Para a TVI, que acertou nas sondagens.
Para o Simulador de Maiorias da RTP 1.
Para a maioria relativa, que é óptima.
Para o Bloco de Esquerda, que era tão querido e conseguiu ficar à frente da CDU.
Para brindar ao magnífico terceiro lugar do CDS/PP. Cheers!
Para Manuela Ferreira Leite, que teve muita pinta a ler o discurso de derrota.
Para a CDU, que acha que não desceu nada e que está tudo bem, obrigada.
Na SIC, há minutos: "Última Hora: José Sócrates está a acabar de escrever o seu discurso".
A legenda do Telegraph é: "Italian Prime Minister Silvio Berlusconi looked annoyed when Michelle Obama held out her hand for a formal handshake to greet him at a welcoming dinner for G20 leaders in Pittsburgh". Looked annoyed? Estes ingleses...
Devia ser Dia de Reflexão todos os dias.
"A solidão do homem que nunca se atreveu ao amor e que não teve outros amigos para além de umas meninas que o tempo lhe foi roubando, nem outro prazer senão a fotografia, nessa altura menosprezada. A isso devemos acrescentar, é claro, as especulações abstractas e a invenção e execução de uma mitologia pessoal, que agora felizmente é de todos."
Jorge Luis Borges, sempre elegante, no prólogo às Obras Completas de Lewis Carroll, traduzido por Cristina Rodriguez e Artur Guerra, Obras Completas, vol VI, Editorial Teorema, Lisboa, 1999, p. 109.
by Lewis Carroll
I have a fairy by my side
Which says I must not sleep,
When once in pain I loudly cried
It said 'You must not weep.'
If, full of mirth, I smile and grin,
It says 'You must not laugh';
When once I wished to drink some gin
It said 'You must not quaff.'
When once a meal I wished to taste
It said 'You must not bite';
When to the wars I went in haste
It said 'You must not fight.'
'What may I do?' at length I cried,
Tired of the painful task.
The fairy quietly replied,
And said 'You must not ask.'
Moral
'You mustn't.'
Achtung, Juden!
Há cerca de um ano, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Max Mosley, foi apanhado numa cave em plena «orgia nazi» sadomasoquista na companhia de cinco prostitutas. Há uns meses, Bernie Ecclestone, amigo pessoal de Max Mosley e responsável máximo por negociar os direitos de transmissão das corridas de Fórmula 1, afirmou numa entrevista ao The Times que Hitler foi um grande líder, capaz de impor a sua vontade. É neste ambiente no mínimo pouco desportivo que se passa a seguinte história. O lendário corredor de automóveis Nelson Piquet teve um filho a quem chamou Nelson Piquet Jr. Seguindo as pisadas do pai, Nelsinho, como é carinhosamente tratado no Brasil, começara a correr pela Renault no ano passado. No Grande Prémio de Singapura, estava Nelsinho a acabar a prova, quando recebeu uma ordem pelo auricular. Era Pat Symonds, director executivo de engenharia da Renault, que o mandava ter um acidente para que o seu colega de equipa, Fernando Alonso, vencesse a prova. Nelsinho obedeceu e guardou segredo do caso até ao dia em que não lhe renovaram o contrato e decidiu falar. A FIA resolveu o Crashgate banindo o chefe da equipa, Flavio Briatore, da Fórmula 1, e afastando Pat Symonds por cinco anos. O fã de Hitler, Bernie Ecclestone, já fez saber que a decisão de expulsar Flavio Briatore lhe pareceu «exagerada». Quanto à própria Renault, sai deste episódio rocambolesco com uma pena suspensa de dois anos e sem multa. Nelsinho Piquet também escapa por estar ao abrigo da imunidade atribuída pelas autoridades do desporto automobilístico. Ficou entretanto provado que Fernando Alonso nada sabia do plano de Briatore e Symonds. Parece um episódio do C.S.I. mas não é. Concorda com a decisão de não castigar o responsável directo pelo resultado da corrida, Nelson Piquet Jr.? O desporto hoje em dia tem pouco a ver com competição e demasiado a ver com dinheiro? É possível voltar a confiar nos resultados das corridas de automóveis depois deste caso tão grave?
Publicado hoje no Metro. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 1, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 2 de Outubro, às 10h35.
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