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Um blog sobre a vida de casado vista por um dos lados (o outro, se quiser, que faça o seu).
julho 20, 2005 |
Manif em Beja.....com o alto patrocinio do Pombo Incontinente

Está a decorrer em Beja uma manifestação contra as altas temperaturas as quais, segundo os organizadores, provocam uma quebra generalizada na produtividade impedindo assim o tão almejado desenvolvimento da região. De salientar que todas as pessoas envolvidas na mesma têm vestidos casacos e camisolas de lã como mais uma forma de pressionar o Governo a aderir rapidamente ao modelo nórdico.
Eis um excerto da entrevista com líder da FAAC:
- Qual a razão desta manifestação?
- Simples, consideramos que o Alentejo e em particular o baixo alentejo não tem que continuar a sofrer com temperaturas acima dos 35º. Queremos que o governo estabeleça, para já, um limite máximo na temperatura. Não se admite que num ano o índice da temperatura homóloga tenha subido, para a mesma época do ano, cerca de 5ºC. Isto é algo de inadmissível, principalmente se compararmos este aumento com outras regiões do pais, onde apenas se verificaram aumentos da ordem dos 2, máximo 3ºC.
- Que outras acções pretendem levar a cabo?
- Esta manifestação é apenas o início de uma semana de luta. A partir de hoje e durante toda a semana não nos iremos lavar nem usaremos qualquer tipo de desodorizante ou perfume. Esperamos com esta acção sensibilizar a opinião pública e o governo para a nossa causa, ao mesmo tempo que contribuímos para a campanha de poupança de água. O nosso objectivo final é que a médio prazo, o tão proclamado modelo nórdico (referido vezes sem conta pelo actual Primeiro-ministro, quando da sua campanha eleitoral) seja aplicado em relação à temperatura, durante a época Primavera/Verão. Para terminar, gostaria de chamar a atenção para pseudo-jornalistas do canal SIC Notícias, que iniciaram no ano passado uma forte campanha difamatória para o nosso movimento, apresentando, nos serviços meteorológicos dos respectivos canais, a cidade de Beja com temperaturas 3 a 4ºC inferiores à da cidade de Évora. Não percebemos o que o Sr. Balsemão pretende com esse tipo de campanha insultuosa, mas a ele digo-o directamente que esse tipo de notícias só nos dá mais força para continuarmos a nossa luta e que não é com esse tipo de desinformação que o Alentejo irá ser subjugado.
Publicado por Casado em 01:37 PM
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julho 18, 2005 |
A comunicação entre sexos......
Como todos nós sabemos, homens e mulheres têm diferentes formas de comunicar. Paras as mulheres a comunicação é considerada uma arte, para os homens que as ouvem, também, mas arte abstracta. É óbvio que os homens não foram feitos para grandes conversas. Nós temos grandes dificuldades em manter uma conversa com algum sentido por mais do que alguns segundos, por exemplo (conversa entre dois homens):
- Viste ontem o jogo?
- Grande roubalheira que aquilo foi.
- Deves de andar a ver mal.
- Então não viste como fomos roubados.
- Deixa de ser parvo. Vocês não sabem é perder.
E pronto, a partir daí temos mais uns minutos de conversa que podem ser resumidas a:
- É.
- Não é.
- É
- Não é.
Etc…….
As mulheres, por outro lado, têm uma capacidade de encontrar assuntos que ainda hoje me fascina, eis um exemplo:
- Então estás boa?....
- Sim, e tu finalmente foste arranjar o cabelo…..
- É verdade, se soubesses o que ele me disse quando me viu chegar do cabeleireiro…
- Deixa, são todos assim. O meu só repara em mim quando chega o extracto do visa…..
- Pois, quando é para comprar ferramentas que nunca usam, aí de nós se dizemos algo.
- Olha, lá. Tens falado com a Maria? Como é que ela se está a dar com o novo namorado.
Reparem que isto é um exemplo muito resumido de um pequeno excerto de uma conversa, pois não estou para gastar espaço desnecessário no servidor do sapo só para mostrar algo que todos sabemos. Porque, estranhamente para nós, as mulheres não conseguem dizer uma frase sem acrescentar, no mínimo mais dois ou três assuntos, mas, também, de uma forma que nos fascina, conseguem entender-se umas com as outras, naquilo que, para nós, se assemelha muito ao cacarejar constante de galinhas.
Assim, como é que é possível que homens e mulheres se entendam? Das duas uma, ou as mulheres têm que falar com os homens utilizando apenas uma frase de cada vez, o que dadas as suas características, seria a mesma coisa do que pedir a Ferreira Torres ou a João Jardim, para serem pessoas ponderadas. Ou então têm que ser os homens a adaptarem-se, o que nem é muito difícil pois basta uma mulher ver-se ao espelho para começar um longo monólogo sobre, por exemplo, o bem ou o mal que aquela roupa lhe fica, ou então começar com divagações filosóficas sobre os porquês de o espelho da casa de banho estar sujo de espuma de barbear. Ou seja, o facto de os homens e as mulheres se darem uns com os outros, deve-se aos homens, pois são eles que fazem um fenomenal esforço para que as relações num casal se mantenham fortes. Como? Dando a sensação à mulher que é escutada, prestando assim os serviços mínimos necessários para que ela lhe dê sexo.
Publicado por Casado em 09:31 PM
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julho 15, 2005 |
Curtas da vida de casado.....
Durante a ida para o Ribatejo e enquanto tirava o bilhete para a Auto-Estrada:
- Pai, não te esqueças de dizer obrigado ao senhor.
- Obrigado - gritei eu para a máquina.
- Vocês dão cabo de mim. Filha, tu achas que é possível alguém trabalhar dentro daquela caixa e ainda por cima com este calor?
- Claro que sim. Não é pai?
- Deixa filha. A mãe não sabe que eles têm ar condicionado. - respondo eu.
- Eu desisto.....- diz a minha mulher, fingindo uma dor de cabeça só para não ouvir o resto da minha explicação científica, sobre as amplas divisões existentes dentro do que parecem ser pequenas caixas plantadas à entrada da autoestrada.
No primeiro telefonema para casa dos avós e para matar saudades:
- Então moça, como é que isso vai?
- Olá pai. O que é o teu jantar?
- Poça.... Porque é que perguntas?
- Porque eu vou jantar omolete. E tu?
- Não digo.
- Diz lá.
- NÃO.
- hihihihihihihi...Eu sei o que é.
- Vamos falar de outra coisa.
- Está bem. O que é que vais jantar amanhã?
- Bom....Vou-te passar a mãe.
- Mãe, não te esqueças de obrigar o pai a comer os legumes todos.... E amanhã também.
Publicado por Casado em 01:00 PM
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julho 13, 2005 |
Família....
Um dos problemas do casamento é o súbito aumento da família. De um dia para o outro passamos a ter mais sei lá quantos primos, uma carrada de tios e tias, e principalmente aquilo a que passamos a designar por sogros. Isto faz com que qualquer problema de saúde desse lado da família passe a ser também um problema nosso. Resumindo, tivemos que ir à pressa para o Ribatejo porque o meu sogro teve um AVC. Bom, felizmente a coisa não foi tão grave como se pensava e até deu para sentir um pouco do cheiro a férias, isto porque tive estes dias quase exclusivamente acompanhado pela minha sogra (soou-me a antevisão da semana da praia).
Mais uma vez, tivemos a felicidade de dar de caras com a qualidade do atendimento médico nos nossos hospitais. Quando nos tentámos informar sobre o estado de saúde do meu sogro, a médica que o atendeu e que, pensávamos nós, teria o dever de nos informar, disse-nos (de uma forma que deu perfeitamente para perceber que é mal fodida e que não sabe o que é um orgasmo) que o meu sogro tinha tido uma embolia isquémica, recusando-se depois, a explicar qual a percentagem da mesma, a zona do cérebro atingida e as suas consequências (existe a hipótese remota de ela pensar que éramos uma equipa de neurocirurgiões e que devíamos era de ler o processo que estava perto da cama e não a chatear mais). Bom, seja lá como for, fizemos a reclamação devida e eu queria entretanto aproveitar para sugerir ao pessoal, com responsabilidades na área da saúde, para pensarem na seguinte proposta: (rufar de tambores) Porque não criar pequenos espaços, anexos aos hospitais e centros de saúde do nosso país, onde profissionais dedicados, na área da sexologia prática (masculina e feminina) poderiam aliviar os nossos profissionais de saúde nos seus momentos de descanso? Eu sei…..vão começar a dizer que é impossível, que eu sou maluco, porque isso só vai agravar ainda mais o deficit da área da saúde, mas parem para pensar um minuto. Pensem no aumento da qualidade dos serviços prestados que, a curto prazo, iríamos ter. Pensem nos rostos de felicidade estampados nas caras daquelas enfermeiras recicladas da 2ª Guerra Mundial. Nos saltos de alegria que aqueles médicos e médicas, habitualmente tão emproados, passariam a dar sempre que tivessem direito a ir ao anexo. A curto prazo, o deficit iria acabar. Todos iriam querer chegar a horas ao emprego. Quem quisesse fazer horas extraordinárias (quase todos iriam querer) teria que pagar para tal. Os misteriosos desaparecimentos de material iriam terminar, pois deixaria de fazer sentido renovar o stock do consultório privado ou da casa quando quase nunca se iria sair do emprego.
Obviamente que isto também iria trazer algumas desvantagens, estava-me a lembrar da tal médica e não sei se ela alguma vez iria sair do tal anexo. Mas isso podia ser ultrapassado com um sistema de senhas. Bom, podia dizer mais coisas mas não sou pago para resolver os problemas deste país. Caso o queiram fazer (pagar-me) têm o meu mail para contactos.
Nota: Não quero com esta conversa colocar todas as pessoas que trabalham na área da saúde no mesmo saco, pois também aí, existem muitos e bons profissionais. Aliás, os únicos a quem consigo chamar de profissionais de saúde (como o médico que, no turno seguinte, cumpriu com o seu dever de esclarecer a família de todas as dúvidas que nos apoquentavam).
Conclusão: O velho já voltou para casa. As discussões dele com a minha sogra voltaram ao ritmo habitual (horário) e pelo que tenho falado ao telefone, a terapia que eu e a minha mulher lá deixámos, parece que está a funcionar. Agora...que me custa chegar a casa e não ter a terapia a correr para os meus braços e a dizer que eu sou o melhor pai de mundo….custa e muito, mas pronto…vou matando as saudades pelo telefone e aproveitando a sua ausência para…..bom, vocês sabem para quê.
Publicado por Casado em 11:42 PM
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julho 09, 2005 |
Discussões...
Todos os casais normais têm que discutir, é algo de normal dentro de qualquer tipo de relação: os pais discutem com os filhos, os avós com os netos, os tios com os sobrinhos, o João Jardim discute com todos, etc.. Pelo que não entendo quando um casal se gaba de nunca discutir. Bom, eu até entendo que isso aconteça durante o estado de graça da relação. No meu caso, lembro-me nitidamente de ela me pedir para eu lhe apontar os seus defeitos e de eu lhe dizer, enquanto me babava a olhar para o seu peito, que só conseguia encontrar nela virtudes. Reparem como hoje este blog vive e se alimenta quase em exclusivo de todos os seus, bem evidentes, defeitos. Agora, se uma relação já dura à mais de um ano e não há discussões….acabo sempre por perguntar qual deles leva porrada do outro, o que dá logo direito a um pontapé da minha mulher, e a uma seca sobre regras de socialização. Porra, se dois seres humanos (repararam no politicamente correcto?) vivem juntos e não discutem (após passar o estado de graça, ou seja, após as primeiras 10 relações sexuais, ou até uma das sogra os visitar, o que acontecer primeiro) é porque um é subjugado pelo outro, psicologicamente e/ou fisicamente. Uma relação (inicio do momento poético) é para ser levada como se de um barco se tratasse, se andam os dois acomodados à mesma, o barco anda à deriva, pelas ondas da vida, mas também não pode ser sempre o mesmo ao leme, pois aí temos a total perca de individualidade do outro e o “casal” passa a ser apenas um individuo formado por duas pessoas. No entanto, também não é saudável termos discussões constantes, porque aí começamos por deixar o barco à deriva, enquanto lutamos e depois, com o calor da luta corremos o risco de destruir o próprio barco. E também porque o número de relações sexuais diminui drasticamente (fim do momento poético).
Tudo isto para dizer que é normal os casais discutirem, chatearem-se, terem ocasiões em que não podem um com o outro, pois tudo isso, visto de uma forma saudável, ajuda o casal a fazer as devidas adaptações, de forma a que um não sinta a sua individualidade posta em causa pelo outro. Obviamente que isto também implica cedências de parte a parte, compreender e aceitar as razões do outro, fazer um esforço para se colocar no seu lugar, não fazer finca-pé de uma determinada situação, mas antes pelo contrário, tentar arranjar situações de compromisso. Lembrando-se sempre que, quando uma discussão termina de uma forma saudável, a relação subiu mais um nível e os alicerces da mesma e o amor que deu origem a tudo, saiu fortificado. E é claro, uma discussão só termina oficialmente, depois do sexo apaziguador.
Assim não entendo porque razão ela faz finca pé no que diz respeito a LEVAR CONNOSCO A MINHA SOGRA NA SEMANA EM QUE VAMOS PARA A PRAIA. É ASSIM QUE ELA QUER QUE A NOSSA RELAÇÃO EVOLUA? QUERO LÁ SABER SE É A PRENDA DE ANOS DELA. QUERO LÁ SABER SE É “SÓ” UMA SEMANA. PORQUE RAIO NÃO SE LIMITOU A LHE COMPRAR UMAS CUECAS, OU ENTÃO, E COMO SOLUÇÃO DE COMPROMISSO, UMA VIAGEM TURÍSTICA À ANTIGA MESOPOTÂMIA? É ESTE O SEU CONCEITO DE FÉRIAS PARA DIMINUIR O STRESS PROVOCADO POR UM ANO DE TRABALHO?
E pronto, voltarei numa próxima ocasião com um assunto que a todos certamente irá interessar: Como fazer a sua sogra desaparecer até ao fim do mês e sem que a policia desconfie de si.
Publicado por Casado em 09:15 AM
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julho 08, 2005 |
Curtas da vida de casado....
- Vamos acampar este fim de semana? – pergunta-me ela.
- Está bem. – respondo eu.
Reparem na minha rápida e afirmativa resposta. Se isso não é um sinal claro da minha necessidade por sexo O QUE SERÁ?
Publicado por Casado em 01:58 PM
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julho 07, 2005 |
Curtas da vida de casado.....
Após a mãe lhe ter dado um brinde farmacêutico igual à bomba que utiliza para a asma:
- Olha pai, agora já posso fazer como a mãe.- diz-me ela enquanto imita a mãe a usar a bomba.
- Acho que isso não foi boa ideia. Imitar-te a tomar medicamentos não é coisa que me agrade. – digo eu à minha mulher.
- Pois, tens razão – diz-me ela e embora não tenha qualquer relevância para a história trata-se de algo que eu gostei de escrever, principalmente a parte do tens razão.
- Porquê, pai?
- Porque ainda te dá na cabeça experimentares a bomba da mãe e isso não é brincadeira nenhuma.
- Porque é que a mãe usa a bomba?
- Porque tem um problema de falta de ar e quando isso acontece a bomba ajuda a mãe a respirar como deve ser.
- Eu às vezes acordo à noite com a mãe a respirar muito mal. Tu és muito dorminhoco, ela tem que abanar a cama toda para te acordar. Poça pai, até eu acordo com o barulho que ela faz.
- ………..
Publicado por Casado em 10:55 PM
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julho 06, 2005 |
Ser homem nos dias de hoje (parte 2)…..
Na continuação do artigo anterior (parte 1) e para sintetizar um pouco o que lá estava escrito, deixo aqui algumas das características que as mulheres consideram que são parte integrante do nosso ser e das quais nunca nos conseguiremos livrar:
• Os monstros insensíveis nunca têm razão;
• Os monstros insensíveis são incapazes de mudar;
• Os monstros insensíveis nunca vêem a perspectiva correcta das coisas, ou seja, a das mulheres;
• Os monstros insensíveis não se preocupam em tentar resolver os problemas;
• Os monstros insensíveis não são coerentes;
• Os monstros insensíveis só percebem que não têm razão quando nós choramos;
• Os monstros insensíveis quando parecem ter razão é porque de certeza que mudaram de assunto;
• Os monstros insensíveis nunca sabem o que se passou na discussão que houve há três meses ou três anos ou noutra data distante no tempo;
• Os monstros insensíveis não sabem ler na nossa cara o que lá está escrito;
• Os monstros insensíveis julgam que nós adivinhamos os seus pensamentos;
• Os monstros insensíveis não aceitam um porque sim ou porque não, ou seja, são densos;
• Os monstros insensíveis depois da discussão terminar pensam que podem ter sexo.
Publicado por Casado em 10:00 PM
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julho 05, 2005 |
Ser homem nos dias de hoje (parte 1/2)....
Bom, minha cara pluma, como homem moderno que sou, estou disposto a esclarecer-te sobre as tuas legitimas dúvidas que estão aqui representadas:
"Definições de prioridades / De acordo com as suas próprias. Se nos esquecemos de pagar alguma conta, não definimos prioridades. Se eles se esqueceram (nos 3 últimos anos) de pendurar «um quadro», não é uma questão de prioridades mas sim de falta de tempo;" 1- O exemplo de prioridade que deste foi mal escolhido, pois essa desculpa para não pendurar o quadro deve-se apenas a sabermos que passado umas semanas...no máximo meses...lá temos que fazer outro buraco e tapar aquele porque afinal o quadro não ficava bem ali. Como não gostamos de ver a casa tipo queijo suiço e não queremos (podemos) dizer isto directamente (represálias sexuais) inventamos a falta de tempo.
"A importância das poupanças / Realçada apenas quando queremos mais um par de sapatos, ou uma blusa gira. Das poupanças devemos excluir: o carro que eles viram, os pneus fabulosos para o jipe, a aparelhagem de som, o telemóvel, a maquina fotográfica, a mota…;" 2- Mais uma falácia, pois aqui o problema é a falta de jeito das mulheres para a matemática. Enquanto o gasto em roupa e respectivos acessórios é distribuido de uma forma uniforme (com picos no inicio de estação) pelo ano. Nós compramos as nossas coisas de uma só vez, dando a ideia de que gastamos mais do que elas. Pelas minhas contas e tomando como exemplo a compra de um carro, cheguei à conclusão que se quiser gastar o mesmo que ela, posso comprar um carro topo de gama de três em três anos e ainda me sobra o suficiente para um par de cuecas e de meias (aquilo que os homens mais gastam em termos de vestuário).
"A organização / Aqui não deveremos considerar as meias que eles deixaram no chão do quarto, as cuecas no chão da casa-de-banho e está claro os sapatos na sala. Apenas a «porcaria» da revista de automóvel que eles não sabem onde colocaram e que desapareceu;" 3- Porque razão as mulheres podem deixar papelinhos espalhados pela casa para se lembrarem de algo e nós não podemos deixar o que temos mais à mão? Não há aqui alguma descriminação? Por causa disso, uma vez arrumou-me umas cuecas que estavam estrategicamente colocadas no chão e eu falhei uma consulta no dentista.
"A responsabilização na educação das crianças/ Tudo o que elas tem de bom saiem a eles. De mau, bom, de mau é culpa nossa e da nossa mãe (sogra deles);" 4- Sobre isso, não tenho nada a acrescentar. Os factos científicos e concretamente a genética, são bastante esclarecedores.
"A importância da comida saudável / Sempre que somos nós a cozinhar. Quando calha a eles vamos ao MCDonald´s ( uma vez por outra não faz mal dizem eles);" 5- Aqui é uma questão de interpretação sobre o que é comida saudável. Será comida saudável aquela que nos limpa os intestinos como se nos tivéssemos a preparar para uma colonoscopia? Será comida saudável a que nos provoca excesso de metano e um consequente mal estar por estarmos sempre a pedir desculpas pelo mau-cheiro que nos envolve? Obviamente que isto não quer dizer que a fast-food é saudável. Agora grelhados de porco preto, feijoada, gaspacho com peixe frito, etc.. Isso sim é que é comida saudável.
"O enaltecimento das qualidades da sua família / Dos cozinhados das mães deles em desfavorecimento do nosso;" 6- Mais uma vez não me prenuncio sobre factos cientificamente provados.
"A importância das conversas familiares/ Se estiver a dar futebol falamos outro dia." 7- Mais uma vez uma desculpa para nos safarmos de represálias. Aqui a questão não se prende com as razões pelas quais não gostamos de conversar. Trata-se de algo mais simples: Nós, pura e simplesmente, não fomos feitos para conversar, pelo que nos sentimos incomodados quando o temos que fazer. Para nós, só a forma como arrotamos já é conversa suficiente para mostrar as nossas emoções. Assim, damos a entender que somos fanáticos pelo futebol e que quando está a dar futebol não podemos conversar. No entanto eu prefiro outra técnica bem mais eficaz e que não depende da temporada futebolística: A Televisão ligada. Basta ela vir com uma conversa, qualquer para eu dizer (de uma forma extremamente meiga, diga-se de passagem): “Agora não amor, estou a ver o ritual de acasalamento da borboleta lilás das Ilhas Maurícias.” Ou então: “Já reparaste como estas gajas do CSI nunca se constipam mesmo com uns decotes daqueles?” Esta última dá direito a represálias, mas só é usada quando ela inicia uma conversa sem me perguntar se eu a quero ouvir.
Publicado por Casado em 08:28 PM
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