sem título
O cansaço funde-se comigo e empreendemos uma viagem pelo meio de sebes mais altas que qualquer esforço...
O caminhar torna-se lento, e nem o arrebatamento de visões momentâneas me faz andar mais rápido, sei lá, sair por uma porta convicto que há realmente vida lá fora...
Eu queria poder sair, queria profundamente ter a certeza que as escadas, os muros, as casas, os corrimões lá fora são mais que meras imagens,
Eu gostava de poder acreditar que tudo é como pintamos, cá nas minhas telas de células sedentas de paz.
Eu diria que preciso de amar, o corpo diz que provavelmente uns carinhos estranhos acalmariam convulsões em mim, aquelas que reclamam a tranquilidade.
O corpo pede demais, e a mente diz: "Amar cansa!", mas o corpo pede, pede mais, sempre mais...
E eu não sei como fugir, se por momentos houve em que ficar era a única brecha possível, hoje nego-me como cobarde, e não fico.
Ficar até seria ameno para a alma, mas tempestuoso para a materialidade que nos compõe.
E eu sinto-me cansado, por querer amar, por querer percorrer tecidos de seda corpórea
O caminhar torna-se lento, e nem o arrebatamento de visões momentâneas me faz andar mais rápido, sei lá, sair por uma porta convicto que há realmente vida lá fora...
Eu queria poder sair, queria profundamente ter a certeza que as escadas, os muros, as casas, os corrimões lá fora são mais que meras imagens,
Eu gostava de poder acreditar que tudo é como pintamos, cá nas minhas telas de células sedentas de paz.
Eu diria que preciso de amar, o corpo diz que provavelmente uns carinhos estranhos acalmariam convulsões em mim, aquelas que reclamam a tranquilidade.
O corpo pede demais, e a mente diz: "Amar cansa!", mas o corpo pede, pede mais, sempre mais...
E eu não sei como fugir, se por momentos houve em que ficar era a única brecha possível, hoje nego-me como cobarde, e não fico.
Ficar até seria ameno para a alma, mas tempestuoso para a materialidade que nos compõe.
E eu sinto-me cansado, por querer amar, por querer percorrer tecidos de seda corpórea
Por me derreter em palavras, rejuvenescer em extâses, e brindar em forma de beijos...
Desejo não querer mais do que aquilo que a razão me proporciona, e ao mesmo tempo anseio por ilusões em que tornado algum comove árvores de crença.
Eu acredito em espaços onde a mitologia reina, mas acredito mais ainda em tempos onde sonhos percorrem de mão dada com figuras humanas estradas de possibilidades..
Eu rogo às horas que se mantenham impunes no acto de imaginar, que não gritem, não murmurem, não abanem...
A calma aí comanda, e retratos de praias de espumas leves e serenas criam-se e tornam-se monumentos ao deleite..
Mas o corpo não comanda instinto algum, ele é-lhe inato, ele é parte sua, ele bombeia-se no seu interior.
E "amar cansa", "amar dói" e "amar magoa" dizem as vozes ecoantes no espaço divagante da minha cabeça.
Desejo não querer mais do que aquilo que a razão me proporciona, e ao mesmo tempo anseio por ilusões em que tornado algum comove árvores de crença.
Eu acredito em espaços onde a mitologia reina, mas acredito mais ainda em tempos onde sonhos percorrem de mão dada com figuras humanas estradas de possibilidades..
Eu rogo às horas que se mantenham impunes no acto de imaginar, que não gritem, não murmurem, não abanem...
A calma aí comanda, e retratos de praias de espumas leves e serenas criam-se e tornam-se monumentos ao deleite..
Mas o corpo não comanda instinto algum, ele é-lhe inato, ele é parte sua, ele bombeia-se no seu interior.
E "amar cansa", "amar dói" e "amar magoa" dizem as vozes ecoantes no espaço divagante da minha cabeça.
Parece que as cicatrizes fazem o favor de chantagear...
E o perdão de não amar só é comparável à vontade de não viver... e mesmo assim não lhe faz juz.
E amar é tão bom, e sorrir é tão revigorante, e poder contar com alguém é tão confortante, e ser-se gentil é tão forte, as nuvens abraçam-me ao pensar assim.
E o perdão de não amar só é comparável à vontade de não viver... e mesmo assim não lhe faz juz.
E amar é tão bom, e sorrir é tão revigorante, e poder contar com alguém é tão confortante, e ser-se gentil é tão forte, as nuvens abraçam-me ao pensar assim.
Porque há sempre um pedaço de mim que desconheço, ao qual só tu poderás abrir a porta.
Porque há sempre uma proximidade que se tem de cumprir, mesmo quando o vento contaria...
Mas depois abro os olhos e as imagens fazem o favor de não ficar, e a magnificiência dissipa-se,
E aí as horas controlam os cordéis de linho, reclamam suspiros, assassinam momentos...
O horizonte encurta-se, as memórias vão ao sabor do vento, e nas brisas que restam percebo então que amar afinal não cansa assim tanto.
E compreendo que o entusiasmo é que suplica descanso, mas que no fundo a imaginação reivindica percursos.
Procuro um banco, sento-me, repouso os meus pés de Hermes, descodifico para mim as mensagens da materialidade do meu ser,
E escuto o corpo que declama só se fundir com quem a mente voa.
E nesse descofidicar de mim próprio compreendo que ao fugir encontrar-me-ei sempre num sorriso teu.
Mas depois abro os olhos e as imagens fazem o favor de não ficar, e a magnificiência dissipa-se,
E aí as horas controlam os cordéis de linho, reclamam suspiros, assassinam momentos...
O horizonte encurta-se, as memórias vão ao sabor do vento, e nas brisas que restam percebo então que amar afinal não cansa assim tanto.
E compreendo que o entusiasmo é que suplica descanso, mas que no fundo a imaginação reivindica percursos.
Procuro um banco, sento-me, repouso os meus pés de Hermes, descodifico para mim as mensagens da materialidade do meu ser,
E escuto o corpo que declama só se fundir com quem a mente voa.
E nesse descofidicar de mim próprio compreendo que ao fugir encontrar-me-ei sempre num sorriso teu.
O afogar de tanto, o submergir de nada, no topo flutua o cansaço, no fundo descansa a imaginação... e nos breves raios de sol, que iluminam todo o meu mar, o sonho parece encontrar o seu caminho...





