março 27, 2007

«UMA MAQUINA DE HISTORIAS» E DE SONHOS 2 - por José Ruy

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Poderemos atribuir memória e até voz a uma máquina de offset? Será que esta máquina de que falamos, a «Rolland» modelo de 1939, que nesse ano chegou ao nosso país destinada ao jornal «O Mosquito», tem o dom de reter o registo de tantas aventuras, desenhadas e escritas, que imprimiu ao longo da sua vida activa?

Vamos admitir que sim, nem que para isso tenhamos de sonhar, mais um sonho a juntar aos muitos que ela própria produziu e nos ofereceu.
Durante os anos que acompanhei essa máquina, habituei-me a considerá-la, não como uma simples engrenagem de que exigimos apenas a função de decalcar no papel o trabalho gravado numa chapa de zinco, mas quase como um ser vivo. Aprendi a sentir as suas vibrações, o seu resfolegar, desde o movimento das ventosas que seguravam delicadamente o papel acumulado no tabuleiro, conduzindo-o pelo estrado até à entrada dos cilindros de borracha e pressão, onde com cuidado o ajeitava num esquadro para que as cores pudessem ter rigoroso registo, prova a prova, até o depositar no outro tabuleiro receptor, aí já pleno de histórias.

Habituei-me a respeitá-la, afinal como todos da equipa que trabalhou nesse mítico jornal «O Mosquito».

Quando era forçada a parar (todas as máquinas têm avarias) era ansiosamente que esperávamos a chegada do mecânico especializado para resolver o problema, quando este não podia ser solucionado pelos próprios impressores, também bons conhecedores de mecânica, como pais à espera do médico que viesse depressa curar a enxaqueca de um filho.

Se a «Rolland» parava, a vida do jornal estava em perigo, pois este precisava de sair todas as Quartas e Sábados de cada semana.

Vou contar um episódio curioso que se passou e que mostra como essa peça era tratada, praticamente como um ser vivo.

Durante a 2ª Guerra Mundial, que eclodiu após a chegada da máquina a Portugal, houve muitas dificuldades no conseguir matéria-prima, principalmente papel para a impressão de «O Mosquito», que atingira já os 60.000 exemplares semanais. A «Rolland», que estava preparada para imprimir em papel offset, recebia nos seus cilindros papel de todas as origens, de má e péssima qualidade. Durante muito tempo, só as páginas do jornal que recebiam cor eram impressas em papel branco. O seu interior era constituído por papel amarelo, azul ou verde, o que era possível arranjar no mercado.

Terminada a Guerra, num belo dia, o armazenista vendedor de papel chegou eufórico à Redacção/Oficina de «O Mosquito», encontrou o António Cardoso Lopes Júnior, Tiotónio, à entrada junto da máquina de impressão e disse-lhe:
--Sr. Cardoso Lopes, trago uma boa notícia. Recebemos um lote de «papel offset»!

O Tiotónio fez-lhe um rápido sinal para se calar, agarrou-o por um braço afastando-o da sala até ao corredor.

Surpreso, o vendedor olhou em volta pensando haver alguém perto de quem o Tiotónio pretendesse ocultar a notícia, mas não havia ninguém.
Então em voz baixa o Director do jornal exclamou:

--Não fale alto ao pé da máquina, homem! Ela que há anos não sente esse papel, se o ouve é capaz de ter um colapso com a comoção.
Naturalmente que isto mostra o grande sentido de humor do Tiotónio, mas também como essa «Rolland» era estimada e até venerada por nós.

Não foi possível ao Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, CNBDI, mostrá-la na exposição sobre «O Mosquito» que está patente nas suas instalações.

Será que essa mítica «Rolland» de 1939 se encontra sequestrada, como nas histórias que constam da sua memória?

(continua)

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março 24, 2007

WORKSHOP INICIAÇÃO À LINGUAGEM DA BANDA DESENHADA NA BEDETECA DE LISBOA

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Ilustração de J.Coelho

LOCAL: Bedeteca de Lisboa
DATA: 26, 28 e 30 de Março
HORÁRIO: das 10h às 13h, das 14h às 17h

Estão abertas as inscrições para este ‘workshop’ organizado pela Bedeteca de Lisboa para o período de 26 e 30 de Março, no seu Auditório. A frequência é gratuita, sendo apenas limitado o número de formandos: 15 no máximo.

Concebido para uma ‘target’ dos 13 aos 18 anos, o ‘workshop’ desenvolve-se em 3 sessões diárias (2ª, 4ª e 6ª-feiras), cada uma de 6 horas (das 10h às 13h, das 14h às 17h) e será ministrado por Marcos Farrajota, autor e editor de BD.

Serão abordados os princípios e processos da bd, recorrendo à análise de trabalhos de vários autores consagrados e outras formas de produção contemporâneas, e realizados exercícios práticos de exploração de questões do grafismo, tempo/ritmo e relação texto/imagem.

Apresentado pela primeira em 2000, no Auditório da Bedeteca, estava centrado na linguagem da banda desenhada, tendo sido assegurado por Marcos Farrajota e Rafael Gouveia. Um formato que foi reproduzido no ano seguinte, 2001. Em 2002 e 2003, em resultado de uma parceria com a Ar.Co, os conteúdos incluíram também a Ilustração, que foi assegurada por Alice Geirinhas. Em 2004, em paralelo com o projecto co-produzido com a Ar.Co, que se manteve, e de forma a dar resposta ao interesse manifestado pelas gentes de Aveiro, o ‘workshop’ realizou-se na livraria O Navio de Espelhos.

A inscrição poderá fazer-se na Bedeteca, através do telefone 21 853 66 76 ou do e-mail bedeteca@cm-lisboa.pt (indicando o nome e contacto telefónico).

Bedeteca de Lisboa
Palácio do Contador-mor
Rua Cidade de Lobito 1800-088 Lisboa
Tel. (0351) 218 536 676
Fax. (0351) 218 532 168
www.bedeteca.com

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março 23, 2007

PRIMEIRO ANIVERSARIO DO BDESENHADA.COM

Tinha pensado, aqui à tempos, que era indispensável o BDjornal ter um site próprio na net, um BDjornal online. No entanto o Nuno Pereira de Sousa adiantou-se e formou, com um grupo de gente (muitos deles já colaboraram com o BDjornal), um site que passou a ser uma referência fundamental no noticiário e na abordagem da banda desenhada deste país: o BDesenhada.com - A Volta ao Mundo da BD.
Assim, pensei eu de novo, não há necessidade nenhuma de fazer um site do BDjornal... para já, para já… mesmo que o BDesenhada tenha características um pouco diferentes das que idealizei.

Com o BDesenhada, com a Central Comics, com os sites da Bedeteca da Lisboa e do C.N.B.D.I. e com mais uma série de blogues, especialmente o Beco das Imagens, o Divulgando BD, o Ler BD, etc... etc... o panorama da banda desenhada em Portugal é largamente coberto na net. E penso que por enquanto chega.

Até porque há muita coisa no site proveniente de sinergias com o próprio BDjornal e vice versa, sendo nosso desejo que haja cada vez mais.

E vem tudo isto a propósito do primeiro aniversário do BDesenhada.com, no passado dia 21, a quem endereçamos os nossos parabéns e a perspectiva de uma longa e produtiva vida.

Sabe-se que não é fácil manter um veículo de informação, sobre BD ou outra área qualquer, que requer uma base de trabalho diário – com ouvidos e olhos atentos a tudo o que se passa – e uma capacidade de reacção quase ao nível dos reflexos ditos de Pavlov, ainda para mais sem retribuição financeira que motive tudo isto. É mesmo trabalho de carolice aguda e por isso, ainda mais meritória e digna da nossa maior reverência e acolhimento, a motivar pelo menos uma visita diária ao site.

Por tudo isto, a equipa formada pelo Nuno Pereira de Sousa, Rodrigo Miguel Ramos, Eduardo Ferrão, Mário João Marques, António Farinha e Carlos Antunes, a quem se juntam nos trabalhos de assistência o Mauro Bex, Nuno Rodrigues, Carla Ferraz e Isabel Santos, equipa à qual aderem bastas vezes contributos de muitos bedéfilos de todo o país, está de parabéns.

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março 19, 2007

XV SALAO DE BANDA DESENHADA DE VISEU - REGULAMENTO DO CONCURSO DE BD

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Fotos do XIV Salão de BD de Viseu - 2005

XV Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu - GICAV - 2007
CONCURSO DE BANDA DESENHADA
"Histórias hilariantes" (12-03-2007)

Procurando ir de encontro aos objectivos de promoção e divulgação da banda desenhada junto das camadas jovens, o GICAV promove este ano o 3.º Concurso de BD, em simultâneo com o XV salão internacional de BD.

Os concorrentes deverão criar uma história, numa prancha (tamanho A4 ou A3) ou numa tira, a cores ou preto e branco, subordinada ao tema "histórias hilariantes" (o tema do XV salão é o Humor na BD).

Os trabalhos deverão ser enviados por correio ao GICAV, ou entregues em mão na sede da associação, até ao dia 15 de Maio de 2007 (endereço - Rua João Mendes -vulgo rua das bocas - n.º 51, 2.º andar 3500 -142 Viseu; telefone: 968844772).

Os trabalhos deverão ser assinados com pseudónimo. A identidade do autor (nome verdadeiro, morada completa, telefone) deverá ser colocada dentro de envelope fechado, com o registo do pseudónimo no exterior. Os trabalhos serão divulgados no XV salão de BD de Viseu, que decorrerá no final de Setembro, início de Outubro. Os trabalhos premiados ficarão propriedade do Gicav, para uma possível edição futura.

Prémios/escalões:
· 1.ºescalão - dos 6 aos 12 anos
· 2.ºescalão - dos 13 aos 18 anos
· 3.ºescalão - dos 18 aos 30 anos
· 1.º Prémio (em cada escalão) - 2 álbuns BD + publicação da história + diploma
· 2.º Prémio (em cada escalão) - 1 álbum BD + publicação da história + diploma
Os premiados serão contactados para serem informados da data e local da entrega dos prémios (durante a realização do XV salão de BD de Viseu).

A Direcção do Gicav

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março 18, 2007

«UMA MAQUINA DE HISTORIAS» E DE SONHOS I - por José Ruy

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Está patente até 1 de Junho de 2007,no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI) na Amadora, uma exposição sobre «O Mosquito» a que a organização deu o sugestivo nome de «Uma Máquina de Histórias». Este jornal infanto-juvenil, que marcou várias gerações de leitores, nasceu na Amadora, criado pela mão do Tiotónio, (filho de António Cardoso Lopes, o fundador do Bairro da Mina) que arrastou no seu sonho o vizinho Raul Correia, para Director literário de «O Mosquito».

Como o sonho é o que faz avançar a humanidade, e está implícito no desenvolvimento da Amadora desde os seus primórdios, gosto de o incluir nas obras que realizo sobre a minha terra, como por exemplo, «Levem-me Nesse Sonho… Acordado», em Banda Desenhada. Por isso, com o consentimento da Direcção do CNBDI, utilizo este título para uma série de artigos sobre «O Mosquito» onde trabalhei também na Arte Gráfica, na sua mítica Redacção/Oficina.

Considero genial a ideia de atribuir a este jornal o epíteto de «Máquina de Histórias», até pelo facto de ter sido o Único em Portugal a possuir uma oficina própria, onde a peça principal foi a máquina de impressão. «O Mosquito», que se publicava desde o início de 1936, três anos depois, por já não ser possível à casa Litográfica que o imprimia dar resposta à sempre crescente tiragem, imposta pela procura, montou a sua oficina e adquiriu uma máquina «Rolland» de fabrico alemão. Coincidiu com a deflagração da 2ª Guerra Mundial o que impossibilitou a importação de outros exemplares, ficando assim como único existente em Portugal.

E é a essa máquina que tantas histórias imprimiu, em milhões de exemplares durante anos, que eu também chamo de sonhos. Era uma imagem de sonho, ver a magia no brilho do olhar da miudagem do bairro, que acotovelando-se no corredor da entrada da instalação, observava através da porta envidraçada que a separava da impressora, essa complexa engrenagem que «cantava» na sua voz de rolamentos, à medida que puxava o papel ainda em branco do tabuleiro, o aconchegava em seguida entre cilindros depositando-o no outro lado, já com as aventuras completas e coloridas.

As esperas faziam-se às Quartas e Sábados, nas saídas do jornal. Mas não eram só os miúdos. Os adolescentes, os pais e avós, assinantes ou compradores nas bancas, ansiavam a continuação das histórias, os novos poemas do Raul Correia, as peripécias do «Zé Pacóvio & Grilinho» criação do Tiotónio, as novelas de José Padiña, de Lúcio Cardador, de Fidalgo dos Santos, Orlando Marques, do próprio Raul Correia e tantos outros.

Na exposição patente na Avenida do Brasil Nº 52 A, na Amadora, apresenta-se algum mobiliário gráfico da mítica oficina, numa recriação possível, e também desenhos originais publicados no jornal, que mostram a qualidade e o cuidado empregue na sua criação.

Mas a alma que fez movimentar todos esses objectos agora inertes, não está perceptível ao visitante desprevenido; para a sentir é preciso sonhar, e é a esse sonho que me proponho dar forma de realidade ao escrever estas linhas; narrarei episódios e histórias paralelas às que foram perpetuadas nas folhas de papel, e darei voz à máquina ausente na exposição, para que os seus lamentos ou recordações de melhores dias cheguem aos que tanto sonharam através das suas histórias.

(continua)

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março 15, 2007

TERTULIA BD DE LISBOA - 6 DE MARÇO

Há uns tempos que não fazia um post sobre a Tertúlia BD de Lisboa, mas este mês, a presença de Vitor Mesquita (depois de seis ou sete anos de ausencia) motivou-me. Aqui fica o post.

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Foram distribuídas as Folhas Volantes nº 172 e 173...
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... e o TertúliaBDzine nº 110
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Luís Pinto-Coelho, o homenageado, acima - foto da direita (camisola vermelha) e aqui mais abaixo, Vitor Mesquita, o autor de Eternus 9 e mentor da revista Visão, nos seus bem conservados 68 anos e cheio de projectos, como sempre... Ver aqui entrevista no divulgandobd.blogspot.com.
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Geraldes Lino tem vindo a incluir desde Outubro de 2005 no jornal semanário gratuito Mundo Universitário, uma página de banda desenhada (ver divulgandobd.blogspot.com), mostramos aqui a que foi publicada em 5 de Fevereiro passado. Contudo, numa falha imperdoável que se calhar nem é da responsabilidade do Lino, não consta o nome do autor. Pelo que pesquisei, acontece o mesmo em outras edições do MU (ver www.mundouniversitario.pt)

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Publicado por jmachado em 12:23 PM | Comentários (146) | TrackBack

março 08, 2007

PONTOS DE VENDA DO BDjornal #17

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ATENÇÃO: EM LEIRIA TAMBÉM NA TABACARIA TEATRO - Av. Heróis de Angola

E PARA QUEM QUISER ASSINAR, AQUI FICA O BOLETIM:
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Publicado por jmachado em 03:01 PM | Comentários (636) | TrackBack

março 07, 2007

FINALMENTE O BDjornal #17 NOS PONTOS DE VENDA

Com um pequeno atraso em relação ao previsto, aí está o BDjornal #17, já disponível nos pontos de venda habituais.

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O início de cada ano é sempre tempo de balanços. Daí que seja recorrente apresentarem-se e analisarem-se os resultados da actividade no ano anterior. É uma coisa quase contabilística que depois se desenvolve em apreciações mais críticas, terminando esta fase com o delinear de estratégias de acção para o ano em curso. Este processo ocupa invariavelmente o primeiro trimestre de cada ano, o que, convenhamos, é muito tempo.

Vem este discurso a propósito do conteúdo desta edição do BDjornal, em que se procura dar a conhecer aos leitores, não só uma perspectiva do que se passou em Portugal no campo da edição e iniciativas na área da banda desenhada, mas também no resto da Europa e eventualmente em outras latitudes.

Os textos relativos a esta questão são, principalmente e como sempre, o Relatório Anual da ACBD (a Associação de Críticos e Jornalistas de França) para a área francófona e o Dossier da Bedeteca de Lisboa, para a área portuguesa. Algumas pequenas notas haverá sobre a actividade no mundo dos comics e paralelamente as listagens daqueles que são considerados os melhores livros do ano transacto, que revelam as preferências de cada área, ficando como cardápio do que de melhor foi feito em matéria autoral/editorial.

Em Portugal, esta tradição de “eleger os melhores do ano”, listando por ordem preferencial tudo o que se editou no país, praticamente não existe. Apenas as análises anuais de Daniel Maia tocam nesta matéria, mas sem listar efectivamente o que se editou, limitando-se à quantificação das edições. De resto, parece-nos que a única listagem que existe (ou pelo menos que é publicamente divulgada) é a do site da Central Comics para a atribuição dos seus troféus anuais e, mesmo assim, consiste num rol por grosso, nem sequer exaustivo e sem qualquer ordem de preferências.

Em França, o Festival de Angoulême, o maior Festival de Banda Desenhada do mundo, por se realizar no início do ano, cataliza normalmente as vertentes focadas atrás. Por cá, o Festival da Amadora, por se realizar antes de finalizada a época editorial, não consegue (porque não é possível) o mesmo efeito.
E é sobre o Festival de Angoulême que apresentamos uma reportagem onde J.M.Lameiras frisa a convulsão em que se debate o mundo bedéfilo franco-belga, não só pelas movimentações editoriais, mas especialmente pelas dificuldades financeiras que, segundo parece, não são exclusivo português, embora com diferenças numericamente abissais. Ver também o texto de Pedro Cleto (em Haverá Vida para além das Mangás?) sobre a crescente paranóia em redor da mangá, que parece reflectir algum desnorte nas práticas editoriais por essa Europa fora.

Outra constatação que se pode retirar do Relatório da ACBD, mostra que o fenómeno da ausência da BD nos quiosques, também não é um exclusivo português. A conclusão a que chegámos há uns meses atrás, para repensar a distribuição do BDjornal, centrando-a nas livrarias que vendam banda desenhada, acontece, pelo que se lê, também no resto da Europa.

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Seguem-se neste BDjornal, a já habitual “mega” crónica de José Carlos Fernandes, depois as 3 horas a desenhar uma BD, que a Kingpin of Comics promoveu no FIBDA 2006 e cujo resultado apresentamos integralmente. Podemos ainda ler os habituais textos de Sara Figueiredo Costa, o Dicionário Universal de Banda Desenhada de Leonardo De Sá, a fechar finalmente a letra C. Ainda uma série de críticas de Pedro Cleto e as também já habituais críticas de Pedro Vieira de Moura.

Olhando agora para os conteúdos de BD deste BDjornal, destacamos o início dos segundos Capítulos das bandas desenhadas BRK, de Filipe Pina e Filipe Andrade e de Monótonos Monólogos de um Vagabundo, de Hugo Teixeira. Por outro lado não foi possível dar sequência nesta edição, à Morgana II – O Castelo nas Nuvens, de José Abrantes, uma vez que havia o compromisso de publicar S.E.T.I. , de Andreia Rechena e não era possível, por falta de espaço, a inclusão das duas. Assim, Morgana regressará no BDjornal #18.

Finalizando, chamamos a atenção para as alterações de datas do Festival de Beja (cuja 3ª Edição se realizará de 5 a 20 de Maio), do Salão de BD de Moura (a 16ª edição será de 26 de Maio a 3 de Junho, em vez do habitual mês de Novembro).

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Publicado por jmachado em 09:09 PM | Comentários (644) | TrackBack