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Tsipras admite dizer um "grande não" aos credores

Primeiro-ministro grego garante estar disponível para arcar com as responsabilidades de uma nega aos credores se os termos para um acordo forem "inaceitáveis".

Com uma solução viável, "o Governo grego, eleito recentemente pelo povo, arcará com o custo de levar a cabo este difícil acordo", afirmou Tsipras, numa conferência de imprensa, esta manhã. Caso contrário, "vamos assumir a responsabilidade de dizer 'o grande não' (‘the big no') à continuação das políticas catastróficas para a Grécia", acrescentou.

De acordo com a agência Bloomberg, fontes oficiais da Holanda, Portugal e Alemanha já afirmaram que estão a preparar-se para o colapso das negociações que podem ameaçar a zona euro. 

Alexis Tsipras elencou ontem as condições exigidas pelo governo helénico em troca de um acordo: não devem ser impostos mais sacrifícios a pensionistas e trabalhadores, qualquer discussão sobre a saída da Grécia da zona euro deve acabar e devem ser adoptadas condições obrigatórias para resolver o problema de financiamento da Grécia.

Nesta quinta-feira, os ministros das Finanças da zona euro encontrar-se-ão em mais uma reunião, na qual poderá ser abordada uma cimeira de emergência da UE para discutir a crise grega e a eventual libertação da última tranche do resgate ao país. Os 7.200 milhões de euros da ‘troika' serão, ao que tudo indica, essenciais para o país conseguir cumprir com os seus compromissos internos e internacionais - designadamente o pagamento de 1.600 milhões de euros ao FMI até ao próximo dia 30.

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