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21.7.05

O Freitas do Amaral das revistas masculinas

«Quer dizer nunca posei [nua] até hoje. Nestas coisas nunca se pode dizer nunca faria isto ou aquilo» [Merche Romero, in Correio da Manhã]

O bom e o vilão

20.7.05

Casto na exoneração

Agora, Campos e Cunha caminhará lentamente para o panteão do unanimismo, e as suas virtudes e fragilidades serão esquecidas por adversários e compagnons de route, conforme os interesses das declarações pró e contra o Governo.

[actualizado: Marques Mendes considera «grave» a saída do ministro das Finanças. Também eram «graves» as «diferenças de opinião» no Governo expressas pelos ministros Freitas do Amaral e Campos e Cunha; e «grave» era o valor do défice orçamental; mas também antes, quando da campanha eleitoral do PSD, era «grave, grave», o facto do Governo de Santana Lopes «ter dado pretextos para a dissolução (da Assembleia da República)». Sublinhe-se este gosto pela gravidade no discurso de Marques Mendes.]

Casta no catálogo

A ler

Bailarinas e liberais: a Gulbenkian sem glória, os liberais sem pio.

Coisas boas

Pela segunda semana consecutiva não consegui escrever na Terra da Alegria. Não faz mal: há quem o faça com muito mais pinta. A ler, sem falta.

19.7.05

Falta de pudor

Maria João Avillez entrevista (em repetição na SIC-N) à hora de almoço a candidata do CDS-PP a Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, num programa de entrevistas políticas. Por acaso, são irmãs. O que não se diria se Bárbara ouvisse Manuel Maria no seu programa de livros...

Uma cidade a visitar

[ou We'll always have Paris]


Laetitia Casta

No Avatares: palavra a palavra, frase a frase, imagem a imagem, sonho a sonho.

Revolução

Dias depois, outra leitura: liberdade, igualdade e fraternidade.

Dois pesos, duas medidas


Sarwar Zardad e Augusto Pinochet


Aplauda-se: o execrável (o adjectivo é meu) senhor da guerra afegão Sarwar Zardad foi acusado de tortura por um tribunal britânico, conta-nos hoje o Público (sem link). O principal conselheiro jurídico do Governo britânico, Lord Goldsmith, é citado pela AFP como tendo afirmado: «Certos crimes são tão odiosos, constituem uma tal afronta à justiça, que podem ser julgados não importa em que país». E acrescenta James Lewis, membro da acusação: «Achamos que esta é a primeira vez em qualquer país, no direito internacional, e certamente no direito britânico, que crimes de tortura e tomada de reféns são julgados nestas circunstâncias.»

Pena que a mesma Grã-Bretanha que agora toma esta decisão importantíssima se tenha recusado a julgar Augusto Pinochet, o execrável ex-ditador chileno.

18.7.05

Período de nojo

«Se agora for mais "cabeça-de-cartaz" do que era antes e isso permitir ter acesso a novos clientes e a novas situações, tanto melhor. Estou aqui pronto para os receber.» Nuno Morais Sarmento, ex-ministro de Estado ao Diário de Notícias.

Debates

Londres capitulou. Seguem-se comentários.

A capitulação do mundo

Para que o vento não leve as palavras: «Os governos milionários declararam perdoar a dívida dos países mais pobres da África, mas, de facto, a tal amnistia é apenas de 16% dos 296 milhões da dívida africana.» [hoje aqui.]

Ghost in translation

Em inglês, a Cibertúlia como nunca a leu. De chorar por mais.

17.7.05

A Pouco e Pouco

[ou a melhor letra de sempre da música popular portuguesa, por José Cid, que pode ser ouvida em todo o esplendor, a duas vozes, no Às duas por três]

São 7 e meia, amor
Tens de ir trabalhar (Ela)

Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama
Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar

Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Levas os miúdos
Ao jardim infantil

Chego à repartição
Dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária
Que é tão boa!

(Refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso
Um simples olhar
Um modo de amar a dois (bis)

Às 5 e meia em ponto
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer (Ela)

Faz-me favas com chouriço
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!

Vestiste-te de branco
Uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira
Vou ficar a vida inteira
A viver dessa maneira

Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu

(Refrão)

Letra e música – José Cid (1979)

A capitulação de Londres

«A Grã-Bretanha pode iniciar a retirada das suas tropas do Iraque nos próximos 12 meses, afirmou hoje o ministro da Defesa britânico, John Reid.» [agências, via PortugalDiário]

Pudor

Spencer Tunick fotografou esta manhã 1700 mulheres e homens (incluindo um padre, dizem as agências noticiosas), em duas cidades do Noroeste de Inglaterra.

16.7.05

Em escuta


project MAU (Pia)


[Obrigado ao Quinto, pela descoberta!]

Alta velocidade (actualizado)

É assim:
leiam os comentários ao post anterior. Fosse o TGV discutido assim no Parlamento (passe a presunção)...

15.7.05

Alta velocidade

Já percebi: meti-me com a vaca sagrada. Há umas assim (Medina Carreira, claro, Pulido Valente, António Barreto, ...). E logo os meus bons amigos Pedro - bem-regressado, pá! - e José me deram pancada da valente. Por causa do TGV, nem tanto por causa do Medina. Por falta de tempo para apanhar, hoje, o comboio da discussão deixo aqui uma citação de um post de jmf, sobre
Os milhões, lá fora
«Em França: 67 pôles de compétitivité pour dessiner une nouvelle France industrielle. Le gouvernement a rendu publique, mardi 12 juillet, à l'issue du Comité interministériel d'aménagement du territoire (CIADT), la liste très attendue de ces projets. Réunissant entreprises, chercheurs, centres de formation, ils recevront une dotation de 1,5 milliard d'euros sur trois ans.
Em Espanha: El Plan Estratégico de infraestructuras y transporte. Zapatero promete unir todas las capitales de provincia por AVE y autovía en 2020
Pá, assim de repente, foi o que se arranjou - e até me parece pertinente! Depois apanho o comboio, ok?

Dependência e constância

O Independente deve ter hoje a sua 437ª capa sobre a gestão do Banco de Portugal, cujas contas não têm cabimento no Orçamento Geral do Estado.