Segundo disse ontem o CM, "Isilda Gomes deverá assumir a delegação regional do Algarve do IEFP". Isilda Gomes, está nesta foto sentada ao lado de José Sócrates, em 13 de Agosto de 2004, na sessão de apresentação da candidatura do actual primeiro ministro a secretário-geral do Partido Socialista, de que ela é presidente da Comissão Política em Portimão e vice-presidente da Câmara local.
Isilda Maria Gomes é mulher do inesquecível juiz desembargador Mário Manuel Varges Gomes da 3.ª Secção do Tribunal da Relação de Lisboa. O juiz Varges Gomes foi nomeado relator do recurso do despacho de não pronúncia de Paulo Pedroso, mas a Casa Pia desencadeou um incidente de suspeição por causa do envolvimento deste juiz na Fundação PS, constituída por dirigentes socialistas e outras personalidades ligadas ao Governo a que Paulo Pedroso pertencia. O juiz Varges Gomes não chegou a produzir decisão sobre esse recurso que, aliás, ainda não foi decidido.
Aparentemente, la libertad de los medios de comunicación portugueses es garantizada por este cambio; en la realidad, el ingenieroPepe Sócrates Roble Pollito de Sosa ("Mis tres prioridades son España, España y España" - entrevista del primer ministro luso a El País de 10 de Abril de 2005) salda un pedazo más de la sobrante independencia del País al imperialismo espanõl - oy de color rosa - para alcanzar algunos meses más de poder delegado.
Post-scriptum: A língua do blogue foi mudada neste post para adaptar o meu discurso à situação portuguesa actual. Lembro os leitores menos avisados que, como é costume, podem conferir os factos e interpretações que escrevo nos posts, se clicarem nos links de suporte, os quais aparecem no texto nas palavras de cor diferente.
Post-scriptum: Foi imediatamente lançada a explicação oficial para o pedido de demissão do ministro das Finanças quatro meses depois de tomar posse: a teoria da bica. De acordo com esta interpretação teleológica, cuja cunhagem, por humildade, o spin doctor de serviço evita, a "gota de água", que fez transbordar o copo a chávena, foi uma reunião parlamentar tão cansativa que o ministro teve "mesmo" de tomar "um café com dois pacotes de açúcar"!... Ao contrário: as finanças públicas estão bem e recomendam-se...
Post-scriptum 2: Parece que o ministro, como uma fonte provável no gabinete do primeiro-ministro filtrou para o DN de hoje, além de ter chegado mesmo a beber "um café com dois pacotes de açúcar" (o que, como se sabe, significa um prenúncio de demissão), também "estava mais magro e tinha", ó heresia!, "recomeçado a fumar"... Tudo isso são comportamentos muito pouco conformes com a direcção de um ministério.
Fica um conselho: no Governo português, respeite a polícia dos costumes: não fume, beba café com apenas um pacote de açúcar e mantenha o peso...
Por outro lado, se, por achar que as finanças do Estado estão arruinadas e não têm salvação próxima, quiser abandonar o barco à deriva, peça, numa qualquer reunião, uma bica com dois (!...) pacotes de açúcar e um maço de tabaco. Verá que a infracção desse tabu, poderá servir para um primeiro ministro justificar, por interposto assessor anónimo - sem qualquer vergonha nem decoro! - a demissão de um ministro das Finanças...
Telefonou-me há bocado um aluno meu a dizer que venho, por causa de novo processo (além do que já tem julgamento marcado), na capa do jornal "O Crime", deste dia 14 de Julho, onde parece que diz eu ter sido acusado por Paulo Pedroso, a propósito do processo de pedofilia da Casa Pia, de 49 crimes de difamação que correspondem a 33 anos de cadeia...
O jornal ter-me-á dado uma fama que não mereço. Tento cumprir apenas o meu dever de cidadão português. Nem fama, nem difama: serviço, rigor, dignidade do Estado, liberdade e democracia.
Nota: Paulo Pedroso foi constituído arguido por pedofilia e esteve em prisão preventiva no âmbito do processo de abuso sexual de crianças da Casa Pia. Actualmente, o ex-ministro aguarda decisão de recurso da decisão de não-pronúncia da inesquecível juíza Ana de Barros Queiroz Teixeira e Silva.
Este programa de lamúria resignada serviu ontem para, mais uma vez, se reclamar a deposição do procurador-geral da República José Adriano Machado Souto de Moura, agora pela voz de quase-além-túmulo do ex-defunto "Grande Dirigente e Educador da Classe Operária" camarada Arnaldo de Matos e o apoio reincidente da jornalista Fátima Campos Ferreira. Numa noite se afirma provado o que o tribunal deu como prescrito... É a obsoleta ideia leninista de que a História se pode reescrever à medida do poder.
Esta tentativa de derrube do procurador-geral, desejada pela esquerda sistémica, esbarra, todavia, no mesmo medo, do que Souto de Moura sabe e pode contar, que tem tolhido a vontade, sem vigor, de Jorge Sampaio e Sócrates de o demitir. Além disso, já se percebeu que a erosão das pedras atiradas pelo Governo, Presidente e dirigentes da aliança PS-Bloco não afecta a decisão de Souto de Moura permanecer no lugar até ao fim do seu mandato e não ser substituído por sua iniciativa.
Quase três anos depois deste blogue ter tido início (31 de Agosto de 2002), decidi que, a partir de hoje, serão eliminados os comentários anónimos insultuosos da caixa de comentários deste blogue. Os leitores sabem que resisti sempre à censura, mas não posso deixar degradar a caixa de comentários ao nível dos efluentes suinícolas para onde os defensores anónimos dos pedófilos a querem descer.
Frequentemente, os mal-intencionados, sempre anónimos, repetiam a infâmia da mentira de que o fazia; mas nunca o fiz. Se o Haloscan se avariava por horas ou minutos, lá vinha a acusação falsa, por sinal absurdamente misturada no meio das injúrias e ofensas do(s) mesmo(s) que se dizia(m) censurado(s)...
Com os reduzidos conhecimentos de informática que a minha geração possui, pedi apoio para traçar as origens dos comentários abjectos que atribuíam crimes hediondos, e desvios comportamentais, a todo e qualquer opositor da pedofilia. Mas os programas de identificação não permitiam identificar os IPs dos cobardes anónimos.
Os insultos e injúrias, feitos na sua maioria por um ou outro personagem criminoso, defensor e cúmplice de pedófilos, fustigavam não só o autor do blogue e da caixa de comentários que este disponibiliza, mas todos os investigadores e personalidades ligadas ao processo da Casa Pia e qualquer comentador que opinasse contra a pedofilia. Eram a evidência da loucura, da culpa e da aflição, mas também causavam incómodo a gente impoluta e comentadores de boa-fé. Prejudicavam a inocência dos pedófilos, mas a falta de bom senso impeliu-os sempre a continuar o delírio. Com a ingenuidade - admito - dos justos, chamava a atenção para a necessidade da verdade, do respeito e do decoro, já para não falar na netiquette, na cortesia e na elegância. Em vão.
Este blogue foi entendido como terreno de combate dos pedófilos, na medida em que as chamas dos assuntos da blogosfera, e algum receio de represálias judiciais, se orientaram para águas, igualmente chocas, ainda que charcos menos perigosos e marginais. Quanto maior se tornou aqui a compreensão do nó-górdio que a pedofilia representação na corrupção do Estado, mais violentos se tornaram os comentários dos críticos. Atirado para a notoriedade dispensável pelo abuso do poder judicial - que entrou de noite na minha casa e na casa de minha mãe em 27 de Outubro de 2004 por suspeita do crime de... desobediência simples!... -, por mais heterodoxo que o assunto postado fosse - e no meu blogue são-no -, o comentário dos cúmplices do horror lá vinha fazer publicidade a qualquer suposta contradição, a repetir a inexistência dos abusos, a proferir ameaças e largar calúnias aos militantes anti-pedofilia, com o objectivo claro de destruir este blogue. Em reacção, porque os homens e mulheres justos, se não quebram como o aço, não são de ferro, inadvertidamente, a resposta dos comentadores aos insultos dos acólitos da pedofilia, por vezes, não se conteve de entrar em semelhante estilo. Também essa opção, alternativa ao scroll down padrão, se provou errada e contra-producente, mesmo se, há que dizê-lo, a variação frequente dos heterónimos, provocava confusão em leitores menos atentos ao disfarce da autoria cobarde.
Peço, portanto, desculpa aos denunciadores da rede pedófila, aos magistrados, polícias, médicos, jornalistas, advogados e outros investigadores e vozes de clamor pelo fim dos abusos, pela justiça e pela dignidade do Estado. Reclamo não só a desculpa dos comentadores ofendidos que se cansaram do insulto, mas também dos comentadores fiéis e heróicos que se mantiveram no combate, mesmo flagelados continuamente pela injúria.
Acreditei que a vergonha do abuso da minha casa para a ofensa de mim próprio e dos meus amigos e companheiros de luta pela democracia e liberdade levaria os defensores a respeitar este espaço e partirem para os seus antros. Teimei muito, apesar dos conselhos e - mágoa maior! - o aborrecimento e cansaço dos comentadores que arriscavam um insulto violento à mais pequena opinião de apoio à luta contra a rede pedófila de controlo do Estado. A luta, no que à caixa de comentários concerne, se, por um lado, garantiu a demonstração da confissão do horror dos abusos, por outro lado, afastou comentadores de enorme valor cuja presença e convívio se tornou mais rara ou até desapareceu. O blogue ficou mais pobre devido à minha decisão de resistir à oportunidade da censura de quem apenas procurava desestabilizar o campo justo.
Concluí, agora, que o meio de terminar com o desvario e podridão que sistematica e continuadamente, de dia e de noite, é correr o risco a censura dos comentários anónimos dos cobardes defensores do horror.
Não é possível banir o(s) anónimo(s) porque, aconselhados por parceiros informáticos, usa(m) IPs dinâmicos, jamais fixos ou identificados, de servidores com milhares de utilizadores, com a consequência de que a sua eliminação corresponderia a barrar centenas de comentadores decentes e justos. Todavia, se não é possível barrá-los, é possível descobrir, desde que se justifique, a origem de determinado acesso, do IP x no dia d à hora h. Prometo, logo que o Haloscan me permita a exportação dos comentários, publicar a colecção desses insultos, heterónimos, IPs e data/hora dos acessos.
Até hoje não apaguei um só comentário, por mais sujo que fosse. Essa tolerância acabou. Não opto pelo filtro da pendência da moderação (pending moderation) porque quebra a interactividade necessária desta caixa de comentários/fórum e seria desagradável para os comentadores a demora da publicação.
A regra é simples: eliminarei os comentários injuriosos dos defensores anónimos da pedofilia e os insultos cobardes. Este não é o espaço do horror. Podem insistir, mas os comentários insultuosos serão apagados. Rogo aos comentadores que participem neste propósito de elevação dos comentários.
Os leitores conhecem-me. Sabem que usarei desta faculdade, respeitando, como moderação, o critério definido. Quem se sentiu ofendido pela violência dos abusos, pode voltar. Creio que recuperaremos a liberdade e a qualidade da caixa de comentários Do Portugal Profundo.
A rede pedófila é apenas um dos nós do emaranhado da corrupção do Estado. Não será, então, como não tem sido, o único objecto ou episódio do esforço deste blogue. Os processos e ameaças não me amedrontam. Não me rendo: não nos rendemos! Combateremos com a mesma determinação, coragem, rectidão e ainda maior firmeza! A luta pela dignidade do Estado, pela verdade, pela liberdade e democracia de Portugal, continuará.
O Cataplasma, do meu amigo Alte Pinho, é um blogue de um cidadão preocupado com a justiça e a verdade. Mas, para determinados observadores interessados, insiste na solução errada... Ao contrário dele, prevejo a solução aggiustata para um nó-górdio do sistema:
Sexta-feira, Julho 01, 2005
A pedofilia do continente às ilhas
A polícia investigou segmentos denunciados da rede pedófila portuguesa. Ninguém tem dúvidas de que há muito mais horror compartimentado. Há crime moral para além dos prazos - o horror não prescreve, mesmo se a lei portuguesa retira a menores abusados com 8 ou 9 anos de idade a possibilidade de apresentar queixa desses abusos a partir dos 16 anos e meio...
Outros sectores existem. Sabe-se muito mais do que é possível provar. É preciso contar à polícia e levar aos tribunais o relato desses abusos. Mas não podemos castigar quem não consegue vencer a dor de reviver o horror do abuso que a denúncia implica. O stress pós-traumático da criança-adolescente-jovem deve ser terrível. Não devemos parar a exposição do mal. Por exemplo, a frequência nojenta dos urinóis de Belém deve ser também investigada e publicada, despistando a homossexualidade da pedofilia. Como sempre, há cumplicidades actuais, aparentemente inexplicáveis, que esse nojo demonstra.
As redes criminosas funcionam por células que se pretendem estanques. A hermeticidade alivia-se nos ambientes mais impunes e promíscuos. Isto é, quanto mais corruptos são os órgãos de Estado e direcção política, e mais resignada perante a corrupção é uma sociedade, mais à vontade a rede se sente para praticar o crime com imunidade e segurança.
Com o facilitismo, que raiou a ostentação dos abusos, o lixo entrou na ventoinha e salpicou elos importantes, obrigando a uma custosa contenção dos estragos. A epidemia da justiça, um perigo mortal para os corruptos estruturas de controlo e comando, tem sido limitada com muita dificuldade, obrigando à mobilização geral dos recursos, utilização intensiva de meios, flagelação de células imuno-resistentes e ataque aos veículos de transmissão da doença.
Certos sectores do Estado e certas instituições têm sido dominados, em determinados períodos, pela rede pedófila. Para consolidar a sua posição, além do controlo da direcção do Estado, e colocação de activistas (a preferência irresistível dos lobos predadores pelos diversos escalões de tutela dos aviários...) e cúmplices em lugares-chave, a rede pedófila valeu-se até de êxitos políticos, como foi a vitória da organização do Euro-2004, que não consta ter sido, até agora, investigada. Mas deveria.
Passado o vendaval, a pedofilia nos Açores parece ter voltado ao anti-ciclone do negócio de horror habitual. As tentativas de alcançar os elos políticos evidentes foram contidas com sucesso. Ao contrário dos rebeldes continentais, os órgãos de direcção política e os meios autóctones conseguiram prevenir a difusão de alarmes perigosos e conter o alcance das investigações. O sistema não chegou a abanar. O povo, que sabe a verdade e assiste ao horror, com a conformação das sociedades vencidas, aceitou a vacina dos castigos mínimos protocolares dos entalados. O médico Luís Arruda até foi condenado a prisão... domiciliária!... O horror mantém-se, mas já (quase) ninguém se importa. Os meninos continuam a ser descaradamente aliciados pelos senhores. Lá, como cá, a luta continua e os pedófilos estão na rua.
Nos Açores, como na Madeira, e apesar da notoriedade do turismo pedófilo, não se acharam, estranhamente intersecções com as redes continentais. Será que os pedófilos continentais nunca foram aos meninos insulares? E, se foram, como é plausível, não contactavam com os angariadores locais?...
Claro que é preciso mudar a aparência das coisas, e garantir maior cuidado, para que os abusos prossigam. Os pedófilos são predadores incorrigíveis.
A rede reorganiza-se, muda de táctica e diverge, temporariamente, para novos teatros de operações, menos fustigados pelo prurido justicialista. Por isso, a pergunta: o que está ser feito para prevenir e reprimir a deslocalização de actividades da rede pedófila portuguesa para Cabo Verde e São Tomé e Príncipe?
As moscas do horror pousam-pausam no continente; voam para os arquipélagos. O cheiro pestífero não muda.
Ontem e anteontem, dias 22 e 23 de Junho, depôs mais uma das vítimas do processo de pedofilia da Casa Pia. Não: Pedro Namora não foi abusado sexualmente. Todavia, é mais uma das vítimas do processo.
O processo da Casa Pia tem dois tipos de vítimas: as crianças e adolescentes abusados sexualmente; e os denunciadores e investigadores da rede pedófila de controlo do Estado. Os primeiros são abusados na carne e na alma; os segundos são, com as respectivas famílias, objecto de ameaças de morte, difamados na sua reputação e caluniados no seu comportamento íntegro. Se existem, documentalmente, 130 abusados - fora os casos mais difíceis dos meninos e jovens que não conseguem assumir terem sido violados -, o rol do segundo tipo de vítimas não pára de crescer. À medida que o processo avança, e a imunidade e impunidade dos entalados resistem ao avanço da justiça justa, cresce o número de pessoas perseguidas por cumprirem o seu dever profissional e de cidadania. A lista já vai longa: Catalina Pestana, Dias André, Rosa Mota (coordenadora da PJ), Rui Teixeira, Pedro Namora, mestre Américo, Felícia Cabrita, José Maria Martins, Octávio Lopes, Alte Pinho, Bagão Félix, Ana Leal, Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, Paes do Amaral, Pinto Pereira, João Guerra, Paula Soares e Cristina Faleiro, José Souto de Moura, até um simples bloguista, como eu próprio...
Pedro Namora prestou declarações ao tribunal sobre o processo da Casa Pia. Voltou, por isso, de novo - se é que alguma vez deixou de ser alvejado, desde que teve a coragem de expor os abusos - a estar na mira dos defensores e cúmplices dos pedófilos. As insinuações, calúnias, mentiras, desinformação, que tem sofrido, são várias e torpes: que teria "vivido" com um pedófilo (Namora, depois de ter saído da Casa Pia esteve hospedado numa pensão, onde estava um tal Daniel Taborda, que ele não sabia ser pedófilo); que seria - ele próprio!... - um abusador porque teria o nome escrito nos apontamentos do chamado braço-direito de Bibi (ainda que a calúnia, como as demais, não seja assumida e apenas insinuada...); que trabalhou a recibos verdes numa câmara para realizar estudos, mas que não os fez (o contrato de prestação de serviços mencionando trabalhos vários destinava-se a regularizar uma relação laboral, enquanto director de recursos humanos numa câmara municipal, sem o encargo da entrada nos quadros da autarquia...), que anda "nisto" pelo PC, etc. A maldade que o JN e DN, e outros media, de modo concertado - e até a própria livraria que lhe editou o livro, a Bertrand!... - lhe estão a fazer acaba por ser apenas uma expressão dessa campanha. O povo não se deve deixar iludir: Pedro Namora é um herói.
A estratégia é conseguir a absolvição dos pedófilos, através da "dúvida razoável" e da "teoria da cabala", levando o público (e indirectamente o tribunal) à impressão de que, em contraponto aos "alegados" abusadores, existiria "farinha do mesmo saco", igualmente suja. A campanha tem sido executada através de meios poderosíssimos - anormais para o horror monstruoso da pedofilia - da imprensa (24 Horas, JN, DN, Tal & Qual, SIC, Expresso, Público, RTP, TSF, Focus e grupo Impala) e "antenas" nos media mais neutros - com serventuários diversos (sobre a análise desse assunto, veja-se o indispensável Cataplasma) e alguns jornaleiros de aluguer. A sustentação da campanha reclama: a protecção política, principalmente no Partido Socialista (e de grupos de maior ou menor influência nos outros partidos, nomeadamente no Bloco); a colaboração activa de sectores da Maçonaria, no controlo de estragos sobre o sistema; a cobertura imunitária de sectores judiciais (da judicatura, do Ministério Público e da polícia); e a cobardia e demissão moral de grande parte dos jornalistas dos media dominantes, que consentem neste podre estado, com receio de punição nas carreiras.
A cumplicidade da "classe jornalística" (descontandos os casos conhecidos e alguma reacção de desconforto que o público desconhece) com o envolvimento e desinformação ostensiva dos media no abafão da rede pedófila de controlo do Estado é o exemplo mais evidente da vergonha do Estado português contemporâneo.
O Estado está a tornar quase insuportável a vida enjoativa do País. É muito complicado para um cidadão responsável resistir no Portugal de dois mil ao nojo do Estado.
Quarta-feira, Junho 22, 2005
Habituem-se!...
No dia 7 de Junho recebi notificação do Ministério Público para no âmbito de novo processo, comparecer no tribunal de Alcobaça no dia 17 de Junho, pelas 9:30. Desta vez, foi o carteiro que trouxe a notificação; e deve andar intrigado por que motivo um cidadão honrado recebe tantas contra-fés...
Não, não se trata do processo em que a minha casa e a casa de minha mãe foram buscadas de noite pela polícia e Ministério Público e em que sou arguido de desobediência simples a uma ordem judicial que não me foi comunicada nem conhecia por estar ela própria em segredo de justiça... Esse processo anterior - relativamente ao qual, tal como tinha informado os leitores, não solicitei abertura de instrução, pois não me furto à justiça, nem quero usar qualquer expediente dilatório, porque estou convicto da minha inocência e quero ser julgado - já tem julgamento marcado para 19 de Outubro, pelas 10 horas, no tribunal de Alcobaça. Lá estarei, sentado no banco dos réus, enquando pedófilos continuam cá fora a rir da justiça que persegue zelosamente, de forma prioritária, fugas... de informação de jornalistas, bloguistas e... polícias, e garante, sem vergonha, a impunidade do horror.
Compareci no referido dia 17 de Junho de manhã, para este segundo processo, mas não quem me convocou. Era dia de greve e todos os oito funcionários dos serviços do Ministério Público de Alcobaça participaram nela. Na notificação deste novo processo, indicam-se as consequências pela minha eventual falta que iam desde a multa à detenção. Já os funcionários não têm multa, nem precisam de avisar os convocados e seus advogados de que a diligência - marcada para um dia de greve (a greve foi anunciada oficialmente em 31 de Maio) - se não realiza e é adiada para outra data... A custo, pois explicam-me que isso é invulgar, pedi a uma funcionária simpática uma declaração a dizer que lá estive.
Não sei do que se trata. Demorei a contar aos leitores porque creio, sinceramente, que qualquer novo processo que me seja instaurado pela própria justiça que tenho defendido, já não é notícia.
O mundo velho está virado de pernas para o ar. Parece que o último costume do Ministério Público português é "acompanhar", isto é, acusar, a queixa de réus e arguidos de pedofilia contra quem denunciou o escândalo e reclama justiça. Já acredito em tudo, desde que vi a polícia e um procurador entrarem-me de noite pela casa - e outros dois em casa de minha mãe... - por causa de suspeita de... desobediência simples (pena até um ano de prisão), levarem-me um computador para verificar a minha correspondência electrónica (coisa que a lei só permite a quem é acusado de crimes com pena superior a três anos de prisão...) e revistarem, se mandado, o carro de minha mulher com ela e os meus filhos lá dentro...
Habituem-se! Nova viagem e nova corrida. Justos para a prisão e pedófilos para a rua.
- "O meu marido tirou-o da cabeça dele. Não o perguntou a ninguém..." - dizia a mulher àcerca de um corno usado para berrar que o marido tinha inventado. Ele tinha tirado o corno da sua cabeça. Mas muitos há que o copiam dos outros para enfeitar a própria cabeça.
O Dependente revela o salário de Constâncio (272 628 euros/ano) e dos administradores do Banco de Portugal. Mas para que o contraste - senão com os salários comuns dos funcionários do Estado e de empresas privadas - O Dependente precisava de apresentar o salário do Greenspan, aqui (canto Do Portugal Profundo) revelado 12 dias antes, mantendo até o câmbio dólar/euro desse dia ou, na alternativa mais simples, copiar o valor que eu tinha apresentado -
Esqueceu-se o link, ignorou-se a citação da fonte, mas isso tem sido o costume coxo - a chamada teoria da comparação do blogue com a mercearia...
Para completar a denúncia coxa, O Dependente traz o sumo, oxidado de seis dias - pois a notícia tinha sido dada no Cataplasma no dia 11... -, da frota, referindo o verdadeiro néctar do abuso público -
A cópia não é integral, neste caso. Tem razão quem for é rigoroso. Com efeito, O Dependente não vai ao detalhe, que o Cataplasma do jornalista Alte Pinho expõe, de dizer que se trata do modelo "color line" do Peugeot 206... Fica, todavia, o esquecimento da citação da fonte.
A ética não interessa - deve ser por isso que o Sindicato de Jornalistas não define regras sobre o plágio dos blogues pelos media, nem realiza nenhuma acção sobre o assunto, nem condena faltas graves à deontologia.
Vamos andando. "Nihil sub sole novum", Eclesiastes, 1:10.
A realidade não existe. Está abafada debaixo do cobertor grosso. O arrastão é mentira...
O comandante metropolitano de Lisboa da PSP, superintendente Francisco Oliveira Pereira, explica. Não foi planeado... Eram núcleos de 8 ou 9... Não eram 500.... Só 30 ou 40 é que assaltaram... Aliás, só foram julgados 3... Só houve uma queixa... Muitas pessoas pensaram que tinham sido assaltadas, mas enganaram-se...
Portanto, não existiu!... E se o problema não existe, não precisa de ser resolvido...
Em vez de se atacar directamente o problema - integração socio-económica e tolerância-zero com o crime - varre-se o problema para debaixo do tapete... O pudor - no mínimo!... - em lidar com o problema reveste também uma forma objectiva de racismo.
A integração socio-económica, entre outras acções de apoio, deve incluir, : integração económica, passagem da subsidio-dependência do "rendimento mínimo" para o trabalho; através de formação profissional, oferta de trabalho a tempo inteiro para os adultos e a tempo parcial para os mais jovens e estudantes; construção de bairros sociais com atribuição de casas mediante o pagamento de prestações (com o Governo a desbloquear a atribuição de verbas para a resolução rápida dos ghettos dos bairros de barracas da Amadora); espaços des portivos (campos de jogos, polidesportivos disseminados, parques) e actividades desportivas (apoio a clubes e associações e fomento de novas modalidades desportivas); espaços e actividades de lazer e recreio (música, dança, teatro, artes plásticas, clubes de formação e de leitura); equipas de rua para lidar com os meninos e jovens cuja casa durante o dia é a rua, como existem para os sem-abrigo; apoio às organizações que desenvolvem acções nos bairros problemáticos, nomeadamente a Igreja; uma campanha contra os racismos negro e branco e a favor da inclusão e integração.
A tolerância-zero, lançada com extraordinário êxito pelo antigo mayor de New York Rudolph Giuliani (a outra vertente da sua estratégia social, quase sempre ignorada pelos media de esquerda), é a outra face desta política. Ao contrário do laxismo da tolerância dos pequenos crimes e da suavidade no julgamento dos grandes crimes e crimes de grupo com violência, punição através de trabalho comunitário e penas de prisão efectiva (consoante a graduação do crime), com a medida dissuasória de diminuição substancial do prazo de pena acessória de expulsão para quem não for cidadão português; definição de graus e exigências de acesso à cidadania portuguesa, nomeadamente cadastro criminal e integração económica; controlo da imigração ilegal, instalação de esquadras nos bairros problemáticos e de polícia de proximidade; monitorização das taxas de crime, através de sistemas de informação geográfica, de actualização estatística e de responsabilização dos comandantes de esquadra e sector, etc..
O Estado não pode ignorar um problema desta dimensão inédita. Tem de mobilizar os meios financeiros necessários para resolver decisivamente uam questão que não é rácico, mas social. Convém que a perspectiva não se tolde pela simplificação da cor. Cito dois extractos de um texto lindo, escrito a propósito pelo Prof. José Adelino Maltez no Tempo que Passa: