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(c) QT Luong / Galleria.com - clique na foto, para ampliar
Acabo de assistir, no canal Odisseia, a um programa acerca da cidade de Lijiang (pronuncia-se lee-zhong), na província chinesa de Yunnan, perto da fronteira tibetana.
Trata-se de uma região de extrema beleza e o programa, debruçando-se sobre os aspectos paisagísticos e sobre o povo Naxi, sua cultura e tradições, é de excelente qualidade.
Fica-nos a vontade imensa de arrancar de imediato para lá.
Uma enorme lição, porém, se retira, de forma mais marcante, de tudo o que se vê e ouve, mesmo do que se intui.
Um povo, qualquer povo, que perca elementos fundamentais da sua cultura, que deixe cair as suas tradições, perderá a sua memória colectiva. Passará a viver apenas no e para o presente. Esquecendo o passado, fica sem referências para o futuro.
A chamada civilização ocidental tem estado a perder esses elementos fundamentais, constitutivos e aglutinadores das comunidades humanas. É um desperdício, um verdadeiro, lamentável e irrecuperável desperdício o que assim vem acontecendo.
O povo Naxi, pelo contrário, continua a manter bem vivo o verdadeiro espírito de auto-preservação.
A razão é sua. Nós estamos profundamente errados.
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