Índice       
 Apresentação
 Visita Simpósio TIMS
 Moinho das Frias
 Moinhos da Freirôa
 A Alma e a Gente
 Caminho dos Moleiros

 Esquema de Azenhas
 Moinho de Mouquim
 Moinho do Maia
 Protocolo da Rota
 Rota dos Moinhos  
 

 

Moinhos de Portugal

 

                                                                                                                                                                                                                                                         Página Principal

Moinhos da Freirôa  

     Para além de serem uns dos de maiores dimensões, o núcleo de moinhos da Freirôa serão, também, dos mais antigos existentes nas margens do Rio Caima no concelho de Albergaria-a-Velha. Inicialmente, os Moinhos da Freirôa eram compostos por apenas 4 rodas situadas na denominada “Casa Velha”. Posteriormente e até ao fim da sua actividade, era composto por um total de 14 rodas distribuídas por várias casas. Além disso, possui vários anexos, os quais eram utilizados como currais para os animais que eram usados como meio de transporte pelos moleiros. Estes eram, à data de 2002 e apesar do abandono e da ruína, dos exemplares dos moinhos do Rio Caima que se encontravam em melhor estado de conservação.


Carta Militar de Portugal 1/25000 nº 175, 1990 (IGeoE)


Pormenor de bilhete postal "Albergaria-a-Velha - Trecho do Rio Caima", datado de 1913

   
"Casa Velha”, origem do núcleo de moinhos da Freirôa, e a planta actual do mesmo (Delfim Bismarck Ferreira)

   Graças ao empenho e dedicação de alguns dos seus proprietários, foi possível a partir de 2003 iniciar um lento processo de recuperação de todo este património. A iniciativa partiu do Sr. António Marques Almeida, residente nas Frias, o qual se empenhou a fundo na reabilitação das casas de que é proprietário. No ano de 2005 coube a vez a outro dos proprietários, Sr. Firmino Ribeiro Valente, residente no Sobreiro, proceder ao início da recuperação da parte do conjunto que lhe pertence. Durante o ano de 2006 foram dados grandes passos com vista à recuperação de todo este complexo moageiro. Outro dos proprietários, Sr. José de Almeida, residente no Fontão, um dos últimos moleiros em actividade no nosso concelho e na nossa região, deu início à recuperação da sua parte. Recentemente, outro dos proprietários dos moinhos da Freirôa, Sr. Joaquim Almeida, residente em Salreu, iniciou também os trabalhos com vista à recuperação da sua parte. Neste momento já se encontram instalados dois novos rodízios nestes moinhos. Estes rodízios foram executados segundo os métodos tradicionais, um pelo Sr. José de Almeida, um dos proprietários, e o outro pelo Sr. Augusto Santa, moleiro de Canelas que no passado também moeu em outro dos moinhos do rio Caima. Segundo conseguimos apurar junto dos vários proprietários, brevemente será possível assistir à instalação de mais rodízios.


Trabalhos de recuperação (AF)

     Como resultado do esforço e do empenho de todos os envolvidos, temos o prazer de anunciar que no passado dia 1 de Novembro, o moinho do Sr. José de Almeida voltou a moer, depois de cerca de 40 anos de inactividade e abandono. Foi um momento que encheu de alegria, e até de alguma emoção, todos aqueles que tiveram o privilégio de assistir. Os moinhos do Rio Caima voltaram a moer!

   
A primeira moagem (AF)

      Nos passados dias 4 e 5 de Novembro, realizou-se em Cantanhede o 1º Encontro Regional de Molinologia, organizado pela autarquia local e com o apoio da Sociedade Internacional de Molinologia e da Rede Portuguesa de Moinhos. Como sinal da sua importância no contexto regional, os Moinhos da Freirôa tiveram a honra de ser incluídos no programa oficial deste encontro. Destaque-se o interesse que todos os presentes, especialistas e público em geral, demonstraram pelo valioso património molinológico do nosso concelho. Mais uma vez foi referida a necessidade de valorizar e divulgar estas marcas do nosso passado, mostrando-as às gerações actuais e futuras. No seguimento do que já está a ser feito em diversos outros concelhos, o aproveitamento deste património para fins didácticos, culturais ou meramente turísticos, pode e deve ser a solução para permitir a sua preservação, podendo mesmo contribuir para o próprio desenvolvimento local.

   
Os moinhos da Freirôa em Novembro de 2006 (AF)

     No caso concreto dos moinhos da Freirôa, aproveitando o facto de todos os seus proprietários estarem já empenhados na recuperação do seu património, pretende-se unir esforços e criar as condições para a elaboração de um projecto sustentável, que assegure a salvaguarda e a valorização deste núcleo molinológico. Para tal será fundamental que também exista o envolvimento de entidades públicas e privadas, nomeadamente da autarquia local, de maneira a que se possam elaborar protocolos de colaboração, com o objectivo de preservar o património concelhio e evitar que alguns trechos da nossa memória colectiva sejam irremediavelmente perdidos.


Dois dos proprietários ladeiam o Sr. Augusto Santa (AF)