Índice       
 Apresentação
 Visita Simpósio TIMS
 Moinho das Frias
 Moinhos da Freirôa
 A Alma e a Gente
 Caminho dos Moleiros
 Esquema de Azenhas
 Moinho de Mouquim

 Moinho do Maia 
 
Protocolo da Rota
 Rota dos Moinhos

 

Moinhos de Portugal

 

                                                                                                                                                                                                                                                         Página Principal

Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha
      
      
Albergaria-a-Velha, terra de tradições, de água, pão e moinhos, esses “pedaços” de memória que a história vai carregando. Com a criação da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha pretende-se reavivar essa identidade disponibilizando um produto turístico e cultural, que alie a preservação e valorização deste património nas suas vertentes material e imaterial, a uma oferta para residentes, naturais e principalmente visitantes, permitindo assim que estes possam conhecer um pouco melhor este concelho, as suas gentes e a sua história.

 
 

       Para os interessados em visitar e conhecer a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, sugere-se uma visita à página www.rotadosmoinhos.com onde poderá também aceder aos diversos tipos de programas ao longo do ano e assim poder planear e marcar a sua visita.
       Para mais informações deve-se contactar o Gabinete de Turismo da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, através dos seguintes contactos:
       Telefone: 234 529 300
       E-mail: turismo@cm-albergaria.pt     

             

Moinho do Maia
Fial de Baixo (Alquerubim)
N 40º 37´ 58.72" O 8º 30´ 43.62"
 
O l
ugar do Fial foi em tempos uma importante terra de moinhos e moleiros e será atualmente o lugar do concelho de Albergaria-a-Velha com o maior número de moinhos ainda em funcionamento. Exemplo disso é este Moinho do Maia, em tempos conhecido como o Moinho do Tupinho, tendo em conta o nome do seu atual e anterior proprietário. Atualmente composto por um único casal de mós, dos três que em tempos aqui exerceram a sua atividade, possui casa de moleiro adjacente com um interessante forno tradicional. Refira-se que os trabalhos de recuperação do engenho de moagem deste moinho estiveram a cargo de um artesão local, mestre nas técnicas tradicionais utilizadas desde sempre construção destes engenhos, ele próprio igualmente residente no Fial, onde também é proprietário de um pequeno moinho de lavrador. Esses antigos saberes de como trabalhar a madeira, na construção de rodízios e moegas, ou de como picar e afinar as mós para que estas voltem a exercer a sua função, são conhecimentos que não se devem perder, pelo que apostando na recuperação deste património também estamos a valorizar e preservar estes saberes ancestrais.
 

Moinho do Ti Miguel
Lugar da Azenha, Fontão (Angeja)
N 40º 40´ 11.00" O 8º 31´ 22.31"
 

Moinho com três casais de mós acionados pelas águas do Ribeira do Fontão, sendo que atualmente somente dois se encontram em funcionamento. Trata-se de moinho pertencente a moleiro profissional, facto que se pode comprovar pelo número de casais de mós e pela casa de moleiro adjacente. Neste lugar e ao longo do trecho de cerca de 5 km da Ribeira do Fontão que atravessa esta freguesia, existem vestígios e registo da existência de 21 moinhos de rodízio, a esmagadora maioria de média dimensão (entre 3 e 6 casais de mós), o que caracteriza aquela que foi uma das mais importantes comunidades de moleiros e padeiras desta região. Daqui partia um dos principais troços do Caminho dos Moleiros, o qual servia de ligação aos moinhos de utilização sazonal no Rio Caima. O pão e as padas, as regueifas e o pão doce, base da alimentação ou iguaria de outros tempos, entregues de porta em porta ao raiar da aurora, comercializados em feiras, mercados e romarias, continuam a ser confecionados com a farinha destes moinhos, para que do melhor que nos pode dar a tradição possa continuar a ser apreciado nos nossos dias.
 

Moinho da Cova do Fontão
Cova do Fontão (Angeja)
N 40º 41´ 18.66" O 8º 31´ 25.61"
 

Moinho de rodízio originalmente com quatro casais de mós, atualmente estando somente três em funcionamento, que possui ainda mais dois casais de mós em tempos acionados a energia elétrica. A sua construção remontará ao século XIX, tendo ao longo dos tempos aqui habitado e exercido a sua atividade várias gerações de moleiros. No seu interior sente-se a autenticidade do facto de aqui ter moído até aos nossos dias o moleiro mais antigo em atividade no concelho de Albergaria-a-Velha. Neste lugar e ao longo do trecho de cerca de 5 km da Ribeira do Fontão que atravessa esta freguesia, existem vestígios e registo da existência de 21 moinhos de rodízio, a esmagadora maioria de média dimensão (entre 3 e 6 casais de mós), o que caracteriza aquela que foi uma das mais importantes comunidades de moleiros e padeiras desta região. Daqui partia um dos principais troços do Caminho dos Moleiros, o qual servia de ligação aos moinhos de utilização sazonal no Rio Caima.
 

Moinho do Porto de Riba
Soutelo (Branca)
N 40º 44´ 27.54" O 8º 31´ 02.28"
 

Moinho com dois casais de mós acionados pelas águas do Rio Jardim, cuja construção remonta, pelo menos, ao século XIX. O Rio Jardim nasce no concelho de Albergaria-a-Velha, indo desaguar no Esteiro de Canelas, já no Baixo Vouga Lagunar. Este é um moinho de consortes, ou de herdeiros, originalmente pertencente a várias famílias da aldeia, pequenos e médios lavradores que no passado o utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada. Mais recentemente foi adquirido e recuperado pela APPACDM, integrando-se num aprazível parque de lazer propriedade desta associação local. Nas imediações deste moinho curtia-se o linho, ficando este submerso em poços que eram abastecidos pelas águas desperdiçadas da levada, os quais eram compartilhados pelos habitantes da aldeia. Além da moagem do milho, aqui também se moía a “brença”, nome por que são conhecidos os “cachuços” (caroços) mais pequenos do milho que eram recolhidos à saída do escarlador, à qual se juntava depois o milho e a aveia, sendo o conjunto mais uma vez moído para a alimentação dos animais de criação. Tendo em conta a proximidade dos campos do Baixo Vouga, esta também é uma terra de produtores de arroz, o qual pode ser observado a ser descascado neste moinho, utilizando-se para tal uma forra de cortiça entre as suas mós.

 

Moinhos do Regatinho
Vilarinho de S. Roque (Ribeira de Fráguas)
N 40º 45´ 28.45" O 8º 25´ 19.91"
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Conjunto de dois moinhos de rodízio, cada um com um único casal de mós acionado pelas águas do Rio Fílveda, integrados no núcleo mais antigo desta aldeia classificada como "Aldeia de Portugal". Denominados Moinho da Quingosta e Moinho do Silva, são ambos moinhos de consortes, ou de herdeiros, pertencentes a várias famílias da aldeia, pequenos e médios lavradores que no passado os utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada. Atualmente continuam a ser usados por alguns dos habitantes da aldeia, seja para moagem de cereal para a alimentação dos animais de criação doméstica, seja também para a moagem de farinha para a cozedura da broa e outros produtos de feitura tradicionais. Muitos ainda se recordam das deliciosas papas de carolo da sua infância, cujo paladar poderá ser novamente saboreado por quem utilize a farinha destes moinhos na confeção dessas antigas receitas dos nossos avós.


 

Moinho do Chão do Ribeiro
Mouquim (Valmaior)
N 40º 41' 49.97" O 8º 26´ 17.49"

Moinho com um único casal de mós acionado pelas águas do Ribeiro de Mouquim. Trata-se de um moinho de consortes, ou de herdeiros, originalmente pertencente a várias famílias da aldeia, pequenos e médios lavradores que no passado o utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada. Mais recentemente foi adquirido e recuperado pela junta de freguesia local, continuando ao dispor da população local, que ao retomarem as suas idas ao moinho para moer o seu cereal, poderão manter este património vivo e assim preservar uma parte importante da herança cultural da aldeia. Atualmente encontra-se integrado num aprazível parque de lazer, onde o visitante pode usufruir de equipamento de apoio à realização de convívios familiares ou de grupos.
 

Moinho de Baixo
Rio Fílveda (Ribeira de Fráguas)
N 40º 44´ 38.64" O 8º 26´ 19.07"

Moinho com um único casal de mós acionado pelas águas do Rio Fílveda, cuja construção remonta, pelo menos, ao século XIX. Trata-se de um moinho de consortes, ou de herdeiros, originalmente pertencente a várias famílias da aldeia, pequenos e médios lavradores que no passado o utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada. Mais recentemente foi adquirido e recuperado pelo Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas, integrando-se num aprazível parque de lazer propriedade desta associação local. Aqui moía-se essencialmente o milho antigo, de grão mais claro e que era cultivado nos campos da aldeia, embora mais esporadicamente o trigo e o centeio também aqui fossem moídos para a feitura do “pão nosso de cada dia”. Nas imediações deste moinho, ao longo das margens do ribeiro, cultivava-se a vinha, sendo que segundo relatos de alguns dos antigos consortes, aqui também se moía a grainha das uvas, assim como os resíduos (secos) do bagaço, ambos utilizados na alimentação dos porcos de criação doméstica. A montante deste moinho encontram-se os Moinhos da Quinta da Ribeira, também eles integrados nesta rota e excelente pretexto para um agradável passeio ao longo das margens do rio, apreciando a beleza deste espaço natural.
 

Moinhos da Quinta da Ribeira
Rio Fílveda (Ribeira de Fráguas)
N 40º 44´ 38.64" O 8º 26´ 19.07"

Conjunto de dois moinhos de rodízio cada qual com um único casal de mós acionado pelas águas do Rio Fílveda, cuja construção remonta, pelo menos, ao século XIX. São ambos moinhos de consortes, ou de herdeiros, originalmente pertencentes a várias famílias de Ribeira de Fráguas, pequenos e médios lavradores que no passado o utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada. Mais recentemente foram adquiridos e recuperados pelo Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas, integrando-se num aprazível parque de lazer propriedade desta associação local. A jusante deste moinho encontra-se o Moinho de Baixo, também ele merecedor de uma visita e excelente pretexto para um agradável passeio ao longo das margens do rio, apreciando a beleza deste espaço natural. Consoante a época do ano a paisagem tem vários cambiantes, mas será sempre encantadora e envolvente, pelo que poderá cruzar-se com um esquilo furtivo que o observa do seu pouso numa das frondosas árvores que bordejam o rio, ou surpreender-se com a elegância do voo de uma garça-real que aqui busca por alimento.
 

Moinhos da Freirôa
Rio Caima (Branca)
N 40º 43´ 25.46" O 8º 28´ 03.51"

Devido ao caudal das suas águas e ao carácter permanente das mesmas, o Rio Caima foi, desde há vários séculos, local escolhido para a instalação de moinhos, pois em rios ou ribeiras de menor dimensão, era impossível ou muito difícil obter caudais que permitissem a moagem durante o período estival. Como tal, os moleiros do concelho faziam uso das cerca de cinco dezenas de moinhos com perto de duas centenas de casais de mós existentes ao longo deste troço do rio, para poder manter a sua atividade ao longo de todo o ano. Nalguns casos vinham mesmo de freguesias de concelhos vizinhos, utilizando o chamado Caminho dos Moleiros, de que ainda hoje se preservam alguns dos troços. Para além de ser um dos de maiores dimensões, o núcleo de moinhos da Freirôa será, também, dos mais antigos existentes nas margens do Rio Caima no concelho de Albergaria-a-Velha. De facto, no auge da sua atividade eram compostos por um total de 14 casais de mós distribuídas por várias casas de moinho, possuindo também vários anexos, os quais eram usados como arrecadações e currais para os animais que eram utilizados como meio de transporte pelos moleiros. Trata-se por isso de um complexo moageiro de características ímpares a nível regional.