19.7.05

... changing...

a mudar... as coisas parecem ter dado a volta e estar a correr melhor... pelo menos, depois desta curva apertada que foi, que está a ser, este mês, já se consenguem distinguir alguns contornos. no fundo no fundo, alguma claridade.

quanto mais não seja, daquela que tu trazes sempre escondida nos bolsos do casaco (aquele que parece o vermelho mas não é vermelho) ou nas palmas das mãos. ou ainda nos olhos...

mas a mudar. como se os dias realmente tivessem alguma diferença entre si e não me parecesse tudo igual...

pelo menos as noites já são mais tranquilas. bem dormidas. sem pesadelos nem sonhos agitados....

changing....

30.6.05

muda de vida

ora nem mais. é só o que me apetece fazer. mudar de vida.

só que mudar de vida por aqui passa pela cadeira de públicos e audiências do professor jorge marinho


e não foi desta que mudei....

18.6.05


uma experiência com o carlos...

14.6.05

morreste-me....

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.



Eugénio de Andrade

6.6.05

30.5.05

conversas...

falar-te.
da primeira vez em que te vi. que não conseguias falar e do modo como me olhaste, pela primeira vez.

falar-te da maneira como me olhaste depois. e depois e ainda depois.

falar-te de como gostei logo de ti. de como é tão fácil contar-te coisas que não contaria a ninguém
(ou talvez aqui - é tão mais fácil falar com um desconhecido)


e acordar de manhã cedo sem que o sono me tivesse incomodado para acordar. acordar como se as quatro horas de sono que dormi fossem as suficientes. como se não precisasse de nada mais para poder passar o dia. nada mais que esta conversa pela madrugada dentro, (o espôntaneo entre nós) sussurrada numa intimidade crescente.

palavras que não se hão-de gastar por se dizerem tantas vezes. palavras que se fortalecem com o uso. como se se revestissem de algum material forte e sólido a cada repetição.

algumas lágrimas. mas, no fim, tu. e eu. e um sorriso interminável...

25.5.05

distância

já sei que ando afastada daqui... e já me disseram que desvirtuei isto tudo... mas os blogs modificam-se, como as pessoas se modificam... e, se não tenho andado por aqui é porque tenho andado algo ocupada... não necessariamente com aulas (no coments) mas com outras coisas. com dias e sol e noites de lua cheia.

com outras coisas como aprender de cor o teu cheiro e o teu sabor...

17.5.05

regressos

a .j. voltou ontem. eu já suspeitava, a bem dizer, que ela ia voltar e esperava, esperava e esperava....

e ontem, ela voltou, fazendo-me uma surpresa que me deixou as pernas a tremer e as lágrimas de saudade, a quererem dar o ar de sua graça... (mas já sou quase uma mulher, como disseste tu, e aguentei-me à bonca ;))

lol lol lol

e, apesar das dores de garganta (vanda, acho k me pegaste qualquer coisa), foi um dia cheio de sol, dos teus miminhos luminosos, e da chegada da .j., que me veio, ainda mais, iluminar o dia...

se não fosse este frio e as dores de cabeça, era tudo perfeito!

15.5.05

Nate
You are Nate, prodigal son of the Fisher family.
You struck out on your own, moving to Seattle
to get away from the family business. Then, on
your flight back home for Christmas, you screw
a woman who will later become your fiancee and
then find out your dad got killed in a bus
crash. You're wild, innovative and quirky. Oh,
and you have a brain disorder that might kill
you.


Which Six Feet Under Character Are You?
brought to you by Quizilla

lol lol lol
e quem vou eu engravidar?!? lol

[by .j.]

13.5.05



Your #1 Match: INFP


The Idealist
You are creative with a great imagination, living in your own inner world.Open minded and accepting, you strive for harmony in your important relationships.It takes a long time for people to get to know you. You are hesitant to let people get close.But once you care for someone, you do everything you can to help them grow and develop.
You would make an excellent writer, psychologist, or artist.




hehehehe... e não é k estes sacanas até acertaram?!