Que Bem Cheira A Maresia

4.3.05

Assim Repousa Um Cantinho

...No principio foi o verbo...
Das folhas mortas, tortas e revoltosas,
levadas pelo vento e calcadas sem perdão,
nasce o tempo, nasce a vida... tudo morre... sem permissão...





A vida é sempre feita de chegadas e partidas.
Aos que chegaram e ficaram,
O meu carinho pela partilha,
Pelas palavras de ternura sempre deixadas.
Ficarão sempre guardados naquele cantinho
Que bate...
Umas vezes revolto,
E outras em ternas maresias
Aos que chegaram, permaneceram e partiram,
Os meus maiores desejos de felicidades.
A todos vós o meu muito OBRIGADA!

Mar revolto

***************


O poeta denegrido atravessou a rua.
Imagina.
Já imaginou?
Que tal ficou?

Vamos tentar outra vez.

O poeta amargurado olhou o autocarro.
Imagina?
Já imaginou? Que tal ficou?

A cena seguinte...

O poeta, vazio...
...desistiu... sentou-se à beira do banco
sentou-se à beira da vida.

Imagina. Já imaginou?
Que tal ficou?

A noite caiu
O poeta adormeceu.
Imagina?
Já imaginou?
Que tal ficou?

Bom, será melhor parar
com essa imaginação
porque...
olhe... sabe o que
aconteceu?
O poeta não voltou a acordar.

Mar Azul

1.3.05

Nas Asas De Um Sonho...


Em pés de lã,
Chegaste de mansinho,
Nas mãos o toque da seda pura,
Na voz o som de um vento suave,
Sussurrante,
E…
A alma pejada de amor.
Entraste sem pedir licença,
Alojaste-te em mim,
Penetraste os meus sentidos,
E quando acordei,
Fazíamos parte de um sonho infinito.

Mar Revolto


28.2.05

Lua De Lobos


Tem alma de artista, pinta, esculpe e faz poemas lindos!
Depois de me ter deixado um poema lindíssimo nos meus comentários, fui descobrindo outros igualmente belos, peguei-lhe pela mão e ofereci-me para Madrinha de um espaço na blogosfera, ela acedeu, foi uma belíssima aluna e assim nasce,
LUA DE LOBOS!
Vão lá conhecer a minha mais nova Afilhada.
LUA DE LOBOS, já faz parte dos nossos aromas.
Um beijo da Mar Revolto com votos de maiores felicidades!

O Imenso Nada...

Entre o novo e o velho, o fim de semana em conjunto, os encontros e desencontros da vida e o sossego de um ombro amigo onde, muitas vezes, repousar o cansaço do dia a dia, fica-nos na memória as novas amizades, os eternos encontros de alegrias fingidas e a teia de emoções que a vida e o conhecimento dos outros nos causa. Fica neste texto, fica dentro de nós... fica aqui.

Mar Revolto/Mar Azul




"... E todos os erros se encostam ao lombo curvado desse Destino vago e mudo, agora
talhado na estética negra das espirais. Os do Amor justificam-se, evidentemente, pela sem
razão que os inspira-como se o Amor não nascesse e morresse sempre em razão do tom de
de uns olhos, da curva de uma cintura, da quimica especifica do sexo. Os erros que sobram do
Amor atribuem-se à Amizade. Esses, estendem-se pelo mundo em geografias de partilha ou
antagonismo. E justificam-se pela incapacidade humana de discernimento num universo desertado
pelos deuses e demasiado confuso. Acabamos por considerar o erro como um destino. Atingimos
assim os cumes em que boa consciência e má vontade se unem para nos manter imóveis perante
todas as atrocidades. Mas quem quer cansar-se a ouvir falar do mal e do bem, quem quer compro-
meter-se até à morte com os defeitos e qualidades de um outro, apenas em troca desse nada imenso
que é a Amizade?...."


Inês Pedrosa

25.2.05

Bom Fim De Semana...

Vamos de fim de semana...



...Que o vosso seja óptimo também!

Beijos da Mar Revolto e da Mar Azul

23.2.05



São passos silenciosos
estes que eu dou
tu dás
há um silêncio vazio
um rumor ao desafio.
Fastio.

O silêncio caiu
O pano desceu
A noite subiu e
não havia nada, apenas a estrada
molhada

E os passos vazios

Noite. Noite; silêncio. Nada.
Lua morta.
Bato forte os pés no chão.
Grito.
Aflito de aflição.
Não há vazio. Eco.
Silêncio quebrado. Uivo estrangulado.
Saiu...

Encolher de ombros.
Olhar de lado.


Quebrei o silêncio.
enchi o vazio.
Não morro
só.
Mar Azul

22.2.05

O Olhar Da Lua



«Valsando na neve
Chegas numa onda perfumada
Tens passos de um anjo de desejo
Procuras-te, mas tens nevoeiro na alma
Destilas a essência da ambiguidade
Esboças profecias
Argumentas com o estranho no teu íntimo
Incerto no olhar, convicto na ansiedade
Sempre despiste as perguntas
Ignoraste todas as probabilidades
Apenas planeias a próxima jornada
Consegues prometer sem mentir
Acreditas mas jamais sentes
Traduzes o teu amor em ausência
Convocando cicatrizes da imaginação
Sentinelas protegem-te das emoções
Aceitas que te concedam o mundo
Ofereces o frio olhar da lua
Desdenhando tanto como desconhecendo»
...
Vai em paz...
Mar Revolto

20.2.05

Cores...

SONATA DE OUTONO

Inverno não mas ainda Outono
a sonata que bate no meu peito
poeta distraído cão sem dono
até na própria cama em que me deito.

Acordar é a forma de ter sono
o presente o pretérito imperfeito
mesmo eu de mim próprio me abandono
se o rigor que me devo não respeito.

Morro de pé, mas morro devagar.
A vida é afinal o meu lugar
e só acaba quando eu quiser.

Não me deixo ficar. Não pode ser.
Peço meças ao Sol, ao Céu, ao Mar
pois viver é também acontecer.

José Carlos Ary dos Santos




Pintaste-me o olhar
Numa tela de cores suaves
Eu guardei-o
E retribui-o
Num depois infinito
De cores
Que correm para o mar
Em forma de arco-íris
Neste grito de amor
Que sinto!

Mar Revolto