fevereiro 28, 2008

"SONASTE MASTECO" UMA REVISTA DIGITAL ARGENTINA

Recebemos o press release da SONASTE MASTECO #13, via email do seu director, Fernando Ariel García. Trata-se de uma revista digital argentina de e sobre BD, que pode ser descarregada gratuitamente no site do grupo que a edita, La Bañadera del Comic.

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Aqui fica o dito press release - em castelhano, uma vez que nós outros, os que falamos línguas ibéricas, nos entendemos mais ou menos (bem, quanto ao basco, o catalão, o aragonês e o valenciano, talvez seja mais difícil):

APARECIÓ EL NÚMERO 13 DE “SONASTE MANECO”, LA REVISTA ON-LINE GRATUITA SOBRE HISTORIETA Y CULTURA EDITADA EN LA ARGENTINA POR LA BAÑADERA DEL CÓMIC.

Número especial dedicado a EL ETERNAUTA, la historieta de Héctor Germán Oesterheld y Francisco Solano López que, a 50 años de su creación, continúa cuestionando la realidad argentina contemporánea. Además, celebramos los 40 años de NIPPUR DE LAGASH con una entrevista a Robin Wood. Y, de regalo, el suplemento especial HIJOS DEL SOL, con los cómics de Juan Carlos Silva ambientados en el Perú histórico y moderno.

Ya se encuentra a disposición del público el número 13 de Sonaste Maneco, revista trimestral on-line de información, análisis, debate y crítica sobre la historieta y el humor gráfico; y su influencia en el ámbito cultural de las sociedades. Editada en la Argentina por el colectivo de trabajo La Bañadera del Cómic, Sonaste Maneco puede bajarse gratuitamente desde el sitio www.labanacomic.com.ar.

Celebramos la vigencia de EL ETERNAUTA, la gran historieta de Héctor Germán Oesterheld y Francisco Solano López que, a más de 50 años de aparecida, continúa reflejando el curso histórico, social y político de la Argentina. En este número especial: Un completo dossier con el análisis contextualizado de sus aventuras, una entrevista a SOLANO LOPEZ; y el recuerdo de HGO, escrito en exclusiva por ELSA SANCHEZ DE OESTERHELD.

Esta edición también incluye una entrevista a ROBIN WOOD, con motivo del cuarenta aniversario de NIPPUR DE LAGASH; y, desde México, la entrevista que el sitio web Supercomics.com.mx le realizara a RUBEN LARA ROMERO, el creador gráfico del FANTOMAS de Editorial Novaro. Además, el suplemento especial HIJOS DEL SOL, dedicado a las historietas de JUAN CARLOS SILVA, ambientadas en el Perú histórico y contemporáneo. Y, como siempre, un completo servicio de novedades, reseñas de los últimos lanzamientos, y las críticas de los filmes Martín Fiero: La película y Stardust: El misterio de la estrella.

La Bañadera del Cómic es un colectivo de trabajo conformado por Andrés Ferreiro, Mario Formosa (in memoriam), Fernando Ariel García, Hernán Ostuni y Norberto Rodríguez Van Rousselt, autores y editores de los libros Oesterheld: En primera persona y Vera historia no oficial del grande y famoso cacique tehuelche Patoruzu. Para la revista Sonaste Maneco, el lenguaje historietístico es un emergente de la cultura popular y, por lo tanto, una herramienta valida para desentrañar y comprender los comportamientos sociopolíticos del mundo contemporáneo.

Buenos Aires, febrero de 2008.

Fernando Ariel García

Eis as capas (da revista e do suplemento) deste #13:

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E, já agora, as capas da Sonaste Masteco #12 (editada em 2 partes):

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Tudo isto pode, como já se disse, ser descarregado gratuitamente (em ficheiro PDF) no site: http://www.labanacomic.com.ar/home.htm

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fevereiro 27, 2008

EXPOSIÇÃO DE PAULO MONTEIRO EM BEJA

Quem quiser dar um passeio até Beja, já sabe que pode ver a Exposição do Paulo Monteiro, que é, como toda a gente sabe, o director do Festival Internacional de BD de Beja (a preparar a sua 4ª edição - 10 a 25 de Maio), fundador da Bedeteca de Beja e mentor do Atelier Toupeira, que foi onde tudo começou - este tudo, refere-se ao Festival e à Bedeteca, claro. Aqui ficam os elementos para se orientarem:

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Paulo Monteiro
Banda Desenhada, Ilustração e Pintura

Até 16 de Março, a Galeria de Exposições Temporárias do Instituto Politécnico de Beja mostra aos visitantes cerca de 35 obras de banda desenhada, ilustração e pintura de Paulo Monteiro.

Nesta exposição, onde se dá uma visão geral sobre o trabalho mais intimista e pessoal do autor, a banda desenhada assume alguma preponderância, pois embora se tenha dedicado durante muitos anos à poesia, à ilustração para a infância e à pintura (trabalho que também se apresenta nesta exposição), é à banda desenhada que se dedica quase em exclusivo neste momento.

Algumas das bandas desenhadas agora expostas já foram publicadas em Portugal e na Galiza, incluindo as primeiras páginas do livro no qual trabalha actualmente – uma compilação de pequenas histórias de amor e de guerra, de corações despedaçados, de esperança... Outras são inéditas, e fazem parte de projectos ainda em maturação.

Paulo Monteiro desenha a cidade, o mar e o campo abandonado. A mesma angústia atravessa as personagens desenhadas com rudeza e intensidade…
Os trabalhos expostos são muitos diferentes entre si. Separam-nos os anos e a temática, mas unem-nos os mesmos sentimentos e uma visão extremamente humana.

Paulo Monteiro nasceu em Vila Nova de Gaia, mas reside há vários anos em Beja. A banda desenhada, que o acompanha desde sempre, também lhe trouxe ideias para vários projectos que desenvolveu nesta cidade: a Bedeteca de Beja, o Toupeira – Atelier de Banda Desenhada, e o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Premiado como promotor desta arte em Portugal, conseguiu que Beja se tornasse uma cidade representativa no panorama nacional da BD. Mas é principalmente um autor, e precisa de contar as suas histórias.

A exposição que agora abre as portas ao público, é a primeira de um calendário de exposições renovado e dinâmico. Durante o ano de 2008 passarão pela Galeria de Exposições Temporárias do Instituto Politécnico de Beja temáticas tão distintas como a máscara portuguesa, a paleontologia, o cinema de animação ou caricatura, entre outras.

A exposição irá inaugurar no dia 22 de Fevereiro pelas 18h30, na Sala de Exposições dos serviços comuns do Instituto Politécnico de Beja (Rua Pedro Soares – Campus do IPB).

E algumas das pranchas expostas:

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fevereiro 25, 2008

A MÁQUINA QUE IMPRIMIU "O MOSQUITO" - CONTINUA O MISTÉRIO (1)

CONTINUA O MISTÉRIO
EM QUE O MUSEU DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA, EM COIMBRA, MANTÉM A MÁQUINA DE «O MOSQUITO» (1)

Por José Ruy

Passou já algum tempo sobre a publicação de cinco artigos que escrevi em nome de um numeroso grupo de associados, jornalistas, arquitectos, actores, professores, advogados, médicos, pintores e de outras áreas da cultura nacional bem como dos próprios herdeiros de António Cardoso Lopes (Tiotónio) que tem vindo a divulgar tudo o que diz respeito à mítica Máquina de Impressão do jornal Infanto-Juvenil «O Mosquito» e à situação crítica em que o Digníssimo Senhor Professor Doutor Paulo da Gama Mota, Director do Museu da Ciência e da Técnica, em Coimbra, a mantém de forma obscura e inabalável.

No entanto esses artigos conseguiram algum efeito. Pela primeira vez, desde que este processo se iniciou com a tentativa do «Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem» (CNBDI) a 2 de Junho de 2005 em expor na Amadora essa máquina offset, o Senhor Director do Museu dignou-se responder-me, já que represento o grupo que me apoia, no dia 10 de Abril de 2007 (o que nunca antes fizera) naturalmente, agora, pressionado pela publicação desses artigos no «Kuentro», «Jornal da Amadora» e «Diário do Sul».
Diz o Senhor Director na sua carta, que «o Museu da Ciência e da Técnica recebeu a máquina «Rolland» com o número de série 7116, em 16 de Setembro de 1981, por despacho do Ministro da Educação e Cultura, que, dessa maneira, evitou que fosse abatida, uma vez que já não era útil na Editorial daquele Ministério, para onde transitara em 1974.
É óbvio que o Senhor Ministro estava consciente de se tratar de um modelo único no nosso país e, creio, que em qualquer outro da Europa, pois tendo sido esta máquina lançada em 1939 na Alemanha, a guerra que deflagrou a seguir impediu que outros exemplares fossem fabricados e comercializados ou ficaram destruídos pelos bombardeamentos.
Diz mais, o Senhor Director do Museu, que essa máquina faz parte do seu acervo e que tem o número de inventário 0000009.

Sem dúvida que o Senhor Ministro ao enviar a máquina para um museu, foi com a intenção de preservá-la, de modo a poder ser observada pelas futuras gerações.
Sabemos que em 1981 o actual Director ainda não estava em funções e que foi encontrar no armazém do Carquejo, onde estavam guardados os «excedentes» do Museu, a infeliz máquina, desmanchada, tal como havia sido recebida.
Admitimos também que o actual Director desconhecesse por completo a origem dessa máquina e o seu valor simbólico. Mas ao tomar posse de um cargo de tanta responsabilidade, não seria normal que tivesse feito um reconhecimento do que já existia, não só nas salas de exposição como no armazém? De resto, havendo um registo de inventário, não seria lógico ter a curiosidade e o zelo de verificar de que peça se tratava e do seu estado?
Afirma o Senhor Director do Museu da Ciência e da Técnica que a máquina precisa de «uma importante intervenção de restauro» para poder ser emprestada para exposição na Amadora e que essa intervenção terá de ser executada «por empresa especializada». A «Rolland» estava a funcionar quando foi enviada para o Museu. Porque precisa de restauro tão grande? O Senhor Director não explica.
Mas o «CNBDI» só pretende expor a máquina montada e não necessariamente que ela trabalhe. Propôs responsabilizar-se pela recuperação da peça, pois vive na Amadora um dos seus primeiros impressores, que ajudou a montá-la quando chegou da Alemanha, e mais tarde a desmontou e tornou a montar para limpeza. É o competente técnico José da Luz, que trabalhou nas mais importantes gráficas do nosso País.
Estranhamente, o Senhor Director do Museu mostra-se agora preocupado dizendo que «o restauro terá de ser feito por entidade tecnicamente qualificada, de modo a evitar intervenções que pudessem PREJUDICÁ-LA». Mais do que já deve estar?
Mas então como se explica a atitude do Senhor Director do Museu em não permitir que técnicos especializados vejam o estado da máquina? Que haverá para esconder?
No próximo artigo vamos verificar toda a correspondência enviada ao Museu, mas sem resposta.
(continua)

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O autor desta série de artigos e o técnico José da Luz, na exposição dedicada à máquina Offset de «O Mosquito», junto a uma foto da mesma, no «CNBDI» em 2007.

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fevereiro 22, 2008

FERNANDO RELVAS, DIRECTAMENTE DE ZAGREB

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Fernando Relvas, casou com uma croata e foi viver para Zagreb há mais ou menos cinco anos. Quase ninguém lhe conhecia o paradeiro - apenas dois ou três contactos, pelos quais se ia sabendo que o autor estava a trabalhar afincadamente. Resolveu agora dar conhecimento geral do que está a fazer por lá, através de um mailing, presumimos que geral (para os amigos e conhecidos), onde fornece links para sites e blogues onde as suas obras entretanto realizadas e publicadas na Internet, podem ser visualizadas e compradas. De realçar a estreia de Fernando Relvas em registo de novela com O Urso vai a Espanha. Aqui fica parte da mensagem de Relvas e os links:

“(…) Zagreb, Croácia, em dia quente de Verão. Os vizinhos da menina Li começam a insultar-se logo de manhã cedo, ao repicar do sino da igreja. É um dia aziago.
A partir da próxima quinta-feira dia 7 e durante o ano do Rato pode seguir este emocionante folhetim semanal em http://chinesemasterspy.blogspot.com/

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Mais informações sobre o trabalho e andanças de Fernando Relvas em
http://hardline-approach.blogspot.com/

Publicações do autor disponíveis para venda em http://www.lulu.com:

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Em Inglês:
PALMYRA, graphic novel
http://www.lulu.com/content/702123

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COSTA 1, travelogue
http://www.lulu.com/content/815170
COSTA 2, travelogue
http://www.lulu.com/content/1643551

Em Português:

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O URSO VAI A ESPANHA, novela
http://www.lulu.com/content/841653

“O Urso vai a Espanha”, acabado de escrever em 2005, é a minha primeira experiência no campo da novela. Fui por terreno conhecido, e inspirei-me no ambiente de uma banda desenhada feita cinco anos antes. Quem leu “Palmyra” (para adultos, também aqui na Lulu) há-de pelo menos reconhecer dois personagens, os funcionários que perseguem o Urso, frescos e a saltar, dessa vez atrás de Jau. A história tem os mesmos elementos de movimento e rapidez duma banda desenhada. As personagens, para além dos portugueses uma chinesa, um angolano, um croata e um russo, são apenas esboçadas. No centro da história, um simples mas estranho mistério envolvendo um frete marítimo. É para ser lida entre dois pontos de uma viagem. A história, que originalmente se chamava “Trottoir”, foi imaginada ainda em Lisboa mas escrita já depois duma estadia por terras de Andalusia. Daí que “O Urso vai a Espanha” seja uma mistura de argumento de banda desenhada com crónica de viagem.

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PELA HONRA DA NOSSA PRIMA, numero 0 da colecção Pepeljuga
http://www.lulu.com/content/1741553 (...)”

Pepeljuga (ler Pepelhuga) significa em croata “borralheira” ou seja a Gata Borralheira, a Cinderella das adaptações modernas duma história com versões muito antigas, com provável origem na tradição oral do extremo oriente. “Pela Honra da Nossa Prima” é o primeiro número da colecção Pepeljuga e é tambem um teste aos limites gráficos do formato, pelo que inclui material muito diverso. A história que dá o título ao livro foi tirada dum storyboard para animação executado a lápis, tal como a história “Na Ilha dos Ladrões”, baseada numa parte da “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto, executada em Adobe Photoshop, precedida dum falso início executado em Flash e seguida de outro material retirado da mesma série de storyboards.

E mais este:

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Publicado por jmachado em 06:59 PM | Comentários (189) | TrackBack

fevereiro 19, 2008

BD "FISCAL" DE JOSÉ CARLOS FERNANDES - TEXTO NO JORNAL PÚBLICO

E cá está, de novo Carlos Pessoa a provar que o Público, entre os grandes jornais portugueses, é dos poucos a dedicar espaço substancial à banda desenhada. E já que falamos em "grandes jornais", será justo dizer que Pedro Cleto, também escreve assiduamente sobre BD no JN - Jornal de Notícias e até já escreveu sobre o tema deste "post", como se pode ler em: http://www.bedeteca.com/index.php?pageID=recortes&recortesID=2109 , precisamente no JN de 12 de Setembro de 2007.

Ontem, o texto de Carlos Pessoa falou sobre a tal BD que a Direcção Geral de Impostos encomendou a José Carlos Fernandes.

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E um excerto do texto:

A vida atribulada do contribuinte Zap
18.02.2008, Carlos Pessoa

A administração fiscal decidiu recorrer à banda desenhada para convencer os portugueses que tem sentido e vale a pena pagar impostos. José Carlos Fernandes aceitou o desafio e saiu-se bem

Quando recebe uma carta da Administração Geral de Taxas, Tributos e Adicionais a exigir um pagamento suplementar de impostos, Porfírio Zap toma uma decisão que vai modificar a sua vida por completo. Dois dias depois proclama a República Popular da Zapónia, com uma área de 500 metros quadrados e uma população de 10 habitantes (os trabalhadores da sua firma Zap Bowling, especializada na calibragem de bolas de bowling). A proclamação de independência consagra "o corte completo de laços políticos e tributários com a República Portuguesa".

Os dias que se seguem na vida de Porfírio Zap são dignos de uma história de terror. Arsénio Squnk, proprietário de uma modestíssima firma que comercializa sanitas ergonómicas mas que exibe ostensivos sinais exteriores de riqueza, vai abrir-lhe as portas de um mundo subterrâneo onde a toponímia é insólita: Rua das Falências Fraudulentas, Largo da Lavagem de Dinheiro, Avenida das Facturas Falsas, Via da Não Declaração de Proveitos, Alameda dos Off Shores, Rotunda da Fraude em Carrossel...

Quem não tiver adquirido o Público ontem, pode ir a http://publico.pt/ ou, melhor ainda:
http://jornal.publico.clix.pt/magoo/noticias.asp?a=2008&m=02&d=18&uid=&id=249633&sid=51979

Claro que é pena não haver um outro livro que nos conte a verdadeira história dos impostos, desde que começaram por ser os “tributos impostos” pelos vencedores aos vencidos nas guerras da antiguidade, até se transformarem nos “tributos impostos” às populações pelos diversos poderes instituídos (nos dias que correm, os Estados), com a esfarrapada justificação de serem “contribuições” para o bem comum, etc… E sobretudo como eles servem actualmente para subsidiar coisas inenarráveis a fundos perdidos, a ostentação dos “altos” funcionários públicos (ministros, deputados, presidentes de Câmara, etc…) ou a riqueza de “altos” quadros administrativos (a recibo verde) chamados para resolver problemas na própria “administração pública” como, por exemplo, sacar com mais eficácia as “contribuições” aos “contribuintes” que, ou não têm dinheiro ou se recusam a “contribuir” para os tais subsídios, ostentações e enriquecimentos privados à custa do “bolo comum”. Haveria também que se falar da actual dupla tributação, em que a população paga duas vezes pelo dinheiro que ganha (quando o recebe - IRS e quando o gasta - IVA), que é a mais vergonhosa forma de roubo “legal” que o Estado pratica. Etc… etc… etc…

Mas evidentemente estas coisas não podiam caber num livro encomendado pelo próprio Estado, destinado a convencer a população dos benefícios em “contribuir” voluntariamente para o “bem comum”…

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E daqui se infere que a Banda Desenhada pode servir mesmo para tudo...

Publicado por jmachado em 12:18 PM | Comentários (54) | TrackBack

fevereiro 18, 2008

BEDETECA DE LISBOA E BD PORTUGUESA EM REVISTA ITALIANA

Depois de alguns dias sem vos chatear a molécula, por causa da montagem do BDjornal #22, que está só à espera da reportagem de Angoulême do João Miguel Lameiras para ser fechado e seguir para a gráfica, cá estamos de novo!!!

De José Carlos Francisco - responsável pelo blogue português do Tex (http://texwiller.blog.com/) e sempre bem informado sobre o que se passa nos fumetti - recebemos um email com a notícia de que a Bedeteca de Lisboa e a BD Portuguesa estiveram em destaque num dos mais recentes exemplares da prestigiada revista italiana Scuola di Fumetto. Tratou-se da edição nº 55, editada em Novembro passado, inclusive com chamada na capa.

Aqui ficam os scans que nos enviou, da capa da edição e das 3 páginas que abordam o tema português.

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E nos próximos dias daremos notícias de Fernando Relvas e da exposição que se está a preparar em Beja com trabalhos de Paulo Monteiro.

Publicado por jmachado em 07:36 PM | Comentários (44) | TrackBack

fevereiro 07, 2008

CONVERSA COM MARCOS FARRAJOTA

Dia 9 (sábado), a participar!!!

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Na YRON
RUA DE SÃO BENTO, 170
1200-821 LISBOA
T 212 442 002
WWW.YRON.PT

Publicado por jmachado em 01:49 PM | Comentários (125) | TrackBack

fevereiro 06, 2008

TEX WILLER NA TERTÚLIA BD DE CARNAVAL

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Pode le-se um texto mais desenvolvido sobre a História do Carnaval em
http://www.miniweb.com.br/cidadania/dicas/carnaval.html

E foi a 5 de Fevereiro, o dia de Carnaval de 2008, que se realizou o 281º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, quase a fazer 23 anos de existência. Aproveitando a festividade, Geraldes Lino pediu aos frequentadores da TBDL que viessem mascarados de personagens da Banda Desenhada. Alguns responderam entusiasticamente ao pedido. Vamos ver:

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O Restaurante onde habitualmente se realiza a TERTÚLIA BD DE LISBOA, já ostenta desde dia 1 de Janeiro (em que se realizou a primeira TBDL do ano) a sinalética da proibição de fumar. Deixo aqui o meu vivo protesto, porque tirando-nos o prazer de uma boa conversa sem um cigarro a acompanhar, fizeram com que a Tertúlia perdesse pelo menos 80% do encanto que tinha. Mas abstenho-me por enquanto de comentar mais este atropelo à liberdade individual e ao direito de propriedade, por parte do regime, que mais tarde serão aqui no Kuentro, objecto de comentário mais sério. Estupidamente não me lembrei de me mascarar do grande fumador da História da BD: Corto Maltese (envelhecido, claro)...

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Postal/Anúnico/Folheto da exposição de Marco Mendes na Galeria Plumba (no Porto) em 2007, que o autor distribuiu pelos presentes.

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O Tertúlia BDzine #122, com uma BD de Marco Mendes.

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ALGUNS MASCARADOS:

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Simões dos Santos, envergando um Capitão Haddock bem composto não teve coragem para assumir a personalidade da personagem: o truculento companheiro do Tintin nunca se teria coibido de acender o seu cachimbo!!! A filha de S.S. numa Strumpfina a preceito. Na foto da direita, Ricardo Leite como Tex Willer, acompanhado do Alferes (!!!) Blueberry. O Tex acabou por monopolizar a cena do crime... perdão, desta Tertúlia, uma vez que passeou pela sala o tempo todo. José Carlos Francisco teria exultado se tivesse lá ido.

AS OUTRAS FOTOS:

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Na 2ª tira em baixo, foto da direita, Marco Mendes explica qualquer coisa a Lídia Paz... beeem...
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Nas rifas, saiu à Clara Botelho um TEX edição gigante, desenhado por Colin Wilson (em que os desenhos estão muito próximos do estilo Giraud-Blueberry) - oferta de Ricardo Leite. E a mim calhou-me O Globinho de 28/02/1982, oferta de Geraldes Lino:

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No dia 4 de Março há mais...

Publicado por jmachado em 04:16 PM | Comentários (16) | TrackBack

fevereiro 05, 2008

O REGICÍDIO EM BANDA DESENHADA

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Com estas imagens da época, assinalamos a efeméride do centenário do regicídio (1 de Fevereiro de 1908/2008), acto que, segundo muitos historiadores modernos, lançou este miserável quintal em que vivemos, para duas ditaduras consecutivas de partido único, durante 64 anos.

E numa altura em que se assinalou profusamente o centenário do regicídio com dezenas de títulos de livros – novos ou reeditados – a inundarem as livrarias, convém lembrar que na Banda Desenhada existe também uma reconstituição do assassinato de D. Carlos I, trata-se de MATARM O REI!... VIVA A REPÚBLICA! , de José Ruy. O livro, que foi editado pelas Edições Asa – o nº 2 da sua extinta colecção Estórias de Lisboa, encontrava-se esgotado pelo que está prestes a ser relançado pelas Edições Âncora no início de Março.

Aqui ficam as capas, a antiga e a nova:

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Publicado por jmachado em 04:49 PM | Comentários (55) | TrackBack