2005-07-20

www.critico.do.sapo.pt

Férias sem idosos

Gostaria de chamar a atenção para este facto. Quando for para férias não abandone o seu idoso.
Faz bem ler este artigo.

O meu texto

Procuro e não encontro. Aquele texto inspirador que contém as palavras certas para dizer com exactidão aquilo que sinto. Procuro entre os livros, folhas avulsas, panfletos de publicidade e não o encontro. Isto causa-me desespero porque não encontro aquilo que quero dizer e apenas fico obcecado à procura do texto no meio da confusão.
Para mim, é nele que está a verdade, em que tudo se diz de uma forma fluente, clara e bela. Nele está contida toda a forma meticulosa de se dizer o ser das coisas, ali não existe esta forma torpe de expressar o pensamento.
Tenho de me resignar com o facto de não o encontrar. Apenas me serve de consolo saber que o tenho em casa no meio da confusão. Um dia vai aparecer.
Como gostava daquele texto! Trazia esperança na mensagem. Era uma definição perfeita de como as coisas são cá por dentro. Não era uma análise psicológica, nem filosófica, nem espiritual, nem teológica. Era um olhar atento de alguém que, de forma serena, explora cada detalhe da questão em vista, alguém que é honesto e generoso na sua observação. Mas o texto tanto é contenção analítica como é aventura poética, grito flamejante de amor, liberdade e esperança. Tem as duas facetas do autor.
Quando o lemos uma vez não se percebe grande coisa mas à medida que se lê uma e outra vez ganha o poder de nos emocionar, de inquietar o espírito, de nos fazer viajar para outras paragens. Para mim é o meu texto que foi escrito com muito amor para eu ler e que gostava de o partilhar mas não posso porque não o encontro.

2005-07-19

Arrastão

Alguém me disse que, agora, andava a escrever pouco e é verdade pois gostaria de aqui dizer o que me aconteceu. Foi um “arrastão”. É verdade, foi um “arrastão mental”. Penso que é a palavra certa para definir o meu estado de espírito. Andava a passear sobre as minhas ideias eis que me invade um conjunto de preocupações que são aquelas que toda a gente tem. Tudo está mais caro por causa do IVA, o défice é alto, não se vê uma luz ao fundo do túnel para a situação económica do país, o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior. Para além destas preocupações vêm as do trabalho e da família. Foi este “arrastão” que aconteceu. Não é nada de importante. Cá me vou arrastando neste país em que tudo se arrasta.

2005-07-15

Defesa corporativa 1

Esta ideia da defesa corporativa começa a parecer-me algo completamente descabido e insustentável do ponto de vista gnoseológico uma vez que nada justifica uma atitude destas nem mesmo o esforço ou trabalho que eventualmente uma pessoa possa demonstrar e fazer por merecer tais conhecimentos. Acredito que seja uma forma de limitar o espírito humano, criar barreiras, provocar a diferenciação entre pessoas. Hoje, ainda conseguimos encontrar este comportamento dentro de diversos sectores de actividade. Certos grupos sociais, recorrem a este método da inacessibilidade do seu conhecimento para poderem defender os seus interesses particulares. Tudo isto é normal numa leitura sociológica ou psicológica dos factos mas num plano meramente conceptual indica-nos o caminho para a ignorância. Limitar o universo do conhecimento é acabar com o mesmo.

2005-07-11

Defesa corporativa

Há certos professores que só revelam os seus ensinamentos secretos a alguns alunos merecedores de tais conhecimentos. Isto é uma espécie de defesa corporativa e espírito iniciático. Isto acontece muito na classe dos músicos.
Quem me disse isto foi um músico.

2005-06-29

Celebridades?

Fico perplexo com estas realidades nacionais. Esta é sobre o programa da TVI “quinta das celebridades”. A participante Leonor Sousa desde quando é uma celebridade? É celebridade porque diz ser escritora bióloga e consegue conciliar estas actividades com a ocupação de striper, ou as duas primeiras actividades servem para justificar os graus de inteligência e consciência moral da pessoa?
Mais uma vez estamos perante uma tentativa infeliz de normalização de uma actividade marginal que se pretende apresentar como digna e aceitável aos olhos da sociedade. Gosto especialmente do escritora bióloga. Basta escrever uma porcaria de livro, como está na moda, e cometer uma loucura que seja publicitada nos Média para ser garantido o estatuto de celebridade. São traços ligeiros de uma cultura da mediocridade.

2005-06-22

Impressão no enterro

Água correndo
Para lavar os mortos,
Ou os vivos.

2005-05-28


Psyche