Terça-feira, Junho 28, 2005

Moedas Comemorativas - 4

No seguimento do post anterior, venho agora apresentar a 2.ª série das moedas comemorativas do EURO 2004.




A Defesa - escultor: João Duarte

João Duarte apresenta no anverso da moeda a parte de uma bola, o escudo nacional, a legenda "República Portuguesa" e a era e o valor facial da moeda.
No reverso, o autor sugere-nos, de uma forma muito concisa, os dois elementos essenciais na defesa, o guarda-redes e a bola, em cujo centro inscreveu o Logótipo oficial do UEFA Euro 2004.
A moeda ao apresentar nas duas faces, apenas parte da bola, pretende criar uma interligação e um prolongamento de leitura entre ambos.


O Golo - escultor: José Teixeira

José Teixeira, apresenta-nos no anverso o escudo nacional, a legenda "República Portuguesa" e a era e o valor facial, constituindo um motivo concêntrico que representa o movimento do esférico, a concentração, o rigor e a objectividade do goleador.
No reverso, o autor apresenta à volta do Logótipo Oficial da prova um conjunto de pictogramas sugerindo a explosão emocional dos espectadores, com os corações eufóricos e os braços levantados celebrando o momento mágico do golo.


O Remate - escultor: José Simão

José Simão representa no anverso da moeda o escudo nacional, a legenda "República Portuguesa" e a era e o valor facial da moeda.
No reverso o autor esculpiu, em primeiro plano, um jogador a rematar uma bola, que tem no centro o Logótipo Oficial da prova, e em fundo, o estádio com os espectadores em ambiente festivo.
A moeda procura desta forma sintetizar a importância da relação que se estabelece entre a acção do jogador, aqui representado pelo remate de cabeça, normalmente um gesto de grande beleza, e as emoções suscitadas no público.

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Quarta-feira, Junho 22, 2005

Moedas Comemorativas - 3

A Caixa Geral de Depósitos editou uma colecção de três moedas alusivas ao Euro 2004. Os escultores convidados foram José Teixeira, João Duarte e José Simão. As moedas, com valor de 8 Euros, foram cunhadas em prata e ouro e representam três visões distintas sobre o espírito do futebol


Futebol é Paixão


Futebol é Festa


Futebol é Desportivismo

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Terça-feira, Junho 21, 2005

Moedas Comemorativas - 2

Desta feita apresento a moeda de 5 €, da Holanda, alusiva ao pintor Van Gogh.
Vincent William Van Gogh nasceu em Groot-Zundert, uma cidadezinha em Brabante, no dia 30 de Março de 1853. Terá sido um dos criadores mais exuberantes de toda a história. Da sua vida, para além de excelentes obras, ficaram também alguns factos curiosos.
Vale a pena contar o episódio que ocorreu em 1882 quando, depois de perseguir Gauguin, na altura seu companheiro de habitação, pelos jardins públicos de Arles, em Paris, Van Gogh usou a faca ou navalha de barbear que trazia na mão para cortar um pedaço da sua própria orelha para a oferecer, nessa mesma noite, a uma prostituta do bar frequentado pelos dois artistas.
Depois disso Van Gogh retira-se voluntariamente para um asilo de doentes mentais.
Um ano depois, após um segundo ataque de loucura, Van Gogh descobre que é vítima de uma doença incurável. O artista viria a falecer a 29 de Julho de 1890, vítima dos ferimentos provocados por um tiro que ele próprio disparou contra o seu peito.

A Van Gogh fica a minha homenagem, para os outros fica a foto da moeda.



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Moedas Comemorativas - 1

Para celebrar os 75 anos de existência de TinTim, a Bélgica lançou uma moeda comemorativa de 10€ alusiva ao herói da banda desenhada. Infelizmente ainda não consegui nenhum exemplar para juntar à minha colecção. Se alguém tiver uma mais que queira trocar ou vender faça o favor de deixar uma mensagem.




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Terça-feira, Maio 24, 2005

Estados de Conservação

FDC – Flor de Cunho – A moeda perfeita. Nem à lupa ela apresenta o mínimo sinal de desgaste, oxidação, riscos. Pelo próprio processo de fabrico é extremamente difícil encontrar moedas neste estado. Desconfie sempre que lhe queiram vender uma moeda à flor.



SOB – Soberba – Moeda que nunca circulou e por isso mantém brilho inicial. Pode contudo apresentar ligeiras marcas provocadas pelo próprio processo de fabrico.





BELA – Apresenta ligeiros sinais de desgaste nos pontos mais altos do relevo. As moedas que se encontram neste estado ou não circularam ou circularam muito pouco. Por vezes apresentam uma ligeira oxidação ou pátina uniforme.




MBC – Muito Bem Conservada – Moeda com alguns sinais de desgaste que por vezes apresenta pequenas mossas no rebordo. Moeda pouco circulada.







BC – Bem Conservada – Moeda com sinais de desgaste bem acentuados nas superfícies mais altas do relevo. Todos os pormenores são bem visíveis. Dado ser uma moeda circulada apresentará mossas e / ou riscos.





REG – Regular – Moeda muita circulada que apresenta muito desgaste no desenho, legenda e data. Contudo, apresenta visíveis as características principais da gravura.





    MC – Mal Conservada – Moeda muito gasta. As legendas e datas estão normalmente muito corroídas sem que deixem qualquer dúvida quanto à sua identificação.






    CHAPA – Moeda de tal forma desgastada que torna difícil a sua identificação. As legendas e as datas são ilegíveis.










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    Valorização das moedas

    Ao contrário do que normalmente se julga, o aspecto essencial para a valorização de uma moeda, não é a sua antiguidade. A moeda será tão mais valorizada quanto melhor for o seu estado de conservação e menor for o número de exemplares cunhados nessa data.

    Duas moedas com a mesma data e de igual valor facial, terão valores de comercialização completamente diferentes em função do seu estado de conservação. A moeda no estado BELA atinge um valor enormemente superior à moeda no estado BEM CONSERVADA.

    Duas moedas do mesmo valor facial e no mesmo estado de conservação, mas de datas diferentes, terão valores de comercialização em função do número de exemplares cunhados em cada um dos anos. Quanto menos exemplares, maior é o valor que uma das moedas.

    Para mais informações acerca do estado de conservação das moedas, ler o próximo post.
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    Como começar uma colecção de moedas

    Quando me perguntam como começar uma colecção de moedas, antes de responder, eu coloco uma questão. A pergunta é curta mas profunda – Diga-me, tem paixão pelas moedas? A resposta será curta, sim ou não. Se a resposta for negativa de imediato desaconselho que inicie qualquer trabalho de coleccionismo nesta área. Se a resposta for afirmativa, temos conversa para uma data de horas.

    É assim mesmo, coleccionar moedas requer uma dedicação tal que só os apaixonados conseguirão encontrar a disponibilidade e a dedicação necessárias. Alguns dirão que o que é necessário é muita paciência. Esses são os que não têm paixão e não devem nunca coleccionar moedas, mais tarde ou mais cedo dar-lhe-ão um tratamento incorrecto, às moedas evidentemente.

    Entretanto, voltando ao início – como coleccionar moedas – tenho a dizer que existem várias formas. A futura colecção pode ser definida por: país / região, data / período, material / tipo de metal, assunto / tema, ou de outra forma qualquer que lhe agrade mais.
    Eu não utilizo um método, utilizo antes uma fusão de três métodos. Faço-o assim:

    Em primeiro lugar as moedas são separadas por Época - Monarquia / Reinado, República.

    De seguida, as moedas da mesma época são separadas tem em conta o seu Valor Facial 1 centavo, 2 centavos, 4 centavos, ….

    Finalmente, as moedas da mesma época e do mesmo valor facial são separadas por Data 1910, 1917, 1918, ….

    Existe uma infinidade de "tipos" de colecções que pode determinar, escolha aquela com que mais se identifica e entre no mundo fascinante da Numismática.
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    Sexta-feira, Maio 13, 2005

    Moeda de 1 Escudo de 1914

    Esta moeda foi a primeira a ser cunhada durante a 1.ª República Portuguesa.

    É uma moeda de um escudo em prata com data de 1910, contudo, esta moeda só foi cunhada em 1914. É uma moeda Comemorativa do 5 de Outubro de 1910, data da Implantação da República. No seio da numismática é considerada como uma das mais belas moedas portuguesas.



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    Quarta-feira, Abril 27, 2005

    Moedas 1€ - duas variantes

    Tal como nas moedas de dois euros, também nas moedas de um euro se verifica a existência de duas variantes. Também nestas moedas deve ser analisado o bordo da moeda onde se verificarão duas variantes:

    Variante 1
    – 3 x 28 listras

    Variante 2 – 3 x 29 listras



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    Moedas 2 € - duas variantes

    Sabia que, para além do ano de cunhagem, existe outra diferença nas moedas de dois euros que lhe passam pelas mãos? Talvez ainda não se tenha apercebido. Para encontrar as duas variantes deverá colocar a face comum das moedas para cima e observar o bordo da moeda.
    Assim:



    Se tiver sorte e alguma paciência vai encontrar moedas de duas espécies:

    Variante 1 – 7 Castelos virados à esquerda e 5 Quinas viradas à direita



    Variante 2 - 7 Castelos virados à direita e 5 Quinas viradas à esquerda



    Se conseguir encontrar as duas variantes diga qualquer coisa.

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    Terça-feira, Abril 26, 2005

    Como distinguir as notas verdadeiras das falsas

    As notas de euros incluem vários elementos de segurança que permitem verificar se uma nota é verdadeira ou falsa. Assim, com um mínimo de atenção e cuidado, pode facilmente reconhecer as notas verdadeiras. As notas de euros são impressas em papel de algodão puro, o que lhes confere um toque único. Para que seja possível identificar uma nota pelo tacto, algumas partes do desenho da frente das notas são impressas em relevo. Pode verificar outros elementos de segurança observando a nota contra a luz ou inclinando-a. Como medida de segurança adicional, dois dos elementos de segurança que figuram nas notas de €50, €100, €200 e €500 são diferentes dos das notas de menor valor.



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    Ventos de mudança

    Depois de um longo período de ausência voltei à blogosfera. O meu regresso trará um outro rumo a este blog que a partir de hoje se dedicará principalmente à Numismática.

    Para quem não sabe:
    Numismática: a ciência que trata das moedas e das medalhas.

    Colocarei fotos de moedas e outras curiosidades que considere relevantes e de interesse público.

    Assim será a partir de agora.

    Cumprimentos
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    ANGOLA 50 Centavos - Reverso
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    ANGOLA 50 Centavos - Anverso
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    GUINÉ 2$50 - Reverso
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    GUINÉ 2$50 - Anverso
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    Terça-feira, Janeiro 18, 2005

    Uma gafe das grandes

    Excerto da Lei 35/2004 - Lei que regulamenta a Lei n.o 99/2003, de 27 de Agosto, que aprovou o Código do Trabalho

    Artigo 123.º

    Agentes físicos


    Só podem ser realizadas por menor com idade igual ou superior a 16 anos as actividades em que haja risco de exposição aos seguintes agentes físicos:

    a) Radiações ultravioletas;
    b) Níveis sonoros superiores a 85 dB (A), medidos através do Lep,d, nos termos do regime relativo à protecção dos trabalhadores contra os riscos devidos à exposição ao ruído durante o trabalho;
    c) Vibrações;
    d) Temperaturas inferiores a 0ºC ou superiores a 42ºC;
    e) Contacto com energia eléctrica de alta tensão.

    Link aqui

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    Terça-feira, Janeiro 11, 2005

    O mundo visto assim é bem mais bonito



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    Segunda-feira, Janeiro 10, 2005

    O Asilo feito pelos seus leitores

    "O que aconteceu, foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, repito, da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:

    - Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!

    E o gajo vem cá com uma conversa:
    "Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei o quê, mais o camandro!"

    E eu, que até sou um gajo que... é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:

    - A maior da Europa! Toma! Embrulha!

    E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover, as zonas ribeirinhas não ficam inundadas e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações.

    Eu comecei a enervar-me e disse logo ao gajo:

    - Mau, tu queres ver que nós temos que nos chatear? Eu estou aqui a expor argumentos que... é pá, sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão, nem sabias onde te metias, pááá.

    O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas.
    Porque, quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país e ainda falam, falam... falam, falam... falam, falam... e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!"


    Autor não identificado
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    Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

    Com papas e bolos se enganam os tolos

    “…exige-se um novo discurso. Sincero, real e objectivo. Uma prosa de credibilidade capaz de induzir confiança nos agentes económicos. Que mostre um objectivo claro e o caminho para lá chegar. Para isso é necessário um líder forte, corajoso, determinado e comprometido com ideias para Portugal.”

    Pois bem, até aqui concordo.


    “A 20 de Fevereiro o país precisa de eleitores lúcidos, decididos, que a suas intenções de voto proporcionem ao país um rumo diferente, para a tão reclamada maioria absoluta seja uma realidade.”

    Agora começo a desconfiar.


    “…só tenho que pedir e apelar que no dia 20 de Fevereiro as intenções dos Portugueses se traduzam numa maioria absoluta para o PS.”

    Bem me parecia que isto trazia água no bico e agora não tenho dúvidas nenhumas.
    O texto está bem escrito, preenchido de trato literário e profundidade diplomático-filosófica, mas apenas isso. A opinião do autor é suspeita e inquinada, afinal, o próprio Inácio é um dirigente do PS. Do lado do PSD são mais que conhecidas as situações em que os próprios militantes do partido ousam colocar o dedo nas feridas internas. Queira o PS entender estas atitudes como consequências da falta de estabilidade, façam-no se acharem por bem. Contudo, se a turbulência que se faz sentir dentro do PSD não transmite qualquer tipo de confiança aos portugueses, ou pelo menos a mim, não é através de discursos subservientes, como é o caso do texto do Inácio Lemos, que o cenário se altera.

    Votar é mais do que um dever, é uma obrigação, mais tarde ou mais cedo terei que me decidir, mas muito sinceramente, continuo a não acreditar em nenhum dos candidatos.


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