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Moinho renasce nas Frias  

   
Graças ao sonho, ao querer e ao esforço do seu actual proprietário, Hernâni de Almeida Valente, um dos moinhos das Frias pôde voltar a moer ao fim de cerca de 35 anos de abandono e destruição. De um monte de ruínas, envoltas num silvado denso, pasto das chamas de um dos grandes incêndios do Verão de 2005, renasceu, qual Fénix das cinzas, mais um exemplar do património molinológico do concelho de Albergaria-a-Velha. Estamos perante uma reconstrução completa, desde o edifício até ao mecanismo de moagem, onde se procurou obedecer às suas características originais. Destaque-se o mecanismo de moagem, o rodízio, a moenga e todos os outros componentes e acessórios, os quais foram totalmente construídos em madeira, segundo os antigos métodos tradicionais, por Manuel dos Santos Branco e Arménio Simões, uns dos últimos mestres nesta arte ancestral, a qual corre o sério risco de se vir a perder.

     Depois de termos assistido nas últimas décadas ao abandono e ruína da esmagadora maioria dos moinhos, dá gosto assistir a esta reconstrução. Seria óptimo que este exemplo do Sr. Hernâni Valente, pudesse servir de desafio e inspiração para que outros proprietários tomem a mesma atitude, reconstruindo e valorizando o seu património molinológico, contribuindo assim para o próprio enriquecimento do património cultural deste concelho. Como já tivemos a oportunidade de afirmar em diversas ocasiões, estamos certos que uma desejada parceria entre entidades públicas e privadas, poderia inclusive permitir a criação de um núcleo museológico que perpetuasse a memória desta actividade neste concelho, servindo ao mesmo tempo como atracção turística geradora de visitas e de pólo de desenvolvimento para as populações locais. Exemplo disso é o projecto das Rotas dos Moinhos, o qual foi recentemente lançado pela Rota da Luz, e que segundo nos foi possível apurar, não teve até agora a devida atenção por parte dos responsáveis da autarquia albergariense.
 

     Tal como o Sr. Hernâni Valente nos dizia, ele próprio descendente de moleiros e nascido num moinho vizinho deste, um dos motivos porque ele quis reconstruir este moinho, foi para que os seus filhos pudessem ver como é que antigamente se fazia a farinha. Bastaria este motivo para que esta reconstrução tivesse valido a pena. Possa ser esta também uma das motivações para que exista a coragem e a sensibilidade de apoiar a valorização e consequente divulgação deste património, contribuindo assim para o fortalecimento das nossas raízes, as quais precisam urgentemente de ser cultivadas e dadas a conhecer, tanto às gerações actuais como às futuras.  
 

 

O antes e o depois da reconstrução (AF)

 

Em obras (AF)

 

 

                                                                  O rodízio (AF)                                                                                A colocação do rodízio (AF)

 

 

                                                      O rodízio já colocado (AF)                                                     O Sr. Arménio Simões a calibrar o rodízio (AF)

 

 

                                                         O Sr. Manuel Branco a picar a mó (AF)                                  O moinho a moer (AF)