Visão cómica do futuro dos e-readers…com este Kindle 9XXXD.
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Polémico o mais recente texto de opinião do académico Robert Picard, publicado no CSMonitor.
O que nos diz?
Muito simplesmente que o salário é a compensação pela criação de valor e, no presente, os jornalistas estão a criar muito pouco. Por isso, defende, deveriam receber menos.
Excertos:
To comprehend journalistic value creation, we need to focus on the benefits it provides. Journalism creates functional, emotional, and self-expressive benefits for consumers. Functional benefits include providing useful information and ideas. Emotional benefits include a sense of belonging and community, reassurance and security, and escape. Self-expressive benefits are provided when individuals identify with the publication’s perspectives or opinions, or when they’re empowered to express their own ideas.
These benefits used to produce significant economic value. Not today. That’s because producers and providers have less control over the communication space than ever before. In the past, the difficulty and cost of operation, publication, and distribution severely limited the number of content suppliers. This scarcity raised the economic value of content. That additional value is gone today because a far wider range of sources of news and information exist.
The primary value that is created today comes from the basic underlying value of the labor of journalists. Unfortunately, that value is now near zero.
[Sugestão original aqui]
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O candidato do Partido Socialista ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, anunciou esta tarde a sua adesão ao Twitter.
Como se percebe nos seus primeiros passos e também na forma como a ‘notícia’ chegou a todo o lado o referido político logo tratou de rentabilizar ao máximo essa sua presença, deixando para segundo plano a tarefa bem menos apelativa…de perceber a ferramenta!

Notas de observação:
1. A designação da conta é ‘vitalmoreira09′ sugerindo, naturalmente, uma ligação forte à campanha eleitoral mas sugerindo também que a presença não durará muito mais do que isso.
2. A ferramenta está – pelo menos até agora (imagem recolhida pouco depois da 20h00 de hoje) – a ser usada apenas como mais um canal de divulgação das actividades do candidato; Vital Moreira é já seguido por quase duas centenas de pessoas…mas não segue ninguém.
Então a ‘rede’, Sr. candidato? A ‘rede social’? A proximidade? A partilha?
Será mesmo só falta de jeito de quem aconselha esta gente?
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A International Association for Media and Communication Research acaba de anunciar aos seus membros que a conferência anual da organização, em 2010, terá lugar na Universidade do Minho, em Portugal.
É o seguinte o texto da mensagem:
“IAMCR’s Executive Board and International Council have selected the University of Minho, Braga, Portugal to host IAMCR’s 2010 conference.
Proposed dates are from 18-22 July, 2010.
More details about the Portugal conference will be announced during this year’s conference in Mexico”.
É a primeira vez que a IAMCR escolhe Portugal para receber aquela que é, anualmente, a maior reunião mundial de investigadores em comunicação.
[Post replicando conteúdo apresentado no J&C]
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Recomendo a leitura de um post, de Dale Peskin, que sendo absolutamente centrado na realidade norte-americana não deixa de ter transposição – pelo menos na ideologia de gestão dos media que parece denunciar – na Europa e, em particular, em Portugal. Diz ele que o modelo de negócio milagroso que tantos procuram para fazer face à crise só pode passar pela criação de mais e melhores conteúdos…e que isso se faz com jornalistas.
Excertos:
“Sometime soon, the publishers are going to figure out the next problem: they neither have enough good content that’s worth selling nor sufficient talent to produce it.
Once again, publishers are about to learn new realities from the Internet. The first is that you can’t produce enough content to supply it. The second is that the content you do produce probably isn’t worth what you think. The third is that the competition is fierce”.
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É um exemplo de um excesso.
Mas é um exemplo ‘bom’, porque cumpre duas funções: 1ª) mostra-nos que mesmo os mais experientes, ao serviço de uma das empresas com regras mais rigorosas, podem ter um ‘dia não’; 2ª) sendo ‘boa televisão’ é ‘mau jornalismo’.
Durante uma entrevista a um deputado britânico, sobre o muito polémico tema das despesas pessoais pelas quais os membros do parlamento terão pedido reembolso ao Estado, a jornalista da BBC, Carrie Gracie, entra num beco sem saída e vê-se forçada a revelar quanto ganha…
[Sugestão recolhida aqui, via Twitter]
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Ter, no segundo dia de vida do jornal, um texto com chamada na Home sob o título “O que os blogues dizem sobre o i” pareceu-me uma boa ideia.
Vi e pensei – sim senhor, estão a começar a abrir-se à pluralidade de vozes na comunidade que querem que seja também sua!
Puro engano.
Nada disso.
Só se apresentam (à hora a que escrevo este post, 16h00) excertos de opiniões tendencialmente positivas sobre o jornal.
É mau demais; é triste demais para ser verdade.
Novo jornal, nova redacção, novos formatos – pensamento velho.
(Por favor!) Escrevam lá nas paredes novas, da nova redacção, a trabalhar num novo produto a frase que tornou célebre o senhor Gillmor: “OS UTILIZADORES SABEM MAIS DO QUE NÓS SABEMOS” (ou seja, não podemos continuar a tomá-los por papalvos!)
E tentem dar uma volta no Twitter com estas hashtags – #ionline e #ijornal…
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No J&C apresentei já a minha apreciação global sobre o novo jornal generalista, o ‘i‘.
Aqui – seguindo a sugestão de um dos responsáveis pela empresa que ajudou a conceber o jornal, Juan Giner: “Show, don’t tell”) – vou deixar imagens que mostram a enorme semelhança entre o design do diário português e a revista britânica Monocle, lançada há cerca de dois anos.
Compartimentação
Detalhes de paginação (côr / apontadores numéricos)

Nota: O negócio dos jornais vive – como sempre viveu – de permanentes reinvenções; ser original não pode ser nunca um objectivo em si mesmo e copiar fórmulas com sucesso pode até ser sinal de perspicácia.
Apesar disso, sinto que – também nesta área – novo, novo, mesmo novo…o i não é.
E podia ser.
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Estou a chegar a uma idade em que isto acontece com mais frequência – gente que conheci (amigos pessoais ou da família) e gente que ‘esteve lá’ durante os meus anos de crescimento começa a desaparecer.
Uma vez mais senti essa coisa estranha, quando li que tinha morrido Vasco Granja.
Não sendo nem familiar nem amigo (estive com ele pessoalmente uma única vez, há muitos muitos anos, quando, ainda estudante, integrei o gabinete de Imprensa do Cinanima) tinha-o como próximo. Era o ‘homem dos bonecos’, o senhor que nos fazia – a mim e ao meu irmão – deixar brincadeiras no jardim para ir ver televisão a preto e branco com sons numa qualquer língua eslava. Ele não punha só os bonecos no ar; explicava-os, como se nós soubessemos o que dizia. E ainda assim tinha a nossa absoluta fidelidade.
Não sei, francamente, se tenho saudades dos programas do Vasco Granja mas tenho, de certeza, saudades da memória desses tempos…e nela o Vasco terá sempre um lugar.
Koniec.
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O autor de “We Think”, Charles Leadbeater, divulgou recentemente um ensaio seu sobre o impacto da web na arte e, sobretudo, nas organizações que existem na sua esfera – “The Art of With“.
O texto pode ser lido e comentado.
Excertos:
Often in the name of doing things for people traditional, hierarchical organisations end up doing things to people. Companies say they work for consumers but often treat them like targets to be aimed at, wallets to be emptied, desires to be excited and manipulated.
The arts, and the modern avant garde in particular, has stood in opposition to this commodified, regimented world of to and for. The arts offer a space for contemplation and reflection, challenge and controversy, higher meanings and deeper purpose. Yet in its way the modern art world and modern arts institutions embody the principles of to and for just as powerfully as the modern factory or school.
Twenty years ago the industries that provided most of our information, entertainment and culture resembled a few very large boulders strewn over an empty beach. These boulders were the big media companies that came into being because media had high fixed costs – print plants for newspapers and studios for television. They were closely regulated and the resources they used, like broadcast spectrum, were scarce. All that created high barriers to entry.
Now imagine the scene on this beach in five years time. A few very big boulders will be still showing. But many will have been drowned by a rising tide of pebbles. Every minute millions of people come to the beach to drop their own little pebble: a blog post, a YouTube video, a picture on Flickr, an update on Twitter. A bewildering array of pebbles in different sizes, shapes and colours are being laid down the whole time, in no particular order, as people feel like it.
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(Obrigado, André, pelo empurrão
no post anterior).
Estive uns dias ausente.

Fui a Austin, participar no International Symposium on Online Journalism e, da riquíssima experiência, deixo aqui algumas notas:
1. Vivemos ainda um tempo de experiências, de ensaios, de propostas. O que me pareceu – e isso é algo que considero bastante positivo – é que muitas delas estão já muito mais ancoradas na realidade do que em projecções excessivamente optimistas sobre ‘futuros brilhantes’. Foi muito interessante, por exemplo, perceber que há um modelo de negócio muito particular que funciona num país (a Malásia) mas que a fórmula muito dificilmente se aplicaria a outros mercados. Foi igualmente interessante perceber que a aposta de um periódico colombiano na infografia de grande qualidade está a ter enorme sucesso e – nas condições específicas daquele país – contribui de forma muito relevante para a criação de uma consciência social colectiva [Apresentação de Maria Teresa Ronderos disponível aqui].
2. Definitivamente começa a pensar-se a informação online como algo distinto da informação apresentada no papel / rádio / TV. E, sendo diferente, talvez se deva questionar a avalanche de produção (sobretudo proveniente de gurus e/ou empresas de consultadoria) sobre a fusão de operações ou sobre a chamada integração total. Nunca mais vou esquecer a brilhante apresentação de Torry Pederson, CEO do grupo norueguês VG que – tomando como exemplo a estratégia do seu grupo – nos disse que importa fazer crescer os produtos de forma autónoma (a imagem da cascata com água que corre de forma permanente, sem limites por oposição à garrafa, com conteúdo purificado, num formato fechado, deverá ter sido a mais forte do simpósio para todos os presentes). [Mais sobre a intervenção de Pederson aqui e sobre a estratégia do grupo VG aqui].
3. As mudanças em curso no jornalismo (na actividade mas também na profissão em si) estão a ter efeitos nas redacções; na sua estrutura, na sua organização, nas posições relativas de cada um dos seus elementos, na sua relação com o exterior e na sua relação com a identidade profissional. Nessa, que é também a minha área de interesse pessoal, importará seguir com atenção os contributos futuros de Sue Robinson, Neil Thurman e Chris Anderson (cuja tese de Doutoramento deve ser publicada ainda este ano).
PS: Fotos do simpósio e do encontro iberoamericano de jornalismo digital que teve lugar logo a seguir aqui.
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O Atrium vai parar durante uns dias.
Voltará lá mais para os 20’s deste mês.

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Partindo de um posicionamento precisamente contrário ao de Robert Picard (que mencionei no post anterior) Jeff Jarvis apresenta-nos – num tom que já faz tão parte do ‘pacote’ como a mensagem em si – “O discurso que a NAA (Newspaper Association of America) devia ouvir“.
Excertos:
You’ve had 20 years since the start of the web, 15 years since the creation of the browser and craigslist, a decade since the birth of blogs and Google to understand the changes in the media economy and the new behaviors of the next generation of – as you call them, Mr. Murdoch – net natives. You’ve had all that time to reinvent your products, services, and organizations for this new world, to take advantage of new opportunities and efficiencies, to retrain not only your staff but your readers and advertisers, to use the power of your megaphones while you still had it to build what would come next. But you didn’t.
You blew it.
(…)the financial crisis only accelerated your fall. It didn’t cause the fall, it accelerated it. So now, for many of you, there isn’t time. It’s simply too late. The best thing some of you can do is get out of the way and make room for the next generation of net natives who understand this new economy and society and care about news and will reinvent it, building what comes after you from the ground up. There’s huge opportunity there, for them.
You blew it.
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