20091003

Quem é que sabe de pontuação? Quem é que sabe de pontuação? Não sei.

Agora com o acordo ortográfico vamos começar a escrever "de fato" em vez de "de facto"? Porque o "c" não está lá a fazer nada?... Eu sempre disse: "de faCto". Aliás: "defáqueto". Vai ser uma perda que me vai custar, pelo menos, um punhado de cabelos brancos, para citar a minha mãe, que já há um tempo que não é aqui mencionada.
Já não sei distinguir um erro ortográfico dum não-erro ortográfico (o que é preocupante, para uma pessoa que tem constantemente a necessidade de corrigir todas as outras à sua volta).

Enfim. Ao menos com as vírgulas posso continuar a ser uma nazi autoritária prepotente e pretensiosa - consta que os defeitos não são tão maus quando os admitimos abertamente. Eu é que sei de pontuação.


(O título, meus caros e minhas caras, é uma
pérola do cinema português. (Com remix e tudo!))

20091002

Há os que se vão embora e há os que ficam e sabem que vão morrer e morrem. Chamam-se apaixonados, acho eu.



Eu sou das que ficam.

20091001

Encontrei o J.S.U.C.

O mais irónico foi ter acabado de dar de caras com o urso de peluche que disse que tinha perdido.
Chamava-se Je Suis Un Canard.
Tinha um coração nas mãos mas cortei-lho e dei-o à segunda rapariga mais bonita do mundo.


(Não tenho culpa de conhecer muitas raparigas bonitas.)

Daqui a trinta dias faço anos.

No ano passado não queria fazer anos. Mais especificamente, não queria fazer dezasseis anos. Mais especificamente ainda, não queria fazer dezasseis anos porque achei que tinha passado os meus quinze anos a dormir e sem fazer nada de decente. Acabei por cometer um acto de delinquência juvenil com a rapariga mais bonita do mundo e por fazer uma festa de não-aniversário só com dois amigos meus num restaurante chinês e, embora tivesse tido várias festas de anos depois dessa, é nessa que penso quando me lembro dos meus anos no ano passado. Não no jantar em si, mas no "não-quero-fazer-anos-amanhã-por-isso-vou-não-fazer-anos-hoje".
Não é que entretanto tenha adorado ter dezasseis anos, mas já me conformei com o facto de a idade não voltar atrás. Estou triste, é claro, por só ter comemorado um dia de não-aniversário - soubesse eu o que sei hoje e a partir dos meus doze anos não teria feito outra coisa (agora já não faz sentido porque sou uma emo que perdeu o gosto à vida) - mas ainda me apetece ir cometer actos de delinquência juvenil com a rapariga mais bonita do mundo e dar beijos à chuva e partir o coração a alguém.
É que eu tinha uma lista, entenda-se: estava triste porque nunca tinha ido a Paris, nunca tinha cometido um acto de delinquência juvenil, nunca tinha dado um beijo à chuva, nunca tinha partido o coração a alguém e - não estava triste por isto - nunca tinha feito dezasseis anos. Fiz dezasseis anos sem ter feito nada disso. Tirando o acto de delinquência juvenil com a rapariga mais bonita do mundo. Ainda não fui a Paris, mas também já me conformei com isso. Fui a muitos sítios bonitos e um dia hei-de ir a Paris. (Os beijos à chuva... os beijos à chuva são mitos românticos, é como o sexo na banheira. Lá porque existe uma música a dizer que é bom não precisa de ser nada de especial. Para além de que a hora do banho é uma hora sagrada, não a vamos desperdiçar a fazer seja o que for que não seja apanhar com água na cara e apanhar com a água na cara e, se tiver mesmo de ser, cantarolar qualquer coisa.)
Daqui a trinta dias faço anos. A única coisa que quero é um pastel-de-nata para pequeno-almoço como no ano passado e um urso de peluche gigante como no ano passado, que desapareceu, coitado. Sofreu tanto. E se calhar até quero combinar uma festa de trinta pessoas em cima do joelho no próprio dia, como há dois anos, e se calhar até hei-de ir às campainhas com a Vera e a Carolina ,como há muitos anos.

(...e quando faltar só um dia para os meus dezassete anos, quando estiver em pânico por mais que tenha dito que não o ia fazer, vou ligar à rapariga mais bonita do mundo para irmos cometer um acto de delinquência qualquer e ao rapaz mais bonito do mundo para vir festejar o meu não-aniversário comigo, com a promessa de não ter de o fazer no dia seguinte, para no dia seguinte ele aparecer no meio da festa com um chicote e umas algemas, não me entendam mal, estava lá a minha avó e nós somos puros e castos.)

20090930

A minha agenda do telemóvel estava cheia e por isso tive de apagar contactos. Dei por mim a apagar os números das poucas pessoas da minha antiga turma com quem me "dava" (pessoas que não se enganavam no meu nome, pronto. Pessoas a quem ligava quando precisava de saber trabalhos de casa ou os números das salas).
Não me custou minimamente. Não acho que vá precisar outra vez de algum deles. Mas é sempre triste, achares que passaste um ano inteiro ao lado de pessoas com quem não tinhas nada em comum e com quem nunca chegaste a ter uma única conversa séria. Deu-me a sensação de não ter feito nada durante um ano inteiro. E, de facto, não fiz. Amigos, pelo menos.
É triste. Ao menos deixem-me ter pena.

Ele também devia beber uns copos de vinho do Porto antes de fazer comunicados aos jornalistas.

"O Presidente da República (PR) fala na terceira pessoa. É um bocadinho à jogador da bola. O PR tem uma má dicção. Talvez por isso eu não tenha entendido grande coisa do que ele disse. O PR tem vulnerabilidades no e-mail em Belém. Era bom saber se no Público também têm vulnerabilidades no e-mail. É que parece que foi de lá que saíram os ditos. O PR confia cegamente no assessor e acredita que ele não fez o que dizem que fez. E tem razões para isso. Afinal, ele trabalha vai para mil anos com o PR. Apesar disso, demite-o. O PR não cede a pressões. E a prova disso é que ninguém lhe reviu este comunicado antes de ele ser lido pelo próprio."

20090928

A modos que uma indirecta. Aliás, a modos que uma piada privada.



(Atenta no final do vídeo.
E ri-te.
E depois faz-me um sinal qualquer para eu perceber que tu percebeste.)

Alguém me explica os 21 mandatos do PP?



E ALGUÉM ME EXPLICA ISTO?!

Pelos vistos toda a gente tem de ter uma opinião sobre as eleições.

Ao menos não temos a Manela no poder.

Eu só estou chateada porque apostei tudo nos 10,5% (tudo não, um jantar. Mas um jantar é um jantar) e afinal nem aos dois dígitos chegámos. Não fosse este blogue público e até faria comparações maldosas com o número de jovens do secundário do BE, mas sou boa pessoa e o blogue é público.
O Portas não se despediu e conseguiu encher seis táxis. O partido do táxi enche seis táxis. Que raio de mundo é este? Tiveram só mais 0,6% que o BE e mais 5 deputados? E o BE teve mais 2% que a CDU e elege mais 1? Foi azar. Pronto. Ao menos gastam mais dinheiro em táxis.

E ao menos duplicámos.

Pá.


Que treta.



(É que, ainda assim, um jantar é um jantar é um jantar...)

20090926

Qual é o nome do filme

20090925

Haja alguém.


A rapariga mais charmosa do mundo deu-me este selo porque aparentemente e segundo ela, o meu blogue dá vontade de abraçar. O meu. Este mesmo.
Não me vou pôr com considerações sobre o facto de haver gente que gostava de abraçar blogues, mas também não vou passar o selo a ninguém porque os únicos blogues que dão vontade de ser abraçados (este e este) são privados. Poor you. Não sabem o que perdem.


Também tenho de responder a um questionário. A vossa sorte (não sei onde é que isto é sorte vossa, mas soa bem) é eu ser uma pessoa mesmo muito desocupada.

1. Quem mais gostas de abraçar, no presente?
Tartes de pêssego.

2. Quem nunca abraçarias?
Bonecas insufláveis. Nunca hei-de descer tão baixo.

3. A quem davas tudo para poder abraçar?
Isto e a pergunta 1. não são mais ou menos a mesma coisa? Plus, eu não dava tudo para poder abraçar uma pessoa!...

4. A quem davas o teu melhor abraço?
A uma boneca insuflável. Caso um dia desça tão baixo, ao menos que o faça decentemente.

20090922

Perigosamente próximo dos mil caracteres...

Descobri os quizzes do Facebook. (Aliás - e primeiro que tudo - descobri o Facebook. Já o tinha descoberto, mas já alguém tentou mexer a sério naquilo? É complicado. Deveras complicado.) E, como a boa groupie de redes sociais que sou, já fiz o meu "How well do you know Ana?" quizz. Aparentemente, bastante mal. A minha mãe teve 28% (sim, a minha mãe tem Facebook, e sim, a minha mãe perde tempo a fazer testes sobre o conhecimento que tem da filha mesmo tendo resultados muito abaixo da média, e Oh Meu Deus, será que devia apresentar queixa dela por negligência?). Aparentemente, a frase que mais digo é "cala-te". E aparentemente - não só aparentemente - a coisa que mais me irrita são erros ortográficos. Como por exemplo confundir "à", "há" e "á", ou escrever advérbios de modo acabados em "-mente" com acentos, ou coisas do género.

Aparentemente, a minha mãe anda deprimida porque acha que me conhece mal. Haja alguém.

20090920

Quando morrer, há-de estar escrito na minha campa "bem vos disse que estava doente".

Alguém tem de explicar a estas pessoas que quando lemos listas de sintomas de doenças e há uma data deles que coincidem, pode dar-se o caso de estarmos de facto doentes. Está bem que o cancro do colo do útero foi um caso raro de histeria. Mas podia muito bem ter tido gripe A. E diabetes. E ovos de mosca no olho esquerdo.

20090918

Coitadinho do José Manuel Fernandes. Uma pessoa tão má a falar para a televisão como ele devia, no mínimo, beber uns copos de vinho do Porto antes de o fazer. No mínimo.

Existe um jornal a oferecer isto e porque é que eu não sei qual é?



























Eu gostava muito disto banda desenhada. A tipa era um bocadinho doida e passava a vida a despir-se por tudo e por nada.