Luís Cruz Guerreiro começou pela Banda Desenhada.

O gosto pela 9ª Arte induziu-o a procurar criar as suas próprias histórias; o projecto não correspondeu às suas expectativas, embora não esteja de todo abandonado.

As suas primeiras BDs, HQs, do "PutoZé",

personagem cómico-trágica inspirada no Zé Mocho, um rapaz que viveu miserávelmente em Alhos Vedros e que infelizmente já morreu, chegaram a ser expostas e ganharam inclusive uma menção honrosa no Festival de Banda Desenhada na Amora em 1984.

Em 1985 tirou um curso de pintura cerâmica no CENCAL (Caldas da  Rainha). As várias técnicas de pintura aprendidas nesse Centro de Formação  serviram como elo de ligação entre a arte que praticava  (a BD) e a cerâmica (a arte do fogo). Os azulejos eram o suporte técnico que fazia a ligação entre as duas artes.

Acabado o curso, foi seleccionado para trabalhar numa fábrica de cerâmica das Caldas da Rainha, mas devido a problemas constantes no pagamento de ordenados, mudou-se para o "Argila Atelier".

Apresentou os dois primeiros painéis que fiz nos fins-de-semana e horas livres na fábrica Regiões de Portugal e em finais de 86 passei a integrar o Argila Atelier, onde, durante dois anos, pintei vários painéis de azulejos dos quais destacamos As Quatro Estações,  além de ter participado em diversas exposições, das quais destacamos a Exposição Temática sobre o Alto Minho, na Bienal de Artes/87, em Vila Nova de Cerveira (Portugal). Ainda nas Caldas da Rainha, Luís, aproveita as férias de Verão de 1988 para fazer um conjunto de painéis cuja temática era o Concelho da Moita e faz em Setembro de 1989 a sua primeira exposição individual no Posto de Turismo da Moita, que na altura foi um sucesso, pois vendeu quase todos os painéis e conseguiu uma encomenda que dura até hoje,  com a Tertúlia Tauromáquica Setubalense.

Tendo a sorte de encontrar um espaço apropriado para o seu tipo de trabalho, começou um negócio por conta própria em Alhos Vedros, sua terra Natal.

Em princípios de 89, fundou a Azulejaria Artística Guerreiro;  participou em feiras de Artesanato por todo o Portugal, em 1994 criou duas linhas de azulejaria distintas:

- A Linha Clássica (em azul e branco e policromia, com motivos tradicionais); é por definição  a grande razão de existência da AAG e a sua única fonte de rendimentos, diz o Azulejista que, até agora a aceitação da inovação no Azulejo ainda tem um longo caminho a percorrer, mas está certo que com novos clientes de gerações mais novas as encomendas de painéis de cariz "Moderno" vão também , tornar-se  rentáveis, assim  a condição económica do País evolua.  Desde a sua fundação até hoje, a Azulejaria Artística Guerreiro produziu centenas de painéis em todos os formatos, em azul e branco e policromados, espalhados por  toda a Europa, Estados Unidos e Brasil.

- A Linha Livre (que expressa outras técnicas e dá-me toda a liberdade de criação dentro da azulejaria), é nesta linha que voltou às suas origens, criando uma história de Ficção Cientifica em painéis de azulejos a cores "As Aventuras de Jerílio no séc. 25", que são a síntese destas duas Artes que se juntam para criar uma  nova expressão  artística conjugando os conhecimentos técnicos da Azulejaria Artística, com os seus vidrados óxidos e corantes feitos especialmente por Luís Cruz Guerreiro para se atingirem  as mais brilhantes cores e  a narrativa da BD, com os seus planos, enquadramentos e textos.

Em 2005, Alhos Vedros, através da Azulejaria Artística Guerreiro, conseguiu entrar finalmente nas Rotas da Cerâmica: http://www.rotasdeceramica.pt/ateliers.html

Este é um projecto de turismo Cultural, que tem divulgação internacional e que faz com que excursões de turistas, vocacionados para um turismo de conhecimento sobre as Artes Cerâmicas de todos os tipos, são convidados a passar nas Oficinas, Ateliers Fábricas e Museus que estão relacionados com as Artes do Fogo em todo o País.

A Azulejaria Artística Guerreiro foi integrada nesse projecto pela qualidade do seu trabalho e também pelo respeito que tem pelas técnicas do Azulejo Tradicional Português. Só os Ateliers e Fábricas de grande qualidade entram neste projecto, como é o caso das Porcelanas Vista Alegre, ou das Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro por exemplo.

A Oficina de Azulejaria Artística Guerreiro, foi  reconhecida em 24/02/2006, pelo PPART, Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais: http://www.ppart.gov.pt/

O Artesão Luís Cruz Guerreiro, foi também reconhecido pelo PPART, recebendo o cartão de Artesão, por esse organismo estatal.

Exposições mais relevantes:

-Exposição Colectiva, ainda no "Atelier Argila" com temática sobre o Alto Minho, na Bienal de Artes/87, em Vila Nova de Cerveira (Portugal).

-Luís Guerreiro, aproveita as férias de Verão de 1988 para fazer um conjunto de painéis cuja temática era o Concelho da Moita e faz em Setembro de 1989 a sua primeira exposição individual no Posto de Turismo da Moita, que na altura foi um sucesso, pois vendeu quase todos os painéis (Portugal)

-A Presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Fernanda Gaspar convidou Luís Cruz Guerreiro para fazer uma exposição individual na Capela da Misericórdia, que esteve patente de 22 a 30 de Abril de 2005 e que mostra essas duas vertentes da AAG, o nome da exposição foi, "Modernos e Clássicos da Azulejaria Artística Guerreiro" (Portugal)

-Em  Agosto de 2000, fez a sua primeira Exposição em Brasília, em que apresentou apenas Azulejaria da Linha "Livre" e teve um óptimo acolhimento dos visitantes e também da crítica de Jornais de Brasília como o "Correio Braziliense" e " Jornal de Brasília" (Brasil)

-No ano de 2006 Luís Cruz Guerreiro voltou  a expôr em Brasília, no Museu de Arte de Brasília, com as suas BDs em Azulejos ; "Aventuras de Jerílio no séc 25" ,1º episódio, BD/HQ em Azulejos, Agosto de 2006e em Pirenopólis com duas obras de grandes dimensões (4mx2.75m) em Azulejo e Pintura a óleo de Delei.

Relação de todas as Exposições e mostras de Artesanato:

RIO MAIOR - Exp.  Temática sobre o concelho, que recebeu a visita do então Presidente da República, Dr. Mário Soares; /87

VILA NOVA DE CERVEIRA - Exp. Temática sobre o Alto Minho, Pousada D. Dinis ; /88

MOITA -  Exposição Temática "O Concelho da Moita em Painéis de Azulejo; Set./89

MOITA  - "Os Ciclos do Trabalho Tradicional Português" ; /91

ARTES VEDROS - Mostra de artes - Coop. De Animação Cultural de Alhos Vedros;  /89, 90, 91, 92, 95

ALHOS VEDROS - Feira do Livro, Academia de Alhos Vedros; /89

FIL  ARTESANATO Lisboa - /89, 91, 94, 96, 99, 2001, 2004

VILA DO CONDE - Feira Nacional de Artesanato; /90, 91, 92

LISBOA - Feira Municipal dos Municípios; /Out. 90

FATACIL - Lagoa;/92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 2001, 2002, 2003

RIO MAIOR - Feira das Tasquinhas; /92

FIAPE - Estremoz; /92, 93, 94, 95, 98, 2000

MONSARAZ - Museu Aberto; /92, 93, 94, 95

PORTALEGRE - Feira de Artesanato e de Antiguidades; /94

VILA VIÇOSA - Feira de Artesanato e Petiscos; /95

VILA FRANCA DE XIRA - Feira de Artesanato; /93, 94, 95

AERSET - Setúbal; /91

AERSET - Jovem empresário, Setúbal; /96

VILA DA FEIRA - v Congresso Jovem Empresário--Europarque; /96

MOITA - Feira de Artes e Ofícios do Concelho da Moita; Out./96, 97, 98, 99, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004

Festas da MOITA - /89, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 96

ALHOS VEDROS - Exposição individual na Capela da Misericórdia, que esteve patente de 22 a 30 de Abril de 2005 e que mostra as duas vertentes da AAG,(A linha clássica e a linha livre), o nome da exposição foi, "Modernos e Clássicos da Azulejaria Artística Guerreiro"

BRASÍLIA - Foyer do Teatro Nacional; Mostra de Azulejaria da "Linha Livre" e BD em Azulejos, Agosto de 2000

BRASÍLIA - Museu de Arte de Brasília; "Aventuras de Jerílio no séc 25" ,1º episódio, BD/HQ em Azulejos, Agosto de 2006