Sexta-feira, Julho 22, 2005

Demagogo.

Autárquicas/Porto:
Francisco Assis promete construir ou renovar um parque por ano


O candidato do PS à Câmara do Porto, Francisco Assis, prometeu hoje construir ou renovar um parque verde por ano caso venha a ser eleito presidente da autarquia nas "autárquicas" de 09 de Outubro.

O anúncio foi feito a bordo de um barco de passeios turísticos no Rio Douro, numa acção de pré-campanha para as eleições autárquicas que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Sócrates.

Francisco Assis prometeu "rearranjar" no prazo de um ano o "abandonado" Parque da Quinta do Covelo (oito hectares, com um custo de 1,2 milhões de euros), que, em sua opinião, "está num estado deplorável".

Em dois anos, o candidato socialista quer acabar com o Parque de Campismo da Prelada, para criar no seu lugar e nas áreas limítrofes um parque urbano com 15 hectares, projecto com um custo estimado de 2,8 milhões de euros e que obriga a uma negociação da autarquia com o proprietário, a Santa Casa da Misericórdia do Porto.

"O Porto não tem necessidade nem condições para ter um parque de campismo no centro da cidade", afirmou Assis, defendendo a transferência deste equipamento para um outro concelho da Área Metropolitana do Porto.

Francisco Assis pretende ainda construir em três anos uma passagem aérea sobre a Avenida Fernão Magalhães, ligando a Praça Francisco Sá Carneiro ao Monte Aventino e ao Parque de S. Roque (12,5 hectares, com um custo de 2,2 milhões de euros).

Até ao final do mandato, Assis comprometeu-se a executar metade do Parque Oriental, projecto orçado em 12 milhões de euros e que envolve 50 hectares de zona verde, nos vales dos rios Tinto e Torto.

"O Parque Oriental é uma velha aspiração da cidade. O PS lançou esta ideia, mas nos últimos quatro anos não se avançou rigorosamente nada", frisou.

Francisco Assis prometeu também recuperar os dois quilómetros de escarpas entre as pontes do Freixo e D. Luís I, projecto a executar em quatro anos e que irá custar 15 milhões de euros.

O candidato comprometeu-se ainda a construir três jardins, um junto à Rua Miguel Bombarda ("Jardim das Artes"), outro no Bairro da Bouça e um terceiro no quarteirão da Companhia Aurifícia.

Estes jardins, num total de sete hectares, deverão custar 3,5 milhões de euros.

O último compromisso ambiental de Francisco Assis é a construção de um corredor arborizado de quatro quilómetros para circulação pedestre e de bicicletas, ligando os dois principais pólos universitários da cidade.

"Não estamos a fazer promessas vagas. Queremos ser avaliados daqui a quatro anos", afirmou o candidato, referindo que os compromissos ambientais hoje feitos correspondem a um investimento anual de cerca de 7,5 milhões de euros.

José Sócrates saudou a preocupação ambiental de Francisco Assis, que, em sua opinião, protagoniza "uma das candidaturas mais importantes do PS" nas eleições autárquicas de Outubro.

"O Porto esteve parado nestes últimos quatro anos. Precisa de um novo dinamismo, uma nova ambição e uma nova energia", afirmou o líder socialista.

Após o passeio de barco pelo Rio Douro, com partida do Cais de Gaia e chegada ao Cais da Estiva, na Ribeira do Porto, José Sócrates e Francisco Assis participaram num jantar de pré-campanha eleitoral no edifício da Alfândega.


- LUSA

Quinta-feira, Julho 21, 2005

Apenas o choque da constatação.

A demissão do Ministro das Finanças.

Nada que não fosse já esperado.
Cansaço e frustração perante tanta trapalhada socialista, por parte de um independente.

Ficam no entanto medidas muito pouco avisadas, em particular:

O aumento de impostos.
Ao invés de serem reduzidos para fomentar a economia, foram outrossim, aumentados, impossibilitando melhorias económicas, fuga de investimento nacional para o estrangeiro, e o impedimento de investimento estrangeiro em Portugal.
Com o aumento de impostos, a iniciativa privada retraiu-se e o desemprego aumentou (as estatísticas estão aí para o provar.).

OTA e TGV - essas fixações monumentais dos socialistas, assim como a sanha despesista do elenco governamental, foram razões suficientes para o cansaço.

No tempo da outra senhora este episódio seria fundamento suficiente para dissolução do Parlamento.
Quo Vadis Sr. Presidente?

Quarta-feira, Julho 20, 2005

Será..?!

Manuel Alegre: Freitas não é o candidato do PS e da esquerda

O dirigente socialista Manuel Alegre afirmou quarta-feira à agência Lusa que não faz qualquer sentido que o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, venha a ser o candidato presidencial do PS e da esquerda.

«Não faz qualquer sentido que Freitas do Amaral seja o candidato apoiado pelo PS nas próximas eleições para a Presidência da República», declarou Manuel Alegre, apontado como um dos prováveis candidatos a Belém.

Em entrevista ao Diário de Notícias, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros não fechou a porta a uma eventual candidatura à Presidência da República, usando a frase «nunca digas nunca».

Manuel Alegre considerou improvável qualquer apoio do PS a Freitas do Amaral na corrida à Presidência da República.

«Tenho consideração pessoal por Freitas do Amaral e está muito bem como ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Mas Freitas do Amaral não é nem nunca foi um homem de esquerda», declarou à Lusa o vice-presidente da Assembleia da República.

Segundo Manuel Alegre, «não faz sentido que, para defrontar a candidatura de Cavaco Silva, o PS e a esquerda fossem escolher Freitas do Amaral».


- Diário Digital / Lusa

Dois galos e um poleiro..!!

Equilibrismo de tempo

Neste momento


Em Novembro


('Notinha': 'inbejosos' :)) )

Terça-feira, Julho 19, 2005

Freitas fez mea culpa sobre desempenho do Governo

O CDS-PP considerou esta terça-feira que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, fez um mea culpa sobre o desempenho do Governo, ao apontar falhas do Executivo na comunicação das medidas de austeridade.

«Parece-me um mea culpa de um destacado governante relativamente ao desempenho de um Governo do qual faz parte e que, nesta exacta medida, critica publicamente», declarou o líder parlamentar do CDS/PP, Nuno Melo, à agência Lusa, no Parlamento.

Num excerto de uma entrevista que será publicada quarta-feira no Diário de Notícias, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirma que o Governo foi ineficaz a explicar ao país as medidas de contenção das contas públicas.

Freitas do Amaral, o número três da hierarquia do executivo, critica ainda a opção do primeiro-ministro, José Sócrates, de ter prometido, antes das eleições, não aumentar os impostos, referindo que o desejável era que em campanha eleitoral não houvesse declarações sobre matéria fiscal.

Embora ressalvando que «importa conhecer a entrevista na totalidade», o líder parlamentar do CDS/PP considerou ainda «inusitadas» e «extraordinárias» as declarações do ministro Freitas do Amaral e contestou a ideia de que os candidatos a primeiro-ministro não se devem comprometer quanto a alterações aos impostos.

«As questões económicas são fundamentais da vida política de qualquer país e não se percebe como alguém pode propor-se governar esse país sem explicar a sua opinião sobre essa matéria e dizer o que vai fazer», criticou, argumentando que nenhum eleitor aceitaria passar «um cheque em branco» e votar sem conhecer as intenções dos partidos.

«Quando se ganha uma maioria absoluta na base de promessas feitas e de um compromisso assumido com os portugueses e depois na governação se faz exactamente o contrário, não há nenhuma política de comunicação que valha», acrescentou Nuno Melo.

- Diário Digital / Lusa

Segunda-feira, Julho 18, 2005

A importância do momento

«A palavra é de Prata, e o silêncio é de Ouro.»

Estamos "tramados"..

PM promete país menos dependente do petróleo até 2010


O primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira que o investimento nacional em energias renováveis, no valor de três mil milhões de euros, até 2010, contribuirá para Portugal equilibrar o seu quadro macroeconómico e para se tornar menos dependente do petróleo.

«Com a sua economia estagnada há quatro anos, Portugal enfrenta problemas sérios. O caminho é fazermos bons investimentos na direcção certa», declarou José Sócrates na sessão de lançamento do «Novo Concurso Eólico» na Culturgest, em Lisboa.
Discursando perante uma plateia de empresários, onde se encontrava o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, o chefe do Governo assegurou que, até 2010, na sequência dos investimentos em energias renováveis - realizados em parcerias entre o sector público e as empresas privadas -, Portugal irá assumir-se como um dos países de vanguarda em matéria de «modernização energética e respeito ambiental».

Com o concurso, o primeiro-ministro disse também ser objectivo nacional »a introdução de um novo cluster tecnológico, capaz de introduzir mudanças no perfil energético de Portugal.

(Cont.) DD

A questão não é tanto numa aposta nas energias renováveis e limpas.
Sou defensora das energias limpas e renováveis, não por moda mas por convicção.
Conheço muito bem o petróleo e os produtos petrolíferos; e sei os danos que causam no imediato e no longo prazo.
Também é uma realidade que as petrolíferas têm levado a cabo investigação no campo de energias alternativas - evidentemente que não é por consideração ao meio ambiente, mas como forma de alargar a possibilidade de investimento, e de obter outras fontes de fornecimento. Ainda assim, uma investigação importante.

No que toca ao PM português, resulta que do seu discurso demagógico recorrente, as promessas resultam, invariavelmente no seu oposto! Veremos o desfecho de mais uma.

Domingo, Julho 17, 2005

Quem quer um "tacho" na GALP?

Governo não toca em regalias de administradores da Galp

Salários da petrolífera são definidos por comissão em que o Estado está presente.

Mordomias -
A petrolífera é uma empresa privada, mas em que o Estado ainda detém uma presença forte.

Medidas do Executivo de Sócrates só abrangem gestores de empresas públicas portuguesas -
O Governo de José Sócrates escuda-se no estatuto de empresa privada da Galp Energia para invocar a impossibilidade de tocar no regime de regalias dos administradores da companhia. Isto apesar do discurso de moralização e de fim dos privilégios injustificados iniciado pelo primeiro-ministro. Na sequência da notícia do Expresso de ontem que relatava um conjunto de casos de vencimentos e regalias milionárias na Galp, e contactado pelo DN sobre o que pensa fazer o Executivo perante a situação, o gabinete do ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, remeteu para a resolução aprovada na reunião de Conselho de Ministros do passado dia 23 de Junho.

Mas essa resolução apenas fala da situação dos administradores de "empresas públicas" e de "institutos públicos". Impondo, nomeadamente, a não actualização dos vencimentos dos administradores em 2005 e 2006, a limitação a um máximo de 12 meses do abono em despesas de representação; a não atribuição de prémios de gestão relativos aos anos de 2004 e 2005. Nada é dito sobre os gestores de empresas como a Galp, ou mesmo a EDP e a Portugal Telecom, empresas privadas mas participadas pelo Estado.

As medidas anunciadas pelo Executivo, e que se seguiram ao fim de um conjunto de regalias dos titulares de cargos públicos e ao anúncio de mexidas nos regimes especiais de aposentação de entidades como o Banco de Portugal, visavam, nas palavras de José Sócrates, moralizar e mostrar que em altura de aperto os sacrifícios são a distribuir por todos.

Mas quando toca a empresas privadas em que o Estado ainda tem participações minoritárias (embora com uma influência de peso, como provam as figuras ligadas a PS e PSD que passaram nos últimos anos pelos governos e pela Galp), o Executivo não vai mexer. Isto apesar de o assunto ter estado em cima da mesa. Fonte ligada ao processo legislativo admitiu ontem ao DN que o trabalho feito no Governo "por três gabinetes jurídicos" tinha como objectivo "avaliar todas as situações de privilégios existentes". Mas o trabalho deparou com "uma grande dúvida". Que era a de "saber se em empresas em que o Estado tem participação se pode ou não mexer".

A solução aprovada entretanto pelo Executivo indica que não.

Salários -
A suposta pretensão de Murteira Nabo de aumentar os salários da administração da Galp, ontem referida pelo semanário de Balsemão, teria sempre de passar, ainda que indirectamente, pelo crivo do Executivo de José Sócrates.

Isto porque o Estado tem um representante na comissão de vencimentos da Galp (José Salvado Mesquita foi o último, embora agora esteja uma nova comissão para ser nomeada). Os outros nomes da comissão de vencimentos são representantes indicados pela EDP e pelos italianos da ENI, outros accionistas maiores da empresa. Qual- quer aumento dos salários será assim sempre decidido pelo Governo, através do representante do Estado. Os estatutos da Galp Energia referem que "as remunerações dos membros dos órgãos sociais são fixadas pela comissão de remunerações". E as remunerações não são feitas à revelia do representante público.

António Mexia (responsável pela Comissão Executiva da empresa antes de ir para o Governo de Santana Lopes) foi ganhar na Galp, segundo fonte próxima do gestor, metade do que ganhavam os seus antecessores no cargo, Bandeira Vieira e Ferreira de Oliveira. O vencimento acordado com o ex-ministro Pina Moura, que o convidou, foi de cerca de 25 mil euros brutos.

Freitas -
Já o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, foi contratado duas semanas depois de António Mexia ter saído da Galp para assumir a pasta de ministro, no ano passado. O despacho de nomeação é já da comissão executiva que sucedeu a Mexia, liderada por Mário Abreu.

Fonte próxima da anterior administração da Galp garantiu ao DN que é "normal" na Galp usar os anos de antiguidade como forma de aliciar novos quadros. E que essa prática terá sido iniciada pelo anterior presidente Bandeira Vieira, que contratou Moreira da Cruz para desempenhar o cargo de administrador em Espanha, tendo-lhe sido, segundo refere o Expresso, oferecidos 15 anos de antiguidade.

Primo - e não cunhado - do ex- -ministro Nuno Morais Sarmento, Guido de Albuquerque foi proposto pelo conjunto dos accionistas - onde se incluía o Estado - em assembleia geral e não convidado por António Mexia. O filho do CEO (presidente executivo) da PT, Miguel Horta e Costa, foi de facto convidado por António Mexia, mas o gestor recorda que ele tinha um currículo brilhante, com passagens por instituições como o Deutsche Bank e a Merril Lynch. Quanto ao escritório de Henrique Chaves (ex-ministro adjunto de Santana, com quem se incompatibilizou), era apenas um dos gabinetes de advocacia que prestavam consultoria à empresa. Fonte da anterior administração referiu que essa avença era "menor" e que não tinha comparação com a de outros escritórios.


- DN

Sábado, Julho 16, 2005

Mistura explosiva.

Estão a ser misturados os seguintes ingredientes:

- Aumento dos impostos

- Portagens vão ter aumentos violentos

- Exportações nacionais caem na Europa;

- PIB em queda livre - as previsões de crescimento da economia não param de derrapar, o crescimento do PIB pode ficar abaixo dos 0,5(não retoma, nem deixa retomar.);

- Gastos milionários no sector Estado - má gestão e dispendio do erário público;

- O Banco de Portugal vendeu um quarto do ouro, da reserva, em dois anos;

- O investimento privado nacional foge para o estrangeiro, privilegiando o Leste Europeu, em consequência o nível de desemprego aumenta;

- Devido ao nível de impostos, segurança social e outras cargas estatais, o investimento estrangeiro não entra e o nacional foge;

O desemprego, impostos elevadíssimos, gastos exorbitantes e muito pouco claros e transparentes, a falta de credibilidade do Estado. Assiste-se a um aumento de emigração, ao mesmo tempo que se assiste a uma crescente imigração (fenómeno invulgar a nível nacional) que apenas dá resposta a mão de obra a investimentos públicos em obra irrealistas e desnecessárias.

O desgaste, dependência, descredibilização e desmotivação.
Os cidadãos estão perante a vida como espectadores de algo que não lhes diz respeito!!
Não se revêem nos exemplos apresentados (péssimos exemplos, sem dúvida.); falta-lhes estamina, iniciativa e alegria de vida.

Há palavras a mais, demagogia a mais, e trabalho e resultados a menos.