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BLOG DA SABEDORIA

O QUE NÃO SEI DAVA UMA BIBLIOTECA QUE TODA A GENTE GOSTARIA DE TER 

Segunda-feira, Julho 11, 2005

23:05 - A sabedoria vai a banhos

:
A sabedoria vai a banhos.

Regressa no princípio de Agosto.
Até lá.

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18:28 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, fotografias do artista brasileiro João Parassu.

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11:59 - Como disse?


:
«Está-me a fazer um sinal porquê? Estão aí uns chineses? É mesmo bom para eles ouvirem, porque eu não os quero aqui.»
Alberto João Jardim, num discurso ma Madeira
:
«Alberto João Jardim sabe, como nós sabemos, que poderá dizer o que lhe vem à cabeça ou aquilo que previamente define como estrategicamente adequado, sem que nada lhe aconteça.»
Raul Vaz, in Diário de Notícias
:
«Fui eu que vi mal, ou naquele Grande Prémio só havia seis carros em competição? Sou eu que conto mal, ou um terceiro lugar nestas condições é ficar a meio da tabela?»
Rodrigo Guedes de Carvalho, sobre o 3º lugar de Tiago Monteiro no Grande Prémio dos Estados Unidos, in TV Mais
:
«Sair da crise também vai ter de passar por sair deste discurso rasteiro na arte de bem fazer política.»
António Perez Metelo, in Diário de Notícias
:
«As grandes obras públicas são um novo-riquismo provinciano.»
João Salgueiro, in Diário Económico
:
«A entrevista que José Sócrates deu à SIC confirmou algumas qualidades que o primeiro-ministro tem revelado: determinação na aplicação das suas políticas, convicção na defesa das ideias e propostas socialistas, estudo das matérias, clareza no discurso. E também evidenciou alguns dos seus defeitos: voluntarismo em excesso, ligeireza na abordagem de certos temas, imprecisões ou inverdades na explicação de algumas polémicas.»
José António Lima, in Expresso
:
«O PR não quer que se fale da crise, mas ela foi concebida, criada, exagerada e transformada num "monstro" no curto espaço de dois a três meses. E só agora é que os portugueses começarão a sentir esse efeito e peso insustentável, mesmo que o mais duro só apareça em 2006 e nos anos seguintes.»
Luís Delgado, in Diário de Notícias
:
«Portugal continua a ser um belo sítio para construir um País. Mas não por empreiteiros destes.»
Joaquim Letria, in 24 Horas
:
«Isto sempre foi uma choldra, uma piolheira, um sítio mal frequentado - e, como tudo o que é mau, dura muito. Estamos nisto há mais de 850 anos.»
Ricardo Araújo Pereira, sobre Portugal, in Visão
:
«Não é em 30 anos que se desmonta o pide, o padre e o bufo que Salazar imprimiu no nosso código genético. Ainda faltarão outros tantos anos para que Abril se cumpra.»
Herman José, in Correio da Manhã
:
«É uma mulher independente, que não precisa de macho, que se preocupa muito com as questões sociais e que é uma visitadora nata.»
Gonçalo da Câmara Pereira, sobre Elsa Raposo, candidata à Câmara Municipal de Cascais pelo PPM, in Diário de Notícias
:
«O dinheiro vem de um assalto ao Banco de Portugal que fiz em 1972.»
Avelino Ferreira Torres, quando questionado por Rodrigo Guedes de Carvalho sobre o financiamento da sua campamha eleitoral, in SIC
:
«O que há em todos estes casos, desde Fátima Felgueiras a Valentim Loureiro, de Isaltino Morais a Artur Albarran, é um desaparecimento radical do sentido de culpa.»
Eduardo Prado Coelho, in Público

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10:25 - Sofria, Sorria

Imagem do fantástico projecto brasileiro
Doutores da Alegria
:
Uso infantil
Composição
:
Humor - 100%
Formação artística profissional e contínua - 100%
Sistematização e disponibilização de conhecimento - Centro de Estudos - 100%
Administração e captação de recursos eficientes - 100%
:
Informações históricas
:
Em 1986, Michael Christensen, um palhaço americano, director do Big Apple Circus de Nova Iorque, apresentava-se numa comemoração num hospital daquela cidade, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens da internação por outras alegres e engraçadas. Essa foi a semente da Clown Care Unit™, grupo de artistas especialmente treinados para levar alegria a crianças internadas em hospitais de Nova Iorque. Em 1988 Wellington Nogueira passou a integrar a trupe americana.
:
Voltando ao Brasil, em 1991, resolveu tentar aqui um projecto parecido, enquanto ex-colegas faziam o mesmo em França (Le Rire Medecin) e Alemanha (Die Klown Doktoren). Os preparativos deram um trabalho danado, mas valeu: em Setembro daquele ano, numa luminosa iniciativa do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo (hoje Hospital da Criança), teve início o nosso programa.
:
Informações técnicas
:
A nossa missão é ser uma organização proeminentemente dedicada a levar alegria a crianças hospitalizadas, aos seus pais e aos profissionais de saúde, através da arte do palhaço, nutrindo esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana. Somos uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que realiza cerca de 50 mil visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
:
Indicações
:
Traumas ligados à hospitalização infantil: perda de controle sobre o corpo e a vida; atitudes negativas em relação às doenças e à recuperação.
:
Contra-indicações
:
Não há.
:
Posologia
:
A besteirologia deve ser aplicada diariamente até que o paciente não saiba mais como ficar triste. É remédio para a vida toda.

Texto da abertura do site dos Doutores da Alegria

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00:41 - Execução de um anarquista

Retrato do condenado Ravachol
Alphonse Bertillon
:

François Claudius Kœnigstein, ou Ravachol (1859-1892), chamado a “voz da dinamite”, foi quem personificou, em França, o revolucionário idealizado por Netchayeve, que repudiava toda a moralidade como preconceito burguês e não admitia limites para a acção revolucionária. Apregoava que:
:
“il était permis d'attaquer ouvertement ces gens-là sans craint de la police et par conséquent pour se peau (sic) on n'irait pas détruire leurs habitations à l'aide engins explosibles, moyens qui peuvent tuer en même temps qu'eux la classe souffrante qu'ils ont à leur service”.
:
A condenação à morte dos anarquistas franceses Decamp, Dardare e Léveillé, em Agosto de 1891, induziu Ravachol a promover a vingança, mediante uma sucessão de atentados terroristas. Em 2 de Março de 1892, fez explodir o apartamento do presidente da Corte de Justiça, M. Benoit, quatro dias depois ocorreu outra explosão no Quartel Lobau e, no dia 27, na residência de M. Bulot, o procurador da República. O terror espalhou-se em Paris, onde as repetidas explosões, matando pessoas e destruindo propriedades, alarmaram os seus habitantes.
:

:
Ravachol foi preso em 30 Março de 1892 e condenado a prisão perpétua. Porém, dois meses mais tarde, em Montbrison, a corte de Justiça de Loire condenou-o à morte por um assassinato cometido em 18 Junho de 1891, diversos delitos e dois outros crimes comuns em 1886 e 1891. Após o pronunciamento da sentença, ele gritou “Vive l'Anarchie !
:
No patíbulo, antes de ser executado, cantou a canção La Ravachole, escrita para uma música muito popular na época, " La Carmagnole", com os seguintes versos:
:

«Ah, nom de Dieu, faut en finir!
Assez longtemps geindre et soufrir!
Pas de guerre à moitié! Plus de lâche pitié!
Mort à la bourgeoisie,
Vive le son, vive le son,
Mort à la bourgeoisie,
Vive le son
De l'explosion!»
:
(É tempo de acabar com o gemido e so sofrimento!
Fim às meias guerras! Morte à burguesia!
Viva o som da explosão!)
:
in
Le Père Peinard : almanach et hebdomadaire anarchiste 1884 -1902
:

A execução de Ravachol ocorreu em 11 Julho de 1892, em Montbrison. Tinha 33 anos. A sua conduta digna e calma fez com que ganhasse a simpatia de todo o movimento anarquista, vendo nele como que "um Cristo da anarquia". Foi até adoptado, na terminologia anarquista, o verbo "ravacholiser" como testemunho do seu renome e incentivo para os seus seguidores.
:
No entanto, com a execução de Ravachol, os atentados e explosões não cessaram. Muitos outros se seguiram, muitos foram os condenados e executados. Embora nem todas as correntes anarquistas defendessem a propaganda através do facto e praticassem o terrorismo individual, a acção directa constituiu, geralmente, seu principal método de luta, visando a destruição da sociedade capitalista e do Estado. E de outro modo não poderia ser para quem tinha como lema:
:

«Todas as leis são criminosas, todos os julgamentos são iníquos, todos os juízes são malvados, todos os condenados são inocentes.»
:
in Le Libertaire, 13 de Janeiro de 1900

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Domingo, Julho 10, 2005

23:26 - Génios

Em 10 de Julho nascem, em França, dois génios da humanidade:
:
:


Auto Retrato - 1873
Camille Pissarro
:
Na pintura
:
Camille Pissarro , em 1830
:
:


Retrato de Marcel Proust
Jacques Emile Blanche (1861-1942)

Na literatura:
:
Marcel Proust, em 1871

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22:25 - Muitos milhões pagos por um "Massacre"


O Massacre dos Inocentes -1611
142x182cm
Peter Paul Rubens
:
Em de 10 de Julho de 2002, a Sotheby's em Londres, leilou por 76,7 milhões de dólares, uma quadro de Rubens - O Massacre dos Inocentes - até 2001 atríbuido a Jan van den Hoecke, um discípulo do pintor. O quadro passou para a colecção privada de um particular.
:
Em 2001, George Gordon, director da Sotheby's, especialista em pintura flamenga e holandesa, recebeu um e.mail oriundo da sua agência em Amsterdão, com a fotografia de um quadro supostamente de Jan van den Hoecke, informando-o que uma senhora austríaca de 89 anos de idade queria vender o quadro que tinha herdado em 1923 e que estava emprestado para exposição num mosteiro austríaco. Bastou que Gordon ampliasse a imagem no computador para ver que o quadro tinha muitas semelhanças (na data e nos pormenores) com um quadro de Rubens - Sansão e Dalila - e que, portanto, algo estava errado. Deslocou-se ao mosteiro e, após exames intensivos no local, chegou à conclusão de que a pintura tinha sido feita por Rubens. Reuniu-se com especialistas de Londres, Oxford e Antuérpia que, depois de exames minuciosos, foram unânimes em declarar que o quadro pertencia a Rubens.
:
A quantia de 76,7 milhões de dólares por que foi leiloado o quadro, ultrapassou em muito os 35,2 milhões que a Christie's tinha conseguido em 1989 com o leilão de um quadro de Pontormo's - Retrato de um Jovem - , então a maior quantia paga por um quadro antigo.
:
O valor pago em leilões pelo quadro de Rubens é o terceiro maior, depois do quadro de Van Gogh - Retrato do Dr. Gachet (1890 - 67x56cm), vendido por 82.5 milhões pela Christie's, e uma obra de Renoir - Au Moulin de la Galette (1876 - 131x175cm), vendido por 78.1 milhões pela Sotheby's, ambos em Maio de 1990, em Nova Iorque.
:
A família que herdou a obra-prima de Rubens já a tinha tentado leiloar em 1930, mas não apareceu comprador.

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10:36 - Bom motivo



Reconheço que Estaline mandou matar mais de dezassete milhões de soviéticos, mas isso foi tudo em legítima defesa.

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01:42 - Hoje é domingo

:
Vou-me até à Outra Banda
no barquinho da carreira.
Faz que anda mas não anda;
parece de brincadeira.
Pronta-se o homem ao leme.
Tudo ginga, range e treme.
Bufa o vapor na caldeira
um menino solta um grito;
assustou-se com o apito
do barquinho da carreira.
:
António Gedeão
in Poesias Completas

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Sábado, Julho 09, 2005

23:50 - Psyride

A animação de hoje chama-se Psyride.
Muito bem feita, como habitualmente.
Eu gosto.
:
:
(liguem o som)

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22:42 - Grandes pintores

A Adoração do Cordeiro Místico - 1432
Igreja de São Bavo
Gand
(clique na imagem para a aumentar)
:
Considerado o fundador da escola realista flamenga, coube a Jan van Eyck aperfeiçoar a recém-criada técnica da pintura a óleo, em telas que patenteiam uma técnica prodigiosa. Jan van Eyck nasceu em Maaseik, perto de Liège, antes de 1395. A primeira informação segura a respeito da vida de Jan van Eyck foi a sua nomeação como pintor oficial de João da Baviera, conde de Holanda, em 1422. Três anos mais tarde entrou para o serviço do duque de Borgonha, Felipe, o Bom, para quem realizou várias missões diplomáticas secretas na Espanha e em Portugal. Em 1431, Jan van Eyck comprou uma casa em Bruges (capital de Flandres Ocidental e importante centro comercial desde o Século 13), onde se casou e fixou residência. As únicas obras conservadas de Van Eyck correspondem à última década de sua vida. A mais antiga e conhecida é o políptico "A adoração do Cordeiro místico" (1432) da Igreja de são Bavo, em Gand, retábulo complexo que despertou controvérsias por causa da inscrição que atribui a sua realização ao suposto irmão de Jan, Hubert van Eyck. Embora documentos atestem a existência de Hubert van Eyck, sua intervenção na obra e a relação familiar com Jan permanecem polémicas. O políptico de Gand, de qualquer modo, revela o naturalismo de Jan van Eyck, talvez influenciado pelo estilo de Robert Campin, e a tendência a introduzir na pintura elementos religiosos simbólicos de difícil interpretação.O apogeu da arte de Jan van Eyck ocorreu com obras posteriores, como "Retrato de um jovem" (1432), "O casamento de Giovanni Arnolfini e Giovanna Cenami" (1434), "Madona do cônego Van der Paele" (1434-1436) e "Madona na fonte" (1439). Jan van Eyck morreu em Bruges, em 9 de Julho de 1441.

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19:22 - José Gomes Ferreira

Manhãzinha cedo, senti acordar-me o sopro da voz ciciada de minha mulher:
- 0 Fafe telefonou de Cascais, ... Lisboa está cercada por tropas…
Refilo, rabugento:- Hã? (...)
Levanto-me preparado para o pesadelo de ouvir tombar pedras sobre cadáveres. Espreito através da janela. Pouca gente na rua. Apressada. Tento sintonizar a estação da Emissora Nacional. Nem um som. Em compensação o telefone vinga-se desesperadamente. Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios. A campainha toca cada vez mais forte.
Agora é o Carlos de Oliveira.
- Está lá? Está lá? É você, Carlos? Que se passa?
Responde-me com uma pergunta qualquer do avesso.
Às oito da manhã o Rádio Clube emite um comunicado ainda pouco claro:
- Aqui, Posto de Comando das Forças Armadas. Não queremos derramar a mínima gota de sangue.
De novo o silêncio. Opressivo. De bocejo. Inútil. A olhar para o aparelho.
Custa-me a compreender que se trate de revolução. Falta-lhe o ruído, (onde acontecerá o espectáculo?), o drama, o grito. Que chatice!
A Rosália chama-me, nervosa:
- Outro comunicado na Rádio. Vem, depressa.
Corro e ouço:
- Aqui o Movimento das Forças Armadas que resolveu libertar a Nação das forças que há muito a dominavam. Viva Portugal!
Também pede à policia que não resista. Mas Senhor dos Abismos!, trata-se de um golpe contra o fascismo (isto é: salazismo-caetanismo). São dez e meia e não acredito que os «ultras» não se mexam, não contra-ataquem! (...)
A poetisa Maria Amélia Neto telefona-me: «Não resisti e vim para o escritório».
Os revoltosos estão a conferenciar com o ministro do Exército. Na Rádio a canção do Zeca Afonso: Grândola, vila morena ... Terra da fraternidade... 0 povo é quem mais ordena...
Sinto os olhos a desfazerem-se em lágrimas.
:
De súbito, aliás, a Rádio abre-se em notícias. 0 Marcelo está preso no Quartel do Carmo. A polícia e a Guarda Republicana renderam-se. 0 Tomás está cercado noutro quartel qualquer. E, pela primeira vez, aparece o nome do General Spínola. Novo comunicado das Forças Armadas. 0 Marcelo ter-se-á rendido ao ex-governador da Guiné. (Lembro-me do Salazar: «o poder não pode cair na rua»).
Abro a janela e apetece-me berrar: acabou-se! acabou-se finalmente este tenebroso e ridículo regime de sinistros Conselheiros Acácios de fumo que nos sufocou durante anos e anos de mordaças. Acabou-se. Vai recomeçar tudo.
:
A Maria Keil telefonou. 0 Chico está doente e sozinho em casa. Chora. (Nesta revolução as lágrimas são as nossas balas. Mas eu vi, eu vi, eu vi! (...)
Antes de morrer, a televisão mostrou-me um dos mais belos momentos humanos da História deste povo, onde os militares fazem revoluções para lhes restituir a liberdade: a saída dos prisioneiros políticos de Caxias.
Espectáculo de viril doçura cívica em que os presos... alguns torturados durante dias e noites sem fim.... não pronunciaram uma palavra de ódio ou de paixões de vingança.
E o telefone toca, toca, toca... Juntámos as vozes na mesma alegria. (...)
Saio de casa. E uma rapariga que não conheço, que nunca vi na vida, agarra-se a mim aos beijos.
Revolução.
:
José Gomes Ferreira
in Poeta Militante III - Viagem do Século Vinte em mim, Lisboa, Moraes Editores, 1983

José Gomes Ferreira nasceu no Porto, em 9 de Julho de1900. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa, em 1924. Foi cônsul de Portugal na Noruega de 1925 a 1930. José Gomes Ferreira foi, também, jornalista, tendo colaborado com produções suas em várias publicações nomeadamente A Ressurreição - que dirigiu e na qual colaborou também Fernando Pessoa -, Presença, Seara Nova, Descobrimento, Gazeta Musical e Todas as Artes. Foi chefe de redacção da revista cinematográfica Imagem. Esteve ligado ao grupo do Novo Cancioneiro e a sua obra reflecte a sua preocupação face aos problemas e injustiças do mundo. Lírios do Monte, publicado em 1918, foi a sua primeira obra poética e O Mundo Desabitado, publicado em 1960, a sua primeira obra de ficção. Recebeu o 1º Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores e em 1965 o Prémio da Casa da Imprensa, pelo seu livro de reflexões e memórias A Memória das Palavras. Apesar da poesia ser a área na qual José Gomes Ferreira se impôs possui, no entanto, produções na área do romance, conto, crónica, ensaio e memórias, tendo co-organizado, em 1958, com Carlos de Oliveira, a antologia Contos Tradicionais Portugueses. Submetido a uma delicada intervenção cirúrgica em 1983 (ano em que é homenageado pela Sociedade Portuguesa de Autores), José Gomes Ferreira, casado e pai de dois filhos (o arquitecto Raúl Ferreira e o poeta Alexandre Vargas), viria a falecer dois anos depois, vítima de uma prolongada doença que o impossibilitava de se levantar da cama. O actual presidente da República, Jorge Sampaio, descerra em 1990, na qualidade de Presidente da Câmara de Lisboa, uma lápide de homenagem ao escritor, no prédio da Avenida Rio de Janeiro, sua última morada.
:
Na memória e no papel fica a sua vasta obra, que marcou todo esse vasto período de quase um século.
:
Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: "Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio".
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimónia, viríamos todos assistir
à despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
"Adeus! Adeus!"
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes...
(primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo... tão leve... tão subtil... tão pólen...
como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis...
:
José Gomes Ferreira

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10:45 - Arrastão e "Arrastão"

:
Arrastão 1
:
Modalidade de pesca outrora praticado em
algumas praias portuguesas. Hoje, a pesca por
arrastão é ilegal em Portugal. A foto ilustra
uma pescaria no Brasil, onde o método tem
o mesmo nome.
:
:
Arrastão 2
:
Não seriam 500 indivíduos, mas sim quase mil.
Os meliantes eram, na sua grande maioria, de raça negra.
Apenas 4 foram detidos!
Gang's controlam esquadras filmando-as.
Só na área de Lisboa há 7500 bandidos organizados.
Tudo isto era previsto pela "secreta", o SIS.
PNR organiza manifestação anti-arrastão.
(dos jornais)
:
O Comando da PSP de Lisboa explica tudo aqui.

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01:48 - Apunhalar as trevas

Foto de Isidro Dias
:
Meteu o punhal dentro do bolso e saiu para a noite
deserta. Deserta e escura. Seu desejo assassino era somente
apunhalar as trevas e riscá-las de luz.
:
Vasco Miranda in Dizer, Amar
Portugália Editora, 1971
:
Vasco Miranda (1922-1976) - pseudónimo de Arnaldo Cardoso Ferreira, natural da freguesia de Junça, concelho de Almeida, distrito da Guarda. Sacerdote católico, formou-se em Filosofia e Teologia pelo Seminário da Guarda, exercendo actividades paroquiais na freguesia de Mata Lobos, concelho de Figueira Castelo Rodrigo, e, mais tarde, a docência em Lisboa, no Colégio Manuel Bernardes. Encontra-se antologiado nas Líricas Portuguesas de Jorge de Sena, na Mão de Deus de José Régio e Alberto Serpa, na Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa de E.M. Melo e Castro e Maria Alberta Menéres e na Antologia de la Nueva Poesia Portuguesa de Angel Crespo. Publicou: Luz na Sombra (1946); Alfa e Ómega (1951); A vida suspensa (1953); Dizer, Amar (de 1971 e que se trata de uma recolha de todos os livros do autor e mais um inédito).
:
Vergílio Ferreira, em 1971, escreveu no prefácio de Dizer, Amar:
:
«Vasco Miranda é padre. E não pretend ser um "príncipe dos poetas", como quase todos os poetas se pretendem, mesmo os de condição poética proletária. (...) Porque, a seu modo, Vasco Miranda é único entre os nossos poetas de hoje. Vem-lhe tal singularigade não apenas de resolver a sua poesia, apesar de padre, num domínio terreno em que podemos reconhecê-lo da nossa condição humana - mesmo aqueles dentre nós que não lhe entendemos a fé -, mas ainda porque os seus versos lhe exprimem uma "aprendizagem" adentro mesmo da dimensão dessa "fé". (...) Porque ignorado da grande poesia (Serei sempre um poeta provinciano - diz ele, algures - um poeta triste, esquivo, com medo de apertar a mão aos poetas da cidade.) , na sua obscuridade ele não deixou de, como poeta, existir, para em poesia nos fazer existir a nós.»

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Sexta-feira, Julho 08, 2005

21:53 - Jean de La Fontaine


A LEBRE E A TARTARUGA
:
Apostemos, disse à lebre
A tartaruga matreira,
Que eu chego primeiro ao alvo
Do que tu que és tão ligeira!”
:
Estando as duas a par,
A tartaruga começa
Lentamente a caminhar.
A lebre, tendo vergonha
De correr diante dela,
Tratando uma tal vitória
De treta ou de bagatela,
Deita-se e dorme um pouco;
Ergue-se e põe-se a observar
De que parte corre o vento,
E depois entra a pastar;
Eis que deita uma vista de olhos
Sobre a companheira sorna,
Ainda a vê longe da meta
E a pastar de novo torna.
Olha, e depois que a vê perto,
Começa a sua carreira;
:
Mas então apressa os passos
A tartaruga matreira.
À meta chega primeiro,
Apanha o prémio apressada,
Pregando à lebre vencida
Uma grande gargalhada.
:
Não basta só haver posses
Para obter o que intentamos;
É preciso pôr-lhe os meios,
Quando não, atrás ficamos.
O empreendedor não desprezes
Por fraco, se te investir;
Porque um anão acordado
Mata um gigante a dormir.
:
(Fábulas de La Fontaine – In “Terra do Nunca”, Nº 350 – Ano 6 – 26.10.03)
Retirado deste site para crianças

Moral da história:
Tem que se aproveitar bem o tempo; não podemos ser preguiçosos.
:
Colori, colorado, está o conto acabado!

:

Jean de la Fontaine nasce em Chateau-Thierry, França, em 8 de Julho de 1621. Pertencente à burguesia rural, tem uma juventude despreocupada, frequenta salões da aristocracia e tem uma educação cuidada baseada na leitura dos antigos mestres, que adopta como modelo para a sua própria obra.
:
O seu poema heroico inspirado en
Ovídio, "Adónis" (1658), proporciona-lhe a protecção de N. Fouquet, Ministro de Luis XIV, o que lhe permite desfrutar daa sumptuosa vida do Palácio de Vaux até que o superintendente seu protector perde o cargo. É, então, acolhido pela Duquesa de Orleáns (1664-1672). Sob o seu pratronato conhece o enorme êxito dos seus "Contos e Novelas" (1665), relatos galantes inspirados em temas de Boccacio y de Ariosto. A partir de 1668 publica a primeira série de seis livros de Fábulas.
:
Os seus patronos Madame de la Sablière (1673-1693) e Monsieur y Madame d'Hervart (1693-1695), ajudam-no a publicar a segunda (1678) e a terceira (1694) séries, esperadas por um público entisiasmado. Mas La Fontaine é também um poeta, dotado de perfeição e muito hábil, inspirado em Esopo e Fedro.
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Jean de La Fontaine morre em Paris em 1695.
:
Jean de La Fontaine - (1621-1695)

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18:39 - Geni e os Zepellins

O LZ-1, de 128 metros de comprimento, sobre o Lago Constança, na Alemanha (Bodensee) em 2/7/1900, num cartão postal e selo alemão comemorativo lançado em 1979
:
Em 8 de Julho de 1838, nasceu o Conde Ferdinand von Zeppelin.
:
Oficial do exército do Vurtembergue, Reino do Sul da Alemanha que integrou em 1871 o Império Alemão, criará os dirigíveis conhecidos pelo seu nome, o primeiro dos quais voou em 2 de Julho de 1900.
:
A patente do invento foi registada em seu nome com o número 621195, no Registo Internacional de Patentes, como "balão navegável", em 14 de Março de 1899.
:

Ao clicar no retrato do Conde
sabe-se tudo sobre Zeppelins
:
Muitos anos depois, Chico Buarque escreveria, inspirado nos seus zeppelins, uma das mais belas canções da música popular brasileira. O Conde, se alguma vez a pudesse ter ouvido, ficaria certamente comovido:

Geni e o Zepelim
Chico Buarque
:
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
:
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
:
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de idéia
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniquidade
Resolvi tudo explodir
Mas posso evitar o drama
Se aquela famosa dama
Esta noite me servir
:
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
:
Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
:
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni
:
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
:
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

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06:29 - Semântica electrónica


Ordeno ao ordenador que me ordene o ordenado
Ordeno ao ordenhador que me ordenhe o ordenado
Ordinalmente
Ordenadamente
Ordeiramente.
:
Mas o desordeiro
Quebrou o ordenador
E eu já não dou ordens
Coordenadas
Seja a quem for.
:
Então resolvo tomar ordens
Menores, maiores,
E sou ordenado.
Enfim - o ordenado
Que tentei ordenhar ao ordenador quebrado.
:
Vitorino Nemésio in "Colóquio de Letras" nº 48

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00:58 - As sereias que Vasco não viu



Sereias brincando no mar - 1883
Óleo sobre tela
Charles Edward Boutibonne

:
Charles Edward Boutibonne, pintor académico francês, nasceu em 8 de Julho de 1816.
:
Foi retratista oficial da corte de Napoleão III. Pintou inúmeros retratos, sobretudo de gente da aristocracia. Além de retratos, pintou telas a óleo de temas mitológicos, do quotidiano da época ou cenas rurais. A sua arte distingue-se por um academismo notável, na perfeição do desenho e nos detalhes pictóricos, que faz dos seus quadros verdadeiros regalos para a vista. O que aqui se mostra é um exemplo da superior arte do grande mestre.

:
Nota de JG, autor do post: Sobre este quadro sabe-se, de fonte fidedigna, que não foi Vasco da Gama quem inspirou o pintor com a descrição das sereias que não viu, durante a sua longa viagem para a Índia. Pode ter visto outras, mas estas, nestes retoiços, acho que não!

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00:23 - Rumo à Índia

PRECE
:
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
:
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
:
Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
:
Fernando Pessoa

:
Partida de Vasco da Gama - 1880
Miguel Ângelo Lupi (1826-1883)
Óleo sobre tela
715 x 1265 mm
Museu do Chiado, Lisboa
:
:
A 7 de Julho de 1497, nas Cortes de Montemor, realizadas no Paço dos Alcaides, hoje em ruínas, El-rei D. Manuel I entrega a Vasco da Gama o comando da primeira expedição à Índia.
:
No dia seguinte, dia de Nossa Senhora, após missa e comunhão pública em Belém, Vasco da Gama assume o comando da frota: a nau capitânia S. Gabriel, 90 tonéis ; a S. Rafael, 90 tonéis, comandada por Paulo da Gama; a Bérrio, 50 tonéis, por Nicolau Coelho; Gonçalo Nunes comanda um velho navio de carga, 110 tonéis, a ser incendiado logo que nele se esgotem as provisões.
:
Parte da praia do Restelo, em Lisboa, rumo à Índia.

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Quinta-feira, Julho 07, 2005

21:15 - Londres 7/7

:
:
O mundo será julgado pelas crianças. O espírito da infância julgará o mundo.
:
Georges Bernanos

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19:00 - O Século Prodigioso


Marc Chagall nasceu no dia 7 de Julho de 1887.
O Século Prodigioso publica algumas obras do artista.

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11:44 - Lengalenga de ninar

:
Tenho um macaco
Dentro de um saco
Não sei que lhe faça
Não sei que lhe diga
Dou-lhe um pau
Diz que é mau
Dou-lhe um osso
Diz que é grosso
Dou-lhe um chouriço
Isso! Isso!
:
para a Tomie e sua mamã

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08:30 - A Lei de Moisés


Contaram-me que existem 35 milhões de leis para fazerem respeitar os dez mandamentos.
:
Bob Hope

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02:12 - Santinha como já não há


A Santa que comemoramos hoje, Santa Pulquéria, nasceu no dia 19 de Janeiro de 399, em Constantinopla.
:
Filha de reis, teve que intervir várias vezes como imperatriz, tudo em nome e para a glória de Deus. Ainda jovem, fez voto de virgindade a Deus, sendo seguida por duas irmãs mais novas, formando assim no palácio imperial uma comunidade religiosa, com regulamentos que dividiam a vida das princesas, entre horas de trabalho, oração e meditação.
:
Ao ficarem órfãos, o governo do império passou para o irmão menor, de apenas 8 anos de idade. Pulquéria assumiu a educação do irmão e entregou o governo a homens competentes. Quando esse irmão, chamado Teodósio, atingiu a maioridade, a sua Santa irmã aconselhou-o casar-se com Atenias, filha de um filósofo convertido ao cristianismo, e a tomar as rédeas do governo.
:
Entretanto, Pulquéria zelava pela ortodoxia da fé. A sua participação foi decisiva na condenação da heresia de Nestório no Concílio de Éfeso em 431, e mais tarde a denúncia no Concílio de Calcedônia da mentira doutrinal propagada pelo monge Eutiques.
:
Quando o imperador Teodósio morreu sem herdeiros, Pulquéria decidiu casar-se com um alto oficial do exército, com comprovadas qualidades morais, que soube administrar na paz o Império, enquanto a Santa se consumia em obras de caridade para com os pobres, e mandando construir igrejas e hospitais.
:
Esta mulher virtuosa, forte e enérgica, que entrou no céu em 453, foi a primeira imperatriz que de facto teve responsabilidade directa no governo de um império e que a Igreja Romana e a Grego-Ortodoxa reconheceram digna do título de Santa.
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Os seus 54 anos de vida foram suficientes para praticar tantas obras de caridade e construído tantas igrejas e hospitais que teve direito a entrada directa no Céu. Embora tenha casado, não se lhe conhece descendência, provavelmente resultado do voto de castidade feito tão precocemente. Também não há registo de milagres. Se, porventura, algum devoto tenha conhecimento de factos atribuídos à santinha que contrariem o que aqui fica dito, agradece-se informação, com provas irrefutáveis(*).
:
(*) Nota de JG, autor do post

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00:42 - Lhéngua Mirandesa

:
A 7 de Julho de 1858 nasceu o escritor e filólogo José Leite de Vasconcelos.
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Para os filólogos, o mirandês revela-se em 1882, quando José Leite de Vasconcelos publica uma série de pequenos artigos no jornal O Penafidelense, intitulados "O dialecto mirandez (Notas glottologicas)" que são depois compilados no opúsculo "O dialecto mirandez (contribuição para o estudo da dialectologia romanica no dominio glottologico hispanho-lusitano)", editado no Porto. É nessa altura que, pela primeira vez, se noticia a existência, em Portugal, de um idioma que não é português nem galego, podendo-se "estabelecer que o mirandês pertence ao domínio espanhol, como próximo do leonês", porém com muitas interferências do português. Em 1900-1901 surge a obra do mesmo autor, em dois volumes, intitulada "Estudos de Philologia Mirandesa", em que é descrita uma boa parte da gramática desse idioma e tratado o problemas das suas origens e filiação.
:
«Pelas próprias palavras de Leite de Vasconcelos, a descoberta do dialecto mirandês deu-se antes de visitar a região, através do testemunho de um mirandês (Manuel António Branco de Castro) que era estudante no Porto. A descrição da descoberta é de tal modo empolgante, que deverá ficar para sempre associada à história desta língua que, tendo mais de mil anos só então era recebida fora da sua própria comunidade.Transcrevemos:
:
" Frequentava eu, em 1882, o 1º anno de Medicina na Eschola do Porto, quando (…) Branco de Castro, reclinado sobre a cama, no seu pequeno quarto de estudante, recitava vocabulos, conjugava verbos, declinava nomes: eu, sentado numa cadeira ao pé, ia apontando fervoroso tudo o que lhe ouvia, e que para mim era como aquellas maçãs de ouro que, segundo um conto popular bem conhecido, saiam da bôca de uma virgem bem fadada, quando fallava ao seu noivo.
:
Num quarto vizinho estavam alguns estudantes tocando guitarra, e entre elles o meu prezado amigo Joaquim Maria de Figueiredo, conceituado pharmaceutico nesta cidade, o qual ainda hoje falla nisto: os estudantes interromperam a música e vieram ouvir. Ao contrário de Orpheu que, ao som da lyra, arrastava os penhascos e fazia parar os rios, aqui a música cedia ao encanto da lingoa de Miranda! "
:
Nessa data, este autor comunicou à comunidade científica : " não é o português a única língua usada em Portugal (…) fala-se aqui também o mirandês".
:
Só então o mirandês começou a ter existência escrita, sendo de notar que na maior parte das vezes a escrita se esforçou por reproduzir com fidelidade, mas com critérios variáveis, casos particulares de pronúncia. Daí, a diversidade de formas gráficas com que os autores mirandeses têm escrito a sua língua. Leite Vasconcelos publicou então uma Gramática e uma Antologia de Textos, Estudos de Filologia Mirandesa . Esta foi a primeira tentativa de fixar por escrito o Mirandês bem como o processo pelo qual este idioma passou a ter entrada nos manuais de Linguística Românica.
:
Desde então, o Mirandês tem vindo a ser o suporte linguístico para a produção literária de um grupo de autores, entre os quais é fundamental destacar António Maria Mourinho.
:
Mirandês é um compromisso cultural e patrimonial irrecusável para o Estado Português.»
:
Fonte: UNI
Lhéngua Mirandesa

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Quarta-feira, Julho 06, 2005

22:35 - O "luso-brasileiro" Thomas Mann

Júlia da Silva Bruhns, nascida a 14 de Agosto de 1851 em Angra dos Reis, no Brasil, e falecida a 11 de Março de 1923 em Wessling na Alemanha, foi a esposa do senador, cônsul e comerciante Johann Heinrich Mann e mãe do Prémio Nobel da Literatura alemão, Thomas Mann e do escritor, Heinrich Mann.
:
Era filha de Johann Ludwig Herrman Bruhms, um fazendeiro que possuía plantações de açúcar entre Santos e o Rio de Janeiro e de Maria da Silva, portuguesa-creoula, que faleceu quando Júlia tinha apenas 5 anos de idade. Teve três irmãos e uma irmã.
:
Um anos após a morte da mãe, o pai decide enviar os filhos para a Alemanha. Vão viver em Lübeck, onde Júlia tem um tio. Com 6 anos de idade, Júlia não falava ainda uma palavra de alemão. O pai regressou ao Brasil. Viveu numa pensão até aos 14 anos. Casou com Johann Heinrich Mann em 1869. Ela tinha 17 anos de idade, ele 29. Tiveram 5 filhos: (Luiz)
Heinrich Mann, (Paul) Thomas Mann, Julia (Elisabeth Therese) Mann, Carla (Augusta Olga Maria) Mann e (Carl) Viktor Mann.
:
Fonte: Wikipédia

Thomas Mann
:
Thomas Mann, filho de Júlia, nasceu em 6 de Junho de 1875. Foi um dos maiores escritores do século XX, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1929. Teve seis filhos: Klaus, Erika, Golo (aliás Angelus Gottfried Thomas), Monika, Elisabeth e Michael Mann. Adversário do nazismo, Thomas Mann abandonou a Alemanha em 1933, num exílio voluntário que lhe permitiu continuar a denúncia do regime de Hitler. Morreu há 50 anos, em 12 de Agosto de 1955.
:

Em 1936, Thomas Man foi oficialmente expulso da Alemanha nazi.
:
"Basta pensar nas pessoas às quais foi casualmente delegado o poder mesquinho de renegar a minha nacionalidade alemã, para tornar explícito o ridículo desse acto".
:
Assim reagiu o escritor à sua expulsão do país pelo regime nazi, em 2 de Dezembro de 1936.
No jornal Völkischer Beobachter (Observador Popular), os nazi publicavam as chamadas listas de expatriados. Os nomes de Thomas Mann, sua mulher e seus filhos mais novos constavam da lista número 7. Aos dois mais velhos – Erika e Klaus – já havia sido tirada a cidadania alemã.
:
Thomas Mann permaneceu de início na Suíça, tendo emigrado mais tarde para os Estados Unidos, naturalizando-se norte-americano. O Ministério da Propaganda nazi anunciava em Janeiro de 1937:
:
"Thomas Mann deve ser apagado da memória de todos os alemães, por não ser digno de usar o nome de alemão".
:
Indignado, o escritor declarou a respeito dos nazis:
:
"Acusam-me de ter insultado a Alemanha nazi, ao ter-me declarado contra ela? Eles são incrivelmente ousados a ponto de confundir a si próprios com o país. Talvez não esteja longe o dia em que o povo alemão vai preferir qualquer coisa menos ser confundido com eles".
:
Thomas Mann só regressa à Alemanha em 1952.
:
Estão publicadas em Portugal quase todas as suas obras: Tonio Kroger, Montanha Magica, A Morte em Veneza, Mário e o Magico, O Cisne Negro , O Eleito, As confissoes de Felix Krull, Cavalheiro de Industria, Doutor Fausto, Os Buddenbrook, As Cabeças Trocadas, José e Seus Irmãos, Sua Alteza Real, entre outras.

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21:02 - Vamos jogar?

O som é indispensável neste joguinho.
É um bilhar diferente que vai mudando de formato,
acrescentando coisas e, obviamente, a dificuldade aumentando.
Falado em francês. Divertidíssimo!
:
:
(liguem o som, não esqueçam)

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19:28 - Identificam-se com algum? (post roubado)

Pegando num tópico deixado por Cláudio Costa, e extremamente pertinente para a compreensão do ser humano e da sua interacção com o mundo decidi fazer um post: a personalidade. Existe um sem fim de autores que estudaram, estudam e estudarão a personalidade e factores inerentes a esta. Uma das teorias que tenho andado a aprofundar ultimamente devido a um projecto académico é a de Theodore Millon, importante contribuidor para o desenvolvimento do DSM-IV e de despistagem clínica de personalidades patológicas. Segundo este autor existem 11 padrões clínicos de personalidade: esquizóide, evitante, depressivo, dependente, histriónico, narcisista, antisocial, sádico, compulsivo, negativista e masoquista.
Irei elaborar um resumo muito sucinto de cada um deles, e quem sabe o leitor possa vir a identificar-se com algum:
:
Esquizóide - Distinguido pela sua lacuna de desejo e incapacidade para experienciar quer prazer quer dor profunda, estes indivíduos tendem a ser apáticos, distantes e não sociáveis. Já que as suas necessidades emotivas e de afecto são mínimas, o indivíduo funciona como um observador passivo afastado das recompensas e afeições das relações interpessoais.
:
Evitante - Basicamente receoso e alerta, estes indivíduos encontram-se constantemente em alerta, sempre postos a distanciarem-se dado a antecipações ansiosas de experiências humilhantes ou dolorosas.
:
Depressivo - Estes indivíduos tendem a acreditar que a dor é uma parte permanente e estável da vida, e que o prazer não é possível.
:
Dependente - Dirige-se aos outros para obtenção de uma fonte de segurança, estas pessoas esperam passivamente pelo afecto, segurança, orientação e liderança dos outros, mantendo-se, por vezes, sob a ordem dos outros apenas com o objectivo de possuir a sua afeição. Lacuna de iniciativa e autonomia é muitas vezes consequência de sob protecção parental.
:
Histriónico - Manipulador, estes indivíduos procuram maximizar a quantidade de atenção e tratamentos favoráveis que recebem enquanto que minimizam o desinteresse e desaprovamento dos outros. Os seus comportamentos inteligentes e cheios de "artimanhas sociais" dão a aparência de auto-confiança elevada e independência. Por trás deste disfarce reside no entanto um medo de autonomia e uma necessidade de constantes sinais de aceitação e aprovação de todas as fontes interpessoais e contextos sociais
:
Narcisista - Distinguido pelo seu egoísta envolvimento, estes indivíduos sobrevalorizam o seu desempenho e valor, mantendo confiança e superioridade que é insustentável por conquistas reais. Assumem em todas as circunstâncias que os outros irão reconhece-los como alguém "especial" exibindo um ar de auto-confiança arrogante.
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Antisocial - Enveredam em comportamentos ilegais ou de dupla intencionalidade com vista a explorar o seu environment para ganhos próprios, sendo irresponsáveis e impulsivos, julgam os outros como não sendo leais nem de confiança.
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Sádica - Sujeitos são geralmente hostis, combatentes e aparentam indiferença ou agradados pelas consequências destrutivas dos seus comportamentos abusivos e brutais.
:
Compulsivo - Prudente, controlado e perfeccionista, experienciam um conflito entre hostilidade e medo de desaprovação social, tipicamente suprimindo ressentimentos pela excessiva acomodação e por colocar altas expectativas neles próprios. Os seus comportamentos disciplinados e restritivos criam intensos, e escondidos, sentimentos contrários que resultam numa elevada passividade demonstrando cumplicidade social.
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Negativista - Estes indivíduos lutam entre a lealdade às suas próprias necessidades e as de outros, vacilando entre a distanciação e a obediência. Apresentam um padrão comportamental erróneo de "raiva explosiva" com períodos de culpa e/ou vergonha.
:
Masoquista - Relacionando-se com os outros de uma forma obcecada e de auto-sacrifício, estas pessoas permitem, e encorajam, que outros os explorem e tomem vantagem deles. Focando-se nas suas piores características, a maioria aceita que devem ser humilhados e submissos.
:
E aqui termina a referência às 11 tipologias clínicas de personalidade abordadas por Millon, de uma forma muito sucinta e global.
:
Um post de Luís Pereira in Blog do Conhecimento

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10:25 - Receita de paz contra língua-de-prata

Maravilha-bastarda dobrada
Calendula officinalis

«Li, no muito curioso livro de segredos do rei João de Aragão, que se alguém, quando se observar a entrada do Sol no signo da Virgem, tiver o cuidado de colher maravilha bastarda, a que os antigos chamavam esposa-do-sol, e a envolver em folhas de loureiro com um dente de lobo, ninguém poderá falar mal de quem a trouxer consigo e tal pessoa viverá em profunda paz e tranquilidade com toda a gente»
:
in O Grande o e Pequeno Alberto - Edições 70

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01:28 - "Dubya" Bush


George Walker “Dubya” Bush faz hoje 59 anos.
:
É o 43º presidente dos Estados Unidos da América e o primeiro, desde 1888, a tornar-se presidente apesar de ter perdido na votação do povo americano e o primeiro de sempre a usurpar a presidência graças à acção do seu irmão governador da Florida, "Jeb" Bush (11/Fev/1953), que abusivamente privou do direito de voto muitos cidadãos cuja intenção de voto se suspeitava que seriam a favor do seu opositor do Partido Democrata Al Gore (31/Mar/1948).
:
Antes disto, Dubya era apenas o filho de George Herbert Walker Bush (12/Jun/1924), presidente do estados Unidos de 1989 a 1993, homem de negócios e, milagrosamente, governador do estado do Texas de 1995 a 2000.
:
Como presidente tornou conhecido pelas suas mentiras, asneiras e "gaffes" proferidas nos seus discursos. Apesar disso, foi reeleito à tangente mas legitimamente, sem necessidade das fraudes do seu irmão "Jeb", ainda Governador da Florida.

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00:23 - Praça do Comércio


A Praça do Comércio, também conhecida por Terreiro do Paço, é o centro monumental da nova cidade de Lisboa, reconstruída após o Terramoto de 1 de Novembro de 1755.
:
No centro da praça está a estátua de D. José I a cavalo, olhando para o Cais das Colunas, uma escultura de Machado de Castro (1731-1822), realizada de Outubro de 1771 a Março de 1772, fundida sob a direcção de Bartolomeu da Costa em 15 de Outubro de 1774 e inaugurada em 6 de Junho de 1775, dia do aniversário do monarca. Já decorreram 230 anos e um mês.
:

:
Fidelissimo Regi nostro Josepho Primo,
Felice, Invicto, Pio, Augusto
in sua auspicatissima equestri statua
:
O Terreiro do Paço é, no dizer de alguns, a “mais imponente praça pública da Europa”; os ingleses conhecem-na por “Black Horse Square” (Praça do Cavalo Negro).
:
A meio da praça, que era arborizada por amoreiras da China e ornada de bancos duma grande sobriedade de desenho, do risco do arquitecto José Luís Monteiro, e de elegantes candeeiros que parece terem sido feitos para a Praça da Concórdia em Paris, ergue-se a mais bela estátua de Lisboa e de toda a Europa, a estátua equestre de D. José, a primeira que em bronze se fundiu em Portugal. É devida ao cinzel do grande escultor Joaquim Machado de Castro, tendo sido dirigida a obra de fundição pelo tenente-general de engenharia Bartolomeu da Costa.
:
A estátua foi fundida no Arsenal do Exército, de um só jacto, em 15 de Outubro de 1774. No dia 22 de Maio do ano seguinte começou a sua transferência para o Terreiro do Paço, no que se levou três dias e meio consecutivos, com grande cerimonial, sendo o carro puxado por mais de mil pessoas, entre as quais as de maior representação na cidade.
:
No dia 2 foi posta no pedestal, não tendo o seu escultor assistido à operação por ter sido expulso do local por um tenente da guarda. Finalmente, a 6 de Junho foi a sua inauguração oficial, celebrando-se uma festa estrondosa, que ficou célebre nos anais.
:
A estátua pesa 29 371 quilos e tem 6,93 m de altura. Com o pedestal, o conjunto mede 14 metros de altura. Foram empregados na fundição 38 564 quilos de bronze, que se derreteram em 28 horas, enchendo-se a forma em 8 minutos.
:
Fonte - Baixa Pombalina
:
O cavalo que inspirou a estátua é um Alter Real, escolhido por D. Pedro de Menezes, Marquês de Marialva, Mestre Equitador de D. José. Era conhecido pelo seu talento e pelo modo como fora ensinado, e tinha por nome Gentil.

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Terça-feira, Julho 05, 2005

20:00 - Que saudades, pai!



No dia 5 de Julho Bolívar proclamou a independência da Venezuela e em Paris, foi apresentado e aclamado, pela primeira vez o famoso bikini.
:
Mais importante que tudo isto... nasceu o meu pai.
:
Um homem fora de série, inteligente até ao tutano, com um sentido de humor finíssimo e que idolatro a cada minuto.Herdei dele muitas características, a mais importante das quais, creio ter sido a maneira de pensar. Comunicamos quase por telepatia.Dava tudo para estar, neste momento, ao lado dele, enroscada no colo, sem dizer uma palavra, pois o meu olhar bastava para que ele percebesse o que me vai na alma. Aprendi com ele o mundo, ganhei asas e a ele lhe devo tudo o que sou. E sabê-lo presente é o conforto que preciso para enfrentar cada obstáculo que a vida me trás.
:
É em alturas como esta que a distância dói um bocadinho.
:
Meu pai, aqui fica, e para que toda a gente saiba, um beijo do tamanho do mundo que nos une.
:
:
Texto transcrito da Bzz, que eu dedico ao meu pai, que partiu há 25 anos.

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17:34 - A pequena Veneza

Simón Bolívar, Herói e Libertador da Venezuela
:

Em 5 de Julho de 1811, a Venezuela é o primeiro país da América do Sul a tornar-se independente de Espanha.
:

Nesse dia, o Supremo Congresso das Províncias Unidas da Venezuela, reunido em Caracas desde o dia 2 de Março anterior, com deputados das províncias de Caracas, Cumaná, Barinas, Margarita, Mérida, Trujillo e Barcelona, declarou a independência absoluta da Venezuela. Nesta data, por conseguinte, levou-se a cabo um acto jurídico-político importantíssimo para aquela colónia espanhola, emanado da vontade do povo soberano que havia elegido os deputados do Congresso. Foi redigido o documento conhecido como Acta da Independência.
:
Passados quatro dias, o novo governo independente, faz a sua primeira declaração ao povo:
:

Primera proclama del Gobierno Independiente
:
Habitantes de Caracas: ¡Caraqueños! Podrá anunciaros el Supremo Poder Ejecutivo que el Supremo Congreso de Venezuela ha acordado en este día la Independencia absoluta. Ya, caraqueños, no reconocéis superior en la tierra; ya no dependéis sino del Ser Eterno. En efecto, Estado independiente y soberano es aquel que no está sometido a otro: que tiene su gobierno, que dicta sus leyes, que establece sus magistrados y que no obedece sino los mandatos de las autoridades públicas constituidas por él según la Constitución y reglas que se dan para su existencia política.
:
Esta sublime idea, esta elevada empresa sólo puede concebirse y ejecutarse por hombres animados de la libertad y dispuestos a sacrificarse por ella. Meditadla, y meditad cuánto es el campo que se abre a la libertad, para acreditar con acciones heroicas que un pueblo que quiere ser libre lo es en efecto; y en tanto que se dispone la publicación, con la solemnidad correspondiente, disponeos para manifestar que el Supremo Congreso desempeña dignamente la confianza pública; y que el Supremo Poder Ejecutivo merece la vuestra en la ejecución y perfección de la empresa.

:
Baltazar Padrón. Juan Escalona. Cristóbal de Mendoza, Presidente en turno.

:
Por impedimento del señor Secretario de Estado. Antonio Muñoz y Tébar, Oficial primero.
:
O nome Venezuela (pequena Veneza) é atribuído ao país pelo navegador espanhol Alonso de Ojeda. Ele teria comparado as casas indígenas sobre palafitas, ali existentes no século XVI, às construções aquáticas típicas da cidade italiana. A actual população venezuelana ainda se concentra no litoral. Situado no norte da América do Sul, o país apresenta um litoral recortado, com penínsulas e ilhas no mar do Caribe.
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Hoje é Feriado Nacional na Venezuela.

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12:24 - Dedos


Os dedos da mão ganharam nomes populares:
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Mínimo - Mindinho (de origem controversa) ou minguinho ( de mingo, variação de mínimo + inho). També é chamado dedo auricular, de aurícula, orelha, um dos destinos desse dedo para gente pouco asseada, que também lhe dão o nome de dedo nasal.
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Anular ou Anelar - do latim anulus ou anellus, diminutivo de anus, anel; é onde se usa o anel, aliança, porque os antigos acreditavam que daí saía uma veia directamente para o coração; popularmente chamado de seu-vizinho, por adjacência e rima com mindinho.
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Médio - ficou com esse nome não pelo tamanho e sim pela localização no meio dos cinco dedos, dois de um lado, dois do outro; pai-de-todos, maior-de-todos - nestes casos sim, o nome veio do tamanho, o que justifica o seu uso nos insultos, quando se sugere ao destinatário uma aplicação vulgar e nada higiénica do dedo médio.
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Indicador - Fura-bolo. Após essa missão, o dedo é levado à boca, com muito cuidado para no caminho não ser tocado pelo auricular.
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Polegar - do latim pollicare, do tamanho de um polegar, derivado de pollex, polegar, que veio de polleo, sou forte; mata-piolho, cata-piolho; o piolho é eliminado da cabeça alheia com a pressão das unhas dos poegares e boa vista. Em espanhol, polegar é pulgar, o que já induziu em erro falsas etomilogias de que seu nome viria de pulga.

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01:33 - Grandes poetas

Federico Garcia Lorca com 18 anos


ROMANCE DE LA LUNA, LUNA
A Conchita García Lorca
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La luna vino a la fragua
con su polisón de nardos.
El niño la mira, mira.
El niño la está mirando.
:
En el aire conmovido
mueve la luna sus brazo
sy enseña, lúbrica y pura,
sus senos de duro estaño.
:
Huye luna, luna, luna.
Si vinieran los gitanos,
harían con tu corazón
collares y anillos blancos.
:
Niño, déjame que baile.
Cuando vengan los gitanos,
te encontrarán sobre el yunque
con los ojillos cerrados.
:
Huye luna, luna, luna,
que ya siento sus caballos.
:
Niño, déjame, no pises
mi blancor almidonado.
:
El jinete se acercaba
tocando el tambor del llano.
Dentro de la fragua el niño,
tiene los ojos cerrados.
:
Por el olivar venían,
bronce y sueño, los gitanos.
Las cabezas levantadas
y los ojos entornados.
:
Cómo canta la zumaya,
¡ay, cómo canta en el árbol!
Por el cielo va la luna
con un niño de la mano.
:
Dentro de la fragua lloran,
dando gritos, los gitanos.E
l aire la vela, vela.
El aire la está velando.
:

Há precisamente 106 anos, em 5 de Junho de 1899, nasceu Federico Garcoa Lorca, um dos maiores poetas e dramaturgos da primeira metade do século XX, no povoado de Fuentevaqueros, na província de Granada, na Andaluzia, Espanha. Não pertencia a nenhum partido político. Porém, na Espanha fascista, um artista moderno era, por conceito, um adepto da "arte degenerada", um inimigo para um regime autoritário, para aqueles que interromperam o discurso do reitor da Universidade de Salamanca, Miguel de Unamuno, com gritos "Morra a inteligência! Viva a morte!". García Lorca foge de Madrid para Granada, mais tranquila. Depois de uma denúncia, é preso por milícias nacionalistas. Em 19 de Agosto de 1936, com 37 anos, é assassinado e o seu corpo abandonado num barranco da Serra Nevada.


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00:59 - Jean Cocteau


«Esta cabeleira e este sistema nervoso mal implantados, esta França, esta terra, não me pertencem. Dão-me agonias. Sempre os dispo à noite, em sonhos. Pois aqui largo o pacote. Que me fechem num hospício, que me linchem. Quem puder que entenda. Eu sou uma mentira que diz sempre a verdade.»
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Jean Cocteau, in O Pacote Vermelho
:
Poeta, novelista, dramaturgo, disenhador, autor de libretos e realizador de cinema francês, cuja versatilidade, falta de convencionalismo e enorme produccão lhe deram fama internacional. Esteve associado ao movimento surrealista e a sua obra exerceu grande influência na de muitos outros escritores. Cocteau nasceu em 5 de Julho de 1889, em Maisons-Laffitte, perto de Paris. Apesar do seu êxito em practicamente todos os campos artísticos, Cocteau afirmava que era acima de tudo um poeta e que todas as suas obras eram poesia. Murreu em Milly-la-Fôret, perto de Fontainebleau, no dia 11 de Outubro de 1963.
:
A arte de Jean Cocteau

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Segunda-feira, Julho 04, 2005

23:46 - Bomba sal-azarada



Nunca ficou bem definido o que foi o atentado a Salazar cometido na manhã do domingo 4 de Julho de 1937.
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A P.V.D.E. (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado) afirmou, pela voz do célebre capitão Catela, que teriam sido cinco indivíduos pertencentes à Legião Vermelha, aliás já conhecidos da Polícia, os autores do atentado.
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Naquela manhã, deflagrou uma potente bomba num colector de uma rua por onde passaria Salazar, a caminho da missa de domingo, mas o veículo em que o então chefe do Governo se transportava não foi atingido. Prisões e uma manifestação seguiram-se ao acto, que teve como consequência secundária a abertura de uma enorme cratera na Avenida Barbosa do Bocage.
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Chantemps, Franco, Mussolini e Hitler felicitaram Salazar por ter escapado ileso do atentado.
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UNGIDO?
(Salazar por Salazar)
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Por três vezes o Maligno tenta abater-me.
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Primeira: em Janeiro de 1934, os comunistas convocam greve geral e tentam implantar um soviete na Marinha Grande. São cercados e vencidos.
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Segunda: em Setembro de 1936 marinheiros comunistas rebelam-se. Mando que a artilharia da costa os bombardeie e afunde.
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Terceira: em Julho de 1937, quando me dirijo para a missa, sofro um atentado à bomba mas escapo ileso. Bem sei que foram os anarco-sindicalistas. Mas eles já são tão poucos, que não vale a pena mencioná-los. Acuso os comunistas. Daqui para a frente, quem me atacar passa a ser comunista, eles é que são o inimigo principal.
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Consequências do atentado são a comoção nacional, as mensagens de solidariedade, os cortejos, as manifestações, as missas Te Deum. Uma única vez surjo em público, a agradecer. Não me apetece, sou avesso a estas coisas, mas lá declaro à multidão:
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- Somos indestrutíveis! Porque a Providência assim o destina e na Terra vós o quereis.
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Ungido de Deus? Não sei, talvez... Sei apenas que, quatro séculos antes de nascer, eu já fora colocado lado a lado com o Infante de Sagres, predestinação...
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A 3 de Agosto de 1968 a cadeira prega-lhe realmente uma partida: queda, a cabeça a bater no chão, hematoma cerebral, bloco operatório, diminuição das faculdades mentais. Depois de muito hesitar, Américo Tomás acaba por nomear Marcelo Caetano para a Presidência do Conselho de Ministros. Alguns destes, junto de Salazar, fingem que é ele ainda o Presidente do Conselho; ou ele finge acreditar na encenação e, a fingir, lá vai dando despacho aos assuntos correntes. Morre a 27 de Julho de 1970. 81 anos de idade, 42 de poder ininterrupto.
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in Vidas Lusófonas

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21:45 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, obras da pintora brasileira Tarsila do Amaral

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09:28 - Aula de sabedoria empírica


“O seguro cobre tudo, menos o que aconteceu.”
(Lei de Nonti Pagam)
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“Quando você estiver com apenas uma mão livre para abrir a porta, a chave estará no bolso oposto.”
(Lei de assimetria de Laka Gamos)
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“Quando tuas mãos estiverem sujas de graxa, vai começar a te coçar no mínimo o nariz.”
(Lei de mecânica de Tukulito Tepyka)
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“Não importa por que lado seja aberta a caixa de um medicamento. A bula sempre vai atrapalhar.”
(Princípio de Aspirino)
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“Quando você acha que as coisas parecem que melhoraram é porque algo te passou desapercebido.”
(Primeiro teorema de Tamus Ferradus)
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“Sempre que as coisas parecem fáceis, é porque não atendemos todas as instruções.”
(Principio de Atrope Lado)
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“Se você mantém a calma, quando todos perderam a cabeça, é porque você não captou o problema.”
(Axioma de Lento Tapado)
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“Os problemas não se criam, nem se resolvem, só se transformam.”
( Lei da persistência de Waiterc Pastar)
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“Você vai chegar ao telefone exatamente a tempo de ouvir quando desligam.”
(Principio de Ring A. Bell)
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“Sempre que você vai se conectar a Internet, recebe a chamada que estava esperando.”
(Principio de Dialer)
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Se só existirem dois programas que valham a pena assistir, os dois passarão na mesma hora.”
(Lei de Kika Gadha)
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“A probabilidade que você se suje comendo é diretamente proporcional à necessidade que você tenha de estar limpo.”
(Lei de Putz Kiparil)
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“A velocidade do vento é diretamente proporcional ao preço do penteado.”
(Lei Meteorológica Barbeiro Pagarás)
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“Quando, depois de anos sem usar, você decide arquivar alguma coisa, vai precisar dela na semana seguinte.”
( Lei irreversível de Kitonto Kifostes)
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“Sempre que você chegar pontualmente a um encontro não haverá ninguém lá para comprovar, e se ao contrário você se atrasar, todo mundo vai ter chegado antes de você.”
(Princípio de Tardelli e Esgrande La de Mora)
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“Se você passa anos sentindo flatulências alheias em lugares públicos,quando você deixar escapar uma pequena e inocente, ela soará como um toque de corneta a pleno pulmão.”
(Axioma da ventilação de Blokea Elpedo)
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“O mundo é feito pelo esforço dos inteligentes, mas são os imbecis que o desfrutam.”
(Corolário de Nuinkana Kurta)
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enviado por e.mail

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01:34 - O Dia da Independência



4 de Julho de 1776
Declaração da Independência Americana pelos delegados das 13 colónias inglesas na América do Norte:
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New Hampshire
Massachusetts
Rhode Island
Connecticut
New York
New Jersey
Pennsylvania
Delaware
Maryland
Virginia
North Carolina
South Carolina
Georgia
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No mesmo dia, em 1738, nasce Jorge III, Rei de Inglaterra. Foi durante o seu reinado (1760-1820), que ocorre a sublevação das colónias americanas e a Declaração de Independência dos Estados Unidos. Jorge III fazia 38 anos. Em 10 de Julho de 1776 a sua estátua foi demolida em Nova Iorque.
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00:35 - Como disse?


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«Poucas regiões do Mundo [como a África negra] têm sido objecto de tantas campanhas de ajuda, de tantos programas de ajuda ao desenvolvimento - e nenhuma testemunhou tantos falhanços. Mas isso não deve levar-nos a considerar as desgraças africanas uma fatalidade, antes a considerar que a solução não está apenas em mais dinheiro: está em encontrar as políticas certas.»
José Manuel Fernandes, in Público
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«Qualquer pessoa percebe - salvo os interessados do costume - que um espectáculo destes revela mais sobre a natureza do candidato do que todos os lugares comuns que ele se encarregou de distribuir pela Comunicação Social. (...) Uma forma de fazer política degradante que, pura e simplesmente, coloca a vida privada ao serviço dos mais diversos objectos políticos. Um caso destes é tão óbvio que não merece qualquer polémica. Só se for em casa do Dr. Carrilho.»
Constança Cunha e Sá, sobre o vídeo familiar que Manuel Maria Carrilho exibiu no lançamento da campanha, in Sabado
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«Nunca nos cruzámos na vida... Fiquei muito agastado com as observações que tem feito ao conteúdo dos meus programas. Ao contrário do que ele tem dito, aquilo que faço não é trash (lixo). Na minha opinião, medíocre é um apresentador falar mais do que os seus convidados e promover situações que podem deixar as pessoas constrangidas. Isso não faço.(...) Gosto muito de jogar na primeira divisão. O Herman joga na primeira divisão? Tenho ouvido alguns comentários em Portugal que me levam a pensar que ele está na segunda há muito tempo.»
João Kléber, in TV Guia
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«Façamos-lhe um favor: criemos condições para ele ser comentador desportivo a tempo inteiro, que é o que ele gosta de fazer.»
João Soares, sobre Fernando Seara com quem vai disputar a Câmara Municipal de Sintra, in Diário de Notícias
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A nossa esquerda, de que Sócrates aritmeticamente não precisa para nada, mas se sente na obrigação de cortejar, aproveita todas as ocasiões e inventa todos os pretextos para “negociar”, vender o seu apoio e fazer a sua chantagem. É disto que vive. Sócrates tem que delimitar os territórios. Só se salvará com um ataque de 'revisionismo' estratégico de última hora, que o fará endurecer ainda mais. Porque imitar Guterres (tentação que pode acometê-lo) só lhe aumentará as dificuldades. Vem a caminho o dia em que, aos seus dramas, Sócrates começará a somar as suas fraquezas. Vai ter vida complicada. E nós também.
João Marques dos Santos, in Correio da Manhã
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«A entrevista que o director do Expresso teve a inultrapassável lucidez de conceder ao seu próprio semanário fica para uma antologia do jornalismo português. José António Saraiva, ao revisitar a sua gloriosa carreira e ao comparar-se a José Mourinho e José Saramago - O Grupo Onomástico Os Josés torna-se assim imbatível com este terceiro vértice do triângulo de ouro - deixou-nos a nós, mortais leitores, reduzidos ao que na realidade somos: pó, apenas pó.»
Alexandre Pais, in Sábado
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«Se estivesse no lugar dele não queria (ficar) só até ao Mundial, mas até à hora da morte. A ganhar o que ele ganha, a trabalhar o que ele trabalha, sem ninguém lhe pedir responsabilidade seja do que for... Acham que ele é palerma e ia embora?»
Pinto da Costa, sobre Luiz Filipe Scolari, in A Bola
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«Não deve haver país no mapa onde morrer compense tanto. Ganha-se automaticamente a glória e automaticamente o certificado 'post mortem'.»
Maria João Avilez, in Expresso

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Domingo, Julho 03, 2005

00:53 - Live 8


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Cartoon gentilmente furtado no blog do
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Obrigado Raim, por me teres dado a conhecer a tua arte.

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00:02 - Hoje é domingo

Há uns anos, comprei um disco dos Spain por mero acaso. Chamava-se She Haunts My Dreams. As únicas referências que tinha eram um artigo que tinha lido distraidamente no Blitz (que elogiava o grupo) e que o vocalista e autor das músicas era Josh Haden, filho do genial contrabaixista de jazz, Charlie Haden.
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Foi paixão à primeira audição. Gravei em cassete e andou meses no carro, sempre a tocar. Depois, comprei os outros dois discos que os Spain gravaram. O grupo acabou. Mas ficou a música pura e bela que fizeram.
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Hoje é domingo. E, como sempre, deixo uma canção inesquecível para mim. É o caso desta, que Wim Wenders escolheu para a banda sonora do filme "The End of Violence":
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Every Time I Try
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I want to hold you
But every time I try
Something keeps you
Out of reach
I want to love you
But every time I try
Something keeps
Love away
And I can feel it
So love me right now
Though it won't last
Girl don't make me try
‘Cause I'll lose you forever
Every time
Every time
And every time I try
To put our love out
Like a fire
You keep me in your reach
And every time I try
To throw away my desire
You hold me
So close
And I can feel it
So love me right now
Though it won't last
Girl don't make me try
‘Cause I'll lose you forever
Every time
Every time
:


- She Haunts My Dreams - Junho de 1999 - Etiqueta Restless Records

No domingo passado lembrei-me de Maria Creuza

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Sábado, Julho 02, 2005

23:23 - Dedicatória


Não há pau como o carvalho
Enquanto não apodrece.
Nem amor como o primeiro
Enquanto não aborrece

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18:04 - Não queremos dinheiro...


... só queremos assinaturas.
Eu já assinei. e vocês?
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(cliquem no logo e assinem)

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14:08 - O último monarca


D. Manuel II, exilado em Inglaterra, morreu em 2 de Julho de 1932. Foi o último monarca de Portugal, tendo governado de 1908 a 1910.
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D. Manuel II nasceu. no Palácio de Belém, a 19 de Março de 1889. Recebeu o nome de Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio, e morreu em Twickenham, Inglaterra, a 2 de Julho de 1932, tendo sido sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora.
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Casou em 4 de Setembro de 1913 com a princesa Augusta Vitória, nascida em Potsdam, a 19 de Julho de 1890, filha do príncipe Guilherme de Hohenzollern e de sua primeira mulher, Maria Teresa, princesa de Bourbon-Sicilias. O consórcio não teve descendência. Por morte de D. Manuel II, a viúva casou em segundas núpcias, no ano de 1939, com o nobre escocês Dr. Roberto Douglas.
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Fonte : O Portal da História

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02:28 - O consultório do Dr. Chacal




Doutor: O seu marido não tem nada.
Ele pensa que está doente.
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A senhora, alguns dias mais tarde,
cheia de confiança no Dr. Chacal, diz-lhe:
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Senhora: O meu marido pensa que está morto
:
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outras consultas

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00:54 - Grandes prosadores



“A literatura cria um espaço mágico, no qual se concilia o sempre inconciliável e se faz realidade o sempre impossível.“
Hermann Hesse
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Hermann Hesse nasce em Calw (a norte da Floresta Negra) em 2 de Julho de 1877. Em 1885 começa a aprendizagem de livreiro; surgem os seus primeiros trabalhos literários. De 1904 a 1912 trabalha como escritor independente; é co-editor da revista radical esquerdista März. Viaja durante vários meses pela Índia, o Ceilão, Singapura e Sumatra. Em 1921 adopta a cidadania suíça. Em 1946 recebe o Prémio Nobel da Literatura e o Prémio Goethe, entre outros importantes galardões. Em 1955 recebe o Prémio da Paz dos Livreiros Alemães. Morre em 1962 em Montagnola/Tesino.

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Em Portugal estão traduzidas as suas seguintes obras: Narciso e Goldmundo, (tradução de Manuela de Sousa Marques. Ed. Guimarães, Lisboa 1981), Contos maravilhosos (tradução de Isabel de Almeida e Sousa. Difel, Lisboa 1990), Peter Camenzind (tradução de Isabel de Almeida e Sousa. Ed. Dom Quixote, Lisboa 1992), O jogo das contas de vidro (tradução de Carlos Leite. Ed. Dom Quixote, Lisboa 1993), Contos de amor (tradução de Maria Adélia Silva Melo. Difel, Lisboa 1995), Siddharta (tradução do alemão por Patrícia Lara, poemas traduzidos por João Barrento. Ed. Guimarães, Lisboa 1999), O último verão de Klingsor (tradução do alemão por Patrícia Lara, poemas traduzidas por João Barrento. Ed. Guimarães, Lisboa 1999), Knulp (tradução de Paulo Rêgo. Difel, Lisboa 2002), O lobo das estepes (tradução de Sara Seruya. Difel, Lisboa 2002), As mais belas histórias (tradução de Monika Weissler.Ed. Notícias, Lisboa 2003), Deambulações fantásticas (tradução de Paulo Rêgo.Difel, Lisboa 2003) e Demian (tradução de Isabel de Almeida e Sousa.Ed. Dom Quixote, Lisboa 2003)
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Hermann Hesse é um dos maiores prosadores da língua alemã do século XX e goza de um lugar especial na história da moderna literatura ocidental. Os livros de Hesse tiveram como marca a valorização da liberdade e da tolerância e a profundidade psicológica de seus personagens.
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Démian, considerado por muitos o seu livro mais importante, fala de Emil Sinclair, um rapaz atormentado pela ausência de respostas às suas perguntas, que acaba envolvendo-se com o jovem que dá nome à obra, descobrindo a rebeldia, a independência e o poder de praticar o bem e o mal.
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Livre pensador, Hesse transitava entre o pensamento de Nietzsche e a doutrina budista. Foi baseado na juventude de Buda e nas filosofias indiana e chinesa, que construiu outro de seus romances mais importantes, Siddartha.
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Mas é com seu maior sucesso, O Lobo das Estepes, que Hesse chega ao fim de seu túnel infernal e consegue equilibrar-se com seu interior. No livro, que até hoje influencia gerações inteiras, o escritor apresenta-nos seu alter-ego Harry Haller, um homem sempre dissociado da realidade das outras pessoas, mas irremediavelmente dependente da sociedade.
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A preocupação de Hesse em descrever a sua própria experiência e maneira de ser e de lá retirar as soluções para seus próprios problemas fez com que o escritor fosse um dos pioneiros do chamado romance psicológico.

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