agosto 16, 2009

BDPRESS - RECORTES DE IMPRENSA #78

Pedro Cleto no Jornal de Notícias sobre os ZITS #13 – PIERCED, as bandas desenhadas sobre a falecida, dizem que talvez assassinada e que fez correr oceanos (rios é pouco) de tinta na imprensa, princesa de Gales, Diana Frances Spencer de Windsor e sobre a chanceler alemã Angela Merkel. Depois os 75 anos de LI'L ABNER.

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Texto na revista In’ de 8 de Agosto de 2009 ZITS #13 - PIERCED
Jerry Scott (argumento) e Jim Borgman (desenho)
Gradiva

Viagem atribulada ao quotidiano dos adolescentes “Zits”, uma tira diária de enorme sucesso, tem motivos de sobra para rir abertamente.

Menosprezados por alguns que as consideram “leitura menor”, as tiras humorísticas contam entre elas verdadeiras obras-primas como “The Peanuts”, “Calvin e Hobbes” e “Mutts”… Ou “Zits” (que o Jornal de Notícias publica diariamente, bem como outros 1600 jornais) literalmente “borbulhas”, ou não seja ela sobre a adolescência e a sempre complicada convivência com o acne e com (as) outras gerações, no caso Jeremy, o adolescente que a protagoniza, e os seus pais, pertencentes a um outro (e mui distante) tempo, sem computadores nem telemóveis, mas com músicas estranhas e rituais (levantar cedo, arrumar o quarto, chegar cedo a casa…) incompreensíveis.
Mas é com eles – e com os seus amigos, com destaque para Sara, Hector e Pierce – que Jeremy tem que (con)viver, embora no caso destes últimos, namorada e companheiros inseparáveis de escola, de banda e dos maravilhosos sonhos (quase sempre inatingíveis…) da juventude, tudo funcione bem melhor. O que não impede que também originem razões para o leitor sorrir ou mesmo gargalhar abertamente, recordando (ou esquecendo…) as situações idênticas por que passou/está a passar…
Para isso contribui a forma como Scott explana as situações quotidianas – aparentemente banais - por vezes em diálogos brilhantes, bem como o traço de Borgman, solto e bem trabalhado, pormenorizado quanto baste, com corpos e rostos hiper-expressivos e capaz de traduzir graficamente (e de forma literal) as emoções e experiências das personagens, seja uma cabeça que explode ou alguém que trepa pelas paredes, a invisibilidade dos progenitores, a deformação voluntária das medidas anatómicas ou a incompreensibilidade de algumas conversas.
Se tudo isto está em “Pierced”, 13º álbum da série, este distingue-se por ser uma colectânea dedicada a Pierce, tão valioso como amigo… quanto se vendido a peso no ferro-velho, devido aos inúmeros piercings, brincos e acessórios metálicos que ostenta! Idealista convicto de causas nem sempre defensáveis, nesta compilação de tiras, vê-se a coerência e consistência da personagem, dando razão a Maurice Tillieux (1921-1978), um dos grandes nomes da BD franco-belga, que um dia afirmou: “o herói é uma personagem que dificilmente animamos. São as personagens secundárias que fazem uma série”.

F. Cleto e Pina

“Zits” tem uma versão semi-animada, os "Zits Motion Comics", disponíveis gratuitamente em http://www.comicskingdom.com/index.php/zits-motion-comics.

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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

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DIANA E MERKEL PASSAM A SER FIGURAS DE BD

10AGOSTO2009

F. CLETO E PINA

A princesa Diana de Gales e a chanceler alemã Angela Merkel, em princípio, nada têm em comum. No entanto, recentemente, as duas personalidades transformaram-se em figuras de banda desenhada.

Acaba de ser lançada nos Estados Unidos a biografia de Diana de Gales em banda desenhada. Intitulada simplesmente "Princess Diana", narra a sua vida desde pequena até à sua morte trágica, num acidente de viação, em Agosto de 1997, passando pelo seu casamento com o Príncipe Carlos e os posteriores desentendimentos que levaram à sua separação, não esquecendo a influência e popularidade que teve e que continuou mesmo após a sua morte.

Em formato comic, com 32 páginas a cores, é da autoria de Chris Arrant, Ryan Howe e Vinnie Tartamella, e é a primeira biografia de uma não-americana incluída na colecção "Female Force", da Bluewater Productions, dedicada a "mulheres notáveis que estão a moldar a história moderna", e por onde já passaram Hillary Clinton, Sarah Palin, Michelle Obama ou Caroline Kennedy. Condoleezza Rice, Oprah Winfrey e Stephenie Meyer, a autora do best-seller "Crepúsculo", são outros dos títulos já anunciados.

Esta colecção nasceu após o sucesso das biografias desenhadas de Barak Obama e John McCain, lançadas antes das últimas eleições presidenciais .
Entretanto, na Alemanha, as Editions Eichborn acabam de editar "Miss Tchormanie" (que é como quem diz "Miss Alemanha" com um forte acento germânico), um livro de cartoons dedicado a Ângela Merkel. Escrito por Miriam Hollstein e desenhado por Heiko Sakurai dá uma imagem agradável da primeira mulher a governar aquele país, facto a que poderão não ser alheias as eleições federais em Setembro próximo.

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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

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O HONESTO LI'L ABNER NASCEU HÁ 75 ANOS NOS ESTADOS UNIDOS

13 AGOSTO2009

F. CLETO E PINA

Improvável neste tempo "globalizado", uma tira diária de banda desenhada ambientada no coração da América profunda era também algo original há 75 anos, quando, a 13 de Agosto de 1934, se estreou "Li'l Abner".

Mas que se entendia, numa América que começava a sair da crise em que a tinha mergulhado a Grande Depressão económica de 1929 e em que muitos defendiam o retorno às origens.

A sua acção desenrolava-se maioritariamente em Dagpotch, um espelho dos Estados Unidos, e o seu protagonista era Li'l Abner Yokum, um provinciano pouco inteligente e infantil que vivia uma existência simples com o pai e a mãe, apenas perturbada pelas aparições tempestuosas de Daisy Mae, uma loura de formas generosas com quem viria a casar.

A série era regida por um princípio simples: os Abner eram pobres mas honestos; o resto da humanidade, não, o que originava histórias divertidas, cujo tom ia do poético ao cínico, mas sempre com uma forte componente de crítica social e política, encabeçada por personagens imbecis e preguiçosas.
O seu criador foi Al Capp (pseudónimo de Alfred Gerald Caplin), que tinha sido assistente de Ham Fisher, em "Joe Palooka", antes de encontrar o sucesso com "Li'l Abner", que, depois de uma estreia modesta numa quinzena de jornais, teve um êxito retumbante que o levou a quase um milhar de periódicos nos anos 40 e a ser adaptado em folhetins televisivos e radiofónicos, numa comédia musical da Broadway (interpretada por Jerry Lewis) e numa longa-metragem (em 1959).

A par do registo burlesco e satírico, Capp, que foi indicado para o Nobel da Literatura por John Steinbeck, evidenciou um virtuosismo gráfico, assente num traço expressivo e dinâmico, numa boa utilização de sombras e numa legendagem original.

A partir de 24 de Fevereiro de 1935, "Li'l Abner", que foi publicado em Portugal pontualmente, passou também a ter uma prancha dominical, igualmente assinada por Capp, que animou a sua criação até ao fim, a 13 de Novembro de 1977, dois anos antes da sua própria morte.

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Imagem da responsabilidade do Kuentro

Publicado por jmachado em agosto 16, 2009 06:15 PM | TrackBack
Comentários

Visto que parece não existir alguém que saiba a resposta a esta pergunta! Volto a perguntar o mesmo, afinal de contas em que situação se encontra o BDJornal? é para continuar, não é... está atrasado!? Pessoalmente não gosto de atitudes "à lá Joe Madureira" Quando começo a seguir uma série, gosto que no mínimo me avisem da sua conclusão!

Gracias.

Afixado por: Manu em agosto 18, 2009 10:14 PM

Caríssimo Manu, quando houver uma resposta a essa pergunta ela será noticiada aqui no Kuentro em primeira mão. Por enquanto é esperar, como todos os outros, incluindo nós próprios. Para já, o BDj #25 está praticamente feito, é uma questão de cacau$...

Afixado por: Jorge Machado-Dias em agosto 23, 2009 07:44 PM
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