agosto 24, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #80 - ESTÁTUA DA MAFALDA (de QUINO) EM BUENOS AIRES + “SACANAS SEM LEI” EM COMIC + “PERSÉPOLIS 2.0”

Dois textos sem assinatura dos autores. Um deles, enviado por José Manuel Pinto, penso que do Jornal de Notícias de 18 de Agosto (o JMP esqueceu-se de referir a proveniência), assinala uma homenagem à Mafalda, de Quino, com uma escultura de Pablo Irrgang. O outro texto, no Público dá conta de uma nova versão de “Persépolis” (agora "2.0") reutilizando material do filme original de Marjane Satrapi, recontextualizando-o contra o actual regime iraniano. Um outro texto, também enviado por José Manuel Pinto, da jornalista Joana Stichini Vilela, no jornal “i”, sobre um preview do filme “Sacanas sem Lei” de Quentin Tarantino, em banda desenhada – 6 pranchas publicadas na Payboy on line. Como toda a gente saberá este filme estreia em Portugal no próximo dia 27. Já agora aconselho a deliciosa e esclarecedora entrevista de Tarantino, sobre “Sacanas sem Lei”, publicada na revista Première deste mês…

jnlogo19.jpg ??????
mafalda14.jpg
mafalda21.jpg

18 Agosto 2009
HOMENAGEM
MAFALDA VAI TER ESTÁTUA EM BUENOS AIRES

Mafalda, a contestatária, uma heroína de banda desenhada criada pelo argentino Quino, terá uma estátua no bairro de San Telmo, no centro de Buenos Aires, onde «nasceu», em 1964, noticia a Imprensa argentina.

Medindo 80 centímetros, feita de fibra de vidro e resina, a escultura, parte de uma homenagem a Quino em Buenos Aires, e da autoria de Pablo Irrgang.
Com um vestido verde, Mafalda estará sentada num banco, sozinha, em pose reflexiva.
A inauguração, a que Quino assistirá acompanhado de alguns amigos, realiza-se no próximo dia 30. Ainda no quadro da homenagem, será descerrada, na casa onde Quino residiu uma placa com a legenda: "Nesta casa 'viveu' Mafalda".
Em entrevista ao jornal argentino "La Nacion", Irrgang contou que, antes de se abalançar ao trabalho, releu a banda desenhada para se inspirar.
«Foi divertido - disse - há um mês reunimo-nos com Quino para examinar os últimos pormenores. Foi uma experiência muito boa. Quino sabe muito bem o que quer. Sempre teve ideias claras sobre como devia ser a escultura".

A estátua mede 80 centímetros, é feita em fibra de vidro e resina e parte de um tributo a Quino

Sobre o projecto em si, observou ter achado "muito interessante a ideia de Mafalda sozinha num banco, meditando sobre o Mundo" e sendo, "de noite outra das crianças que dormem ao relento".
No plano técnico, assegurou, a escultura "e muito resistente mecanicamente e as cores estão incluídas no material".
"Tudo foi previsto - referiu - para fazer frente a possíveis actos de vandalismo. A obra, que mede 80 centímetros, não terá medidas de protecção, para que as pessoas possam interagir com a personagem (...) Esperemos que Mafalda desperte bons sentimentos".
Lembramos que a personagem Mafalda foi trazida ao Mundo pelo desenhador argentino Quino, em 1962, para um cartoon no diário "Clarin", mas a campanha de que faria parte foi cancelada e Mafalda não chegaria a conhecer a luz do dia. Foi no jornal "Primera Plana" que viria a tornar-se presença habitual, a partir de 1964.
Quino decidiu acabar com as história de Mafalda em 1973, para tristeza dos fãs espalhados um pouco por todo o Mundo,
A Portugal, esta simpática personagem só chegaria depois de 1974. Apesar de estar traduzida em diversas línguas, raramente foi publicada em Inglês, nunca tendo chegado aos Estados Unidos.
Esta menina irreverente elaborava grandes reflexões sobre a Humanidade e a paz mundial, entrando sistematicamente em estados de fúria por causa do estado da vida no Planeta.
Com os seus amigos mais chegados, Susaninha, Manelito e Filipe tinha as discussões mais acesas sobre a forma como os homens deveriam viver em comunidade.

-----------------------------------------------------------------------------------------

ilogo510.jpg
tarantino.jpg

18 de Agosto 2009

Mais /I Cinema
"Sacanas sem lei"
aos quadradinhos antes do filme

TARANTINO CONFIOU UMA CENA À "PLAYBOY", QUE CONFIRMOU A REPUTAÇÃO NAS ARTES PICTÓRICAS

JOANA STICHINI VILELA
joana.vilela@ionline.pt

Boston, 1941. Um jovem bem-parecido e uma idosa franzina tomam chá em casa dela.
Com um taco de basebol no colo, ele pergunta-lhe, solene: "Tem na Europa entes queridos por quem tema?
"Que o impele, jovem, a fazer a uma estranha uma pergunta tão pessoal?"
Quando chegar à Europa, explica ele, vai espancar todos os nazis que encontrar. E gostaria que a mulher escrevesse no taco o nome daqueles a quem não quer que nada aconteça.
''Você deve ser um verdadeiro sacana, Donny", diz-lhe ela, pose de avozinha, dedo em riste.
"Pode apostar esse seu doce traseiro que sou."
"Óptimo, o trabalho de um sacana nunca está terminado. Sobretudo na Alemanha."
Violento, barroco, sardónico, o flashback ilustrado pelo sérvio R. M. Guéra e publicado na edição norte-americana da revista "Playboy" de Setembro podia ter sido escrito de propósito para o universo aos quadradinhos ou para um filme de serie B.
Na verdade, é apenas um dos diálogos que vai poder ver e ouvir a partir de 27 de Agosto, quando estrear em Portugal "Sacanas sem Lei" ("Inglorious Basterds", na versão original), o último filme de Quentin Tarantino.
Numa original promoção à fita sobre a Segunda Guerra Mundial, o realizador entregou à "Playboy" o guião de uma das cenas. A revista, conhecida pela cuidada dedicação às artes visuais, encarregou-se de
a transformar em BD – uma das mais fortes influencias na obra de Tarantino.

APERITIVO SANGRENTO

As seis páginas, também disponíveis online (www.playboy.com), funcionam como aperitivo: vemos o protagonista, Brad Pitt, um caçador de nazis, conhecemos "Bear Jew" (Eli Roth) e a sua utilização particular de um taco de basebol, e assistimos a uma sangrenta execução.
"Inglorious Basterds" narra o plano de um grupo de sacanas para eliminarem a liderança nazi. Não é um filme de guerra, sublinha Tarantino, mas um "western-spaghetti com iconografia nazi". A comprová-lo lá estão quatro faixas de Ennio Moriconne na banda-sonora.
Tarantino levou 10 anos a escrever o argumento. Seria uma espécie de apoteose do seu estilo. Quando estreou, em Cannes, recebeu uma ovação de 11minutos de pé. Mas também houve quem lhe chamasse "ridículo" e "insensível".

"Sacanas sem Lei" estreia em Portugal no dia 27. Em Cannes recebeu uma ovação de pé

O filme narra o plano de um grupo de sacanas para eliminarem a liderança nazi

tarantino2.jpg
Imagem da responsabilidade do Kuentro.

----------------------------------------------------------------------------------------

publico21.bmp
satrapi.jpg

23 Agosto 2009

UMA NOVA VERSÃO DE PERSÉPOLIS CONTRA O REGIME IRANIANO

A banda desenhada sobre a queda do xá do Irão em 1979 foi "reciclada". Agora conta os protestos de 2009

Dois opositores iranianos alteraram a célebre banda desenhada Persépolis, de Marjane Satrapi, e rebaptizaram-na Persépolis 2.0, para denunciar as condições em que foi reeleito o Presidente Mahmoud Ahmadinejad e protestar contra a repressão no Irão.

Em Persépolis, publicada no início desta década em França e adaptada ao cinema em 2007, a autora de origem iraniana conta a queda do regime do xá em 1979 e o início da Revolução Islâmica. Conhecidos pelos nomes de Sina e Payman, os dois jovens opositores mantiveram os desenhos a preto e branco da versão original e adaptaram os textos à actualidade.

As manifestações contra o xá de 1979 tornaram-se assim nos protestos contra a fraude eleitoral denunciada pelos opositores após as eleições presidenciais de 12 de Julho. E há uma menina que sonha todas as noites, na sua cama, com um futuro melhor.

"Disseram que queriam fazer qualquer coisa com o meu trabalho e eu autorizei", explicou à AFP Marjane Satrapi.

Como muitos iranianos na diáspora, os dois opositores, que actualmente vivem em Xangai, acompanharam longe do seu país as eleições no Irão e as suas consequências. "Passámos do desespero à cólera e depois à tristeza. Ficámos impressionados pela coragem do nosso povo e em cólera contra o Governo e o processo fraudulento", contam.

A banda desenhada original de Marjane Satrapi, em quatro volumes, é muito popular no Ocidente, mas também no Irão, e o filme que lhe deu origem obteve em 2007 o prémio do júri do Festival de Cannes.

Segundo Sina e Payman, mais de 100 mil pessoas acederam em algumas semanas ao site www.spreadpersepolis.com, onde pode ser visto o Persépolis 2.0, sobretudo a partir de Estados Unidos, Irão, Itália, França e Canadá.

A censura da Internet no Irão complica o acesso, mas os autores dizem que têm recebido inúmeras mensagens de correio electrónico de iranianos "a agradecer a divulgação ao mundo o que se passa no Irão".

"Fomos duramente atacados por vários jornais ultraconservadores que são como porta-vozes do Governo. É um bom sinal", adiantam.
Em Junho, Marjane Satrapi tinha apelado à comunidade internacional para que não reconhecesse a reeleição do Presidente Ahmadinejad, que qualificou de "golpe de Estado", numa conferência de imprensa no Parlamento Europeu.

No entanto, mostrou-se reservada quanto ao impacto de Persépolis 2.0: "Informar um pouco as pessoas já é muito. Com o nosso trabalho não temos senão pequenos impactos. Mas é preciso milhares de milhões para se mudar alguma coisa".

Os iranianos estão muito orgulhosos do seu trabalho. "Estas imagens descrevem os acontecimentos de há 30 anos, mas reflectem igualmente bem a situação após as últimas eleições. Em 1979 como em 2009 houve manifestações em massa contra a repressão. Esperemos que desta vez terminem de outra maneira".

Mas esta é já outra época. Em Persépolis 2.0 a pequena rapariga aconselha a mãe a não ler jornais porque "mentem todos" e a ligar-se à Internet "porque agora a verdadeira informação está on-line".

satrapi2.jpg

satrapi3.jpg

Imagens da responsabilidade do Kuentro.

Publicado por jmachado em agosto 24, 2009 08:41 PM | TrackBack
Comentários

rnDsth lxezdlmgudhn, [url=http://qglytpmltwhn.com/]qglytpmltwhn[/url], [link=http://zbjjdvwlebon.com/]zbjjdvwlebon[/link], http://qwewixpfylzd.com/

Afixado por: krscab em agosto 25, 2009 11:40 PM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?