Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Banksy: Armoured Peace Dove


This wall marks the spot where over 40 people were killed during the first Intafada (the little holes along the top are from bullets).
While Banksy was painting it a lot of people came over, some to shake his hand and others telling him to go away. Eventually the local MP was called out to diffuse the eighty-strong crowd that had built up (by which time Banksy had left and the piece was completed by the local kids). 

Aparte sobre Gaza




O facto de Israel ter recusado o cessar-fogo de 48h proposto por Sarkozy vem por a nú o assunto da debilidade da União Europeia. Enquanto a voz da Europa for inaudível no contexto da geopolítica internacional uma hipótese concreta da existência de um bloco regional forte, alter-hegemónico e protagonista de um projecto de paz e solidariedade social à escala global ficará por cumprir.

A propósito de Gaza



Esta noite fui ao cinema ver a ante-estreia do muitíssimo bem conseguido Valsa com Bashir do israelita Stephan Elliott, longa-metragem de animação que reconta a Guerra do Líbano de 1982. Bom para recordar que, apesar do terrorismo de Estado que Israel tem levado a cabo nas últimas décadas na região do Próximo Oriente, existem vozes dissonantes no seio do povo israelita que se insurgem contra o ódio e dão o seu contributo para a denúncia das atrocidades que o Knesset promove e estimula. Um filme imperdível.

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Jornalismo absurdo (JMF em acção)



Estou a falar do jornal Público de hoje, mais precisamente o artigo de João Pedro Pereira sobre sobre os "notáveis" (as aspas são originais) que as universidades escolheram para os novos conselhos gerais. 
As aspas de certa maneira justificam-se, a lista é extraordinária: Manuel Ferreira de Oliveira (presidente executivo Galp); Paulo Teixeira Pinto (não precisa de apresentações); Américo Amorim; Rui Nabeiro; Fernando Nobre (AMI); general Loureiro dos Santos; e Fernando Nobre, antigo professor universitário e actual director de um sub-departamento da Microsoft, que por opções jornalísticas inexplicáveis ocupa duas colunas de texto com conselhos de bom management. Ao que parece é necessário  "manter a academia e, ao lado, ter uma gestão profissional". Agradecemos o conselho.

Todo este artigo é um conjunto de declarações alegres, contentes, cheias de esperança pelo futuro da universidade em Portugal. Não interessa que esta reforma tenha sido posta em causa por milhares de estudantes e por parte significativa dos corpos docente. A contestação mereceu apenas a seguinte menção: apesar de as alterações introduzidas pela lei terem sido alvo de críticas de parte da comunidade académica (os estudantes, por exemplo, queixavam-se de perda de poder representativo), Nobre sublinha ter verificado, nos contactos que já teve com os restantes membros do conselho geral da Universidade de Lisboa, uma grande abertura à participação dos membros externos. 
Os contactos de Fernando Nobre só podem ser extraordinários. Só por si conseguem ignorar por completo toda a contestação.

A isto chama-se mau jornalismo.

Sobre esta reforma do ensino superior já a Ana Bastos publicou vários textos neste blog (podem ler aqui), qualquer um deles com mais informação que este artigo. É por isso inaceitável que jornais de referência se resumam a fazer artigos de propaganda traindo a sua responsabilidade de serviço público como garante primeiro da democracia. 

The God Delusion

No seguimento do post da Rosa Félix sobre a campanha a decorrer agora em Londres com a mensagem: There's probably no God, enjoy your life. 
Já li o livro e acompanho este movimento há algum tempo. The God Delusion é o título, e a mensagem é apresentada incisivamente e com extraordinária sensatez.   
Aconselho vivamente que vejam este filme.



E este por piada



300 toneladas

[via Economist]

são hoje 345 mortos

Gaza - Israel, debate

Dois artigos da Economist (disponíveis na barra da esquerda) sobre este novo conflito despoletaram intenso debate. Das centenas de comentários retiro este: 

When it comes to the Israeli-Palestinian conflict, arguments turn fundamental within nanoseconds, thus bringing the debate to a virtual standstill. This happens in spite of the fact that the solution to the conflict is simple (unlike in other conflicts), and it's been reiterated a million times: 1967 borders (with the possibility of mutually agreed land swaps), shares capital Jerusalem, compensation instead of right of return. It's that simple. And if the US would put their weight behind it, it could be done within a year.
Regarding the current conflict: The question is not whether Israel's action is justified by the continuous bomb attacks from the Gaza strip (it is, in principle). Or whether it's out of proportion and therefore unlawful (it is, in reality).
The question is whether the offensive will yield any lasting results, or any results at all.
Just as in 2006: It won't.
Israel has my greatest sympathies. But it is - again - acting stupid, at best. It's best friend, the US, must therefore guide Israel, with all the superpower's might.

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Palestina

200 toneladas


Este pedaço de terra pouco maior do que Cascais levou ontem com 200 toneladas de bombas. Vamos hoje no segundo dia de bombardeamentos. No total morreram já 280 pessoas. Não são os primeiros, provavelmente não serão os últimos. Vai-se tornando difícil mas não nos podemos esquecer.

Ortodoxias de esquerda


-O Alegre é de esquerda?! :P 

-Capitalizar muito voto da Esquerda não significa ser de Esquerda. Na realidade, eu cá me pergunto o que esteve ele a fazer durante estes últimos 30 anos na Assembleia da República e no PS. 


Estes foram os comentários do leitor que se apresenta pelo nome de Y neste post. Era uma questão de tempo até alguém levantar esta questão. Dou agora a minha resposta sincera: Não estou minimamente preocupado em definir se Manuel Alegre foi ou é de esquerda. É um exercício inútil. Interessa-me sim que ele capitalize o voto da esquerda e que isso seja uma via para formar uma união da esquerda, capaz não só de retirar a maioria absoluta ao PS mas também de ser alternativa de poder. A mal ou a bem Alegre está em posição de, e é (acredito eu) a única pessoa com projecção pública suficiente para atingir este objectivo.
A verdadeira questão é: seremos nós capazes de formar uma relação de confiança e interesse mútuo que aguente uma campanha e, possivelmente, se torne poder? Ainda é demasiado cedo e não existe nenhum processo visível que me dê resposta a esta questão. Vai ser o próprio processo político a responder. Veremos. 


"Onda sem precedentes"

Vale a pena ler este artigo de hoje no Público sobre as pressões internas e externas aos EUA para levar W. Bush e Cheney a tribunal por crimes de guerra. JMF deve estar horrorizado. 

Sábado, 27 de Dezembro de 2008

E se fosse por cá?

Será já em Janeiro que os autocarros de Londres transportarão a mensagem: "There's probably no God. Now stop worrying and enjoy your life."

Trata-se de uma campanha publicitária a favor do ateísmo, promovida pela Associação Humanista Britânica e apoiada pelo célebre biólogo darwinista R. Dawkins, professor da Universidade de Oxford, ateu militante e, segundo muitos, fundamentalista.

Se fosse por cá, viría logo um comunicado de D. José Policarpo, teríamos em directo a opinião de D. Carlos Azevedo, debates na Rádio Renascença, nas missas os padres a pedirem aos fiéis para não andarem na Carris!
O mundo estaria perdido... mas seria engraçado.

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Também é tradição



"Fuck Christmas, I got something wierd"

Já há 7 anos que a ZBD nos oferece o melhor presente de Natal: os blues do Paulo Furtado aka Legendary Tiger Man. É verdade, é hoje às 23h.


Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

and so this is xmas...

Ou lá o que é


Pelo Nuno Saraiva.


Mark Rotko


Bom Natal ou lá o que é!

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

As feministas ciborgue têm a tarefa de recodificar a comunicação e a inteligência para subverter o comando e o controlo



Este Natal, em vez de seguir as instruções do Ratzinger, questione o patriarcado e ofereça um exemplar do Cyborg Manifesto de Donna Haraway.

"Não há a menor dúvida a quem pertence a Baixa durante o Natal."


O Marquês de Pombal e a Praça do Comércio são da TMN. O Cristo-Rei é da Samsung. O Rossio é da Santa Casa da Misericórdia.
Pelo Cidadania LX fiquei a saber que a instalação monstruosa do Rossio não teve o parecer [obrigatório] do IGESPAR/Ministério da Cultura.


Vale a pena ver também a reportagem fotográfica em tempo de Natal, no Lisboa S.O.S.

Não há Natal para o Ensino Superior (II)




Se na Universidade de Lisboa já houve, este ano, esperança de que toda a comunidade se juntasse, protestasse bem alto contra esta política exigindo a responsabilização do Estado pela educação pública, esta esvai-se a cada momento.

O ano começou com uma dura crítica do Senado ao OE2009. Esta crítica teve eco nas vozes dos estudantes, que agitaram durante os primeiros meses a Universidade mas cujos protestos foram sempre demasiado tímidos, na expectativa de conseguir o apoio do corpo docente.

Houve RGA's e Assembleia Magna que foram das mais participadas de sempre; falava-se disso pelos corredores; muita gente queria ter uma participação activa na contestação; juntaram-se grupos informais de estudantes para discutir a questão que conseguiram estabelecer uma base de diálogo com as Associações de Estudantes; foi das poucas vezes em que todas as AAEE da UL falaram em uníssono e organizaram iniciativas em conjunto.

Em vez de aproveitar todo este ânimo inicial, os estudantes ficaram à espera que os professores se juntassem à contestação e que o Reitor tivesse uma atitude mais pró-activa. Na espera, o ânimo foi esmorecendo, mas ainda havia o interesse por parte de grande parte dos estudantes em saber o que se ia passando. Até que presidentes de Conselhos Directivos e Reitor vieram dizer aquilo que já se esperava: os protestos de estudantes dão muito jeito, mas nunca terão o apoio do resto da academia - o que devia ter sido tomado como óbvio desde o início. A informação foi sendo cada vez mais escassa e fechou-se nas estruturas representativas na maior parte das faculdades; a discussão foi se apagando e os protestos desaparecendo. Exceptua-se talvez a FDL, cuja Associação Académia foi, apesar de tudo, actualizando a informação, discutindo com os estudantes e confrontando professores e Reitor com a sua irresponsabilidade.

Para apagar ainda mais a chama o Reitor levantou a hipótese de se estabelecer um contrato programa com o MCTES que se concretizaria num plano de financiamento plurianual e que poderia resolver os problemas da UL. Esta medida, além de ser mais uma prova do corporativismo académico, é mais um passo na redução da autonomia universitária, já que o MCTES terá de aprovar o plano proposto pela UL.

A UL, depois de se ter mostrado como a única capaz de confrontar o MCTES - apontando o carácter irresponsável, injusto e até ilegal do orçamento para o ES - ajoelha-se agora perante este propondo um plano de financiamento extra que prevê uma diminuição progressiva do financiamento público, um aumento exorbitante do valor de receitas próprias, o aumento de propinas (este nunca fica esquecido) e uma diminuição drástica das despesas com pessoal - que se pode traduzir em despedimentos ou em maior recurso a bolseiros e outros profissionais precários.

É escandaloso que a mesma universidade seja capaz de estabelecer duras críticas a uma determinada política e três meses mais tarde engula um plano que incorpora todas as medidas criticadas, indo ainda mais longe do que o próprio Ministro. O discurso feito pelo Reitor há menos de dois meses atrás, torna-se agora um insulto à inteligência e integridade da universidade.

Agora é Natal e está toda a gente ocupada a pensar qual a melhor receita de rabanada a fazer, ou se vai receber mais uma vez meias, ou se vai ser preciso estudar durante a consoada. Não quero desvalorizar estas questões prioritárias mas, quando acabar a época de exames, já tudo isto terá passado tranquilamente e provavelmente a UL estará vinculada a um contrato programa que é uma fraude.


ecologia homofóbica... ou homofobia ecológica?!

"O Papa Bento XVI indicou hoje que salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição. “[A Igreja] deverá proteger o homem de se destruir a ele mesmo. É preciso uma espécie de ecologia do Homem”"

A noticia vem no Publico de ontem, dia 12 de Dezembro.

Não percebo como é que ninguém tinha ainda feito a ligação entre homofobia e ecologia porque, de facto, parecem ter tudo em comum.

Provavelmente serei eu a única a achar que existe uma relativa diferença entre oprimir, descriminar e desrespeitar pessoas, por serem quem que são, e preservar, equilibrar e procurar manter a sustentabilidade e diversidade ambiental global...

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Não há Natal para o Ensino Superior (I)


Hoje o Público dedicou duas páginas a uma breve análise sobre a situação desastrosa do Ensino Superior por todo o país.



Não é novidade que os cortes orçamentais para o ES têm diminuído todos os anos e que os resultados já se têm vindo a fazer sentir em todas as instituições de forma mais ou menos dramática. Mas é sempre útil a sistematização dos problemas, das suas origens e consequências, num panorama mais geral. Até porque muitas vezes, em discussões sectoriais, a nível de faculdade ou de universidade, tenta-se sempre colocar o problema a nível local, esquecendo o panorama nacional.

Para 2009 está prevista no Orçamento de Estado uma dotação de 1027 milhões de euros para o ES, enquanto que a estimativa das despesas apenas com pessoal é de 1282 milhões. Ou seja, o Estado está a financiar apenas 80% das despesas com funcionários que são públicos, e já nem sequer se contabilizam as despesas correntes do funcionamento regular das instituições. Em Setembro o Ministro Mariano Gago, com grande pompa, veio anunciar que ia aumentar em 90 milhões de euros o orçamento para o ES, ou seja, cerca de 7%. No entanto, Luciano de Almeida, ex-presidente do CCISP, explica que se todas as instituições mantivessem o orçamento inicial de 2008, seria necessário aumentar em 32,4% o financiamento do ES. Se pensássemos num investimento que contemplasse o desenvolvimento de projectos, de promoção do corpo docente e de melhoria de infraestruturas a percentagem deveria ainda ser bastante superior.

As consequências são devastadoras e conduzem o ES para uma situação que além de insustentável força as instituições a medidas de legalidade duvidosa. As consequências apontadas constituem uma longa lista onde se pode encontrar despedimentos, aumento de propinas, abandono de projectos, desinvestimento na formação de alunos e professores até à redução de banhos em residências universitárias (!).

O MCTES, desta forma, estrangula as instituições e obriga-as a um quotidiano de luta pela sobrevivência, sem capacidade de investir na qualidade do ensino e da investigação ou de criar projectos. As soluções são duas: ou definham e vão sobrevivendo à custa de "complementos", previstos numa fatia do orçamento para "recuperação institucional e reforços" - esmola generosamente cedida por Mariano Gago - ou então podem passar a fundação de direito privado. Sobre esta prática de chantagem do Ministro já escrevi aqui. Hoje sabe-se que mais duas instituições conseguiram entrar no distinto clube das fundações - Universidades de Aveiro (ver aqui) e do Porto.

E o que se faz por esse país fora?
Os estudantes estão tranquilamente a estudar para os exames ou a embebedarem-se numa qualquer festa académica da neve; os professores anunciam, sorrindo, pelos corredores que não vão receber os salários de Dezembro; bolseiros de investigação não fazem barulho e tentam passar despercebidos para assegurar um lugar; os Reitores fazem discursos inflamados na academia e encolhem-se em reuniões com o Ministro.

* Amanhã escrevo sobre a situação na Universidade de Lisboa, que exemplifica claramente este último parágrafo.

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Convocatória ::: dia de solidariedade internacional


Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Cavaco: conversas em família (déja vu Caetanista)


Tranquilidade, pátria e família.


Ao assistir à sessão que hoje foi emitida em directo da assembleia, a audição do PGR à comissão de inquérito: orçamento e finanças. Ficam-me alguns pontos centrais no que se refere ao desempenho dos deputados presentes. Sendo que esta era um oportunidade extraordinária para se porem as questões fundamentais no que diz respeito à supervisão do Banco de Portugal, ao caso BPN e do Banco Insular e todos o que lhe seguiram, Bcp e Bes em particular.
Esta sessão é importante e é reveladora dos deputados que temos, vou focar a prestação de Francisco Louçã que pôs questões fundamentais de forma clara e eficaz e desvalorizar a forma como na segunda ronda de perguntas colocadas ao PGR, o deputado do grupo parlamentar do PS, Vítor Batista, aproveitou vergonhosamente para se defender não se sabe bem de quê mas aparentemente tentando mostrar que é maioria, que embora não tenha sido o seu partido a sugerir esta audição muitas coisas tinha para dizer a respeito do seu próprio partido e minando tudo em volta, a meu ver, com questões sem qualquer importância, a troca de galhardetes entre este deputado e o deputado Nuno Melo do CDS baralharam tudo.
O que não deveria ser um debate politico acabou por ser, e entre deputados, mesmo que as questões em causa fossem outras. A sessão acabou entretanto porque outros tinham que entrar de serviço logo a seguir, parece-me que por falta de tempo ocupado por "ninharias", na segunda ronda os restantes partidos não se ouviram, esses foram o BE e o PCP, não é curioso? Sendo que se há deputados preparados para estas matérias são Francisco Louçã e Honório Novo.
Quando começou esta sessão tive esperança que fosse diferente, mas guardo para mim, que o PS está “podre” e por vários lados e manifesta-se com arrogância sempre que pode, sem acrescentar nada ou acrescentar a chamada “palha”. Se é estratégia é mau, se não é, ainda pior.
Segundo uma pessoa que conheço e respeito, só há uma coisa realmente “chic”: - a boa educação.
Não devíamos ver a politica reduzida a uma maioria absoluta tão mal educada!

Concurso: quem tem maior impacte visual?

Porto de Lisboa manda retirar cartaz contra contentores Contentores em fila aqui? Sem problema, cartazes de partidos políticos é que nem pensar

A Administração do Porto de Lisboa considerou que a iniciativa partidária tem um impacto visual inaceitável sobre a Gare Marítima de Alcântara e ordenou ao CDS que o retirasse.

O impacto visual de uma 'muralha de aço' de 1,5 km de comprimento e 12 metros de altura à beira-Tejo foi uma das razões que motivaram a polémica em torno do aumento do terminal de contentores de Alcântara [...] Mas se o volume dos contentores não impressiona a APL, um "outdoor" do CDS denunciando essa decisão fez a APL considerar que a iniciativa partidária tem um impacto visual inaceitável sobre a Gare Marítima de Alcântara e ordenou ao CDS que o retirasse.

Lindo!




"Pumba,pumba,pumba,pumba,pumba..." nos bancos, só pelo prazer de imaginar!É como os jogos de sapatadas no Bush!

E por isto clamam os capitalistas...


«As pequenas e médias empresas nacionais têm acesso à taxa de juro média mais elevada entre os membros da Zona Euro. Em Outubro, a taxa média de juros praticada pelas instituições financeiras a empréstimos a empresas até um milhão de euros superou os 8%, pela primeira vez desde, pelo menos 2003» (Jornal de Negócios)

Tenho alguma dificuldade e em aceitar, senão compreender, certos acontecimentos actuais.
Deixem-me ver se entendo.
Em nome de lucros astronómicos, bancos e outras instituições financeiras não hesitaram (e não hesitam) em conceder créditos de forma indiscriminada, em transaccionar activos tóxicos, em roubar e em especular sobre activos financeiros completamente moribundos.
Os gestores destes bancos não demonstraram qualquer tipo de pudor em meter milhões aos bolsos, enganar os seus clientes e criar, como por artes mágicas, inúmeras empresas em paraísos fiscais para encobrir as suas manobras.

E a isto chamam "livre funcionamento do mercado".

Este tipo de acções, conjugadas com outras que tais, juntamente com a interdependência dos mercados levaram a uma estrondosa e preocupantes crise financeira e económica a nível mundial.
E é este o momento em que somos todos socialistas. Até os mais liberais clamam por Estado e regulação. Venha o Estado salvar os bancos, indemnizar os desgraçados gestores e administradores e prestar garantias. É para isso mesmo que serve.

E a isto chamam "intervenção mínima do Estado" - eu chamo socialização das perdas.

Quando o furacão passa (ou uma parte dele), o Estado já garantiu 20 mil milhões aos Bancos. 20 mil milhões para que estes, por sua vez, garantam a dinamização da economia. E o Banco Central já desceu as taxas de referencia, às quais a Euribor se começa a ajustar.
O Estado salva os bancos em nome da economia, porque estes desempenham um papel crucial no financiamento da mesma. Porque não é possível haver actividade económica sem recurso ao crédito.
Os bancos agradecem.. Mas, em vez de financiar pequenas e médias empresas, em asfixia por falta de liquidez, e/ou projectos inovadores que promovam uma renovação do tecido empresarial Português, limitam-se a renovar as garantias de alguns créditos já existentes recusando o acesso dos cidadãos ao crédito.
E agora o Estado já nada tem a ver com esse assunto. Poderíamos estar a por em causa a independência dos bancos e eficiência dos mercados! As mesmas instituições salvas pelo Estado, PORQUE É DO INTERESSE PUBLICO, agora já não tem que prestar contas a ninguém, nem que cumprimir qualquer tipo de compromisso (assumido) para com a sociedade e os contribuintes. “O mercado sabe o que faz”. Agora sabe o que faz…

E a isto chamam "livre funcionamento do mercado"

E por isto clamam os capitalistas.

estamos safos!


“Os mercados estão a ser reprimidos por um grau de medo que não se vivia desde inícios do século XX (..)”
“Sendo a natureza humana aquilo que é, podemos contar com uma reversão do mercado, esperançosamente, dentro de seis meses a um ano”.
Alan Greenspan

ahh pronto! E nós preocupados com a crise...
Ainda bem que o senhor Greenspan conhece tão bem a natureza humana.


Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Não se agitem que não dói nada



Manuel Alegre agitou a casa. Desde segunda-feira conto já 13 posts no Câmara Corporativa, dedicados ora a dizer mal de Alegre ora de Louçã.  O primeiro-ministro definiu hoje o PS como um partido popular de esquerda moderada... não sei bem o que isto é, talvez um chavismo à europeia...   
Tenham calma que perder a maioria absoluta é como as vacinas, só dói se olharem.

É urgente (re)pensar o território

Ainda sobre o encontro das Esquerdas, um resumo do Painel das Cidades...
Auditório cheio, com mais de 200 pessoas, algumas sentadas em degraus e outras em pé. Vieram ouvir, discutir e sugerir ideias para um futuro sob o tema das Cidades. Com um painel bem constituído, as intervenções foram de luxo!

Helena Roseta começou por contextualizar o meio urbano e as pessoas na globalização e na crise financeira, falou da urgência da revitalização dos centros históricos, e defendeu o que a Esquerda defende - as cidades mais humanas, como espaço de cidadania e de igualdade de oportunidades - esta "nova" visão de Cidade que é urgente construir.
Como desenvolver uma democracia participativa na administração de uma cidade?

O Arq. Manuel Correia Fernandes contribuiu com uma interessante perspectiva da evolução histórica das cidades, passando pelas utopias e distopias da cidade ideal: a cidade industrial, Paris de Haussman [a quem compete desenhar o Espaço Público?], as falhas da Cidade Moderna e da Carta de Atenas, o bloco habitacional - os falangistérios de Fourrier comparados com as unidades modulares/condomínios em que vivemos, uma moderna noção de comunidade que nunca chega a acontecer. Ideias de cidades que assentam essencialmente no diferente modo de as desenhar - e vivê-las e experimentá-las?
Há novos usos e novos protagonistas do Espaço Público, assim como deverão haver novas utopias. Terminou com a frase "Não há uma cidade ideal, mas também não há uma cidade real sem um ideal de cidade".

Pedro Bingre, dirigente da LPN, surpreendentemente encantou o público com o seu discurso sobre a especulação imobiliária, as burocracias administrativas, e a lei de solos . Começou por defender que em Portugal sempre faltou o aspecto económico e político no Urbanismo. Denunciou as "mais valias" urbanísticas (mais valias?? para quem?) que chegam a ter escandalosos rendimentos de 20000%, apenas com a assinatura de alvarás que permitem a passagem de categoria de solo agrícola para solo urbanizável. Alertou para a bolha imobiliária que já rebentou há muito em Portugal mas que ainda ninguém deu conta, para a taxa de imóveis vazios no território, e para a fraquíssima qualidade de construção dos últimos 20 anos.
Lembrou ainda (e bem!) que mais de um terço do país está por cultivar.
Questões que podem parecer uma seca discutir, mas que são urgentes no paradigma português! Valeu-lhe uma grande ovação no fim da sua intervenção.

Pedro Soares centrou-se na questão das Autarquias, no problema da habitação em Lisboa, e apontou o dedo a casos em que se sobrepõe a REN à RAN de modo a libertar REN para urbanização, o que é o equivalente à produção de solo para especulação.
Terminou afirmando que é urgente um novo ciclo de políticas autárquicas, assim como é urgente ultrapassar o ciclo do betão.

Fernando Nunes da Silva debruçou-se sobre quatro grandes áreas de intervenção: serviços urbanos, habitat (habitação e envolvente), acessibilidade e mobilidade (igualdade social no acesso de bens e serviços), e políticas para a população não-activa.
Frisou a ideia de que somos utentes dos serviços públicos, e não clientes, e que os serviços públicos devem ser de acesso a todos. Quando nem todos têm acesso, não se pode contestar e exigir melhorias nos serviços.
A Mobilidade como direito e não como obrigação. É necessário rever os sistemas e as políticas de transportes colectivos, nomeadamente o seu financiamento. Lembrou que as receitas dos parquímetros vão para privados, enquanto realmente poderiam subsidiar directamente os transportes públicos.

Seguiram-se as intervenções do público: sobreposição dos Instrumentos de Gestão Territorial; autarquias que não estão preparadas para ouvir os cidadãos, principalmente os jovens (que não estão de todo alienados da política!); Regionalização com assembleias eleitas pela população, e não federações de municípios; questão das escalas das cidades em Portugal, em que temos duas muito grandes e nenhuma cidade média; ideia de transformar quartéis abandonados em residências para estudantes... Houve ainda quem defendesse que as listas de cidadãos [candidatos a autarquias] devem ser abertas e transparentes, o mais amplas e transversais possíveis, e sem ligações a partidos, clubes de futebol ou construtoras civis.

Agora questiono... com uma sala cheia de gente interessada em discutir políticas das cidades, com mais de 2mil jovens a participar nas Cidades Criativas, a Estratégia Nacional não passará também pela formação e educação? É triste ver o meu curso - Engenharia do Território - o único curso totalmente direccionado para estes temas, a ter recentemente fechado as portas da sua licenciatura, transferindo as suas vagas directamente para Engenharia Civil. Vamos deixar estas questões nas mãos de quem, do lobby do betão??

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Todos Gregos

O Christos (nome tão grego) do Spartacus (uma espécie de trotskistas-morenistas) mandou este texto por mail, um comunicado comum das organizações da esquerda anti-capitalista. A foto vem do site do Neolaya Synaspismos (tipo juventude bloquista lá do sítio).


Down with the government of murderers!

We, the organizations of the anticapitalist Left that sign this text, want to condemn the murder, in cold blood, of 16 year old Alexis Grigoropoulos by a police special guard in the evening of December 6th.

Our answer will be to resist and to keep fighting to overthrow the policy of police oppression, austerity and racism


We salute the demonstrations against the government of murderers all over Greece. In our opinion the reason for what happened is not the "extreme zeal", or the "loss of temper" or the "lack of training" of a police special guard but the whole policy of the New Democracy government.

It is a policy that not only reinforces police oppression and legitimizes the use of lethal weapons against demonstrators, but also privatizes the Ports and Olympic Airlines, attacks social security and the rights of students.

It is the policy of police beatings of students, of the kidnappings of immigrants from Pakistan, of illegal interceptions of phone communications and of racist attacks that lead to the death of refugees that came here looking for asylum and a better future.

It is the policy of special "antiterrorist" legislation, of full compliance to the measures adopted by the EU against democratic liberties and against immigrants.

It is the policy of the new legal framework for the Universities, of legalizing Private Universities. It is the policy of lower wages and rising taxes. Amidst an economic crisis the government is trying on the one hand to offer billions of euros to the Banks and on the other to find scapegoats either in radical youth or in immigrants.

After the brutal murder the government has chosen the path of police repression. That is why police anti-riot squads attacked those who were demonstrating. The Socialist Party, PASOK, has offered his consent to this policy. The message is simple: the government will enforce its policy at any cost, a policy that will make the workers pay for the economic crisis, by means of austerity, flexible work, privatizations, implementation of the EU policies.

The anger of the demonstrators is fuelled by the policies of the government, of the forces of capital, of the EU. That is why the protest must grow stronger. We must meet in the streets with the struggling workers, farmers and students. We will not pay for their crisis. Today anger is not enough. What is needed is collective and militant struggle in every workplace, every neighborhood, in order to transform them into places of resistance and overthrow the government and its policy.

Down with the New Democracy government of murderers and its policy

Capital must pay for its crisis, not the workers and youth.

Let's escalate the struggle for our rights

The ministers that are responsible must resign

The police must be disarmed, police forces must keep away from demonstrations, and Police Special Forces must be disbanded.

Release all people arrested during the demonstrations.

Repeal "antiterrorist"˙ and authoritarian laws

8/12/2008

The organizations of the Greek anticapitalist Left : ARAN (Left Recomposition), ARAS (Left Anticapitalist Group), EKKE (Revolutionary Communist Movement of Greece), EEK (Workers Revolutionary Party), OKDE, OKDE-Spartacus (4th International), SEK (Socialist Workers Party), NAR-N.K.A. (New Left Current-Youth Communist Liberation), K.O. Anasyntaxi (Communist Organization Regroupment), K.A. (Communist Renewal), EN.ANTI.A (United Anticapitalist Left), ME.R.A. (Front of Radical Left)

Luís Amado é uma star


Desta não estava à espera. 

Aparentemente a disponibilidade de Portugal receber alguns dos detidos de Guantánamo tornou Portugal o país mais popular da prisão.  
Outro facto de que só agora me apercebi é a forma como a proposta do nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros foi encarado nos EUA: como o primeiro sinal de abertura e envolvimento sincero da Europa nesta questão. Desde o Chronicle até ao NYTimes (que usa a expressão diplomatic breakthrough), passando pela BBC e declarações do gabinete do Secretário de Estado dos EUA - This is the first breaking of the ice in European resistance in trying to help out with Guantanamo.
Luís Amado é uma star, devíamos estar orgulhosos.

ai ...

Ministro das finanças:

“Temos que exigir aos bancos (...) o estado irá velar (...) nós temos os meios para garantir (...) se os bancos não cumprirem, evidentemente isso dará uma base para tirar garantia ... mas é cedo...”

Para que o povo português repare bem, antes de eleições, antes do natal, este governo é sério, retire-se imediatamente tudo o que se disse, o governo é que tem os bancos na mão, atenção aí! Ninguém come as papas na testa deste governo, népia!

Acaba por ser maçador ir sempre parar aos mesmos, que cansativos meninos!



Pedro Miguel Santana Lopes e Zita Seabra descem juntos as escadas, esta imagem é repetida nos telejornais ao anunciar a sua candidatura à C.M.L.
Ora! Isto, é levado da breca e causa-nos alguma nostalgia e pega em memorias, várias, todas “machucam”, todas são desagradáveis! Tanto uma como a outra.
Nas famílias, no Natal sobretudo, abrem-se sempre as portas aos filhos rebeldes que andavam desaparecidos, aos que fizeram muitos disparates, aos que roubaram trocos da carteira da avó, os que saíram de mais à noite para as discotecas, os que trouxeram sempre miúdas para casa, são sempre esses os que saem a ganhar, andaram a poupar a imagem a alimentar a saudade e ainda são “coitadinhos”, normalmente, é assim.
Quanto à Zita Seabra só falei dela, porque é uma figurante que gosto sempre de voltar a ver e que fica lindamente ao lado do Pedro Miguel.
Força PPD estão cada vez melhor, vocês são únicos e divertem-me imenso!

Isto é que é uma AE


Os estudantes da Universidade de Leeds decidiram, por referendo, banir as garrafas de água de todos os seus bares, cafés e lojas.
Isto representa menos 200000 garrafas de água consumidas cada ano e menos
£32000 de receitas para a Students' Union. Esta vai investir numa campanha de informação sobre sustentabilidade ambiental e instalar bebedouros no campus universitário e nas residências de estudantes.

O National Hydration Council está indignado com esta medida, alegando que se está a privar os estudantes do direito a escolher, esquecendo que foi aprovado esmagadoramente por referendo. E já agora, escolher entre beber água sem pagar num bebedouro ou gastar dezenas de euros em garrafas de água que se acumulam nas mochilas e nos caixotes de lixo?


Que tal seguir esta ideia por cá?

Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Volta, Menino Guerreiro, que estás perdoado

Com esta pré-campanha para Lisboa a começar como começa os Gatos Fedorentos vão ter um trabalhão: vai ser sketch atrás de sketch atrás de sketch

Eu fui ali um bocadinho e já voltei

(O título pertence ao pivot do Jornal da Noite da Sic - Rodrigo Guedes de Carvalho, jornalista e romancista)

Ele está de volta. O PSD é incapaz de se reciclar e apresenta de novo a Lisboa um político comprovadamente incompetente. No eterno exercício de auto-ilusão que é a vida política de Santana Lopes, ele declara-se contente por poder vir a ter a "oportunidade de retomar o mandato que interrompeu".
Eu sei que as pessoas têm memória curta. Este blog vai fazer os possíveis para que se lembrem do desastre que este homem é. 

Dodo (ou CDS-PP )

Um dia depois de Paulo Portas ter afirmado, em conferência de imprensa, que a sua reeleição como líder reforça o CDS para fazer oposição ao Governo, o partido encolhe em várias frentes: perde um deputado na Assembleia da República, vê desfiliarem-se várias dezenas de militantes e tem um ex-vice-presidente, que era o conselheiro mais importante de Portas, impedido de ir ao congresso apresentar uma alternativa à estratégia oficial.

No Expresso.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Inesquecível, o que vale é que ele tem bons reflexos




Actualização: o vídeo anterior foi retirado do youtube, este inclui declarações do próprio W. Bush sobre o incidente. Vale a pena ouvir, sempre divertido.

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Dizeres da nova esquerda

Em directo da aula magna
Maria do Rosário Gama
Se não se pode suspender a democracia também não se pode suspender os valores que a sustentam.
Governar sem ter em conta as consequências não é coragem mas sim temeridade.
Pedagogia foi substituída pela palavra economia.
O pensamento é livre como o vento.

Ana Drago
Quem vem aqui hoje quem esteve aqui presente vem discutir os problemas de uma sociedade democrática...
Não nos resignamos em caminhar para uma democracia mais aguada... Este fórum é um grito de alma pela democracia.
A crise é o resultado de uma política que tentou enclausurar a democracia em instituições fechadas. Estamos aqui para lutar contra a fragmentação do espaço público.

...esta é a primera geração desde o pós guerra que sabe que vai viver pior do que os seus país. É a primeira geração sem esperança, e é por isso em nome da esperança que estamos aqui hoje.
A estratégia do Ministério da Educação é quebrar a espinha aos professores. Quando se mata a democracia nas escolas põe-se em causa a democracia do futuro.
Estes debates foram vistos por alguns como suspeitos e até como perigosos. Eu creio que até têm razão. Para todos aqueles que não confiam no Portugal democrático, para eles, este fórum é um perigo, para nós é um capital de esperança.

Manuel Alegre

Esta não é uma iniciativa inter-partidária, e por isso não está aqui nenhum partido a menos, estão aqui todos aqueles que não aceitam o empobrecimento da democracia.
Ninguém é proprietário da esquerda, ninguém tem o monopólio da verdade, ninguém é dono do futuro.
É preciso que as esquerdas não se virem contra si mesmas... há uma esquerda que quando é governo esquece que é de esquerda, e há outra esquerda que se resigna a ser contrapoder. Temos de construir uma esquerda alternativa de poder.

Homofobia by Russia


O Presidente da Câmara de Moscovo, local onde se vai realizar o próximo festival da Eurovisão, decidiu proibir marchas e desfiles, bem como outros tipos de manifestações públicas, de LGBT e Drag durante o evento.

Dito pelo próprio:
"Divirtam-se, mas não nas ruas, praças, nem em marchas e manifestações... Não permitiremos os desfiles gays".

Desconfio que o festival vai estar às moscas...

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Paulo Portas é de todos



É irresistível.
Paulo Portas ora dá para a esquerda com os professores ora dá para a direita com a imigração. Paulo Portas dá para tudo.

Mesmo que não seja a junção das forças a conversa entre as esquerdas é sempre apetecível


Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

benefícios fiscais na aquisição de bicicletas

Já que em 2009 irá haver benefícios fiscais para a aquisição de carros eléctricos ou movidos a energias renováveis, o João Branco lembrou-se de tentar alargar esta dedução de 30% no IRS à aquisição de bicicletas - veículo bem mais sustentável e amigo do ambiente.
O BE pegou na ideia e levou a proposta de alteração do OE2009 à Assembleia da República, mas foi chumbada.
No entanto foi elaborada uma petição online com o objectivo de alcançar as 5mil assinaturas para voltar à AR. Com a preciosa ajuda dos media e da blogosfera, já conta com mais de 3000 signatários/as!

A Santa Casa lá sabe...

6 milhões realizam muitos sonhos... por exemplo o de professores e funcionários da Universidade de Lisboa receberem os salários.

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Olivier Messiaen - Centenário do nascimento


Olivier Messiaen em reflexão

Improvisação ao órgão (continuação do vídeo de cima)

Democracia por um canudo


A AAUL - Associação Académica da Universidade de Lisboa - foi criada há cerca de 2 anos à revelia de muitas vozes, por diversos motivos. Os defensores, eloquentemente, argumentavam que era preciso unificar a UL, juntar vozes e esforços em prol da defesa dos interesses dos estudantes da mesma Universidade e coordenar a acção das várias AAEE, muitas vezes viradas cada uma para seu lado.
Apesar de saber que a AAUL tem funcionado mais como rampa de lançamento para eminentes dirigentes do que para defender acérrimamente os interesses dos estudantes, acho que faz sentido que haja um qualquer espaço de reunião dos estudantes da mesma Universidade (por isso mesmo integrei uma lista para o Conselho Geral que elegeu 2 pessoas).
No entanto, é preciso que essa estrutura seja apropriada por toda a comunidade estudantil e para isso não basta que ela exista - é preciso informação e envolvimento. É preciso - parece óbvio mas não é - que os estudantes primeiro saibam que ela existe e depois que conheçam o seu funcionamento e sejam chamados a participar activamente.

Amanhã há eleições para a Direcção da AAUL, sei disto através de um cartaz afixado na minha faculdade - que tem apenas 5000 estudantes e 8 edifícios. Cartaz esse que foi afixado em cima do prazo limite de entrega de listas.

Quem quer que se passeie pela Cidade Universitária desconfiará do que estou para aqui a dizer. Se houvesse eleições, não deveria haver campanha? Cartazes, panfletos, aqueles organogramas em degradé com fotografias? Eventualmente, programas eleitorais e debates? Já para não falar das canetas que dão sempre jeito para os exames...

Portanto, a menos de 24h das eleições permaneço na ignorância. Será que há listas? Quantas? Quem as compõe? O que propõem para a UL?
Será que uma lista, ou mais se existirem, que permaneceu incógnita até ao dia das eleições, que não apresentou nenhuma ideia para a universidade, que não quis discutir propostas (se é que elas existem), quer ser eleita e entrar em funções? Com que legitimidade?

Acalento uma séria esperança que não tenha sido apresentada nenhuma lista, caso contrário terei de admitir que a democracia chegou ao fundo no movimento estudantil.
E apelar ao voto em branco...

Prop 8 - The Musical

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Para a OCDE, burro velho...

A OCDE decidiu fazer um estudo sobre a influência que a evolução demográfica vai ter no investimento no Ensino Superior.
Poderíamos supor que com o envelhecimento da população, haveria necessidade de promover maior e melhor formação de cidadãos e cidadãs, investir no conhecimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas, formar profissionais mais qualificados e em áreas muito diversas.

Nada disso, o que a OCDE vem dizer é que com o envelhecimento da população o investimento no Ensino Superior será menor porque os governos europeus terão "outras preocupações" - imagino que seja qualquer coisa como vender serviços públicos e precarizar o emprego.
Enfim, querem-nos velhos e estúpidos.

Aposto que o Mariano Gago já se está a inspirar nesta projecção.

Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Novelas PSD


O maior partido da oposição assemelha-se a uma opereta de segunda. 
28 deputados do PSD faltaram à votação da proposta do CDS-PP que recomendava a suspensão e simplificação da avaliação dos professores. Escândalo. Mas ainda ninguém investigou se Paulo Rangel queria de facto votar favoravelmente a proposta de Paulo Portas, e suspeito que a falta de vontade dele em apoiar a bancada vizinha não é inocente. Manuela Ferreira Leite, não perdendo a sua característica falta de timing político, declarou que esta situação era inadmissível. Mais valia estar calada, alguém que lhe arrange um assessor de imprensa com poder de veto.
O vácuo e incerteza na opinião pública que estas situações criam é onde as santanetes e menezetes melhor demonstram as suas qualidades inatas para a intriguice. Marco António, um ilustre autarca de Gaia com todos os defeitos que isso acarreta, já veio denunciar a desmotivação que se vive na bancada parlamentar do PSD pedindo a demissão de Paulo Rangel. Coitadinhos dos crocodilos.
Ainda há poucos dias, Santana Lopes com Marco António ao lado dizia numa palestra dedicada a Sá Carneiro: muitas vezes, as dificuldades e desventuras que se pode sofrer na vida política sente-se primeiro nos companheiros, amigos e camaradas do próprio partido... 

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Solidarité avec les inculpés du 11 novembre

No passado dia 11 de Novembro, em Tarnac, França, foram detidos 9 indivíduos anarquistas, suspeitos de acto de sabotagem de uma linha de caminho-de-ferro, e foram por isto considerados e detidos como terroristas. 

Este acto foi interpretado como uma perigosa generalização do conceito de terrorista e originou um movimento de solidariedade e apoio aos detidos com comissões internacionais desde os EUA a Moscovo, e uma petição iniciada por pessoas como Giorgio Agamben e Slavoj Zizek, a condenar a restrição das liberdade individuais que são assim postas progressivamente à mercê de ataques políticos indiscriminados. 

Pela minha parte ainda não tive oportunidade de perceber a gravidade do crime cometido, e não posso por isso concordar com este movimento, mas a sua força e alcance são dignos de nota.

Mais uma do Vaticano

Doce Democracia...

Foi aprovado o Orçamento de Estado elaborado pelo Governo de Sócrates.
Independentemente de todas as polémicas, nomeadamente a discussão em torno dos valores avançados para o crescimento do PIB ou do desemprego, o documento foi aprovado com os votos da maioria PS, e nem mais um!
As 59 propostas presentes no Orçamento foram alvo de 1191 sugestões de alteração (segundo o Jornal de Negócios) por parte da oposição. Apenas 5 foram aceites: duas sugeridas pelo PSD, uma da responsabilidade do PCP e uma outra do Bloco de Esquerda.


Todos os 59 pontos socialistas foram, surpreendentemente (!), aceites em plenário.

Usando palavras do Sérgio Godinho:
“A Democracia é também
Uma mãe mais doce que o mel
Só que às vezes Abel mata Caim
Caim mata Abel”

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Congo - vídeo informativo

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Estamos bem servidos...

No jodas

A semana passada, a propósito do rompimento politico com o vereador Sá Fernandes, Vitalino Canas referia-se ao Bloco de Esquerda como

“Esquerda reveladora de intolerância, própria de forças políticas com pensamento único”, afirmando que “estamos perante uma clara perseguição política e uma purga feita contra alguém cujo delito foi ter uma posição diferente» da linha oficial.

Hoje, comentando o concilio do PCP, o porta-voz do PS vem dizer que “O Partido” ainda tem alguns “tiques de sectarismo”.

Hm, então deixa lá ver… o Bloco é um partido de pensamento único, que faz purgas e não tolera o pluralismo. O PCP tem, vá lá, uns tiquezitos sectários, nada de especial…

Há qualquer coisa que não bate certo. Não vou perder tempo a argumentar uma coisa óbvia aos olhos de todos, deixo só uma referência à campanha pela despenalização da Interrupção voluntária da Gravidez.

Diga lá, Sr. Vitalino, se isso não roça já a implicância.