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Notas Várias

Por Bernardo Sousa de Macedo. O direito ao contraditório é exercido por Tiago Simões de Almeida, Pedro Rodrigues Bizarro, Cláudia Raposo Correia, Joana Mendes e Tiago Geraldo. Comentários para notasvarias[a]gmail.com

Domingo, Fevereiro 19, 2006

Desculpe?



Enfim, o que é portugiesisch é bom.
|| Bernardo Sousa de Macedo, 21:52 || link || (1) comentários |

Sábado, Fevereiro 18, 2006

Ninguém vive de medalhas

A SIC acaba de transmitir uma reportagem sobre a enorme quantidade de atletas de alta competição - os melhores na sua área a nível internacional - que não vêm o seu esforço recompensado por ninguém. Minto: estes senhores e senhoras são recompensados com a atribuição de medalhas e condecorações várias, coisa que nós, portugueses, adoramos -- e aí ninguém nos bate. Mas apoio financeiro, sponsoring à séria, desobstaculização estadual, disso não há nada para oferecer a estas vítimas da carolice.

Claro que isto não se passa só no desporto. No trabalho associativo/académico também tenho visto o estigma que recai sobre os que ousam ir mais além e a quantidade de entraves que é colocada a actividades sólidas do ponto de vista científico e importantes do ponto de vista formativo. Tenho visto o desprezo (sim, a palavra é mesmo esta: des-pre-zo) pelo trabalho de qualidade e pelas horas de esforço dadas de forma absoultamente voluntária por dezenas de alunos.

E depois, lá está, quando se apresenta um projecto ninguém liga nenhuma, ninguém está para se chatear, ninguém dá um tostão. E são muitos os que acusam essas pessoas que se mexem de "ambição a mais" ou "irrealismo". Mas quando as coisas correm bem, os profetas da desgraça são os primeiros a vangloriar-se: "ah são alunos da Faculdade", são uma honra para todos nós", "estamos muito contentes por serem nossos alunos". E se for possível até se dá umas medalhas. Para premiar os nossos (leia-se: aqueles que estão no mesmo espaço que nós mas a quem não ligámos peva até, contra tudo e contra todos, terem ganho qualquer coisa por aqui ou lá fora).

|| Bernardo Sousa de Macedo, 21:18 || link || (2) comentários |

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

O Philip Roth que se cuide

«Ahhhhhh.

Não é bom levar com o sol na cara numa manhã fresca e pensar: "estou de férias!" ?É como levar com um balde de água fria e acordamos para o mundo!»

Nunicius, dia um de fevereiro de dois mil e seis depois de cristo.

|| Tiago Geraldo, 02:17 || link || (0) comentários |

And Now for Something Completely Different

E agora um post com duas linhas (mais um) com links para outras coisas! Designadamente, o Portal da Vaca.
|| Tiago Geraldo, 00:09 || link || (1) comentários |

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

Feminista

Conversava com duas amigas sobre liberdade de expressão e os cartoons dinamarqueses. A certa altura irritei-me com o relativismo das minhas conspícuas amigas e disse, meio exaltado, que a civilização ocidental era, nos tempos que correm, uma civilização superior. As minhas amigas condenaram-me imediatemente a «arrogância» e a «persporrência» (como podem ver, tenho amigas que lêem Camilo).
Percebi então que o único feminista da mesa era eu.

|| Tiago Geraldo, 20:35 || link || (8) comentários |

Nas palhas deitado, nas palhas estendido

Berlusconi compara-se a Cristo.
|| PRB, 20:08 || link || (0) comentários |

Nem mais

A Da Vinci Challenge, por Andrew Sullivan.
|| PRB, 19:39 || link || (0) comentários |

Umas são mais iguais do que outras

Só não assino o manifesto "Como uma liberdade" pelas suas últimas palavras. Hoje, em 2006, eu reclamo uma superioridade civilizacional para a minha civilização. Quero lá saber de Saladino, da mesquita do Cairo ou das maravilhas da antiga Bagdad. Hoje, em 2006, os factos demonstram claramente e para além de relativismos bacocos que se as civilizações - à partida - são iguais, há definitivamente umas mais iguais do que outras.
|| PRB, 18:49 || link || (6) comentários |

Liberdade de expressão

Emirados Árabes Unidos proibem exibição de "Brokeback Mountain".
|| PRB, 18:43 || link || (0) comentários |

Sábado, Fevereiro 11, 2006

Até sempre

O imediatismo dos blogs serve para tudo, inclusive para dar este tipo de notícias. Tomei agora conhecimento que morreu Joana Gomes, autora do blog Semiramis, que venceu, há não muito tempo, um inquérito para melhor blog realizado n'O Insurgente.
Só me resta endereçar em nome de todos os que escrevem neste blog lamentos sentidos à família e aos seus amigos.
|| Tiago Geraldo, 03:14 || link || (0) comentários |

À atenção do Sr. John Kierulf

Andamos a dizer insistentemente que somos todos dinamarqueses e o Bernardo, que é descrito como um truly one em horário nobre num canal de excelência que infelizmente já não conta com a excelência jornalística da Sra. Manuela Moura Guedes, vem a público muito prontamente e à primeira oportunidade desdenhar tão ilustre designação. Não se faz.



Queira ainda assim aceitar os meus melhores cumprimentos,
Jesper Gronkjær (nome tabularmente registado)
|| Tiago Geraldo, 02:41 || link || (1) comentários |

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

E para que conste

Eu não me chamo John Kierulf nem sou dinamarquês...
|| Bernardo Sousa de Macedo, 02:02 || link || (0) comentários |

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Liberdade de expressão sem "ses" e "mas"

A manifestação de solidariedade para com os cidadãos dinamarqueses não atraiu muita gente (andaram por lá bastantes bloggers, mesmo assim) mas foi um momento simbólico de defesa de certos valores considerados fulcrais pelos presentes e de demarcação em face das palavras do Senhor Professor Freitas do Amaral.

Decorreu tudo tranquilamente, sem euforias nem atropelos. O único momento negativo foi a presença de dois skinheads que, aquando das declarações finais de Rui Zink, foram direitos aos jornalistas e mostraram uma bandeira nazi. Só espero que este fait divers não comprometa o carácter plural, democrático e supra-partidário da concentração.

Como foi dito por Luísa Jacobetty, Rui Zink e Manuel João Ramos, ninguém estava ali contra uma religião ou um grupo político mas simplesmente contra os "mas" e os "ses" (v.g. o "bom gosto" ou o "respeito") que um certo relativismo vai impondo à liberdade de expressão.

Já agora, vale a pena passar por aqui e subscrever o (excelente) texto redigido por Tiago Barbosa Ribeiro e Rui Bebiano.

|| Bernardo Sousa de Macedo, 17:20 || link || (20) comentários |

COMUNICADO - CONVITE

Na próxima 5ª feira, 9 de Fevereiro, pelas 15 horas, um grupo de cidadãos portugueses irá manifestar a sua solidariedade para com os cidadãos dinamarqueses (cartoonistas e não-cartoonistas), na Embaixada da Dinamarca, na Rua Castilho nº 14, em Lisboa.

Convidamos desde já todos os concidadãos a participarem neste acto cívico em nome de uma pedra basilar da nossa existência: a liberdade de expressão.

Não nos move ódio ou ressentimento contra nenhuma religião ou causa. Mas não podemos aceitar que o medo domine a agenda do século XXI.

Cidadãos livres, de um país livre que integra uma comunidade de Estados livres chamada União Europeia, publicaram num jornal privado desenhos cómicos.

Não discutimos o direito de alguém a considerar esses desenhos de mau gosto. Não discutimos o direito de alguém a sentir-se ofendido. Mas consideramos inaceitável que um suposto ofendido se permita ameaçar, agredir e atentar contra a integridade física e o bom nome de quem apenas o ofendeu com palavras e desenhos num meio de comunicação livre.

Não esqueçamos que a sátira – os romanos diziam mesmo "Satura quidem tota nostra est" – é um género particularmente querido a mais de dois milénios de cultura europeia, e que todas as ditaduras começam sempre por censurar os livros "de gosto duvidoso", "má moral", "blasfemos", "ofensivos à moral e aos bons costumes".

Apelamos ainda ao governo da república portuguesa para que se solidarize com um país europeu que partilha connosco um projecto de união que, a par do progresso económico, pretende assegurar aos seus membros, Estados e Cidadãos, a liberdade de expressão e os valores democráticos a que sentimos ter direito.


Pela liberdade de expressão, nos subscrevemos


Rui Zink (916919331)
Manuel João Ramos (919258585)
Luísa Jacobetty

|| Bernardo Sousa de Macedo, 09:49 || link || (0) comentários |

Coisas exóticas

Num qualquer país, a agenda do Presidente da República (ou figura equivalente) é mantida em segredo por razões de segurança; há o medo do terrorismo internacional ou de acções por parte de forças anti-democráticas de vária ordem, por exemplo. Em Portugal, a agenda do Presidente da República para o dia de hoje foi mantida em segredo até há poucos minutos por razões de segurança - e a culpa é dos habitantes de Canas de Senhorim...
|| Bernardo Sousa de Macedo, 09:26 || link || (0) comentários |

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

Isto é que é perder uma boa oportunidade para ficar calado

Não resisto a publicar na íntegra a declaração do nosso MNE a propósito da "crise dos cartoons". Comentários a seguir.

«Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos.

A liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros.

Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa – que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa.

Para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria.

Para os muçulmanos um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé.

Todos os que professam essas religiões têm direito a que tais símbolos e figuras sejam respeitados.

A liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade.

O que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável “guerra de religiões” –
ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão.

Diogo Freitas do Amaral
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros»

Comentários:
1. Não precisamos de um pedagogo (nem de um teólogo) nas Necessidades. Como se diz no Notas Verbais, Freitas entre inequivocamente "em matéria não só estranha à política externa e ao arrepio da actividade diplomática, mas também longe de qualquer razão de Estado".
2. Freitas vê estes acontecimentos como uma "guerra de religiões" entre cristãos (cruzados?) e muçulmanos. Acho que não precisamos de mais lenha para uma fogueira que já tem dimensões respeitáveis.
3. Nós não nos importamos de repetir: o "respeito pela liberdade e direitos dos outros" deve ser acautelado judicialmente e nunca pelo medo e por outras formas de auto-tutela.
4. Para além do mais, quem acha - como Freitas parece achar - que esta situação resulta apenas de uma ofensa a crenças religiosas e não tem propaganda e manipulações políticas por parte do extremismo islâmico por trás é, para ser simpático, muito ingénuo e pouco perspicaz.
5. A referência à licenciosidade parece-me - no mínimo - inusitada.
6. Todo este comunicado poderia ter sido emitido no tempo da outra senhora sem lhe mudar uma vírgula.
7. Não há uma palavra (nem uma!) sobre a destruição das embaixadas e interesses económicos ou as ameças de morte, por exemplo.
|| Bernardo Sousa de Macedo, 01:28 || link || (0) comentários |

Domingo, Fevereiro 05, 2006

Liberdade de expressão

Estou indignado com o Daniel Oliveira. Da próxima vez que o vir à minha frente, espeto-lhe com um abaixo-assinado em cima. Se ele não se agachar e me pedir imediatamente desculpas, rebento-lhe a casa e ameaço-o de morte. E o Daniel, morto ou vivo, tudo compreenderá, porque afinal, o Daniel é como o outro, não concorda com uma única palavra do que eu digo mas defende até a morte a minha liberdade de expressão.

|| Tiago Geraldo, 20:09 || link || (0) comentários |

Daniel, onde é que está a tua nave?

Nos poucos minutos que vi do Eixo do Mal, Daniel Oliveira diz-nos que as reacções do Islão aos cartoons dinamarqueses é perfeitamente legítima e deriva da sua liberdade de expressão, da mesmíssima liberdade de expressão de que gozam os cartoonistas que viram o seu trabalho publicado no Jyllands-Posten. Aliás, acrescenta Daniel Oliveira, também em Portugal se fez um abaixo-assinado - "o maior abaixo-assinado de sempre" - contra a exibição de um filme considerado chocante pelos subscritores.

Ira generalizada em jeito de retaliação, destruição e pilhagem de embaixadas e consulados, ameaças de morte. E abaixo-assinados. Também não percebo a diferença...

|| Bernardo Sousa de Macedo, 17:43 || link || (4) comentários |

"A serious threat"

Norway's Ministry of Foreign Affairs (UD) decided Thursday to close its representative office in Al Ram in the West Bank after receiving threats from armed groups in the region as the fallout from controversial caricatures of the prophet Mohammed continues to grow. - Notícia do Aftenposten

Enfim, é esta a recompensa pelos acordos de Oslo e por todos os esforços dos escandinavos, sobretudo dos noruegueses, em prol da paz no Médio Oriente.
|| Bernardo Sousa de Macedo, 17:20 || link || (2) comentários |

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

Porque há muito boa gente a pôr tudo no mesmo saco


[Imagem retirada de um post de João Pedro Henriques]

«Pelos vistos são muitos os que não percebem a diferença entre sentir-se incomodado, triste, ofendido, revoltado e ameaçar fazer explodir um lugar. Um pouco de memória e lembravam-se do Papa com o preservativo no nariz. Com certeza que muitos católicos se sentiram chocados e ofendidos. E muitos terão recusado voltar a comprar o Expresso, mas não consta que o tenham ameaçado de explosão.» - Henrique Burnay no Acho Eu
|| Bernardo Sousa de Macedo, 21:16 || link || (0) comentários |

Casamento = Filhos?

O Bernardo já escreveu muito daquilo que é - também - a minha opinião sobre esta questão, pelo que me limito a acrescentar o seguinte comentário a respeito da questão da ligação casamento/filhos, abordada, entre outros, por Vital Moreira, que escreve que "a noção constitucional de casamento (art. 36º da CRP) pressupõe claramente uma união conjugal e a possibilidade de filhos comuns, o que não dá cobertura ao casamento entre pessoas do mesmo sexo". Passando ao lado do facto de não existir no texto do artigo 36º nenhuma referência a esta ligação, admitamos só por um momento que o senhor professor tem razão e que a noção constitucional de casamento "pressupõe claramente [...] a possibilidade de filhos comuns". Nesse caso, como é que se explica o casamento in articulo mortis (artigo 1622º, nº1 do Código Civil)? Como é que se explica que a lei não só permita como efectivamente facilite uma união quando um dos nubentes não se encontra num estado que permita alimentar ilusões a respeito "da possibilidade de filhos comuns"? E já agora, como é que a "noção constitucional de casamento" permite que se considerem conforme à constituição os casamentos celebrados por mulheres que já tenham passado a idade fértil, se aí não existe já a "possibilidade de filhos comuns"? No limite, como conviverá esta "noção constitucional de casamento" com o facto de a infertilidade incurável não constituir impedimento matrimonial?
|| PRB, 05:28 || link || (1) comentários |

As boas acções começam por casa, é o que diz o meu pai


[Cartaz alusivo a uma manifestação do PNR em memória dos portugueses assassinados África do Sul]


Talvez não fosse má ideia alguém dizer aos senhores que organizam estas manifestações que a causa daquelas mortes é o mesmíssimo racismo e xenofobia (levado ao extremo, bem entendido) que têm demonstrado em momentos anteriores quer em relação a imigrantes, quer em relação a pessoas que adquiriram a cidadania portuguesa por jus soli. Mas enfim, já se sabe, pimenta nos olhos dos outros não arde...


Private/piada académica: não sou o único a ver genocídio em todo o lado!

|| Bernardo Sousa de Macedo, 04:22 || link || (2) comentários |

Um pouco de lucidez

Vale a pena ler este esclarecedor post de Fernanda Câncio sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Está lá quase tudo o que não disse e queria ainda dizer. Destaque também para os "casamentos de incoveniência" de Luís M. Jorge.
|| Bernardo Sousa de Macedo, 04:08 || link || (0) comentários |

Orgulho e Preconceito

(Mr.Darcy and Miss Elizabeth)

Gostei muito do filme, o que me fez estranhar ainda mais ser a única pessoa na sala de cinema.
Adorei a subtileza dos discursos arrogantes e sarcásticos entre as danças de um casal inconscientemente apaixonado, o desespero ridículo de uma mãe que quer casar as suas 5 filhas (de forma decrescente, de preferência) e salvar a familia da miséria, as reacções das irmãs mais novas com a chegada do exército, vistos como "óptimo meio de conhecer pessoas", leia-se futuros maridos, e a forma como nos mostra que as pessoas são, à primeira vista, a imagem que criamos delas. Miss Elizabeth negou casar-se com Mr. Collins (um primo que parece um hobbit tirado do filme O Senhor dos Aneis) por odiar Mr. Darcy, ou por julgar detestá-lo, o que no final se traduz no mais profundo e sincero amor e admiração entre os dois.
|| Claudia Raposo Correia, 03:14 || link || (0) comentários |

Sair do armário

«Carissimos, deixem-se de estratagemas manhosos. Assumam-se. E escrevam de uma vez por todas que nao gostam de PANELEIROS». Ok, eu assumo: não gosto de «Paneleiros». Gosto de mulheres.
Isto afinal não custa nada.
|| Tiago Geraldo, 01:11 || link || (2) comentários |

Não negue à partida uma ciência que desconhece

Está cientificamente provado que o casamento entre homossexuais é bom.
Só espero que quando o nosso estimado parlamento alterar o Código Civil se lembre de impor no registo, em vez de selo autenticado, um atestado de qualidade.

|| Tiago Geraldo, 00:52 || link || (0) comentários |

Moral da história

Eu acho que o mais engraçado no meio de isto tudo é que, a páginas tantas, ficamos a pensar que o doutor Vital Moreira é um perigoso direitista.
|| Tiago Geraldo, 00:38 || link || (0) comentários |

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

Inconstitucional



O meu dicionário, a Bíblia, a Madame Bovary, o Eça de Queirós, o povo português e vinte e cinco séculos de civilização ocidental.
|| Tiago Geraldo, 22:52 || link || (1) comentários |

Algumas notas sobre o casamento homossexual*

1. A questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo é importante em termos materiais, porque diz respeito a direitos fundamentais do indivíduo e porque o atinge directamente em termos jurídicos, sociais e económicos. Tendo em atenção o que representa o casamento na vida de uma pessoa, e independentemente da posição adoptada, penso que todos reconhecem isto.
2. A questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo é importante em termos simbólicos, porque permitir estes casamentos é reconhecer a igualdade perante a lei, perante o Estado, de hetero e homossexuais. É reconhecer que uns não são mais iguais que outros. Não é uma panaceia para homofobias e atitudes quejandas mas é - certamente - um sinal da neutralidade que é exigida ao poder público em face das opções de vida de cada um.
3. Neste sentido, uma "união de facto" (ou "parceria registada") não é a mesma coisa que o reconhecimento da possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mesmo que esse tipo de figuras jurídicas seja idêntico ao casamento hetero quanto aos direitos e obrigações daí advenientes, fica a pergunta: há alguma razão lógica para se lhes dar um nome diferente? Qual é que é o desvalor de uma relação homossexual?
4. A questão constitucional é, sinceramente, a que menos me interessa. Isto apesar de achar que o artigo 1577.º é claramente inconstitucional; antes da última revisão constitucional, o artigo era (estou em crer) compatível com o princípio da igualdade tal como ele é estabelecido no artigo 13.º, 1 da CRP. Este artigo é no fundo, uma cláusula geral (uma espécie de "malha grossa", para usar a expressão da constitucionalista Maria Lúcia Amaral) de proibição de tratamento discriminatório. Mas a inclusão da orientação sexual no artigo 13.º, 2, que concretiza as discriminações consideradas mais inaceitáveis pelo legislador constituinte ("malha fina"), há-de ter (há-de ter que ter) alguma tradução jurídico-política.
5. A este propósito diz Vital Moreira que "para o Código Civil só interessa o género (que é uma questão biológica) e não a orientação sexual, pelo que não existe nenhuma discriminação directa com base na segunda". Este argumento é, em meu entender, fraco. Se é verdade que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não se dirige exclusivamente a homossexuais (do mesmo modo que há muitos homossexuais em casamentos heterossexuais, pelos mais diversos motivos), o certo é que esta discriminação - como é óbvio - atinge em primeiríssima linha os homossexuais. Por mais voltas que se dê a orientação sexual é aqui relevante para efeitos de discriminação - isto na lógica, aliás, da jurisprudência do Tribunal Constitucional sobre os artigos 174.º e 175.º do Código Penal, por exemplo.
6. Ainda assim, parece-me que resolver a questão por via legislativa é o mais sensato, nomeadamente em virtude das preocupações que expressei aqui. Mas não censuro - nem de perto nem de longe - aqueles que procurarem fazer vingar jurisdicionalmente os seus direitos.
7. Rodrigo Moita de Deus diz que "a principal vantagem de um estilo de vida gay é a liberdade de dormir com quem nos apetecer sem nunca correr o risco de, ao fim de uns meses, nos exigirem casamento e filhos"; José Pacheco Pereira diz que "poucas coisas conheço mais conservadoras do que reivindicar o “casamento” para os homossexuais". Este tipo de argumentação é, no mínimo, manhoso. Enquanto que os hetero podem decidir livremente se se casam ou não, se alinham no conservadorismo do casamento ou não, aos homossexuais não é dada essa opção (a menos que sigam o conselho de Nuno Melo). A maior parte talvez nem queira sequer casar-se (como, aliás, vai acontecendo com cada vez mais heterossexuais) mas isso deve ser uma escolha pessoal e não uma imposição.
8. Dizer que a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo é o primeiro passo para, por exemplo, reconhecer uniões poligâmicas significa que se está a pôr todas essas situações em pé de igualdade. E é exactamente aqui que, a meu ver, reside o problema. Quem não reconhece a plena igualdade de relações de índole homossexual em face das relações ditas "normais" é natural que também não distinga o casamento entre pessoas do mesmo sexo da poligamia ou, sei lá, do matrimónio com animais (e outras alucinações que de vez em quando se vão ouvindo).
9. Para finalizar, Alexandra Teté, presidente da associação Mulheres em Acção (que melhor se chamaria "Brigada dos Bons Costumes") diz no Público de ontem que considera "a "heterossexualidade algo maravilhoso. [...] Pelo contrário, a homossexualidade parece-me (e estou bem acompanhada) uma contradição antropológica, moral e psicologicamente destrutiva" e fala ainda numa estratégia concertada do lobby gay (que tem as costas largas) para a aceitação mediática da homossexualidade. Entretanto, alguns dirigentes do PSD e do PS disseram, como sabemos, que esta discussão não é prioritária. Não há forma mais demagógica de evitar a discussão que invocar "outras prioridades". Sei que me repugnam as duas perspectivas, só não sei qual delas é a pior.

*Rectius, casamento entre pessoas do mesmo sexo, expressão mais rigorosa.

Adenda: vide os posts sobre o assunto de Constança Cunha e Sá e sobretudo de João Galamba. Estou com o João: deixem-se de estratagemas manhosos e assumam-se!

|| Bernardo Sousa de Macedo, 20:22 || link || (5) comentários |

Afinal

a piada de Ivan Nunes era a sério. Palmas para Nuno Melo e Vital Moreira.
|| Bernardo Sousa de Macedo, 18:02 || link || (0) comentários |

COISAS COMPLICADAS

|| Tiago Geraldo, 03:27 || link || (3) comentários |

COISAS SIMPLES

|| Tiago Geraldo, 03:24 || link || (0) comentários |

RETRATOS DO TRABALHO EM PORTUGAL



Trabalhadora do sexo na 24 de Julho. «Sou conservadora. Tenho a profissão mais antiga do mundo».

Valkyria Petrov
|| Tiago Geraldo, 03:12 || link || (0) comentários |

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Fácil demais

A blogosfera deve um enorme agradecimento a José Socrates. Quando as parcerias derem origem a um escândalo, já há um belo nome para dar ao caso. Depois do sobreirogate e do modernagate, teremos o Sócratesgates.
|| PRB, 20:15 || link || (0) comentários |

Uns e outros

"Claro que os homossexuais podem casar: a direita não tem nada contra isso. Só não podem casar uns com os outros", escreveu Ivan Nunes há uns tempos. Acho piada à frase, embora nem toda a direita seja - felizmente - contra os casamentos entre pessoas do mesmo sexo e uma parte significativa da esquerda não veja com bons olhos estas "modernices".

Hoje duas mulheres vão tentar oficializar uma relação que ainda é considerada "especial" por muito boa gente. E a 16 de Fevereiro vai entrar na Assembleia da República uma petição para levar ao plenário a alteração do artigo 1577.º do Código Civil*. A propósito destes dois acontecimentos falarei amanhã dos problemas constitucionais e sobretudo das questões sociais e políticas que o casamento gay (expresão pouco rigorosa) levanta ou pode levantar em Portugal.

Entretanto, espero que a vontade das referidas senhoras de oficializar um compromisso perante o Estado (e de usufruir os direitos daí advenientes) não seja aproveitada de forma panfletária pelos media e pelas associações de defesa dos homossexuais. E que a discussão serena prevaleça.

*"Casamento é o contrato celebrado entre duas pesoas de sexo diferente [...]"

|| Bernardo Sousa de Macedo, 14:33 || link || (2) comentários |

Letrados & Cheirosos

Ainda à espera de Godot, Vladimir instiga Estragon: «Devias ter ido para poeta». Estragon responde, indignado: «Mas eu fui poeta. (Um gesto a indicar os trapos com que está vestido.) Não se nota? Silêncio
Está para vir melhor parábola à apurada falta de sentido estético de alguns intelectuais. Um cabelo despenteado que demora eternidades a pentear, a incúria maquilhada, um tom sombrio e eremita que demora anos a construir, um alheamento treinado, a insegurança tornada altivez e um ódio tremendo a mundanas banalidades e a saudáveis ordinarices. Esta desconfiança do Mundo e esta feroz rejeição de tudo começaram um dia, igual a tantos outros, em frente ao espelho.
|| Tiago Geraldo, 04:30 || link || (0) comentários |

O que é que tem a Scarlett Johansson que é diferente das outras?

Estão a ver o sinal saliente no lado esquerdo da cara da Scarlett Johansson? É esse sinal incómodo, facilmente confundível com uma herança da puberdade, que dá um brilho indisputável a esta mulher. A beleza simétrica, harmónica e sem defeito é coisa que me enjoa e enfastia. Aquele pequeno relevo cutâneo é o tipo de problema capaz de modelar a personalidade de uma mulher, capaz até de acabar com a arrogância e o convencimento estúpido de uma beleza muito cheia de si. Não tenham dúvidas, sem a borbulha atrevida a menina Scarlett Johansson estaria inapelavelmente condenada à Série-B.
|| Tiago Geraldo, 04:01 || link || (0) comentários |

Ficção

Só hoje pude ver o Match Point. A infinita fragilidade do amor, o apocalipse do romantismo e uma frieza galopante e desencantada provocada pelo materialismo e a ascenção social. Tudo muito bonito. Mas sejamos sérios. O filme está mal catalogado. Nenhum homem faria o que o empertigadote fez à Scarlett Johansson. Aquilo não é maquievelismo. É ficção.

E Scarlett, por favor, não me olhes com essa cara.

|| Tiago Geraldo, 03:37 || link || (3) comentários |

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

M'lady, as always, your lightest touch commands obedience


«All I wanted was to sing to God. He gave me that longing... and then made me mute.» (Salieri)

Nos 250 anos do nascimento de Mozart, a RTP repetiu o filme de Milos Forman sobre o compositor austríaco.
Em Amadeus, uma versão romanceada da vida de Mozart, Salieri (F. Murray Abraham) assume um protagonismo que, em vida, verdadeiramente nunca teve. Correm rumores de que teria envenenado Mozart mas nenhum biógrafo sério lhes atribui qualquer credibilidade.
A função de Salieri e da sua personagem, ainda que sem correspondência na realidade, invoca, recuperando a ideia de Schlegel sobre a função do coro na tragédia, a corporização de uma audiência ideal. Salieri representa a multidão de espectadores, homens médios, absolutamente normais - insuportavelmente normais perante a grandeza de um génio.
Há uma moralidade neste confronto típico que me interessa. A verdade é que somos tendencialmente condescendentes com o fracasso e a mediocridade mas raramente perdoamos o génio. Toleramos os «companheiros de jogos à nossa medida» (Eliot) mas coramos de vergonha perante um talento que nos supera.
Como simples admirador, o impulso de gratidão que me leva a escrever sobre Mozart não envolve discursos encomiásticos nem superlativos xaroposos. A falta de formação musical permite-me apenas lembrar esta humana impotência perante o génio, esta miserabilidade própria que os homens sentem quando se aproximam de Mozart. É também uma forma de reconhecer a nossa ínfima pequenez e o génio de Mozart, aproveitando para agradecer ao compositor austríaco o banho frio de humildade.
Passados 250 anos Mozart ainda corre pelos ouvidos desse Mundo. Mas terá havido admirador mais comprometido que o pobre Salieri? Provavelmente não. Nessa rígida e submissa admiração houve sempre um misto de inveja e de revolta. Uma revolta que se entende e se perdoa. Que se admira. Uma revolta que também é nossa.

Inicialmente publicado n'O Acidental
|| Tiago Geraldo, 22:47 || link || (0) comentários |

Mozart não passou pelo blog


Estive uns tempos ausente do blog e fiquei tristissima quando reparei que ninguém falou de Mozart. Johannes Wolfgangus Mozart impressiona-me e tem composições completamente incontornáveis: As bodas de Figaro, Sinfonia nº36, Concerto Jeunehomme, a Flauta Mágica, que são conhecidas por todos, mesmo que 250 anos nos separem da sua composição, ou melhor, do seu autor. Mas apesar de admirar e ouvir com bastante frequência as suas composições, uma coisa há que me irrita: Mozart é um compositor unânime.
|| Claudia Raposo Correia, 16:45 || link || (0) comentários |

"Ó filho, come antes uma peça de fruta, que te faz melhor!"

pode ser que isto sirva para convencer os novos "health nazis" do extremo rídiculo a que estão a chegar. Já dizia o outro, "não há nada como a nossa merda para vermos que também cheiramos mal".
|| PRB, 13:38 || link || (0) comentários |

We are the Knights who say "Ni"!

Alegre criou o Movimento "Intervenção e Cidadania", "aberto, plural, transversal, sem estruturas rígidas", para discutir os grandes "temas" do "contrato presidencial" (?) dele mesmo, Alegre, com o país que o país, com é óbvio, rejeitou. Os "temas", que ninguém conhecia foram revelados por Ana Sara Brito, pensadora da campanha: a justiça, a desertificação, a corrupção, a igualdade de género" e "outros que surgirem". Além da originalidade genérica da coisa, o capítulo "outros que surgirem" mostra bem a falta que este movimento nos fazia. - Vasco Pulido Valente n'O Espectro





Knights of Ni: Ni! Ni! Ni! Ni! Ni! Ni!
Arthur: Who are you?
Knight of Ni: We are the Knights who say... "Ni"!
Arthur: No! Not the Knights who say "Ni"!
Knight of Ni: The same.
Other Knight of Ni: Who are we?
Knight of Ni: We are the keepers of the sacred words: Ni, Ping, and Nee-womm!
Other Knight of Ni: Nee-womm!
[...]
Knight of Ni: We are now no longer the Knights Who Say "Ni"!
Other Knights of Ni: Ni! Shh! Shh!
Knight of Ni: We are now the Knights who say "Ekky-ekky-ekky-ekky-z'Bang, zoom-Boing, z'nourrrwringmm".


[De Holy Grail dos Monty Python]
|| Bernardo Sousa de Macedo, 03:57 || link || (1) comentários |

Isto lembra-me um candidato presidencial qualquer...

«[...] ‘I’ve never suffered from mal de mer, no sir . . . I’ve been a vegetarian all my life,’ and his wife capped it. ‘We campaigned on that issue.’

‘Campaigned?’ Jones asked sharply as though the word had woken the major within him.

‘In the Presidential Election of 1948.’

‘You were a candidate?’

‘I’m afraid,’ Mr Smith said with a gentle smile, ‘that I stood very little chance. The two great parties . . .’

It was a gesture,’ his wife interrupted fiercely. ‘We showed our flag.’

Jones was silent. Perhaps he was impressed, or perhaps like myself he was trying to recall who the main contestants had been. Then he tried the phrase over on his tongue as though he liked the taste of it: ‘Presidential Candidate in ’48.’ He added, ‘I’m very proud to meet you.’

‘We had no organization,’ Mrs Smith said. ‘We couldn’t afford it. But all the same we polled more than ten thousand votes.’

I never anticipated so much support,’ the Presidential Candidate said.

‘We were not at the bottom of the poll. There was a candidate – something to do with agriculture, dear?’

‘Yes, I have forgotten the exact name of his party. He was a disciple of Henry George, I think.’

‘I must admit,’ I said, ‘that I thought the only candidates were Republican and Democrat – oh, and there was a Socialist too, wasn’t there?’

The Conventions attract all the publicity,’ Mrs Smith said, ‘vulgar rodeos though they are. Can you see Mr Smith with a lot of drum majorettes?’

Anyone can run for President,’ the Candidate explained with gentleness and humility. ‘That is the pride of our democracy. I can tell you, it was a great experience for me. A great experience. One that I shall never forget.’»

Graham Greene, The Comedians
|| Bernardo Sousa de Macedo, 03:11 || link || (0) comentários |

Temos Papa

«Um Estado, que queira prover a tudo e tudo açambarque, torna-se no fim de contas uma instância burocrática, que não pode assegurar o essencial de que o homem sofredor — todo o homem — tem necessidade: a amorosa dedicação pessoal. Não precisamos de um Estado que regule e domine tudo, mas de um Estado que generosamente reconheça e apoie, segundo o princípio de subsidiariedade, as iniciativas que nascem das diversas forças sociais e conjugam espontaneidade e proximidade aos homens carecidos de ajuda.»

Bento XVI, Encíclica DEUS CARITAS EST.
|| Tiago Geraldo, 02:03 || link || (0) comentários |

Domingo, Janeiro 29, 2006

Ainda sobre as presidenciais

- «[...] Talvez seja conveniente lembrar que esta eleição presidencial não foi e não podia ser, nem acessoriamente, um referendo à pessoa de Mário Soares. Não se perguntava aos portugueses se eles ainda gostavam da figura de Mário Soares, se ainda lhe estavam reconhecidos pelo seu passado e serviços prestados ao país. Se a questão fosse essa, Soares tinha ganho e tinha esmagado. Mas o que se lhes perguntava era se sentiam uma necessidade imperiosa no regresso de Soares ao poder, tal como ele próprio dizia sentir, para salvação do país. E os portugueses responderam que não. Obrigado pela disponiblidade, mas não há necessidade. Tão simples quanto isto. [...] O «Soares é fixe!» de 2006 tornou-se uma caricatura do original» - Miguel Sousa Tavares

- «[...] A realidade é que Cavaco Silva ganhou precisamente porque não se deixou aprisionar pela dicotomia esquerda/direita. Isso permitiu-lhe apresentar propostas políticas vincadamente diferentes das dos seus adversários. [...] Os candidatos de esquerda não quiseram compreender isso. Exploraram obsessivamente algumas opiniões avulsas de alguns apoiantes de Cavaco Silva que preconizaram a presidencialização do regime. Preferiram ignorar a repetida aceitação de Cavaco Silva dos poderes que a Constituição confere ao Presidente. E criaram, então, o fantasma de «um presidente da direita - basicamente, o único tema das suas candidaturas» - João Carlos Espada

No Expresso desta semana

|| Bernardo Sousa de Macedo, 00:08 || link || (0) comentários |

Sábado, Janeiro 28, 2006

Até podia estar a escrever sobre o jogo

mas não vale a pena. No fundo, é um resultado perfeitamente normal.
|| PRB, 21:54 || link || (1) comentários |

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Imperdível
|| PRB, 19:52 || link || (1) comentários |

O poder absoluto corrompe absolutamente

PS termina com a comissão de inquérito ao caso "Eurominas"
|| PRB, 19:28 || link || (0) comentários |

O sexo não é para meninos

é a opinião deste senhor, autor do livro "Triologia suja de Havana", onde a dado passo se pode ler que "[...] o sexo não é para gente escrupulosa. O sexo é um intercâmbio de líquidos, de flúidos, saliva, respiração e cheiros fortes, urina, sémen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é."
É disto mesmo que se trata. Imagens grandiloquentes e metáforas imaginativas só servem para tentar dar à coisa um ar mais poético, mais lavadinho, que torna chata e pomposa uma prática que não o é. Mesmo não conhecendo muito da obra de Henry Miller, do que conheço lembro-me de algumas imagens duvidosas. No entanto, e como o Tiago Mendes escreveu num comentário a outro post, Miller salva-se pelo desprendimento. José Rodrigues dos Santos não.
|| PRB, 10:40 || link || (1) comentários |