Quarta-feira, Julho 20, 2005

213. Onde chega a roubalheira

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(Monte de Cafédes - Monsanto - Idanha-a-Nova)

Pela análise das duas imagens, com 20 anos de diferença, podemos apercebermo-nos que as colunas compósitas, que estavam ao alto simplesmente se esfumaram. Tentamos saber o que se tinha passado e apenas nos foi dito que o caso até metia a Judiciária, pois as mesmas tinham sido roubadas.
Achamos estranho que peças destas a pesarem tantos quilos desapareçam sem deixar rasto. No entanto todos os dias reparamos que certas peças de granito antigas vão desaparecendo, fruto de um negócio 100% lucrativo para os que o fazem. Ouvimos todos os dias falar do tráfico de antiguidades para Espanha, especialmente feito por ciganos, a quem as autoridades têm sempre muita relutância em mandar parar e revistar os furgões. Assim há locais onde até as pedras dos muros servem para venda. Para não falar de pias, malhões de termo, simples silhares almofadados, etc.
Para quando a formação de uma força militarizada para a defesa do património, tipo Brigadas do Ambiente da GNR? Ou então dar mais esta função aos homens do ambiente da GNR

Segunda-feira, Julho 18, 2005

212. Adeus

Esperem, ainda não chegou a hora de deixar de vos chatear. Então a moda pegava, ou quê?

No entanto os habitantes de Idanha-a-Velha onde me incluo dizemos ADEUS aos três arqueólogos que fizeram parte da nossa comunidade nos últimos três meses.

Até à próxima Fernando, Carla Alegria e Maria João Ângelo, gostamos de conviver e trocar ideias convosco.

Idanha-a-Velha e eu estamos gratos

Até sempre, voltem depressa

211. Lendas e segrados das aldeias históricas

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Lendas e segredos das aldeias históricas de Portugal é título de um livro escrito há alguns anos por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Cada aldeia histórica, de então, é representada por ficção tendo por fundo algum motivo relacionado com a mesma.
Neste espaço só vou traçar alguns comentários à história de Idanha-a-Velha. É relacionada com uma inscrição latina do ano 16 AC em que um cidadão de Mérida oferece uma relógio de sol(?) à Civitas Igaeditanorum. A partir deste facto as autoras desenvolvem uma historieta pateta e sem ponta por onde se lhe pegue, deixando a ideia de que os habitantes de então eram pouco mais de débeis mentais, embora simpáticos. Simpáticas foram as entidades públicas que pagaram às autoras para escreverem bestialidades deste género.

Fonte: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada - Lendas e segredos das aldeias históricas de Portugal, [Coimbra], Comissão de Coordenação da Região Centro, 2002.

Quinta-feira, Julho 14, 2005

210. ARQUEOBLOGO

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O Arqueoblogo está empenhado em acabar a actividade, ainda por cima de um modo brusco. Não sei das razões que levam o Marcos Osório a fazer tal, mas devem ser poderosas, visto que há alguns dias a esta parte estava todo contente por ter feito dois anos de Blog. Desejo que este meu querido Amigo Virtual, sim Virtual, na realidade não conheço o Marcos, reconsidere e afaste estes maus ventos.

Neste preciso momento a comparação mais óbvia que encontro com o Arqueoblogo é esta fotografia do telhado da matriz de Idanha-a-Velha, todo ele desordenado e espatifado. Mas como se consegue consertar um telhado, um Blog também pode ser consertado e inovado.

Nota: O telhado da matriz de Idanha-a-Velha foi restaurado há cerca de 4 ou 5 anos. Já está neste estado. Quem é responsável?

Quarta-feira, Julho 13, 2005

209. Acalmaria

Por estas bandas anda tudo muito calmo. Demais.

As obras prosseguem em Idanha-a-Velha com o acompanhamento de três arqueólogos. Mais para o lado é escavado o baptistério norte pelo pessoal da Câmara Municipal.

Felizmente, nem incendios por cá tem havido.

Eu já há alguns dias que não publico nada. Tem faltado a inspiração e o calor é demais.

Estou a ler a tese de mestrado do José Cristóvão sobre as muralhas romanas de Idanha-a-Velha.

A epigrafia portuguesa tem estado parada, mas precisa de ser relançada.

Sexta-feira, Julho 08, 2005

208. Portal da igreja da Graça

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(Fotografia de Sónia Matos Abreu)

Pormenor da pedra de fecho do portal manuelino da igreja da Graça em Castelo Branco. Como se pode observar a pedra já descaiu alguns centimetros e na parede já se vê claramente uma fenda que parece profunda. Vamos a ver se não se degrada mais.

207. Parabéns ao Arqueoblogo

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O Marcos Osório já faz dois anos que tem em pé um Blog que é uma verdadeira referência para a Beira Interior, para a arqueologia nacional e em especial para mim. De facto se hoje possuo um local onde posso expressar "mais ou menos" livremente as minhas ideias e dar a conhecer o que passa no património da minha região, isso devo-o ao Arqueblogo.
A ele devo não só a ideia, mas também os requesitos técnicos para começar a postar. Não queria, aproveito a ocasião, deixar de relembrar um blog que já acabou, mas que também me marcou muito. O ARQVEOLVGVS. Por onde andam?

Por fim Marcos um grande abraço deste teu Amigo Virtual, e continua a tua caminhada que eu lá a vou perseguindo. Para acabar tenho a dizer que pus esta fotografia para aliar o meu monumento favorito ao meu Blog mais apreciado. Felicidades

Quinta-feira, Julho 07, 2005

206. Aldraba idanhense

Post de homenagem à Margarida.

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Apresentação de uma peça do Largo da Amoreira em Idanha-a-Velha

Quarta-feira, Julho 06, 2005

205. Museu da Santa Casa da Misericórdia albicastrense

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(Imagem retirada daqui)

Ontem visitei com grande prazer o Museu da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco. Instalado desde 1984 no antigo convento da Graça, é possuidor de magníficas peças de escultura, pintura e paramentos, alfaias religiosas e espécimes bibliográficos. Estão anexos ao Museu a igreja da Graça com a sua sacristia e a capela dos Fonsecas, situada nas traseiras do altar-mor da igreja do convento.
Fui magnificamente acompanhado e esclarecido pelo Senhor Neto, que provou saber a fundo da história da Instituição e das peças presentes.
Mas não há rosa sem espinhos. A igreja da Graça está em avançado estado de degradação. Os tectos estão arruínados e para meu espanto a degradação já chegou ao portal manuelino em que já se veêm fendas alarmantes e pedras já a darem de si derivado à degradação da parede por cima.
Não quero encontrar culpados (não sei se os haverá), apenas apelar para a Santa Casa, Câmara Municipal e IPPAR no sentido destes organismos tomarem conta da situação e tomarem medidas no sentido de evitar uma catástrofe.
Ainda esta semana darei conhecimento por ofício a estas Entidades.
Espero ainda que se vá a tempo.

Segunda-feira, Julho 04, 2005

204. A Gulbenkian e a Egitânia

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Contrariamente ao que muita gente pensa, houve alguns organismos publicos e privados que investiram verbas na recuperação de Idanha-a-Velha. Tem sido opinião geral que tanto a família Marrocos como D. Fernando de Almeida teriam sido os grandes mecenas, mas com factos como os que vou mostrar, podemos concluir que essa é uma opinião apressada e desprovida de elementos fiáveis.

Assim no decorrer do ano de 1963, a Fundação Calouste Gulbenkian paga em subsídios para Idanha-a-Velha os seguintes 3 items:

- Escavações na Egitânia = 60 contos
- Recuperação e consolidação da Egitânia = 40 contos
- Cobertura da Catedral = 208 contos

* Fonte: Relação dos subsídios concedidos no período 1963-1965, Lisboa, S/ data, , p. 29.

Perfaz estes três subsídios a módica quantia de 308 contos. 308 CONTOS EM 1963 não era uma pequena fortuna, mas era muito dinheiro. Mais do que o que actualmente lá é gasto.
O mito dos mecenas acho estar desmontado.

Quinta-feira, Junho 30, 2005

203. Jaime Lopes Dias

Para quem não conheça este importante personagem ligado à Beira Interior é favor dar uma espreitadela aqui.

Quarta-feira, Junho 29, 2005

202. Jaime Lopes Dias

Pela leitura da acta que se segue compreende-se a acção do Dr. Jaime dos Santos Lopes Dias na criação da freguesia de Idanha-a-Velha. No entanto a freguesia passados que são quase 72 anos há muito esqueceu o seu grande dinamizador de então. PARA QUANDO UMA JUSTA HOMENAGEM AO DR. JAIME LOPES DIAS. Acho que é um imperativo a que não nos podemos alhear e eu na minha pessoa tudo farei para que em breve tal importância seja reposta.

Acta da sessão solene da posse e instalação da Comissão administrativa da Junta de Freguesia de Idanha-a-Velha.
Aos trinta dias do mês de Dezembro de mil novecentos e trinta e três em Idanha-a-Velha e casa da Escola Primária, presentes os Excelentíssimos Governador Civil do distrito, capitão Carlos Alberto Godinho; secretário geral do Governo Civil, doutor Jaime dos Santos Lopes Dias; Comandante da polícia de Segurança publica do distrito, Tenente João José Amaro; administrador do Concelho de Idanha-a-Nova, Tenente António Simões Fernandes; professora oficial, D. Maria Amália Tomé acompanhada das crianças da escola, além de outras individualidades e muito povo, o presidente da Comissão senhor António de Pádua e Silva Marrocos, convidou a presidir a esta sessão solene o Excelentíssimo Governador Civil que por sua vez escolheu para o secretariarem os senhores Comandante da Polícia e Administrador do Concelho. Assim constituída a mesa voltou a usar a palavra o presidente da Comissão administrativa da Junta da freguesia, senhor António de Pádua e Silva Marrocos que saudou o Exmº Governador Civil, agradeceu ao dr. Jaime dos Santos Lopes Dias toda a acção que desenvolveu para a criação da freguesia facto porque ele lhe será sempre grato e a própria povoação saberá recordá-lo; faz a história da velha Egitanea desde os tempos do seu grande esplendor durante a dominação romana e visigoda apontando depois as necessidades mais urgentes para as quais pede o auxilio e protecção do Excelentíssimo Governador Civil. Falou em seguida o dr. Jaime Lopes Dias, que agradeceu as palavras que lhe foram dirigidas e afirmou ter procedido na sua acção pró criação da freguesia de Idanha-a-Velha impulsionado por um sentimento de justiça e também por prazer espiritual. O que está feito não basta. É preciso agora que dirigentes e dirigidos no presente e pelo futuro saibam fazê-la progredir, chamar a atenção de nacionais e estrangeiros para as suas ruínas e sobretudo para as preciosidades que desde épocas tão recuadas o seu solo esconde. Aplaude e elogia a acção do senhor Governador Civil que faz política na verdadeira acção da palavra e não a de ambiciosos e oportunistas. Ao Governo na pessoa do senhor Governador Civil fica devendo Idanha-a-Velha os seus agradecimentos, a ele Jaime Lopes Dias, apenas a acção desenvolvida junto de amigos seus e pessoas que souberam reconhecer o valor e a justiça da causa. Saúda a escola e a sua professora pela instrução que vai derramando terminando com um viva à freguesia de Idanha-a-Velha. O senhor Governador Civil, que falou em seguida agradeceu todas as referências e saudações que a ele e ao Governo haviam sido feitas dizendo estar ali não pelo simples prazer de ver o seu distrito aumentado de mais uma nova freguesia, mas com a grande satisfação de ver que essa freguesia deve ser o começo de uma resurreição que se impunha por amor à civilização e ao passado glorioso que aqui se desenrolou. Fará quanto puder para que a nova freguesia satisfaça as aspirações enunciadas pelo senhor António Marrocos, exortando a professora oficial e as crianças a que incutam entre os mais ignorantes o amor pelos sítios do passado, pelos monumentos, pelos achados valiosos de epochas tão remotas. Termina com um viva à independência de Idanha-a-Velha. O doutor Jaime Lopes Dias, leu em seguida o decreto que cria a nova freguesia e o alvará que nomeia a Comissão Administrativa da respectiva Junta, declarando o senhor Governador Civil empossados os nomeados. O senhor Governador Civil encerrou em seguida a sessão tendo sido levantados vivas ao Governo, ao Governador Civil, ao doutor Jaime Lopes Dias, António Marrocos, nova freguesia, etc.

ASSINARAM A ACTA
Carlos Alberto Gouveia, João José Amaro, António Simões Fernandes, António de Pádua e Silva Marrocos, Joaquim Tomé, José da Cunha, Padre João Duarte Barata, João Marques dos Santos, Júlio Lopes, Jaime Lopes Dias, Artur Vicente, António Proença Pinheiro

Segunda-feira, Junho 27, 2005

201. Estudos epigráficos

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O estudo da epigrafia romana de Idanha-a-Velha continua a bom ritmo, embora com algumas areias, por acaso bem insignificantes, que nem chegam a travar as engrenagens. Na foto estuda-se a placa funerária existente na ponte "velha".

200. Artilharia pesada

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O carro blindado que vê na foto encontra-se em Penha Garcia, concelho de Idanha-a-Nova, foi oferta do Exército português. Este artefacto nada diz aos habitantes e deixa os turistas perplexos, pois toda a gente acha que este "monstro" está aquí fora de contexto. Estranhamente e a "arrebolar pelo chão" estão vários fragmentos de peça de artilharia dos príncipios do século XIX, numa valeta uns metros mais acima. Mais acima um pouco está um canhão quase intacto imbutido num socalco numa rua empinada. Não seria de dar maior destaque a estes elementos oriundos da terra? Será que a Junta de freguesia sabe da existencia na povoação destes elementos?!

Quinta-feira, Junho 23, 2005

199. Apraz registar

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Duas imagens pouco distantes no tempo. Trata-se da antiga igreja de S. Francisco, anexa ao convento de S. António dos Piedosos da vila de Idanha-a-Nova. No príncipio do século XX foi transformada em lagar, mesmo assim a fachada continuou inalterada. No interior pouco ou nada evoca o seu passado.
Este monumento pertence à família Manzarra Franco que tudo tem feito para preservar o antigo convento e suas dependências, apesar das dificuldades e especificidades deste tipo de património e das 0 (zero) ajudas, financeiras ou técnicas que tem recebido. Aos proprietários os meus sinceros parabéns pela nova imagem da igreja e restante conjunto.

Terça-feira, Junho 21, 2005

198. Preciosidade bibliográfica

Chegou até às minhas mãos um exemplar de uma revista taurina catalã datada de 1905. Está cheia de fotografias, possuindo uma capa a cores. Bem interessante.
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Trata-se da revista semanal LA FIESTA NACIONAL , nº 68 datada de 16 de Julho. Este periódico começou a sua publicação a 2 de Abril de 1904 e numa breve consulta à base de periódicos da Biblioteca Nacional Espanhola a revista ainda está em aberto, embora eu penso que já se extinguiu há muito. Como sabem não sou nem de perto nem de longe "aficcionado", muito menos depois de ler isto, e este post só se justifica pela divulgação desta espécie bibliográfica, bastante rara.

197. Novo visual

Pois é. Perdi os comentários anteriores, os contadores, e as ligações a outras páginas, mas teve de ser, pois a situação do Blog estava insustentável. Tenho pena sobretudo de ter perdido os comentários, mas não todos. Sendo assim, uma nova etape se abre na vida deste Blog. Aos leitores/comentadores que perderam o seu contributo, as mais sinceras desculpas, mas teve de ser.

Quarta-feira, Junho 15, 2005

196. Comentários

Desde há alguns dias tenho tido grandes problemas com os comentários. Só ainda não mudei o sistema pois vou perder toda a série de comentários que os leitores efectuaram. Estou a ver se consigo salvar alguma coisa.