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Nº 2 - Março - 2007

A Rede de Bibliotecas Escolares do Porto (RBEP)

um espaço de partilha e cooperação

 

Adão Carvalho*

 

 

A RBEP nasceu num contexto de formação, investigação-acção com diversas modalidades formativas (Curso, Oficina, Círculo de Estudos) proporcionadas pelo Centro de Formação João de Deus desde 1998. Sempre assumindo essa modalidade oficinal de formação, a Rede foi sendo construída com as tarefas atribuídas a cada coordenador participante nos diferentes módulos estruturados numa óptica de desenvolvimento: módulos de iniciação, aprofundamento, projecto, círculo de estudos...

Cada um participava (e participa agora) na medida das suas capacidades como das competências básicas que iam (ou vão) adquirindo para o efeito (Catalogação, Bases de dados, UNIMARC, Partilha e Troca de Ficheiros, Correio Electrónico, Linguagem HTML, etc.).

Apesar de o ano de 2006 representar um atraso, um hiato neste percurso, dadas as medidas assumidas pelo Ministério da Educação quanto à formação contínua, os coordenadores das BE’s, mesmo informalmente, continuaram a dar continuidade ao projecto da Rede, reunindo-se com regularidade para resolver problemas técnicos ou logísticos, pois era (e é) claramente assumido por todos o objectivo inicial: dar conteúdo prático e efectivo ao conceito de REDE e animar uma plataforma WEB que dela faça eco e amplifique todas as suas possibilidades junto da comunidade educativa.


Imagem do sítio da RBEP


Desde o início que há a consciência de que a proximidade espacial que nos une facilita todas as trocas bem como torna possível o empréstimo interbibliotecas, aspectos obviamente difíceis de garantir em termos nacionais. A estas vantagens funcionais acrescem evidentemente outras tantas vantagens afectivas não-formais, como o desenvolvimento do espírito de entre-ajuda e de pertença satisfatória a um grupo de pares – colegas (futuros amigos), que só a proximidade de uma REDE LOCAL pode proporcionar.

 

Por outro lado, a RBEP funciona como um sistema descentralizado, embora com uma mediação de apoio técnico que se pretende tornar cada vez mais reduzido ao mínimo suficiente. É importante reafirmar aqui a dignidade, autonomia e responsabilidade profissionais que uma Rede deste tipo proporciona aos seus pares: a cada coordenador de Biblioteca Escolar compete a função de administrador da Rede: apoiado em ferramentas de “back-office”, cada professor bibliotecário é responsável:

pela catalogação e envio dos seus registos,

pelas notícias das actividades desenvolvidas pela sua biblioteca,

pelos documentos que disponibiliza em formato digital ...

Aqui importa sobretudo a autocorrecção e a aprendizagem partilhadas, pela disponibilização e publicação conjunta e aberta do  trabalho de cada um no portal da RBEP: o Catálogo Colectivo é uma base comum, actualizada periodicamente com os novos carregamentos enviados por cada coordenador, e tem mostrado que a uniformização e compatibilização dos dados enviados são um processo de constante aperfeiçoamento técnico e biblioteconómico.

Também nesse sentido, em função das necessidades que iam sendo apresentadas, foram surgindo novos objectivos:

a) Criar fóruns organizados por temas de trabalho,

b) Desenvolver um catálogo estruturado e criterioso de Recursos electrónicos pedagógicos,

c) Construir uma base da Memória Educativa das Escolas do Porto

d) Pensar o portal como um instrumento de formação e informação para toda as faixas etárias da comunidade de leitores.

 

O Protocolo assinado em 2005 entre o Centro de Formação João de Deus e a Câmara Municipal do Porto, para além da disponibilização do servidor, veio reforçar o trabalho de colaboração e diálogo permanente que a Biblioteca Municipal Almeida Garrett e a RBEP têm desenvolvido: foi possível assim integrar os catálogos das escolas do 1º Ciclo (da responsabilidade do SABE) e abrir caminho à resolução da questão da sua integração no catálogo do Agrupamento respectivo.

O ano de 2006 ficou marcado pela apresentação pública, no dia 25 de Outubro, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett dos novos desenvolvimentos da plataforma do portal e pela assinatura dos protocolos de cooperação duma quantidade significativa de novas escolas e agrupamentos bem como de outros parceiros como a Direcção Regional de Educação do Norte, a APPC e o CRILIJ. A aprovação dos Regulamentos de Cooperação e de Empréstimo Inter-Bibliotecas implicaram a realização da Primeira Assembleia Geral da RBEP, no dia 21 de Novembro, tendo aí ficado constituídos os seus corpos sociais: Mesa da Assembleia Geral, Conselho Técnico-Científico e Equipa Coordenadora.

 

O crescimento da RBEP, que atinge já 23 Agrupamentos Verticais, 17 Escolas Secundárias e uma Instituição Particular de Solidariedade Social (a APPC) com protocolo assinado, levanta problemas logísticos de acompanhamento a que só insuficientemente se consegue responder com os recursos humanos e organizacionais existentes.

 

Quanto ao futuro da RBEP, podemos afirmar que muitas ideias surgidas desta prática continuada poderão dar ainda muitos frutos, se, entretanto, as diferentes tutelas demonstrarem uma  sensibilidade mais activa para com esse grande espaço público constituído por todas as Bibliotecas Escolares que representam um manancial de recursos que urge colocar ao serviço não só dos alunos mas de toda a comunidade.

 

O resultado de todo este trabalho cooperativo pode ser visitado e consultado no sítio da RBEP:  www.cm-porto.pt/rbep


Adão Carvalho
- membro da Equipa de Coordenação da RBEP.


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