outubro 30, 2008

A "CENA" DO DIA - 1

O Governo quer passar a punir as empresas que falhem a entrega do IVA independentemente do pagamento das transacções por parte dos clientes. A medida está inscrita na proposta de Orçamento do Estado para 2009.

Na edição de hoje, o jornal Público noticia que o Ministério das Finanças quer instituir a aplicação de coimas às entidades empresariais que, dentro do prazo legal, não façam chegar aos cofres do fisco o valor do IVA, mesmo que ainda não tenham recebido dos respectivos clientes.

A cada dia que passa, fico mais farto do estado e das perseguições fiscais e legalistas !!! Vamos ter de rearmar as FCAK21BR235-ML!!!

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MODA FOCA #1 - JÁ À VENDA NO FIDBA 2008

A Pedranocharco EDITOU A REVISTA DE HUMOR GRÁFICO QUE FALTAVA EM PORTUGAL.

Propriedade - J. Machado-Dias - Editor/Pedranocharco
Direcção, coordenação e grafismo - Álvaro •
Colaborações - Derradé, Pedro Alves, Rodrigo, Inês Ramos, Luís Graça, Andreia Rechena, Teresa Câmara Pestana, RoD!, Osvaldo de Sousa, Chuaga e Álvaro •
Capa e Contracapa - Álvaro •
revista.modafoca@gmail.com
revistamodafoca.blogspot.com

PREÇO: € 5,00 (SÓ NO FIBDA - DEPOIS SÃO € 7,00)

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Publicado por jmachado em 12:38 PM | Comentários (3) | TrackBack

RECORTES 2

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Aqui ficam mais recortes de textos de Pedro Cleto no JN...

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E da Sara Figueiredo Costa na Time Out:

Time Out, 22 de Outubro de 2008

Tiago Manuel e os seus 25 heterónimos

Sara Figueiredo Costa

É uma das mais fascinantes obras em construção no panorama editorial português. Sara Figueiredo Costa foi à procura de Tiago Manuel e das suas múltiplas faces

Quem for a uma livraria procurar obras de Tiago Manuel será remetido para a estante dos catálogos de pintura. Mas pergunte por Terry Morgan. Ou Tom McCay. Ou Tim Morris. Ou – acabadinha de chegar – Mariette Tosel. São alguns dos nomes do universo de Tiago Manuel, um caleidoscópio de vozes autorais com marcas muito próprias, responsáveis por livros nem sempre fáceis de receber, pelo modo cru como expõem ideias e pela dureza com que reflectem sobre o mundo. Tudo junto, eis um dos mais interessantes empreendimentos criativos a que temos vindo a assistir no meio artístico português. Há vários anos que Tiago Manuel vem desenvolvendo esse projecto invulgar: a criação de 25 heterónimos, que publicarão cada um dois títulos (já estão publicados 12 – ver caixa). É um projecto conceptual que ganha leituras mais ricas à medida que os livros vão surgindo, remetendo-se entre si e provocando reflexões desencadeadas pelo pensamento de cada heterónimo. Sobre esse work in progress, onde diferentes autorias se vão agregando, Tiago Manuel explica: “Eu sou tudo aquilo, quer na visão do mundo, quer na minha visão individual. Como todas as pessoas, eu não sou igual todos os dias.” E na verdade, cada assinatura corresponde a uma voz com características individuais e um programa de pensamento reconhecível, para além de uma expressão plástica única, o que por vezes é erradamente apontado como interesse supremo deste trabalho. Sobre isso, Tiago Manuel diz o seguinte: “Há quem veja o meu trabalho com os heterónimos do ponto de vista da ‘habilidade’ técnica. Ora, eu não sou um habilidoso; se fosse habilidoso era cozinheiro... O que acontece é que no meu trabalho eu recorro a diferentes meios, que conheço e domino, para me exprimir.” Os mais recentes livros desse corpus em construção são assinados por Mariette Tosel, artista de origem belga (ver crítica na página ao lado), fortemente influenciada pela linguagem do absurdo. Reunidos num único volume, O Armário Psicótico e Boas Maneiras reflectem sobre a hipocrisia de alguns universos familiares, onde os segredos mais mesquinhos são escondidos num armário metafórico e onde a educação é uma fachada para o desastre. O humor como linguagem estruturante, elemento pouco frequente em heterónimos anteriores, surge de um modo que só aparentemente pode sugerir leveza: “Para mim, este livro é tão violento e cru como os outros. Com desenhos delicados, expõe a crueldade, as experiências desesperadas para se escapar a uma rotina que já é mais do que isso, já é confusão... Na verdade é um livro perverso, que vai ao fundo das coisas, mesmo que pareça arrumadinho.” Despido dos seus heterónimos, o nome de Tiago Manuel associa-se rapidamente ao mundo das artes plásticas. No momento em que falou com a Time Out, o artista ultimava os detalhes de uma exposição que abrirá no dia 17 de Novembro, no Centro Cultural de Belém. “Manifesto das Lâminas” é uma exposição construída a partir do universo literário de Yukio Mishima, onde o confronto com os seus livros passa tanto pelo diálogo como pela reescrita. Levantando um pouco o véu do que será a exposição, Tiago Manuel diz-nos: “‘O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar’ inicia com uma entrada clássica de banda desenhada, segundo a uma técnica japonesa. No fundo, o que fiz foi escrever um novo livro com as palavras de Mishima, percebendo-lhes os ritmos e sem desvirtuar o sentido do texto.” E acrescenta: “Os desenhos de ‘As Confissões de uma máscara’ não têm palavras. Mas as pessoas terão o livro sobre uma mesa, bem como uma resma de papel e uma caneta, e aí podem escrever as suas próprias confissões, contribuindo para uma terceira reescrita do livro, depois da escrita do autor e do pintor.” O convite à multiplicidade de leituras é, afinal, a constante do seu trabalho, e o centro de uma obra ambiciosa que não cessa, ela própria, de se expandir e multiplicar.

CAIXA:
OS LIVROS
Murai Toyonobo: Nautilus, The Ship (Bedeteca de Lisboa) e Tango (c/ João Paulo Cotrim e Rafael Navarro; Afrontamento)
Tom McKai: Os Sonhos da Cobra e Debaixo da Lua Vive Gente (Campo das Letras)
Tim Morris: O Escapista e Mente Perversa (Campo das Letras)
Terry Morgan: Lua Negra e O Amor É Vermelho e Arde (Assírio e Alvim)
Max Tillmann: Este Céu Cheio de Terra (Campo das Letras); Já Não Há Maçãs no Paraíso (Mmmnnnrrrg)
Mariette Tosel: O Armário Psicótico e Boas Maneiras (Edições Eterogémeas).

Copyright: © 2008 Time Out; Sara Figueiredo Costa

E, já agora, de João Miguel Lameiras no Diário As Beiras, sobre Diniz Machado, que conheci de perto há mais de um milénio atrás e que repousa agora no paraíso etéreo dos fumadores empedernidos.

Diário As Beiras, 11 de Outubro de 2008

Recordando Dinis Machado

João Miguel Lameiras

Faleceu no passado dia 3 de Outubro, com 78 anos, o escritor Dinis Machado. Jornalista desportivo e crítico de cinema, Dinis Machado ficou sobretudo conhecido graças ao romance “O que Diz Molero”, uma divertida história do submundo lisboeta plena de referências cinematográficas, que foi o primeiro grande best seller nacional após o 25 de Abril, tendo sido adaptado ao teatro em 2007 por António Feio e José Pedro Gomes, num espectáculo com cenários e concepção visual do autor de BD António Jorge Gonçalves.
Com o pseudónimo Dennis McShade, Machado foi também autor de três romances policiais publicados no final da década de 60, “A Mão Direita do Diabo”, “Requiem por Dom Quixote” e “Mulher e Arma com Guitarra Espanhola”. Histórias protagonizadas por Peter Maynard (nome que remete inevitavelmente para o Pierre Menard do conto de Jorge Luís Borges), um assassino profissional, com preocupações filosóficas, dado aos monólogos e às citações literárias e que agia sempre sozinho.
Mas, o principal motivo que leva a que Dinis Machado seja evocado neste espaço, deve-se a um elemento da sua biografia que foi ignorado em algumas notícias publicadas na imprensa aquando da sua morte: Dinis Machado foi director da revista “Tintin”, durante quase 15 anos, desde a sua criação, em 1968, até ao seu último número, em 1982.
Considerada por muitos como a melhor revista de Banda Desenhada portuguesa de sempre, o “Tintin” português teve uma importância decisiva na minha formação como leitor de BD. Uma importância que se estende a toda uma geração de leitores portugueses, hoje entre os 30 e os 50 anos, e que ajuda a compreender a popularidade que a Banda Desenhada franco-belga ainda goza no nosso país, e que não encontra paralelo nas outras nações do sul da Europa, como a nossa vizinha Espanha.
Mas a influência da revista Tintin resulta não só da qualidade dificilmente igualável do seu conteúdo, que, na sua melhor fase, não se limitava apenas ao melhor da BD franco-belga, ao reunir nas mesmas páginas, as melhores séries do “Tintin” belga, com os grandes trunfos da influente revista “Pilote”, dirigida por René Goscinny, onde nasceram marcos da BD como “Astérix”, “Valerian”, ou “Blueberry”. Convém lembrar que foi também através da revista “Tintin” que chegou a Portugal o “Spirit” de Will Eisner, e principalmente a série “Corto Maltese” de Hugo Pratt, cujo estilo muito pessoal contrastava de forma violenta com a “linha clara” dominante na revista, provocando inflamadas reacções dos leitores, bem patentes nas cartas que chegavam à redacção, muitas deles de leitores que anos depois, se declarariam incondicionalmente rendidos ao talento de Pratt...
E, embora muita gente associe a revista “Tintin”, antes de mais, a Vasco Granja, o grande responsável pela revista foi sempre Dinis Machado. Um homem cujo papel preponderante na evolução da revista ficou bem patente em entrevistas como a que Geraldes Lino lhe fez para o catálogo do 12º Festival Internacional de BD da Amadora, ou, anos mais tarde, a de Pedro Moura na série televisiva “Ver BD”. E é em reconhecimento pelo seu excelente trabalho à frente da revista “Tintin”, que não quiz deixar de evocar aqui a sua memória, num texto ilustrado com imagens da série “Clique e Flash” de José Ruy, em que o próprio Dinis Machado, a par com o resto da redacção da revista, é um dos protagonistas.

Copyright: © 2008 Diário As Beiras; João Miguel Lameiras

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outubro 27, 2008

19º FIBDA 2008 - PHOTOS 1º FIM-DE-SEMANA

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SÁBADO, 25 DE OUTUBRO 2008

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DOMINGO, 26 DE OUTUBRO 2008

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outubro 26, 2008

19º FIBDA 2008 - PHOTOS (com Tara dices) DIA 1

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outubro 25, 2008

O BDjornal #24 JÁ ESTÁ NO FIBDA 2008

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DO EDITORIAL – BDjornal #24

A 30 de Setembro de 1948 aparecia nas bancas italianas uma curiosa revistinha de banda desenhada, ou como lhe chamam os italianos, fumetti, com o formato peculiar de 17 x 8 cm – que viria a ser conhecido por formato striscia (tira) – com uma tira de BD por cada uma das 36 páginas que a compunham. Tratava-se da primeira edição da Colecção de Tex (ou mais propriamente em italiano, Collana del Tex), com o título Il Totem Misterioso. Não trazia indicação de autores, como era habitual na época, mas os desenhos estavam assinados por um tal Galep. Era o nascimento de Tex Willer e dava-se início à mais duradoura série de western da história da banda desenhada. O editor e argumentista era Giovanni (Gian) Luigi Bonelli e o misterioso desenhador que assinava Galep, era Aurelio Galleppini.

Foi o início de um género na banda desenhada italiana, os fumetti western, - que se estendeu depois ao cinema com os chamados westerns spaghetti no início dos anos 1960 - e constituiu o marco fundador de um verdadeiro império na edição de banda desenhada, conhecido por Sergio Bonelli Editore, ou mais familiarmente, a Casa Bonelli. A colecção Tex passou entretanto ao formato livro, com cento e tal páginas por número mensal, em 1958, quando Sergio Bonelli, filho de Gianluigi Bonelli, assumiu a direcção da casa editora.
Actualmente as aventuras de Tex Willer – cujo número 575 (Setembro de 2008) da sua edição regular mensal, totalmente a cores, assinala os 60 anos da sua publicação – é avidamente lido, coleccionado, debatido na internet, etc, etc, por milhões de leitores em todo o mundo. Talvez por isso até o jornal oficial do Vaticano, L’Observatore Romano, lhe tenha dedicado algumas páginas em Agosto passado, descrevendo-o como “um justiceiro americano (inicialmente um fugitivo da justiça que se transformou em ranger do Texas) capaz de distinguir sem ‘ses nem mas’ o bem do mal e que agrada aos operários, aos estudantes, aos intelectuais e aos políticos e tem comportamentos irrepreensíveis ditados por valores não negociáveis, embora ao mesmo tempo se torne protagonista de acções que por vezes desembocam em justiça sumária, tendo matado ao longo de 60 anos quase três mil pessoas, numa média de sete cadáveres por edição” *.

Os 60 anos de Tex Willer são assinalados nesta edição do BDjornal com um dossier especial que vai do significado do western em si próprio ao western na banda desenhada, da história da Casa Bonelli à história de Tex Willer e daí à publicação da banda desenhada de 14 páginas Tex Willer – Uma Tarde Quente gentilmente cedida pela Sergio Bonelli Editore, por via de José Carlos Francisco, responsável pelo blogue português http://texwiller.blog.com e representante em Portugal da Mythos Editora, que edita a versão brasileira de Tex e a distribui por cá. E vamos um pouco mais longe nestas abordagens ao tema “western-tex-bonelli” ao incluir na presente edição entrevistas com dois autores brasileiros, Wilson Vieira e Fred Macêdo (dos quais publicámos no BDj #23 a BD Evolution e nesta edição reincidimos neles, com o western de terror Kwi-Uktena), fãs do western e tendo um deles, Wilson Vieira trabalhado mesmo na Casa Bonelli.

Tínhamos previsto para próxima edição a publicação de uma biografia de Héctor Germán Oesterheld, o argumentista argentino assassinado, com quase toda a família – as quatro filhas, os genros e netos, sobrando apenas a esposa e dois dos netos – pela ditadura militar do general Videla, em 1977. No entanto e face à exposição que vai estar patente no FIBDA 2008 sobre Oesterhled e o convite do Festival à sua viúva Elsa Sánchez para estar presente na Amadora, decidimos a sua inclusão já nesta edição do BDj, até como forma de homenagem a um dos grandes argumentistas da BD mundial.

Queremos também deixar aqui uma nota de destaque para o trabalho de Geraldes Lino, na sua recolha de sites e blogues portugueses sobre banda desenhada na internet e do qual iniciamos neste número a publicação integral dos resultados, já editados no seu blogue http://divulgandobd.blogspot.com. A pesquisa (com visitas a todos os blogues e sites) e recolha de Geraldes Lino, abarca já 154 títulos, sendo 134 especificamente sobre BD e outros 20 que, dedicados a outros temas, abordam com frequência a banda desenhada. Como estão sempre a aparecer blogues ou sites, é natural que vá havendo actualizações, pelo que irão sendo publicadas as novas entradas com o devido destaque.

(*) Segundo Pedro Cleto in Jornal de Notícias de 30 de Setembro de 2008.

SUMÁRIO
4 – DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE WESTERN, J. Machado-Dias
7 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DE BANDA DESENHADA – WESTERN, Leonardo De Sá
8 – O WESTERN NA BD EUROPEIA, Jorge Magalhães
11 – O WESTERN NA BD CONTEMPORÂNEA, João Miguel Lameiras
14 – CASA BONELLI – CASA DAS IDEIAS-FÁBRICA DOS SONHOS, J. Machado-Dias
17 – ENTREVISTA COM SÉRGIO BONELLI – Renato Pallavicini
18 – DE GALLIPPENI A GALEP – HISTÓRIA DE UMA AVENTURA, J. Machado-Dias
19 – 60 ANOS DE AVENTURAS PELO VELHO OESTE, Jesus Nabor Ferreira
21 – BD: TEX WILLER – UMA TARDE QUENTE
36 – ENTREVISTA COM WILSON VIEIRA, Marcelo Tomazi Silveira
42 – ENTREVISTA COM FRED MACEDO, José Carlos Francisco
46 – BD: KWI-UKTENA, de Wilson Vieira (arg.) e Fred Macêdo (des.)
54 – HÉCTOR GERMÁN OESTERHELD – O ETERNAUTA ASSASSINADO, J. Machado-Dias
58 – BD: HI NO TORI, de Ricardo Cabral
64 – BD: BANG BANG KILL KILL, de Jay21art e Daniel Henriques
73 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DE BANDA DESENHADA, Leonardo De Sá
75 – RECENSÕES CRÍTICAS, Pedro Cleto
77 – CRÍTICAS, Pedro Vieira Moura
79 – PRÉMIOS EISNER 2008, Clara Botelho
80 – O FRACASSO DA VIRGIN COMICS, Pedro Bouça
82 – FAROESTE, SUPER HERÓIS E CONSPIRAÇÕES – DE TUDO UM POUCO NAS HQS BRASILEIRAS, Edgar Indalécio Smaniotto
83 – RECENSÃO - DESVENDANDO WATCHMEN E A TEORIA DO CAOS, Edgar Indalécio Smaniotto
84 – RECENSÕES MANGÁ, Carina Santos
86 – TIRAS INÉDITAS SUPERMAN, Leonardo De Sá
89 – BLOGUES E SITES PORTUGUESES SOBRE BD, Geraldes Lino

COLABORAÇÕES
Clara Botelho, Carina Santos, Edgar Indalécio Smaniotto, Geraldes Lino, Jesus Nabor Ferreira, João Miguel Lameiras, Jorge Magalhães, José Carlos Francisco, Leonardo De Sá, Marcelo Tomazi Silveira, Pedro Bouça, Pedro Cleto, Pedro Vieira Moura, Sílvio Raimundo

BANDAS DESENHADAS
Daniel Henriques, Felipe Lima, Fred Macêdo, Jay21Art, Ralph Niese, Ricardo Cabral, Wilson Vieira

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outubro 23, 2008

AÍ ESTÁ O BDjornal #23 ATRASAAAADÍSSSSIMO

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O BDjornal, enquanto projecto, encontra-se numa encruzilhada da qual não sabemos ainda concretamente como sair. Falamos de questões financeiras, obviamente e como sempre. Depois do financiamento continuado durante três anos a fundo perdido, a nossa “mecenas” concluiu (e se calhar bem), que o BDjornal não iria ter nunca viabilidade para se auto sustentar. Daí que a partir desta edição número 23, as coisas se condicionam, ficando a publicação apenas e só, sujeita ao sempre volátil desejo dos leitores-compradores e à resposta dos vendedores em liquidar as contas. Dito de outro modo, sujeita às leis do débil mercado que neste momento temos na banda desenhada.

As hipóteses que se nos afiguram são apenas duas e passam pela desistência pura e simples do projecto, ou pela procura de parcerias ou investidores que queiram apostar nele. Para já teremos que esquecer, por enquanto, a questão da periodicidade, porque não há hipótese (como já se viu pelos dois números editados este ano, quando deveriam ter saído quatro até agora) de manter uma periodicidade bimestral, quando a maioria dos vendedores leva cerca de quatro meses a prestar contas. E a gráfica não perdoa atrasos nos pagamentos.
No entanto, desistir deste projecto ao fim de três anos e meio, quando o título já está amplamente difundido e implantado, pensamos que seria um gesto perdulário que tornaria inconsequente todo o trabalho realizado até aqui. Lembremos que além do território português, onde mesmo assim alguns bedéfilos distraídos ainda não nos conhecem, o BDjornal é conhecido na Galiza (onde é inclusivamente vendido), em França, Itália, Brasil e Angola. Claro que esta pequena difusão internacional não é massiva a nível de mercado, como se compreenderá, mas apenas ao nível de um restrito grupo de críticos e especialistas em BD.

Queremos com isto dizer que há sempre a possibilidade de se poderem vir a editar três ou quatro números do BDjornal por ano, pelo menos temporariamente, até conseguirmos recuperar a bimestralidade. O compromisso dos Assinantes (que passará a ser considerado por números editados e não por anos de edição) tem sido cumprido e viabiliza algum investimento que, juntando aos timings de pagamentos dos vendedores, possibilitará essa meta. Mas isto será, usando a gíria futebolística, abordar as coisas “jogo a jogo”, que é como quem diz “número a número”.

Para já esta edição que o leitor tem nas mãos, só foi possível devido a uma parceria de co-edição. Conseguimos que uma jovem editora, a Qual Albatroz, Lda. se juntasse a nós com um investimento financeiro para se produzir este número 23 do BDjornal. E o inusitado número de 92 páginas deve-se à inclusão de material longo, como a primeira parte do Dossier BD galega e o aumento da quantidade de bandas desenhadas, optando por aceitar publicar BD do Brasil, por via da disponibilidade demonstrada por Wilson Vieira - um argumentista com largo trabalho realizado e que colaborou inclusive com a casa Bonelli em Itália – e que colocou ao nosso dispor os trabalhos de grande qualidade que tem vindo a realizar com o desenhador Fred Macedo. Esta abertura à banda desenhada brasileira, em conjunto com a matéria sobre o D. João Carioca, de Spacca, visa sobretudo, para além da divulgação em Portugal, satisfazer o interesse cada vez maior pelo BDjornal no Brasil, onde vamos tentar que esteja à venda numa loja especializada em BD, de S. Paulo.

E o mote será este: manter os textos de história da BD, análises e críticas, com a qualidade a que os nossos leitores estão habituados, incluir mais bandas desenhadas e diminuir o elevado número de notícias breves, que não se justificam sem uma periodicidade curta, uma vez que se tornam obsoletas por perderem a actualidade. Estas passarão a ser apresentadas no site www.bdjornal.com quando este estiver pronto – esperemos que antes do final de Novembro próximo.

Para finalizar, destacamos o terceiro Troféu Central Comics consecutivo atribuído ao BDjornal, o que demonstra, apesar da exiguidade actual de público bedéfilo, que o nosso trabalho é bem considerado e aplaudido, o que muito nos congratula. Pena é que no Festival Internacional de BD da Amadora nunca teremos a oportunidade de ser premiados, uma vez que a organização decidiu acabar com a categoria Melhor Revista de BD, desde que as Selecções BD deixaram de se publicar.

SUMÁRIO

4 – O IV FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA – 2008, J. Machado-Dias
6 – AS PUBLICAÇÕES DO VI FIBDB – RECENSÕES CRÍTICAS, Pedro Vieira Moura
7 – A PIDE EM BD – AS PAREDES TÊM OUVIDOS, SONNO ELEFANTE, Clara Botelho
8 – 26ª EDIÇÃO DO SALÓ DEL COMIC DE BARCELONA, Clara Botelho
10 – JOÃO ABEL MANTA, 80 ANOS – O ARTISTA E A OBRA GRÁFICA (2), Osvaldo Macedo de Sousa
13 – HOMENAGEM A JOÃO ABEL MANTA NO CNBDI DA AMADORA, J. Machado-Dias
14 – E. T. COELHO – A ARTE PARA ALÉM DA VIDA (2), José Ruy
16 – DOSSIER BD GALEGA (1) – PORQUÊ TEXTOS EM “GALEGO”? J. Machado-Dias
17 – DOSSIER BD GALEGA (1) – BANDA DESENHADA GALEGA: ALGUMAS COORDENADAS, Sara Figueiredo Costa
18 – DOSSIER BD GALEGA (1) – A HISTÓRIA DA BD GALEGA – 30 ANOS DE INTENTOS, Germam Ermida
23 – DOSSIER BD GALEGA (1) – ENTRE VIÑETAS: APOIOS INSTITUCIONAIS – A EDICIÓN NA PENINSULA, Henrique Torreiro
24 – D. JOÃO CARIOCA – A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL (1808–1821), J. Machado-Dias
30 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DE BANDA DESENHADA, Leonardo De Sá
32 – O AUTOR DO 1º DESENHO ANIMADO PORTUGUÊS – JOAQUIM GUERREIRO, A SUA VERDADEIRA BIOGRAFIA, Leonardo De Sá
34 – VALORES SELADOS – O PEQUENO E MONSTRUOSO MUNDO DE EDWARD GOREY (2), Nuno Franco
35 – BD – DOMINION, Miguel Santos
41 – BD – EVOLUTION, Wilson Vieira (arg), Fred Macedo (des) e Ramon Cavalcante (let)
49 – BD – Preview de MURMÚRIOS DA PROFUNDEZAS – 1 prancha de cada história
58 – BD – WONDERLAND 2, Henrique Valadas (des), Daniel Henriques, Jason São Bento, Split UP Studios (arg)
65 – RECENSÕES CRÍTICAS, Pedro Cleto
67 – RECENSÕES CRÍTICAS, Pedro Vieira Moura
71 – SOMENTE PARA OS OLHOS DO REI: NOVOS RUMOS DA CONQUISTA, Jakub Jankowski
72 – BEVES, Clara Botelho
76 – “TEX O JUSTICEIRO” – O FILME DE TEX WILLER, José Carlos Francisco
77 – PIXAR E DISNEY COM CATÁLOGO DE LUXO ATÉ 2012, Luís Salvado
78 – QUADRINHOS FANTÁSTICO–FILOSÓFICOS, Edgar Indalecio Smaniotto
79 – HQTRÔNICAS: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS ELECTRÓNICAS, Edgar Indalecio Smaniotto
80 – “HOMEM DE FERRO” E O POTENCIAL JAMAIS EXPLORADO, Pedro Bouça
82 – BREVES – COMICS, Clara Botelho
87 – MANGÁ, RECENSÕES, Carina Santos
89 – PRÉMIO ÁSIA DA ACBD, Clara Botelho
91 – WORLD PRESS CARTOON e PORTO CARTOON, Clara Botelho
92 – MONSTRA TROUXE ANIMAÇÃO BRITÂNICA A LISBOA, Luís Salvado
93 – BD – POBRES… Àlvaro

COLABORAÇÕES

Clara Botelho, Sara Figueiredo Costa, Leonardo De Sá, Pedro Vieira Moura, Pedro Bouça, Edgar Indalecio Smaniotto, Pedro Cleto, José Carlos Francisco, Carina Santos, José Ruy, Osvaldo Macedo de Sousa, Germam Ermida, Henrique Torreiro, Nuno Franco, Jakub Jankowski, Marc Parchow (QualAlbatroz, Lda.), Luís Salvado

FOTOS: Dâmaso Afonso, Hugo Teixeira, Leonardo De Sá

BANDAS DESENHADAS: Miguel Santos, Wilson Vieira, Fred Macedo, Rui Ramos, Diogo Campos, Vanessa Bettencourt, Flávio Gonçalves, Diogo Campos, Diogo Carvalho, Phermad, Luís Henrique, Ricardo Reis, Álvaro, Henrique Valadas, Daniel Henriques, Jason São Bento, Split Up Studios.

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Publicado por jmachado em 02:25 PM | Comentários (8) | TrackBack

RECORTES 1

Uma ideia antiga que hoje pomos em prática, é a de postar aqui no Kuentro alguns recortes de jornais. Como o Pedro Cleto (colaborador do BDjornal desde o #1 e escriba do Jornal de Notícias sobre banda desenhada), nos tem feito a gentileza de enviar os recortes do que vai saindo no JN todos os fins de semana, de sua lavra. Aqui deixamos algumas das últimas peças.

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Publicado por jmachado em 10:32 AM | Comentários (1) | TrackBack

outubro 22, 2008

O REGRESSO DO KUENTROFF

Caríssimos amigos, após quase quatro meses sem Kuentro, devido a questões técnicas, profissionais, pessoais e acima de tudo por estarmos a construir o site do BDjornal – o www.bdjornal.com – que apesar de tudo, tarde em estar pronto, voltamos ao convívio dos nossos prezados leitores em vésperas do 19º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2008.

Para já temos que desfazer alguns equívocos: o BDjornal não acabou!!! Vem aí, com toda a força também depois de um lapso de tempo apreciável, mas que foi necessário para nos reajustarmos às novas condições, ou seja, o financiamento é finito! Portanto temos que passar a regular-nos pelo mercado e agir conforme a resposta do mercado. Como o mercado de BD em Portugal é aquilo que se sabe, os retornos são lentos demais para mantermos uma periodicidade regular, de modo que o BDjornal vai sair quando e como for possível, mas vai sempre sair, nem que sejam 3 ou 4 números por ano.

Assim anuncio desde já a saída no 19º FIBDA do BDj #23 no primeiro fim-de-semana e o BDj #24 no segundo f.d.s. do festival. Serão também lançados no 1º fim-de-semana a Moda Foca #1 e o Bang Bang #2, de Hugo Teixeira.
E por agora, ficam aqui as fotos da visita ao FIBDA 2008 ainda na fase de construção, tiradas no passado dia 20 e amavelmente cedidas pelo nosso caríssimo e prestimoso amigo e colaborador Dâmaso Afonso.

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E AMANHÃ HÁ MAIS...

Publicado por jmachado em 02:42 PM | Comentários (10) | TrackBack