junho 26, 2008

10ª FEIRA LAICA NA BEDETECA DE LISBOA

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10ª FEIRA LAICA
Dia 28 de Junho, SÁBADO, a FEIRA LAICA está de volta à Bedeteca de Lisboa.
Horário: 11H - 20H

Em regime experimental de mudança de formato (pela primeira vez a feira durará apenas um dia), mais curto mas intenso, a Laica segue a sua órbita imperturbável, em demanda de outros mundos. Para além da habitual oferta de comércio cultural justo (livros e discos em segunda mão, edição independente, artesanato urbano, exposição de artes gráficas, serigrafia .) o programa de festas para esta edição adivinha-se arrojado e irresistível:

#1 Demonstração de serigrafia e gravura, a cargo do Atelier Mike Goes West e de José Feitor, tendo os visitantes a oportunidade de interagir com os acima referidos e de lhes colocar miríades de questões interessantes e pertinentes sobre os seus ossos do ofício.

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#2 Magna exposição åbroïderij! HA! - International Graphic Arts Exhibition, com a participação de cerca de 4 dezenas de artistas gráficosnacionais e internacionais. Um projecto arrojado comissariado em registo de cadáver esquisito. Estará patente até 15 de Setembro. Com André Lemos, João Rubim, José Feitor, Jucifer, Ilan Manouach (gr), Guillaume Soulatges (fr), Fabio Zimbres (br), Bruno Borges, Joanna Latka, Nuno Neves, Richard Câmara, Miguel Carneiro, Cátia Serrão, Luís Henriques, Rosa Baptista, Daniel Lima, José Cardoso, Rui Vitorino Santos, Júlio Dolbeth, Joana Rosa Bragança, Lucas Almeida, Pedro Zamith, João Maio Pinto, Teresa Amaral, Pedro Lourenço, Bráulio Amado, Christina Casnellie, Lucas Barbosa, Sérgio Vieira, Artur Varela, Ana Menezes, João Fazenda, Rafael Gouveia, Stevz (br), Christopher Webster (uk), Filipe Abranches, Silas, dice industries (ale), Kolbeinn Karlsson (sue), Gianluca Costantini (it), Maria Pia Cinque (it) e Andrea Bruno (it).

#3 Novidades editoriais: Cartaz em serigrafia de Alberto Corradi (col. Checkpoint; Mike Goes West); Alçapão - Fanzine de arquitectura dura #2 (OA/DP), v.a; Antibothis, vol 2 (col. THISCOvery CCChannel; Chili Com Carne + Thisco), v.a; A tua carne é má (El Pep), de Pepedelrey e Osvaldo Medina; Big Ode #5 (Big Ode), v.a c/ tema "Pesadelo"; Cabeça de Ferro (Imprensa Canalha), antologia gráfica da Revolução Industrial com participações de Luís Luís, Pedro Burgos, Filipe Abranches, Jucifer, Daniel Lopes, Júlio Dolbeth, Rui Vitorino Santos, João Maio Pinto, José Feitor, André Lemos, Joana Rosa Bragança, Zé Cardoso, Luís Henriques, Pedro Lourenço, Bruno Borges e Richard Câmara; Noitadas, Deprês e Bubas (col. Mercantologia; Chili Com Carne) de Marcos Farrajota; Pepino (revista para crianças, amadora e caseira, feita por pais e filhos...) [a confirmar]; Ópera de Sabão, fanzine de Robô Maria.

#4 Segunda edição da Guerrilha Laica, exposição feita com base em trabalhos de jovens promessas gráficas. Regulamento do concurso AQUI.

#5 Animação infantil, com as actividades: o Espelho meu. {os primeiros passos no mundo atribulado do auto-retrato}, a Mini-Laica {segunda edição daquela que é já uma consolidada e inacreditável primeira experiência no mundo dos negócios - as crianças poderão vender os seus brinquedos e livros antigos, assim como as suas criações artísticas e artesanais} e Folguedos Avulsos {do jogo da macaca ao toca e foge}.

#6 Máquina de desenhar. Após uma primeira tentativa gorada, finalmente o monstro gráfico mecânico fará a sua aparição. Aceita pedidos apenas de crianças e jovens dos 5 aos 15 anos e desenha automaticamente qualquer objecto ou fantasia. Uma experiência inolvidável:a união poligâmica perfeita entre a ciência, a indústria e a arte. A não perder.

#7 Música para todos os gostos: Francisca Cortesão, Presidente Drógado e Riding Pânico.

#8 Comidas e bebidas, para que ninguém se amofine ou desidrate

*****FEIRA LAICA****
www.feiralaica.com

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Publicado por jmachado em 07:23 AM | Comentários (516) | TrackBack

junho 05, 2008

HOJE - LANÇAMENTO DE "SUPER PIG" #4

A Kingpin Comics lança hoje o Super Pig #4. Aqui fica a informação.

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SUPER PIG #4
Argumento de Mário Freitas
Arte de GEvan.., Carlos Pedro e Mário Freitas
Cores de Gisela Martins e Sara Ferreira
Design e Ilustrações de Catarina Oliveira

REFUNDAÇÃO
A batalha final pelo controlo do submundo rebentou e o transporte do delator Tó Chibo redundou num massacre: 3 agentes e vários gangsters mortos! Tó Chibo morto ou desaparecido! Perante este cenário, o veterano Inspector Franco vê-se forçado a recorrer novamente à ajuda de Super Pig, agora cada vez mais embrenhado no dia-a-dia da Fundação, onde se agudizam as rivalidades e querelas entre administradores de ambição suspeita.

Mas no meio do pesar e da descrença, surge um possível volte-face: Tino Navalha, o misterioso informador que se refugia sob o tecto do sórdido Clube Kinshasa, promete revelações bombásticas e poderá muito bem ser o último homem capaz de descobrir o verdadeiro rosto por detrás do sinistro Senhor Medonho!

Os dados estão lançados. Os peões posicionam-se para a grande revelação. E o regressado Carlos Pedro, espicaçado pelos habitués Mário Freitas e GEvan.., avisa desde já que será de alguém bem próximo do Pig que surgirá enfim…

TODA A VERDADE SOBRE O SENHOR MEDONHO!

32 páginas, cor.
5,50EUR.

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In http://kingpinofcomics.blogspot.com/

Publicado por jmachado em 09:18 AM | Comentários (193) | TrackBack

junho 01, 2008

VI TROFÉUS CENTRAL COMICS - UMA POLÉMICA COM SENTIDO!

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Em 5 anos de Kuentro nunca trouxe à página principal do blogue qualquer comentário às coisas aqui editadas. Contudo vou fazê-lo hoje, por dois motivos:

Primeiro, porque o tema tratado e comentado é, penso eu, de interesse nacional para os fãs da Banda Desenhada - o prémio Troféus Central Comics e as mudanças verificadas este ano.

Segundo, porque os comentários do Hugo Jesus (livreiro e principal responsável pelo portal Central Comics) e do Daniel Maia (autor de BD e às vezes comentarista e participante no portal da C.C. e etc…), não levam em linha de conta a essência dos comentários críticos que aqui produzi no post de 28 de Maio passado.

A questão principal é que a “essência” daquilo que escrevi é de carácter técnico e tem a ver com a arrumação das obras seleccionadas nas diversas categorias ou as designações pouco apropriadas de determinadas categorias. E porque é de carácter técnico? Porque um fanzine é um fanzine, que tem uma definição universal e tacitamente aceite de publicação amadora e um cartoon é um cartoon e toda a gente penso que sabe o que é.

Ora a arrumação do fanzine Venham + 5 (e até o Super Pig me parece mal arrumado aqui, pelos mesmos motivos, mas de que não tenho por enquanto prova disso, uma vez que não tenho nenhum exemplar à mão para conferir) na categoria Melhor Revista, adultera completamente os resultados do concurso. Reparem: se o Venham + 5 ganhar nesta categoria, insisto e repito: ficará à frente de publicações profissionais, que pagam direitos de publicação, pagam à maioria dos colaboradores, todas elas têm que estar inscritas no ICS (Instituto da Comunicação Social) com um número próprio (e a sua inscrição até nem é nada barata), têm, por via disso ISSN, mais o Depósito Legal e distribuição nacional, que tem também os seus custos. Ora o Venham + 5 (e talvez mesmo o Super Pig) não tem nada disto, exceptuando o Depósito Legal (cujo número nem sequer vem mencionado na ficha técnica), mas este Depósito qualquer publicação - amadora ou profissional - pode e deve ter. É pois uma publicação amadora e portanto um fanzine!!! Por muita qualidade que tenha, já o disse e repito, mas também existem muitos outros fanzines de igual ou superior qualidade – aqui e no estrangeiro – e não é por causa disso que deixam de ser fanzines, uma vez que já não cabe na sua definição tradicional a questão da impressão amadora em fotocópia, pois grande parte deles deixou à muito de ser fotocopiado, mas sim impresso em offset ou digitalmente, caso obtenham meios financeiros para o fazer.

Se o regulamento dos Troféus da Central Comics contempla a possibilidade desta misturada entre profissionais e amadores, então esse regulamento tem de ser revisto, ou nunca terá a credibilidade que lhe vaticinei no referido post de 28 de Maio.

E não se trata aqui de “criar categorias para cada género literário” ou de uma questão de ter ou não ter como editor uma “entidade editora legalizada” (neste caso concreto uma Câmara Municipal) como diz o Daniel Maia. Trata-se apenas de colocar as obras nos devidos lugares, sabendo distinguir o que é uma coisa e outra e se o Daniel Maia não o sabe, deve ler qualquer coisa séria sobre o assunto, antes de escrever seja o que for. Mas basta uma publicação não estar inscrita no ICS e ter ISSN (equivalente ao ISBN no caso dos livros) para não poder ser classificada como revista profissional. E é para separar as publicações profissionais das amadoras que se convencionou tacitamente chamar revistas às primeiras e fanzines às segundas. E também é por isso que se entende deverem existir duas categorias nos concursos deste tipo. Porque obviamente um fanzine é também uma revista (contracção de fanatic + magazine), embora amadora e sem registo oficial.

E também ao contrário do que afirma Daniel Maia, não é nada justo: quem paga o que as revistas profissionais pagam, não ficará nada satisfeito por ver uma publicação cuja única despesa é a da impressão (além do mais paga pelo erário público), arrebatar um qualquer troféu concorrendo directamente com a sua publicação, suportada por dinheiros próprios, provenientes de investimentos e (ou) da actividade comercial !!!

Quanto ao caso da categoria Melhor Cartoon, não estou obviamente a puxar a brasa à sardinha do Sexo, Mentiras e Fotocópias, embora muitas más línguas possam vir a dizer que assim o parece. E embora aqui a questão seja menos grave, está de novo em causa a diferenciação entre géneros: um cartoon é um desenho isolado autoconclusivo e uma tira humorística é uma sequência de vinhetas (ou mesmo apenas uma) numa tira autoconclusiva, uma banda desenhada humorística longa não tem obviamente nada a ver com isto para além do factor humorístico. Concordo que uma BD humorística longa pode entrar perfeitamente na categoria geral Melhor Livro. Mas tiras e cartoons também são coisas muito diferentes e porventura deveria era ser mudada a designação da categoria, porque um livro com uma colectânea de tiras a ganhar numa categoria como Melhor Cartoon, não me parece dignificador do concurso! Portanto, de modo a poderem agrupar-se todas as “Edições de humor” numa mesma categoria “melhor Edição de Humor” tudo isto já faria sentido, até a inclusão dos livros de BD humorística.

Devo acrescentar, para finalizar, que não me teria dado ao trabalho de escrever este texto, se não desse aos Troféus da Central Comics a importância que acho estão a ganhar no panorama da BD portuguesa. Nem sequer a intenção é criar alguma polémica estéril, mas sim porque me parece que vale a pena clarificar estas questões de modo a que os Troféus da CC possam de facto vir a ter uma credibilidade maior e justamente um papel clarificador e motivador no referido panorama.

Por outro lado volto a afirmar, para que não hajam dúvidas: já elogiei bastas vezes esta última e excelente edição do Venham + 5 e toda a gente sabe também do carinho que tenho pelo projecto do Festival de Beja, na sua globalidade e o apoio que lhe tenho dado, para que possa haver aqui alguma confusão nesse aspecto.

Também quero deixar bem claro que nada disto tem a ver com o “puxar da brasa à sua sardinha”, porque não são os prémios que me motivam, nem como editor nem como autor, pois embora possam massajar o ego a muita gente, a mim, decididamente que não!

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Publicado por jmachado em 10:15 PM | Comentários (129) | TrackBack