agosto 20, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #79 - Pedro Cleto no Jornal de Notícias + Cristóvão Gomes no jornal “i” e o Programa do Salão de BD de Viseu 2009

Pedro Cleto escreve no Jornal de Notícias sobre TRAÇOS DE VIAGEM de Manuel João Ramos (texto e desenhos) editado pela Bertrand Editora, e no suplemento IN do mesmo jornal sobre a exposição de David Rubin e Miguel Rocha na biblioteca de Vila Nova de Gaia. O programa da exposição apresenta-se de seguida. Depois Cristóvão Gomes no “i” escreve sobre Danny Rolling. Finalmente apresentamos o Programa do XVI Salão de BD de Viseu 2009.

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revista In’ de 2 de Agosto de 2009

TRAÇOS DE VIAGEM
Manuel João Ramos (texto e desenhos)
Bertrand Editora

Pedro Cleto

Viajante insaciável, pois “a atracção da viagem nasce da ânsia de nos confrontarmos com um instante de abismo”, Manuel João Ramos, leva sempre consigo cadernos de desenho para fixar no papel “imaginadas realidades exóticas” com as quais “finge esquecer que não há outra realidade que não a da ficção partilhada”. O que ele faz, neste texto em que nos conta – e recorda, certamente – “experiências remotas” – como a cerimónia do café, a escalada ao convento de Debra Damo ou uma viagem a bordo de um pesqueiro de Sesimbra - por “locais invulgares” que tanto podem ser a Etiópia como o Zimbabué. Ou os tão próximos – tão vulgares? - Marrocos, Espanha ou até Portugal, não aqueles que vêm em bilhetes postais ou se vendem em agências de turismo, mas os outros, mais profundos, escondidos, recônditos – mais naturais, mais humanos, mais reais - ao lado dos quais quase sempre passamos.

Locais que nos desvenda através de pequenas histórias de gente – alguns viajantes, também – com quem se vai cruzando, nem sempre sedutoras, nem sempre divertidas, porque por vezes são de vidas a quem “a tarefa de viver deixa pouco tempo e pouca energia, para sonhar amanhãs cantantes”, com a sua escrita directa, incisiva e viva. E com os seus desenhos de viagem, às vezes só esboço rápido, a maior parte das vezes mais trabalhados, mais reveladores do que qualquer fotografia, embora alguém questione “Porquê desenhar de novo o mundo que Deus pintou?”, a que há a apontar a pouca quantidade neste livro e a ausência da cor – das cores - que os tons cinzentos da reprodução deixam adivinhar.

No fundo, traços (de viagens) em que “ficam preservados – como num molde invisível – os múltiplos sulcos que foram feitos antes dos nossos”.

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Imagem da responsabilidade do Kuentro

PORTUGAL E GALIZA UNIDOS NA BD

18 Agosto 2009

F. CLETO E PINA

Exposições do galego David Rubin e dos portugueses Miguel Rocha/João Paulo Cotrim dão corpo ao 1.º Encontro Luso-Galaico de BD, que é inaugurado amanhã, quarta-feira, na Biblioteca Municipal de V. N. Gaia.
As mostras, integradas nas manifestações de Vila Nova de Gaia - Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2009, que decorrem até final do mês, serão inauguradas às 16.30 horas, na presença dos autores.

Apesar da denominação escolhida, não é a primeira vez que a BD portuguesa e da Galiza se encontram (ver caixa), o que também não significa que os contactos já havidos tenham sido especialmente frutíferos. As explicações poderiam ser várias, desde a forma independente como trabalham a maior parte dos criadores à enorme diferença entre a realidade dos quadradinhos aqui e na Galiza, com vantagem para esta última, onde a 9.ª arte atravessa há uma década um momento especialmente dinâmico e estimulante. E que é visível, por exemplo, na multiplicação de eventos dedicados à "banda deseñada", desde as históricas Xornadas de Ourense ou o Salón de Cangas ao já incontornável Viñetas desde o Atlântico, dirigido pelo mais prestigiado autor de BD galego, Miguelanxo Prado, ou na proliferação de publicações, independentes e colectivas, como "BD Banda", "Golfiño" (distribuída com o jornal "La Voz de Galícia"), ou "Barsowia".

Por cá, face a um mercado em contracção (ao contrário do espanhol, que recebe anualmente mais de 2000 títulos) e com os jornais de portas fechadas, os novos quadradinhos portugueses têm passado por edições independentes, de pequena tiragem e circulação limitada, como "Mocifão", "Gambuzine", "Efeméride", "Super Pig", "A Fórmula da Felicidade", "Noitadas, Deprês e Bubas", "Venham +5", "Tomorrow The Chinese Will Deliver The Pandas", "O filme da minha vida", "Murmúrios das Profundezas" ou "Zona Zero".

David Rubin, nascido em Ourense em 1977, é a principal atracção do encontro de Gaia. Dividido entre o desenho e a animação, é um dos rostos mais visíveis da nova BD galega, como co-fundador do colectivo Polaqia e pela obra que tem espalhado por inúmeras publicações e dois álbuns - "El circo del desaliento" e "La tetería del Oso Malayo" - em que dá largas ao seu traço realista distorcido, expressivo e muito legível, com que liberta narrativas curtas, mas fortes e bem estruturadas. Originais seus estarão igualmente na livraria/galeria Mundo Fantasma (C. C. Brasília), até 13 de Setembro, que a propósito editou um giclée numerado e assinado por Rubin.

Miguel Rocha e João Paulo Cotrim mostram em Gaia "As Lições de Salazar", um dos capítulos do premiado romance gráfico "Salazar - Agora, na hora da sua morte" (Parceria A. M. Pereira), uma visão desassombrada que desconstrói o mito do ditador, mostrando o seu lado humano, com muitas fragilidades e limitações. Cotrim, nascido na capital, em 1965, primeiro director da Bedeteca de Lisboa, é membro do projecto Gulbenkian/ Casa da Leitura e assessor do Centro Cultural de Belém, e tem uma vasta obra, aos quadradinhos e não só. Miguel Rocha, também lisboeta (1968), tem de-senvolvido um estilo original e personalizado em títulos como "A vida numa colher - Beterraba" e "MALITSKA".

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PROGRAMA

GAIA – CAPITAL DA CULTURA DO EIXO ATLÂNTICO

exposições de banda desenhada

Entre dia 19 e 31 de Agosto, a BIBLIOTECA de V. N. GAIA acolhe as exposições
AS LIÇÕES DE SALAZAR e DAVID RUBÍN, que estará presente dia 19 de Agosto, pelas 16H30.

É sabido que a BD tem tantas fronteiras quantas as da imaginação. Ou seja nenhumas.
Nas vinhetas que compõem uma prancha de BD, as imagens parecem limitadas, mas os nossos olhos logo saltam para a próxima e para a próxima... e a imagem continua...
As páginas que se sucedem caminham para um fim... que pode ser sempre um recomeço...
Fronteiras é portanto um conceito que a Banda Desenhada desdenha e contraria.
Coerentemente, num espaço de encontro como é o evento da Capital Cultural do Eixo Atlântico, a BD não podia faltar, afirmando esse grande país que é o da arte e o dos artistas.
Presentes, três autores e duas obras.
Uma (aparentemente) de especificidade portuguesa, a abordagem da personagem Salazar e dum período a preto e branco da História Portuguesa, com a exposição AS LIÇÕES DE SALAZAR, baseada na obra de João Paulo Cotrim (texto) e Miguel Rocha (desenhos), SALAZAR – AGORA, NA HORA DA SUA MORTE; outra a retrospectiva, com 25 originais, dum “xoven” autor galego que, fiel à história da BD, começa a galgar fronteiras e a dar-se a conhecer pelo mundo: DAVID RUBÍN.
Lado a lado ou frente a frente – mas nunca de costas voltadas. Já que estamos, orgulhosamente, num mundo sem fronteiras.

AS LIÇÕES DE SALAZAR
Uma época, um regime, um povo e, ao longe, o fantasma do ditador, tudo isso se dará a ver com apenas um capítulo de SALAZAR – AGORA, NA HORA DA SUA MORTE (Parceria A. M. Pereira, 2006) ampliado em 20 cópias únicas digitais. A partir da colecção de cartazes, editados em 1938, A Lição de Salazar, peça de propaganda que marcou gerações, somos levamos a espreitar o outro lado de cada uma das obras do Estado Novo. São momentos de grande esplendor gráfico, mas também de alguma violência. «As lições, se as houver, que as tire quem quiser. Na ida e volta aos confins da memória, nós contámos apenas o que vimos, com estes que a terra há-de comer».
SALAZAR – AGORA, NA HORA DA SUA MORTE, revelou-se um surpreendente romance gráfico, ao retratar a vida do ditador enquanto moribundo. Reunindo o consenso da crítica e as benesses do público (está na terceira edição) e vencedor de inúmeros prémios, por exemplo os do FIBDA 2006 (melhor álbum, melhor argumento, melhor desenho e prémio do público jovem), tem sido considerada por muitos como a melhor BD portuguesa de sempre.


DAVID RUBÍN

AS LIÇÕES DE SALAZAR

GAIA – CAPITAL DA CULTURA DO EIXO ATLÂNTICO

De 19 de Agosto 2009
a 31 de Agosto 2009
na Biblioteca Municipal de V. N. Gaia
Rua de Angola, s/n
4430-014 V.N. de Gaia
Contactos e informações
joserui@mundofantasma.com
Júlio Moreira

DAVID RUBÍN
Nasceu em Ourense em 1977. Desenhador e animador, começou na produtora de Ourense Limaía Produccións.
Continua ligado à animação, agora na produtora da Corunha, Dygra, onde tem realizado várias curtas metragens e uma longa metragem “Espíritu do bosque”. Trabalha actualmente na realização da sua segunda longa metragem “Holy Night!?”.
É um dos autores mais prolíficos da Galiza. Co-fundador do colectivo Polaqia em 2001 e actual presidente do mesmo, desenhou uma história escrita por Kike Benlloch no álbum colectivo Mmmh!!.
Contou com séries próprias nas principais revistas galegas: “BD Banda” (desde 2001) e “Barsowia” (desde 2003). Foi o autor de “Os Kinkilláns”, uma das séries mais populares da segunda etapa de “Golfiño” (La Voz de Galicia).
A sua banda desenhada viu a luz do dia em inúmeras publicações como “Tos”, “El fanzine enfermo”, “Humo”, “Interzona” (2007), “Ex Abrupto” (2008). Foi um dos autores que mais contribuiu para a segunda série da revista “Dos veces breve”.
“El circo del desaliento” (Astiberri 2005) foi o seu primeiro álbum monográfico, e inclui em castelhano a historia "Onde ninguén pode chegar", premio Castelao de BD. “La tetería del Oso Malayo”, o seu segundo álbum (Astiberri 2006), pelo qual recebeu o prémio Autor Revelação no Salão de Barcelona e foi finalista do Primeiro Prémio Nacional de Banda Desenhada de Espanha.
No final de 2008 publicou a adaptação em bd de “Romeo e Xulieta” (SM) com argumento de Ricardo Gómez, e “Cuaderno de Tormentas” (Planeta DeAgostini), que lhe valeu uma nomeação para o prémio de Melhor Desenho no Salão de Barcelona deste ano. Em finais de 2009 chegará às livrarias espanholas a sua nova obra, uma adaptação da lenda de Gustavo Adolfo Béquer, “O Monte das Ánimas”, também dada à estampa pela SM.

MIGUEL ROCHA nasceu em Lisboa, em 1968. Desde 1999 que conta histórias com imagens (bd, ilustração e teatro).
Colaborações em espectáculos: Com Francisco Campos: “O Passeio de Buster Keaton” de G. Lorca (gráfico); Sara Graça : “O funâmbulo” de J. Genet (marionetas); Eduardo Barreto: “Bruscamente no verão passado” de T. Williams (gráfico); Depois da Uma...: “Equimoses”, “Longe” de R. Lopes e P. Carraca (gráfico); Projecto Ruínas: “Guetto”, “As Ilustres Horas de Aerecticis”, “O império contra-ataca ou o Outono em Pequim”, “Comichão”, “Hans, o cavalo inteligente”, “O vizinho”, “Shadow Play” (gráfico); Baal17: “4 patas bom, 2 patas mau” a partir de G. Orwell (gráfico, aderecista e cenógrafo), com a Mala Voadora no espectáculo: “Philatelie”, “Hard 2” e ”Desempacotando” (texto), com Rui Horta “Scope” (texto).

Obra publicada:
“O enigma diabólico”, arg. José Abrantes, Quadradinho 1998, “Borda d’ água”, (1ªvs) 1999, LX comics , Bedeteca de Lisboa, “Dédalo”, Primata Comix 1999, ed. Polvo. “As pombinhas do sr. Leitão”, Alboom 1999, ed. Baleiazul (prémio Revelação - FIBDA 99, Melhor Album - FIBDS 2000) “Borda d’água”, (2ªvs) 2000, ed. Jornal “O Público” “Eduarda”, 2000 e 2001, “Prontuário”, ed. Polvo/Bedeteca (Melhor álbum - FIBDA 2000), “Março”, ed. Baleiazul, (Melhor desenho - FIBDA 2000), “{Malitska:}”, arg. Francisco Oliveira, 2001, Ed. Polvo, “A vida numa colher”, 2003, ed. Polvo (p/ Port. e Fran.), Devir (Esp.), (Melhor álbum e melhor desenho - FIBDA 2004), “Os touros de Tartessos”, 2004, arg. José Carlos Fernandes, Junta de Andalucia.

JOÃO PAULO COTRIM nasceu em Lisboa, em 1965. É coordenador da equipa do projecto Gulbenkian/Casa da Leitura e assessor do Centro Cultural de Belém. Dirige, com André Carrilho, o projecto www.spamcartoon.com. Guionista para filmes de animação (“Algo importante”, com João Fazenda; “Um degrau pode ser um mundo”, com Daniel Lima) e autor de, entre outros, “Combo – João Fazenda”, Assírio & Alvim, 2009 (ensaio) e “João Abel Manta – Caprichos e Desastres”, Assírio & Alvim, 2008 (ensaio); “Tango”, com ilustrações de Murai Toyonobu e fotografias de Rafael Navarro, Afrontamento, 2005 (ficção); “Fotobiografia de Rafael Bordalo Pinheiro”, Assírio & Alvim, 2005 (ensaio); “Nós Somos os Mouros”, com vários autores, Assírio & Alvim, 2003 (bd); «À Esquina», com Pedro Burgos, Campo das Letras, 2003 (bd).
Escreveu, ainda para a infância, entre outros, “A História Secreta de Pedro e o Lobo”, com João Fazenda, Assírio & Alvim, 2007; “A Árvore que dava olhos”, com Maria Keil, Calendário, 2007; “Canção da Onda, da Rocha e da Nuvem”, com Tiago Manuel, Afrontamento, 2005; “Viagem no Branco”, com Miguel Rocha, Afrontamento, 2004; “História de um Segredo”, com André Letria, Afrontamento, 2003.
Dirigiu desde a abertura, em 1996, até 2002, a Bedeteca de Lisboa. Foi director do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada.

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JORNAL “I” DE 14/08/2009.

ESPECIALISTA BD

CRISTÓVÃO GOMES

Danny Rolling: o gosto dos outros

Em 1990 cinco estudantes universitários apareceram mortos. Os corpos estavam decepados como se Jack, o Estripador tivesse regressado e, junto a um dos cadáveres, jazia uma revista de BD chamada "Boiled Angel". Num momento de argúcia digna de Dupond e Dupont a polícia relacionou a revista com a chacina e acusou o desenhador Danny Rolling. A coisa resolveu-se com uns testes de ADN, mas a revista continuou no gabinete do Ministério Público e o procurador acabou por lê-la. Não achou graça nenhuma e acusou Rolling de obscenidade.

Em 1994 o Tribunal da Florida decidiu que Rolling era culpado uma vez que o seu trabalho "carecia de valor literário, artístico, político ou cientifico" e não podia comparar-se com "As Vinhas da Ira" ou a "Guernica" de Picasso. Rolling não tem talento para acrescentar o que quer que seja à BD. Mas acabou por ver o seu nome na história - ainda que numa nota de rodapé - por ter sido o primeiro desenhador condenado exclusivamente por razões de gosto. A decisão assentou num preconceito; que a BD é literatura infantil. E num equivoco; o de que aquilo que é ou não é arte pode ser determinado. Claro que Rolling ganhou alguma fama com o processo, mas não conseguiu aproveitá-la por lhe faltar substância. É, todavia, o melhor exemplo da menorização da BD em relação às artes tidas como sérias. Em 1933 o juiz John M. Woolsey autorizou a publicação nos EUA de "Ulisses" de James Joyce, contrariando a acusações de obscenidade que sobre ele pendiam. Só que, para a BD, nunca mais é 1933.

Escreve à sexta-feira

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XVI SALÃO INTERNACIONAL DE BD DE VISEU 2009

PROGRAMAÇÃO

• EXPOSIÇÕES: de 13 a 26 de Setembro 2009 – ENTRADAS LIVRES

Núcleos expositivos:

- Biblioteca Municipal (Coleccionismo na BD – Super - Heróis – colecção particular de Daniel Almeida, sócio do Gicav)

- Museu Grão Vasco - D. Afonso Henriques em traços largos – representações do rei conquistador na BD

- IPJ Viseu – País convidado – Roménia (Alexandru Ciubotariu, Marian Radu, Dodo Nita e outros); Pedro Massano – prémio Animarte BD 2008; Vasco Granja – homenagem; Galeria dos Super Heróis; Fanzine Luminus Fantasia (manga em português); Daniel Maia, Universo Manga – 19 propostas, Concurso Gicav 2009; Super - português (super heróis em português)

- Fórum Viseu – casa das artes – “O cavaleiro das trevas” – Batman a preto e branco

- Lugar do capitão – Hugo Teixeira – “Monótonos monólogos de um vagabundo”

• CICLO DE CINEMA (infância e juventude): de 21 a 25 de Setembro, no IPJ
(marcação prévia de turmas e grupos – os filmes a projectar: BOLT (EUA, 2008)- um cão transformado em Super-Herói de uma séria televisiva, vive num gigantesco cenário, acreditando nos seus super-poderes, sem consciência dos milagres que os efeitos especiais produzem na sua interpretação. Como numa fábula, Bolt vai querer conhecer os seus limites e viver a sua própria realidade; O HERÓI (China, 2002) - O Herói é uma super-produção chinesa, realizada por Zhang Yimou, cineasta que concebeu a cerimónia oficial de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Sete reinos lutam pela conquista do território que viria a formar a China. Com recurso a coreografias de grupo, efeitos especiais e novas tecnologias, consegue transformar o cinema popular de acção num filme de culto.

PAMPLINAS, o maquinista (EUA, 1927) - Buster Keaton, a par de Chaplin e Lloyd, completa o grande trio de cómicos do cinema mudo. No seu filme mais famoso, Pamplinas, Keaton expõe a sua coragem de dispensar duplos nas várias peripécias da história, e como um super-herói culmina a longa perseguição da locomotiva numa extraordinária cena de acção, com cenários e truques de realização grandiosos para a época.

• FEIRA DO LIVRO – DIAS 19 E 20 – IPJ – Livraria Dr. Kartoon – Coimbra (comics, bd franco – belga e nacional, …)

• SESSÃO DE AUTÓGRAFOS – com a presença dos artistas Pedro Massano, Daniel Maia, Hugo Teixeira; Catarina Guerreiro, Tânia e Telma Guita (fanzine Luminus Fantasia), os romenos Alexandru Ciubotariu, Marian Radu, Dodo Nita – dia 19, Sábado, pelas 18.00 Horas, no IPJ – salão de exposições

• ATRIBUIÇÃO PRÉMIO ANIMARTE 2008 (GICAV)– Pedro Massano – dia 19, 16.30H – IPJ ; atribuição de Menções Honrosas/Entrega de prémios do Concurso Gicav BD 2009

• LANÇAMENTOS EDITORIAIS: Dia 19 – 18.00 Horas : Revista Anim’arte N.º 72 (edição Gicav) ; Ilustre Gente da Beira II – Lafões (edição Gicav); Fanzine “Monótonos monólogos de um vagabundo” – entrevista com Hugo Teixeira – (Pedranocharco); apresentação do n.º2 do fanzine “Luminus Fantasia”

• ESPECTÁCULO TEATRO – DIA 19 – 21.30 Horas – Auditório IPJ – Quem és tu Afonso Henriques? – Companhia Teatro 3 – Gicav – entrada livre

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Publicado por jmachado em agosto 20, 2009 08:45 PM | TrackBack
Comentários

é incrivel que o jornalista do I confunda o nome de um serial killer com o artista Mike Diana... e como tal que existia uma edição portuguesa desse autor (esgotada, ou melhor falta um exemplar para esgotar!) ou que ele tenha estado presente em Dezembro em Lisboa... a nota de rodapé será o jornalista pela qualidade do serviço prestado.
e é incrivel que o Kuentro divulgue um artigo desta natureza.
grande jornalismo!
M

Afixado por: Marcos Farrajota em agosto 21, 2009 10:45 AM

Sou desenhador brasileiro e faço ilustrações de RPG e comics para pequenas editoras dos EUA.
Como desenho vários gêneros (super-heroi,terror,humor,mangá,infantil,aventura..) tenho o sonho à tempos de publicar tiras infantis em jornais,diários,de Portugal.Até mesmo por meio de fanzine,poderia ser,contando que tivese boa divulgação.
Se puderem me ajudar com endereços ou websites de autores e fanzineiros portugueses,agradeceria muito.Procurei no orkut,mas não achei nada!
Fico no aguardo de resposta.Um abraço!

Afixado por: Carlos Henry em agosto 23, 2009 06:50 PM

Caríssimo Marcos Farrajota,

O Kuentro não exerce censura alguma. Quando posta um recorte, é para que ele se veja. Até com as eventuais asneiras dos jornalistas! Cabe aos leitores denunciá-las aqui, como tu o fizeste.

Afixado por: Jorge Machado-Dias em agosto 23, 2009 07:40 PM
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