor, a Rock Derby, Spaghetti, Vasco, Lester Cockney, Buddy Longway e ao estafado Michel Vaillant. De resto, muito bem com Luc Orient, Ric Hochet, Clorofila, Bernard Prince e outros mais dos seleccionados.

"La Cité Engloutie"

Editora: casterman.
Autores: Jacques Martin, Patrick Weber e Ferry (Van Vosselen).
Obra: "La Cité Engloutie", 28º tomo da série "Alix".

Alix e o seu fiel companheiro Enak vão em missão secreta para a região gaulesa de Armorique, onde, misteriosamente, têm desaparecido legionários romanos nas quase impenetráveis florestas. É uma região ferozmente dominada e controlada pelos celtas gauleses. Ora Alix é um "romano" adoptado, mantendo-se celto-gaulês bem no seu íntimo... Nesta sua árdua missão pelo confronto entre os "filhos da civilização" e os da floresta, nada vai ser fácil.
O poder dos druidas celtas conduzindo o seu povo pelas suas tradições, os seus deuses e as suas superstições e a ambição imperialista de Roma num confronto sem tréguas, vai inquietar quanto baste, oherói desta magnífica série.
O belga Ferry, neste tomo, é agora o responsável pelo grafismo.

La Bible - 2

Editora: Delcourt.
Autores: Michel Dufranne e Damir Zitko.
Obra: "La Bible", 2° tomo.

Com traço muito apreciável do croata Zitko, este tomo relata-nos com uma certa fidelidade, a segunda e última parte do "Génese" bíblico.
Aqui se registam: a luta de Jacob com Deus, o nascimento e a vida dos seus 12 filhos que virão a formar as 12 tribos de Israel e a acção de José no Egipto, até à sua morte.
Para os admiradores destes argumentos muito bem engendrados e que no conjunto (mais os que se seguem) formam a "Bíblia", que algumas religiões consideram como escrita por ordem do Criador, a adaptação a BD está muito correcta.

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JORNAL “I” DE 26/06/2009.

ESPECIALISTA DE BD

CRISTOVÃO GOMES

Azul Bilal

ENKI BILAL nasceu em 1951 na República Socialista Federal da Jugoslávia. Ainda ouviu os ecos da Segunda Guerra Mundial e viveu a nova ordem que se lhe seguiu. Foi um privilegiado; 0 seu pai era um antigo companheiro de Tito na resistência e tornou-se alfaiate pessoal do Marechal. Faz 9 anos já em Paris, mas as recordações daquela infância vão dirigir-lhe a obra. Aos 14 conhece Goscinny e recebe elogios do criador de Astérix. Decide seguir a BD e fá-lo com Pierre Christin, argumentista, com quem explora as memórias da infância. Juntos criam uma série intitulado "Lendas da Actualidade", onde começa aperceber-se que Bilal é o mais político dos autores de BD.
Mas é o desenho que hipnotiza. Cruza-o com fotografia e alarga a paleta de cores, cada vez mais escuras, cheias de sombra e gelo, que dão uma textura quase orgânica a cada um dos desenhos. Com a queda do Muro de Berlim participa na obra colectiva "O Muro Antes e Depois" com uma i1ustração espantosa: um casal envelhecido e vestido de escuro posa em frente de uma fotografia do seu passado socialista, onde ambos sorriem acompanhados dos filhos. Nessa altura já iniciara a trilogia "Nikopol", completada em 1992 com “A Mulher Armadilha". Em 1989 realiza "Bunker Palace Hotel", boa transposição para cinema do seu universo. Com a Guerra dos Balcãs e o desmembramento da sua Jugoslávia natal, começa a tetralogia "Hatzfeld", onde mostra o seu pessimismo e desenha um futuro sombrio. Não admira que haja uma cor baptizada com o seu nome. Azul Bilal"

Escreve à sexta-feira.

JORNAL “I” DE 03/07/2009.

ESPECIALISTA DE BD

CRISTOVÃO GOMES

Hermann: Os Belgas

QUE A BÉLGICA é um caldo de culturas sabemos todos, agora porque degenerou esse caldo na espécie de antro de desenhadores que a Bélgica é, isso já é mais difícil explicar. Tornemos como exemplo Hermann Hupen. Nasceu em 1938 na província de Liège. Foi aprendiz de marceneiro e terá sido aí que tomou o gosto pelo lado mais rude da natureza das coisas. A BD entrou-lhe na vida através de um desafio do seu cunhado para que desenhasse uma história para a revista que dirigia. Tê-lo-á feito bem pois não tardou
a ser convidado por Greg para desenhar o seu Bemard Prince. Já nessa altura se notavam as qualidades que o haviam de separar dos demais.
O seu desenho é cru, as formas não são explícitas, adivinham-se por entre os traços densos e as cores fortes que usa. Em 1977 declara independência, prescinde de ser argumentista para dar forma à sua fantasia pós-apocalíptica: Jeremiah. Transporta-nos então para um tempo estranho; um futuro que pouco se distingue do passado, onde erram Jeremiah e o seu amigo Kirby. A série foi um êxito e é, ainda hoje, o cartão-de-visita do seu autor. Em 1984 deixa por um tempo Jeremiah para se embrenhar na serie histórica "As Torres de Bois-Maury". Desde 1990 que vai alternando continuação de Jeremiah e Bois-Maury, com a publicação de histórias independentes. São exemplo disso obras notáveis como "Laços de Sangue" ou "Caatinga". Hoje escreve mais do que desenha, deixou o desenho para o seu filho Yves H. que, como qualquer belga que se preze, tem BD escrito no seu código genético.

JORNAL “I” DE 10/07/2009.

ESPECIALISTA DE BD

CRISTOVÃO GOMES

Ted Benoit: A Lentidão

HÁ NA BD uma história de legados, heranças e testamentos traídos que demonstra que a arte imita a vida. Ted Benoit (1947} foi realizador na televisão pública francesa até começar a colaborar com revistas de BD. Em 1979 edita o primeiro livro desenhado por ele: «Hôpital», pela Les Humanoides Associés, e no ano seguinte abandona o estilo mais experimental para seguir a linha clara de Hergé e Jacobs. Fá-lo, apropriadamente, com "Vers La Ligne Claire». Com outros ilustradores que com ele partilham a admiração pela Linha Clara funda a Escola de Pigalle. Desenvolve então o seu personagem, Ray Banana, detective privado preso no tempo - sempre os anos 50 -, livre na forma. Ganha a reputação de herdeiro de Hergé e Jacobs, e é por isso sem surpresa que assume a responsabilidade de continuar Blake e Mortimer, a obra maior de Edgar P. Jacobs, contra a vontade expressa deste. Em 1996 sai «O Caso Francis Blake», com argumento de Van Hamme. A recepção critica foi boa, melhor para o Benoit que para a história. O desenho é muito próximo do original, há um cuidado evidente em manter as mesmas poses, a mesma atenção a cada pormenor. O problema foi outro; Benoit era lento. Lento como só os grandes artistas podem ser.
A editora resolveu o problema entregando os personagens a duas equipas, além de Benoit e Van Hamme, também Yves Saint e André Juillard trabalhariam na serie. Em 2001 «O Estranho Encontro» seria o último B1ake e Mortimer desenhado por Benoit.
Perdera a herança para a lentidão.

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julho 13, 2009

TERTÚLIA BD DE LISBOA - 299º ENCONTRO - 7 DE JULHO DE 2009

E cá está o post da Tertúlia BD de Lisboa, 299º Encontro, 7 de Julho de 2009. Mas também fica o cartoon do Rodrigo de Matos “Obama discursa aos africanos” e… a Tara McPherson vai estar de novo em Portugal, no próximo sábado, na Kingpin Books (antiga of Comics).

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TERTÚLIA BD DE LISBOA
ANO XXIV – 299º ENCONTRO – 7 de Julho de 2009-07-10

Ciclo: Nova BD portuguesa (*)
Convidado Especial - LUÍS HENRIQUES

Luís Nuno Pinto Henriques, Lisboa, 1973..-
É licenciado em Pintura pela FBAUL e mestre em História da Arte (curso obtido na FCSH da UNL). Foi professor do 3° Ciclo e do Secundário, durante mais de uma década. Interrompeu entretanto essa actividade de docente, estando agora afazer o doutoramento (História da Arte) e a trabalhar como ilustrador.
Tem a seu crédito a ilustração de vários livros, escritos por Rita Taborda Duarte, João Pedro Mésseder e Possidónio Cachapa, mas também ilustrou o conto O Menino Estrela, de Óscar Wilde.
No domínio da Banda Desenhada tem trabalho notável nas obras Tratado de Umbrografia (Devir) e Metrópole Feérica (Tinta da China), ambas sob argumento de José Carlos Femandes, e Babinski, BD baseada no romance O Golem, de G. Meyring, em adaptação literária de José Feitor.
Ilustrou o prozine Time Life Life Time, da Opuntia Books, de André Lemos, além de colaborações com outras editoras alternativas, como é o caso da Imprensa Canalha.
Prepara actualmente as ilustrações para o segundo volume de O Que Está Escrito Nas Estrelas, mais uma vez sob textos do prolífico e polifacetado José Carlos Fernandes.

(*) Este ciclo, a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DlPLOMA DE INCENTIVO, gente mais nova da BD, a vários níveis:
1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada – embora escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente em álbum (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor).
2) Autores que, independentemente da sua idade, só começaram a fazer BD em data recente.
3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (Incentivo de tipo retroactivo).
4) Autores já com obra significativa, mas demasiado novos para serem homenageados.

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A Biografia de Luís Henriques, Convidado Especial, apresentada pelo próprio, como de costume.

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Folha Volante #234.

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Tertúlia BDzine #141, com banda desenhada SAILOR STEVE COSTIGAN, de Daniel Maia (Arg) e Heguinil Mendes (des) - ciclo de homenagem a Robert E. Howard.

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E aí está o COMIC JAM #1, com as primeiras 10 pranchas deste novo complemento da Tertúlia BD de Lisboa.

A prancha deste 299º Encontro, a 11ª do geral:
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O Convidado Especial: Luís Henriques.

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O livro mais recente do Convidado Especial, A METRÓPOLE FEÉRICA, com argumento de José Carlos Fernandes.

E agora, adivinhem quem é esta personagem, habitualíssima das Tertúlias, desenhada pelo Álvaro na toalha de mesa:
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Quem acertar, tem direito a uma assinatura gratuita do Kuentro, por 10 anos!!!

E aqui fica o já habitual videozeco, de 10 minutitos:
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É só clicar em cima da imagem para ver o dito.

Fica também aqui o cartoon mais recente do Rodrigo de Matos (que não tem aparecido na Tertúlia ultimamente, mas não está esquecido). Publica habitualmente no HUMORAL DA HISTÓRIA
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E fica também uma óptima notícia para os (milhões) de apreciadores: Tara McPherson vai estar na Kingpin no prórximo sábado!!!!!!!!!!!!
Eis o texto do Mário Freitas:

É já no próximo sábado, dia 18, às 17h, que a artista americana Tara McPherson estará aqui na Kingpin Books, em mais uma data da digressão europeia de apresentação do seu novo livro de ilustrações. Para além do trabalho em BD, Tara McPherson é particularmente famosa pelo design e ilustração de diversos posters para festivais e concertos de bandas como os Depeche Mode, Duran, Duran, Interpol e afins. Todos os detalhes em http://kingpinbooks.blogspot.com/2009/06/tara-mcpherson-regressa-lisboa.html.

Mesmo para os que não são fãs de BD ou arte no geral, sabem que faço sempre grande gosto em que compareçam nestes eventos que organizo, para podermos conviver um pouco e trocarmos dois ou 3 dedos de conversa.

Conto convosco e estou, como sempre, disponível para quaisquer esclarecimentos que precisem.

Mário Freitas

E cá está ela:
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julho 08, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #71 - Carlos Pessoa no Público sobre "Clássicos da Revista Tintin" e João Miguel Lameiras no "Diário As Beiras" sobre o TEX de Victor De La Fuente

Aqui ficam (era para ter sido ontem, mas motivos mais altos se levantaram) o texto de Carlos Pessoa sobre VASCO, na Colecção “Clássicos da revista Tintin” que foi lançado hoje e João Miguel Lameiras sobre o TEX de Victor de La Fuente. E ainda... A ESTREIA, AMANHÃ DE "DE PROFUNDIS" DE MIGUELANXO PRADO, O FILME. Ah! E houve Tertúlia ontem, com Luis Henriques como convidado especial. Mas só lá para 6ª ou sábado haverá “post” sobre ela.

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Público • Sexta-feira 3Julho 2009

Colecção “Clássicos da revista Tintin”

Regresso ao passado
VASCO

Quarta-feira. 8 de Julho
Por + € 6,90

Carlos Pessoa

A história e a banda desenhada são as duas paixões da vida de Gilles Chaillet. É o próprio criador quem confessa as suas influências, com destaque para Chevalier Blanc (de Liliana e Fred Funcken), uma série situada na Idade Média criada a partir de uma sinopse de Raymond Macherot, em 1953.
Outra influência, mais remota, aconteceu aos nove anos de idade, quando descobriu Alix através do episódio A Tiara de Oribal.

À leitura destas obras em distintos momentos da sua vida, o futuro criador de Vasco intuiu que a aventura, a reconstituição histórica e a banda desenhada caminhariam a par ao longo de toda a sua vida.

Assim foi.

A sua oportunidade surgiu numa fase já tardia da existência da revista Tintin. Em 1980, Vasco – que fora criado 11 anos antes, em 1969, como Caius Hostilius no ano 256 a.C. - apresenta-se como um herói medieval, evoluindo no século XIV.

Na melhor tradição do género, o artista faz tudo para apresentar atmosferas credíveis, apostando na reconstituição minuciosa e exigente de época. Beneficiando da sua experiência anterior, o artista rapidamente encontra o tom, o ritmo, o traço e o estilo desejados.

Nascia assim um clássico da BD europeia.

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Imagens da responsabilidade do Kuentro.

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João Miguel Lameiras
Banda Desenhada

MYTHOS RECUPERA TEX DE VICTOR DE LA FUENTE

Verdadeiro fenómeno de popularidade em Itália, onde chegou a vender mais de um milhão de exemplares mensais, Tex tem sido regularmente objecto de referência nesta coluna, normalmente por via dos “Texones”, edições anuais em formato maior e com uma produção mais cuidada, em que autores de renome na Banda Desenhada mundial, como Joe Kubert, Jordi Bernet, Magnus, Alfonso Font, Buzelli, Manfred Sommer, Ivo Milazzo, ou Colin Wilson tem a sua oportunidade de imprimir a sua marca pessoal ao mais popular cowboy da BD italiana, em histórias de longo fôlego, com mais de 200 páginas de acção.

E é precisamente um desses Texs Gigantes, acabado de chegar aos quiosques portugueses, que motiva este texto, dando-me o pretexto ideal para, 13 anos volvidos, voltar a falar neste espaço do talento de Victor De La Fuente, um dos maiores desenhadores realistas espanhóis vivos. Com efeito, este “Arizona em Chamas”, publicado originalmente em Itália em 1992, já tinha tido uma primeira edição em português do Brasil em 1995, com a chancela da Editora Globo, edição essa distribuida em Portugal em 1996 e alvo de destaque na edição do “Diário As Beiras” de 5 de Abril desse mesmo ano.

E, tal como fiz na altura, parece-me da mais elementar justiça destacar uma vez mais o trabalho de Victor De La Fuente, nome que infelizmente pouco dirá às novas gerações de leitores portugueses, ao contrário do que acontece na sua Espanha natal, onde recebeu o Grande Prémio do Salão de Barcelona em 2006, pelo conjunto da sua obra, obra essa que tem vindo a ser reeditada de forma cuidada pela editora Glenat.

Nascido em 1927, De La Fuente faz parte de um grupo de desenhadores espanhois, como José Ortiz, ou Esteban Maroto que, tendo alcançado projecção internacional nas décadas de 70 e 80 do século XX, desde finais dos anos 90 que apenas nas publicações da editora Bonelli encontram espaço para fazerem aquilo que melhor sabem fazer: desenhar histórias de aventuras de forma dinâmica, rigorosa e personalizada. No caso de De La Fuente, que em França trabalhou com argumentistas como Jean-Michel Charlier, ou Jodorowsky, o convite para desenhar Tex, permitiu-lhe regressar a um género onde se lançou com o magnífico “Sunday” e que, como o próprio refere num dos textos introdutórios a esta edição: “é uma grande aventura, onde tudo é possível, menos o tédio”.

A história que Nizzi escreveu sob medida para De La Fuente, confirma-o.

Passada entre o Arizona e o México, envolvendo jogos de interesse, conflitos entre o exército americano e os índios navajos, ao serviço de uma intriga movimentada e cheia de golpes de teatro, “Arizona em Chamas” faz lembrar os argumentos de Jean-Michel Charlier, o escritor de “Blueberry”, com quem De La Fuente colaborou na série “Los Gringos”.

Em termos gráficos, De La Fuente mostra-se em grande nível, desenhando cavalos como poucos e dando grande dinamismo às cenas de acção (veja-se a sequência em que o chefe navajo Delgado consegue fugir ao cerco do exército americano, na Mesa Sagrada). E, desde as paisagens áridas e rugosas do México ou do Monument Valley (que desde os filmes de John Ford associamos automaticamente ao Western), até às feições das personagens, que parecem também elas próprias esculpidas na rocha, o estilo único de Victor De La Fuente é imediatamente reconhecível.

Aqui fica pois a sugestão para aproveitarem a oportunidade que a Mythos nos dá com esta reedição e descobrirem (ou redescobrirem) o “Tex” de Victor De La Fuente.

(“Tex Gigante nº 19: Arizona em Chamas”, de Claudio Nizzi e Victor De La Fuente, Mythos Editora, 242 págs., 8,50 €)

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Imagens da responsabilidade do Kuentro.

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(9Julho2009) - Quem não foi à estreia, pode CLICAR NA IMAGEM ABAIXO e ver um excerto do filme. Cortesia do Álvaro, que sacou a coisa do You Tube.
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Publicado por jmachado em 08:25 PM | Comentários (8) | TrackBack

julho 05, 2009

LANÇAMENTO DOS LIVROS DE JOSÉ RUY + BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #70 - Luiz Beira e Pedro Cleto sobre os mesmos livros

O lançamento pela Âncora Editora dos livros “Os Lusíadas” e “Mirandês, História de uma Língua e de um Povo”, de José Ruy (sendo esta edição de “Os Lusíadas” comemorativa dos 25 anos da primeira edição, pela Editorial Notícias), decorreu no passado dia 2 na Fundação Mário Soares, tal como aqui foi referido quando postámos o respectivo convite.

Esta edição de dois títulos em Banda Desenhada tem a particularidade de ser uma edição dupla, uma em português e outra em mirandês.

José Ruy teve a amabilidade de me enviar as fotos da sessão, tiradas pelo nosso comum amigo Dâmaso Afonso e não resisti em aproveitar as suas próprias palavras, do email que as acompanhava, para transmitir o que se passou durante o lançamento - com um ou outro ajuste para adaptar o texto à circunstancia de enquadramento das fotos.

Fica também a recensão de Pedro Cleto no Jornal de Notícias acerca do livro “Mirandês, História de uma Língua e de um Povo” e a coluna de Luiz Beira no Diário do Alentejo de 26 de Junho sobre este duplo lançamento.

“(…) Só para ter uma ideia, fiz mais de 200 autógrafos, dos 240 livros vendidos, e o último autógrafo acabou às 22 horas. Junto fotos do Dâmaso Afonso, de que lhe pedi autorização, e vou descrever o que cada uma representa.
Foto 1 - A mesa foi constituída por Dr. Baptista Lopes, eu, Dr. Guilherme de Oliveira Martins, presidente do tribunal de Contas (grande conhecedor de BD, e que fez uma brilhante apresentação), Dr. Mário Soares, o Dr. Amadeu José Ferreira (na Foto 2), tradutor para mirandês, e (na Foto 3) o Ministro da Cultura, Dr. José António Pinto Ribeiro.
Fotos 3 a 7 – a assistência, mais de 170 pessoas, que não couberam na sala, com capacidade para 150. Depois, (Fotos 9 e 10) o grupo de Gaiteiros da «Associaçon de lhéngua mirandesa», que actuou nos jardins, onde fiz os autógrafos (Foto 12), e autores que o meu amigo conhece, na Foto 11.

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O Dr. Guilherme de Oliveira Martins, (acho que bisneto do escritor) mostrou-se realmente um especialista em Banda Desenhada, principalmente portuguesa. Fez uma explanação dos nossos primeiros autores, Rafael Bordalo Pinheiro, Carlos Botelho, Stuart Carvalhais, e depois Fernando Bento e Eduardo Teixeira Coelho. Mostrou ter acompanhado a minha colaboração n'«O Mosquito», e no «Cavaleiro Andante», com a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto. Depois, fez uma análise muito pormenorizada de como abordei Os Lusíadas (cuja edição actual comemora os 25 anos da primeira) dizendo que o mais importante desse trabalho, é o respeito pelo texto, em que o desenho corresponde de maneira directa ao que a palavra evoca. Destacou os dois episódios que ele acha dos mais difíceis, e considerou terem sido bem conseguidos, como o Concílio dos Deuses, no Canto I e a Ilha dos Amores, no Canto IX. Quanto ao recente livro sobre a Língua mirandesa, também aí realçou a maneira aliciante como o desenho se casa com a narrativa.

O Dr. Amadeu José Ferreira, discursou em português e mirandês, lendo as estrofes relativas ao Adamastor, n'«Os Lusíadas», nas duas línguas, debruçando-se também nos esforços desenvolvidos, no sentido de divulgar o ensino do mirandês, dando obras para ler, como estas suas traduções, esboçando a ideia, até porque se encontrava a seu lado o Ministro da Cultura, de se formar uma Fundação da Língua Mirandesa.

E aqui está o que parece mais marcante da sessão, sem contar com as palavras amáveis do Editor, que iniciou o ciclo, depois da abertura da sessão pelo Dr. Mário Soares, que «confessou» nuca ter tido atracção pela BD. No entanto, eu já o incluí como personagem em dois livros meus: «Aristides de Sousa Mendes, Herói do Holocausto» e «Humberto Delgado o General Sem Medo», facto que tive ocasião de informar. Também O Ministro evocou os seus tempos de menino, em que pedia ao pai para lhe aumentar a «semanada» para que pudesse comprar «O Mosquito», e mais tarde conseguiu que lhe autorizassem a comprar o «Spirou» e o «Tin Tin», desde que fosse na língua original, e por essa via desenvolveu o seu francês.
José Ruy

Entretanto estou a terminar o preto e branco da nova história sobre as invasões francesas(*), e na próxima sexta-feira parto para Miranda do Douro e Bragança, para mais lançamentos destas mesmas obras (…)”

(*) Trata-se do álbum “Amarante e a Defesa da Ponte”, referido na conversa com Luiz Beira que transcrevemos mais abaixo.

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ESPAÇO BD

Luiz Beira

Novidades - Faleceu, no passado dia 22 de Maio, o notável e incansável argumentista belga Yves Duval. Mais um vazio que fica na BD europeia.

APLAUSOS PARA JOSÉ RUY

No próximo dia 2 de Julho, em Lisboa, haverá na Fundação Mário Soares, uma sessão cultural muito especial. De uma assentada, o lançamento oficial de quatro volumes de BD desenhados por mestre José Ruy, pela Ancora Editora. Teremos uma vistosa reedição integral de "Os Lusíadas" de Luiz Vaz de Camões, pela data em que passam 25 anos sobre a edição, em três tomos, pela Editorial Notícias.
Porém, constará igualmente uma edição em mirandês, considerada a segunda língua oficial de Portugal: "Ls Lusíadas".
Em simultâneo, e também em português e em mirandês, a obra "Mirandês - História de uma Língua e de um Povo" (Mirandês - Stória dua Lhéngua i dun Pobo).
Estes quatro tomos tiveram já uma apresentação notável na região leonesa de Espanha, dada a grande aproximação dos idiomas mirandês e leonês. Nas respectivas traduções e indicações técnicas, José Ruy contou com a colaboração e o empenho do prof. Amadeu José Ferreira.

Eu questionei o artista:

José Ruy, como nasceu esta ideia?
Num festival-BD da Amadora, o dr. Amadeu Ferreira apresentou-se. Conversámos sobre os dois álbuns de Astérix que ele traduziu para mirandês...
Marcou-se um encontro-almoço a três, pois o dr. Baptista Lopes, da Ancora, também estava presente. Soubemos que o professor tinha quase concluída a sua tradução para mirandês de "Os Lusíadas" e... e pronto. A edição foi proposta e aí está!

Considera que será um êxito comercial?
Talvez seja. Na região e suas escolas, fala-se em mirandês. Os dois álbuns de Asterix em mirandês foram sucesso. O êxito é sempre, à partida, uma incógnita.
Há ideias de êxito garantido que depois dão em fiasco ... Mas creio que estes dois álbuns, "Os Lusíadas" e o da história do mirandês, terão muito boa venda.

Projecto próximo?
Estou a preparar "Amarante e a Defesa da Ponte", episódio do tempo das invasões francesas .

Publicado por jmachado em 01:02 PM | Comentários (29) | TrackBack