Índice       
 Apresentação
 Visita Simpósio TIMS
 Moinho das Frias
 Moinhos da Freirôa
 A Alma e a Gente
 Caminho dos Moleiros
 Esquema de Azenhas
 Moinho de Mouquim
 Moinho do Maia
 Protocolo da Rota
 Rota dos Moinhos

 
 
 

 

Moinhos de Portugal

 

                                                                                                                                                                                                                                                         Página Principal

XI Simpósio da TIMS visita moinhos de Albergaria  

    
No passado dia 29 de Setembro de 2004 e no âmbito do 11º Simpósio Internacional da Molinologia, cuja organização esteve a cargo da secção portuguesa da TIMS – Sociedade Internacional de Molinologia, os seus participantes tiveram a oportunidade de visitar um dos moinhos da Cova do Fontão.

      Fundada a partir de um simpósio realizado em Portugal em 1965, a TIMS é hoje a única organização que trabalha à escala planetária no estudo, salvaguarda e promoção dos moinhos tradicionais, contando com membros em 30 países. A Sociedade Internacional de Molinologia procura suscitar e incentivar o interesse pelos moinhos, desde o seu conhecimento histórico, técnico e sociológico, até ao seu reconhecimento como património comum da humanidade, desenvolvendo ainda pesquisas, investigações e projectos de reabilitação de moinhos.
      Este simpósio reuniu em Portugal algumas das figuras que mais se destacam no estudo e defesa dos moinhos a nível mundial, tendo tido a participação de mais de uma centena de representantes de 16 países (Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Reino Unido, Japão, Grécia, Chipre, Suiça, Dinamarca, Bélgica, França, Portugal, Suécia, Espanha, Itália e África do Sul).
      Esta visita foi possível devido ao conhecimento que esta organização obteve do património molinológico do concelho de Albergaria-a-Velha, aquando da recente edição de um livro com um estudo sobre o mesmo. Nesse sentido, Albergaria e neste caso particular os moinhos do Fontão, foi escolhida para fazer parte de uma lista de locais a visitar durante este simpósio, assumindo assim o papel de digno representante do património molinológico português.

      Realce-se a extraordinária colaboração dos moleiros proprietários deste moinho, o Sr. José de Almeida e a D. Rosa de Jesus, os quais tudo fizeram para que esta visita fosse um sucesso. A D. Rosa cozeu broa para oferecer aos visitantes, tendo estes ficado deliciados com a mesma e com esta prova de hospitalidade dos proprietários. Durante a visita o Sr. José teve oportunidade de exemplificar como se constrói um rodízio, tendo assim surpreendido os visitantes com o seu conhecimento desta técnica cada vez mais rara.
      A Câmara Municipal associou-se no apoio a esta visita, tendo para isso disponibilizado duas carrinhas que fizeram o transporte dos visitantes entre o largo da capela do Fontão e o local do moinho. Além disso, elaborou e colocou duas placas de boas-vindas alusivas a esta visita, as quais muito agradaram e sensibilizaram os visitantes.
      No final da visita todos foram unânimes em considerá-la como tendo sido um grande êxito, tendo a organização expressado os seus sinceros agradecimentos pela hospitalidade dos proprietários, pelo apoio disponibilizado pela autarquia e também pela excelente qualidade do património molinológico visitado.

        Resta esperar que este acontecimento possa servir de exemplo, de inspiração e sobretudo de alerta, para a necessidade de se olhar este património com a importância que ele merece. O reconhecimento nacional e internacional que se encontra subjacente a esta visita, acaba por vir reforçar isso mesmo. Estamos certos que uma desejada parceria entre entidades públicas e privadas, poderia permitir a criação de um núcleo museológico que perpetuasse a memória desta actividade no nosso concelho, servindo ao mesmo tempo como atracção turística geradora de visitas e de pólo de desenvolvimento para as populações locais. Só a valorização e consequente divulgação deste património, poderá contribuir para a sua salvaguarda e usufruto pelas actuais e futuras gerações. Caso contrário será mais uma parte das nossas raízes e da nossa memória colectiva que se perderá para sempre.