Há quem não goste que Porto de Mós seja conhecido pela morcela, mas esta malta dos "quarentões 69" não se importa.
Bom dia Dr,
Preciso que me faça um registo, que pela informação que tenho só pode ser efectuado por um advogado ou solicitador.
Ok, pela minha tabela são $$$ euros, mas se não quiser recido...
Não,não quero. Sempre são uns $$$ euros a menos.
Então está bem. Ainda hoje trato do assunto
Obrigado Dr.
Finalmente o Presidente da República vai falar hoje. E, segundo parece, não será uma mera declaração. Não será exactamente uma conferência de imprensa mas, segundo parece, repito, ocorrerá num formato aberto a perguntas dos jornalistas.
Na minha modesta opinião, que já aqui expressei noutras oportunidades, é tarde. Já o devia ter feito há muito tempo. O pretexto de não interferir na campanha eleitoral falhou. Na minha opinião, igualmente já aqui expressa, interferiu e decisivamente. Não só no desenvolvimento da campanha eleitoral mas mesmo nos resultados eleitorais, penalizando o PSD.
Evidentemente que, sendo tarde, não é por falar hoje e não ter falado ontem que vem mal ao mundo. Mas, tendo sido o Presidente a declarar que falaria depois das eleições, utilizando o tal pretexto de não interferência na campanha, não faz muito sentido que não tenha aproveitado a primeira oportunidade – ontem. Enfim, já para não apontar o pormenor, porque é um pequeno pormenor, de ontem ter sido o único dia de férias de campanha. Hoje, desde as zero horas, já estamos em campanha eleitoral para as autárquicas. Parece mais uma das birras do Presidente: se estavam todos a pensar que era logo na segunda-feira enganam-se – só falo na terça!
Mas pronto: resta-nos esperar por logo à noite. E esperar que o Presidente seja absolutamente claro e clarificador, sem tabus e sem nada na manga. E que os jornalistas ajudem, colocando as questões que realmente importam para o cabal esclarecimento de uma tão séria questão de Estado. Gravíssima e não uma qualquer brincadeira de Verão e, muito menos, qualquer coisita que tinha apenas por objectivo desviar as atenções…
Através do nosso vizinho Pensar PM, tomei conhecimento do episódio aqui relatado, e também deste comunicado.
Sobre o episódio denunciado pelo PSD, temos de facto de lamentar situações como esta, que em nada ajudam a desejável pacificação da comunidade portomosense e que mostram o estado de nervos da candidatura do PS. O candidato Salgueiro, que se sabe vitimiza quando lhe vandalizam cartazes, deveria demarcar-se desta situação.
Os factos relatados no comunicado do PSD mostram o desvario e a irresponsabilidade que se vive nos Paços do Concelho, assim como o caminho que o concelho leva. É lamentável.
Ontem, numa das imensas obras que estão em curso no concelho, encontrei uma retro-escavadora com um autocolante que a identificava como pertencendo a uma empresa do distrito de Lisboa, o que me levou a pensar que por aqui perto não existem máquinas disponíveis para tanta obra eleitoral.
É já tradicional, nas nossas noites eleitorais, que ninguém perca. E não é que desta vez quase que têm razão?
Parece-me que quem verdadeiramente perdeu foi o país, mas isso também já não é grande novidade. As sondagens também voltaram a perder. Mas nem o país nem as sondagens são partidos políticos.
O PS ganhou as eleições; perdeu mais de meio milhão de votos em relação às últimas eleições mas… ganhou. Sem discussão! O PSD obteve um mau resultado, mas ganhou votos e deputados em relação a 2005. O CDS, ninguém terá dúvidas, ganhou. E, se dúvidas houvessem, bastaria seguir a noite eleitoral. É sempre fechada pelo partido ganhador e ontem foi fechada por Paulo Portas que aguentou…aguentou e falou só depois de Sócrates! O Bloco ganhou, apesar de derrotado pelas sondagens (e até pelo método de Ont). Duplicou os mandatos, ultrapassou os 500 mil votos que colocara como fasquia e, portanto, ganhou. A própria CDU, que ganha sempre, apesar de cair para a última posição dos partidos com representação parlamentar, conquistou mais 30 mil votos que nas eleições anteriores e ganhou mais um deputado. Uma festa, portanto, para todos!
Duas novas forças políticas a merecer atenção: a abstenção, a maior força política no país, representando mais de 39% do eleitorado, e os famosos brancos e nulos, já com significativa expressão eleitoral.
O resultado do CDS ou, talvez mais propriamente, de Paulo Portas é de facto notável. Como notável é a sua teimosia em contrariar as sondagens. É consequência da autêntica máquina em campanha que Paulo Portas na realidade é (não confundir com máquina de campanha, porque essa é do PS, como se viu), através do que conseguiu roubar muitos votos a PS e PSD, mas também de uma eficiência ou de uma produtividade do voto fora do comum (ver quadro abaixo).
O método de Ont favorece os grandes partidos que, nestas eleições, precisaram em média de cerca de 21 mil votos para eleger cada deputado. O CDS de 28 mil, a CDU de 30 mil e o BE de 35 mil. Curiosamente, o BE, que era apontado como o mais favorecido por este método de atribuição de mandatos – por concentrar o seu eleitorado nos grandes centros urbanos seria menos penalizado pela dispersão de votos – acabou por ser o mais penalizado, ou talvez melhor, por ser objecto da mais baixa eficiência de voto: o CDS, com mais cerca de 35 mil votos consegue mais 5 deputados; e a CDU, com menos cerca de 112 mil votos, atinge apenas menos 1 deputado.
|
Quadro de "eficiência" de voto |
|||||
|
|
Mandatos |
% |
"Custo" de cada mandato |
||
|
|
Número |
% |
Votos |
% |
Votos |
|
PS |
96 |
42,48% |
36,56 |
0,38 |
21.551 |
|
PSD |
78 |
34,51% |
29,09 |
0,37 |
21.104 |
|
CDS |
21 |
9,29% |
10,46 |
0,50 |
28.186 |
|
BE |
16 |
7,08% |
9,85 |
0,62 |
34.837 |
|
CDU |
15 |
6,64% |
7,88 |
0,53 |
29.727 |
Enfim, curiosidades…
Afinal os mandatos (deputados) do PS e do PP juntos darão maioria absoluta!
Portas sorri, ao lado do Sócrates, na TV…
Resultados oficiais do círculo eleitoral de Leiria:
PSD: 4 deputados (86.595 votos)
PS: 4 deputados (74.712 votos)
CDS-PP: 1 deputado (31.260 votos)
BE: 1 deputado (23.519 votos)
CDU: 0 deputados (12.645 votos)
Vitória de quem?
Afinal, nada de novo em relação às previsões, os próximos tempo serão muito difíceis politicamente, com uma grande instabilidade.
Resultados Oficiais em Leiria, 21:46, uma freguesia por apurar
PS: 3 deputados
PSD: 2 deputados
CSD: 1 deputado
BE: 0
_________________
Porto de Mós
PSD: 35%
PS: 30%
CDS-PP: 13%
BE: 9%
CDU: 3%
_________________
Juncal:
PSD: 32% (605 votos)
PS: 32% (599)
CDS-PP: 13%
BE: 9%
CDU: 3%
Via twitter e 31 da Armada:
"Dias Ferreira acaba de telefonar à irmã sugerindo-lhe que diga que a culpa foi do árbitro."
Basta a abstenção do PSD para que um Orçamento seja aprovado.
Será que os resultados do CDS-PP indicam que o PSD deveria apostar num discurso assumidamente mais à direita?
Manuela Ferreira Leite:
"Os resultados das eleições deram a vitória ao PS"
"O BE elegia deputados em 3 distritos, a passará a fazê-lo em 9 ou 10 distritos."
"Mais do que duplicará o nº de votantes"
"Estamos perante uma vitória história do BE"
Fernando Rosas, BE
__________________
Resultados Oficiais
CDS-PP: 7
BE: 5
CDU: 5
Resultados Oficiais, 21:16, RTP
CDS-PP: 5
BE:2
CDU:5
Resultados oficiais, 21:10
CDS-PP: 3 deputados
BE: 1 deputado
CDU: 3 deputados
"É uma derrota, mas temos de ver o momento em que MFL arrancou"
Marcelo Rebelo de Sousa, RTP
"É importante que todo o partido esteja unido e empenhado nas Autárquicas"
Miguel Frasquilho, PSD
Com três quartos dos votos contados o CDS-PP continua à frente do BE.
"Está-se a consolidar a força da CDU"
Sede da CDU
Grandes Derrotados: Manuela Ferreira Leite e PSD
Eu votei, convicto no PSD.
Para já o PSD não reage aos resultados.
"Coligação com o PP, nunca, jamais"
Ana Gomes
Lembram-se do Ministro das Obras Públicas?
"Estamos orgulhosos"
Luís Fazenda, BE
_____________________
Resultados oficiais 20:51
CDS-PP: 3 deputados
BE: 0 deputados
Sede do CDS-PP, 20:40
"Estamos na luta pelo lugar de 3ª força política"
Pires de Lima, RTP
"Vamos ter a melhor votação dos últimos 30 anos."
"Gostamos de ver o PS a festejar a perda da maioria absoluta."
Pires de Lima do CDS-PP na TVI, 20:34
Abstenção aumentou relativamente a 2005, o que me deixa surpreendido, pois achei que a grave situação económica e social do país levaria a uma maior participação eleitoral.
Às 20:25, segundo a RTP, o PSD apurou 5 deputados e o PS 4.
Segundo a RTP o PS será convidado a constituir governo e BE é derrotado pois fica atrás do CDS-PP.
Aguardemos por dados mais detalhados.
No último fim-de-semana, não sei se pela primeira vez – mas admito que sim – pudemos assistir a uma coisa curiosa: nos jogos de futebol que envolveram os chamados três grandes aconteceram decisões polémicas dos árbitros que reverteram, todas elas, em seu favor. Dirão alguns que isto não é uma particularidade do último fim-de-semana mas coisa corrente e comum. Mas insisto: creio que assim, em simultâneo na mesma jornada, não é assim tão frequente!
Prossigamos então: em Braga o árbitro não assinalou um penalty indiscutível contra o Porto; em Leiria foi assinalado um a favor do Benfica, discutível, que dividiu opiniões da crítica dita especializada, mas que a maioria avaliou como decisão acertada; em Alvalade o árbitro não assinalou penalty numa jogada reclamada pelos leões, discutível e igualmente com opiniões divididas entre os mesmos especialistas, e assinalou outro, clara e unanimemente inexistente.
As consequências dessas decisões dos árbitros face aos resultados finais verificados foram diversas: o Porto perdeu da mesma forma, apenas eventualmente por menos um golo; e Benfica e Sporting ganharam, quando teriam empatado com julgamentos diferentes.
Não vi um único adepto do Benfica (entre os quais me incluo, como me não canso de repetir) negar a evidência do penalty que deu a vitória em Leiria. Mas também não vi um único adepto de Porto e Sporting de acordo. Os adeptos do Sporting aceitam (não poderia ser de outra forma) que beneficiaram de um penalty inexistente; mas referem-no como compensação do outro não assinalado. Esse outro que os adeptos de Benfica e Porto juram nunca ter existido. Finalmente, apenas todos estão de acordo quanto ao penalty não assinalado de que o Porto beneficiou. Mas, agora posso eu jurar, essa unanimidade apenas existe porque não alterou o resultado final. Não tivesse o Porto perdido o jogo (e sem espinhas!) e não haveria adepto que reconhecesse aquele erro do árbitro.
Pois é! A paixão cega tem destas coisas…
Este fim-de-semana, apesar de um Porto – Sporting, um clássico de paixões, o jogo será outro. Amanhã à noite vamos ver e ouvir as opiniões dos diferentes adeptos, com diferentes interpretações das incidências do jogo: os golos falhados, os auto-golos, os árbitros, as vitórias morais… E será interessante ver quem fará, então, a figura daqueles adeptos do Porto. Se é que alguém terá coragem para tanto!
Realizou-se hoje o último dos debates organizado pela Rádio D.Fuas FM em conjunto com a Zona TV.
Também o mais esperado entre Julio Vieira (PSD) e João Salgueiro (PS).
A diferença é abismal. de um lado Julio Vieira a demonstrar serenidade, convicção e coerência na apresentação do projecto que vem defendendo e no qual acredita. Um projecto de viragem consistente e perfeitamente sustentado a todos os niveis.
Do outro lado o actual Presidente, João Salgueiro,estranhamente nervoso, desligado da função que tem vindo a exercer (parece desconhecer os dossiers e desvia a atenção de alguns por não estar à vontade) a falar sistemáticamente na primeira pessoa do singular e pasme-se, afirmou que recebeu um concelho cheio de "ervas na beira das estradas" - recebeu de si próprio retorqui Julio Vieira - recordando-lhe os 20 anos de Vereador a tempo inteiro e os dois ultimos mandatos como vice-presidente.
João Salgueiro não tem programa porque diz não ser preciso - ele próprio e a sua experiência são suficientes.
João Salgueiro passou o tempo a relatar a valia do seu curriculo, a sua capacidade para resolver os problemas a todos os que lhe vão pedir, enfim para quem conhece Salgueiro ainda pior do que nós conheciamos.
Julio Vieira não apenas ganhou. Deu uma abada monumental.
Julio Vieira vai ser o próximo Presidente da Cãmara Municipal porque tem um projecto para o nosso concelho e vive como muitos de nós inconformado com a actual situação.
João Salgueiro terminou a pedir que a partir da próxima terça feira (já na rua em campanha) a população do concelho o venha abraçar. A ele e ao seu projecto que é ele também.
A partir da próxima terça feira vamos finalmente deixar de ser governados pelo Sr Salgueiro, espero que para sempre.
Parabéns Julio.
Espero que consigas transmitir às pessoas do nosso concelho o projecto do PSD, com a clareza com que o tens feito nos últimos tempos.
Quanto tempo demora um pintor de construção civil a pintar uma divisão de 4 metros de largura por 6 de comprimento, com um pé direito de 2 metros e vinte?
Não sei, mas todos concordamos que dois pintores serão mais rápidos a fazer a mesma tarefa.
Se aumentarmos os recursos aplicados nesta tarefa (o número de pintores), obteremos resultados cada vez mais rápidos.
Será esta frase uma verdade inquestionável?
Será que 50 pintores serão mais rápidos? E 100?
Qual o número de pintores a partir do qual deixa de haver espaço para que cada um consiga evitar sujar o colega com tinta em vez de pintar a parede?
Ou de outra forma, qual o momento a partir do qual deixa de haver benefício em aumentar os recursos ali aplicados?
Esta questão é estudada pela microeconomia, e corresponde à busca do Ponto Óptimo.
O conceito foi criado pelo político, economista e sociólogo italiano do sec XIX Vilfredo Pareto.
De acordo com o óptimo de Pareto, uma qualquer situação é eficiente quando todos os indivíduos envolvidos se encontram num ponto de benefício máximo. Por outro lado, deixa de ser eficiente se, para acrescer o benefício de alguns indivíduos, outros sejam prejudicados.
E o que é isto tem a ver com o período de reflexão?
Depois de ser proibido pintar paredes em campanha eleitoral, parece não ter nada a ver.
Mas no meu entender, tem tudo a ver.
Senão vejamos.
A relação estabelecida entre o indivíduo e o Estado pressupõe o pagamento de impostos. Pagar impostos será uma das bases da cidadania.
E pagamos porquê?
Segundo alguns autores pagamos impostos de forma a que o Estado redistribua a riqueza criada na economia, e a entregue a outros que, por algum motivo, não têm rendimentos ou riqueza acumulada em valor suficiente para assegurar a sua subsistência com dignidade. Pretende-se assim atingir um Óptimo de Pareto.
Outros autores entendem que os impostos servem exclusivamente para sustentar o Estado, que no século XX adquiriu hábitos caros, nomeadamente o de sustentar quem não cria riqueza, procurando dessa forma legitimar a sua existência (do próprio Estado). Mas coloquemos o nosso enfoque no primeiro caso, o da redistribuição da riqueza.
Primeiro ponto:
Cada um de nós terá um entendimento próprio do que será o Óptimo de Pareto relativamente aos objectivos e à relação de valores implícita no Orçamento Geral de Estado.
Lembrando o texto e os comentários que se desenrolaram sobre o programa do BE, em que oito medidas emblemáticas pressupunham um aumento da despesa (aumento dos apoios e subsídios), duas correspondiam a uma diminuição da receita (redução da taxa geral do IVA e aplicação de taxa reduzida aos discos, mas não aos livros, cinema, teatro e outras formas de cultura, apenas aos discos!) e como forma de compensação orçamental prevêem um imposto de solidariedade sobre as grandes fortunas, sem nunca especificar o que são grandes fortunas, nem quantificar os valores envolvidos nestas medidas.
O Óptimo de Pareto do PS pressupõe obras públicas cujo debate é dispensável, pressupõe ingerências na Justiça para aliviar as dúvidas sobre o PM, pressupõe que os jornalistas bem comportados estejam no activo e os outros na barra do tribunal, pressupõe mais e mais apoios sem nexo nem regra.
Segundo ponto:
Agradeço aqueles que conseguiram chegar a esta fase do texto ainda com pachorra para ler o resto. Bem hajam por isso.
Terceiro ponto:
Em sociedades mais liberais, com políticas de direita descomplexada, entende-se que dar uma esmola é um incentivo para que quem a recebe fique à espera de outra no dia seguinte, e por isso optam por um menor volume de subsídios e apoios, sendo assim necessária uma menor cobrança de impostos. Essas sociedades são sempre mais competitivas e mais capazes de atrair investimento internacional. Umas das consequências dessa capacidade é o menor volume de desemprego.
Quarto ponto:
Outras diferenças existirão, mas a direita e a esquerda diferenciar-se-ão pela relação proposta entre os recursos dispendidos (impostos) e benefício máximo comum.
Quinto ponto:
Num momento em que o nosso país se destaca na UE, além de outras coisas pouco agradáveis, pelo peso que o Estado tem na economia e que a tendência aponta para um reforço deste efeito, sem que seja espectável que num prazo razoável o tecido económico tenha capacidade para gerar riqueza suficiente para sustentar o monstro sorvedor e ineficiente em que o Estado se tornou, será razoável votar à esquerda? Votar à esquerda significa apostar no reforço do peso do Estado na sociedade portuguesa, sendo que isso implica também um reforço do endividamento externo que já chegou a 97% do PIB (há quatro anos era de 64%).
Sexto e último ponto:
(ufa, dirão os mais teimosos - os outros resguardaram-se e não chegaram até aqui) A manter-se a voragem despesista do Estado e do seu endividamento, os prejudicados de Pareto não serão os detentores da grandes fortunas, demonizados pela esquerda radical, mas sim as gerações futuras que um dia terão de pagar a factura.
A escolhe é nossa.
A campanha eleitoral chega hoje ao fim. Amanhã é dia de reflexão!
As eleições de domingo deveriam ser das mais importantes da nossa história democrática. O actual estado de depressão geral do país, da economia, das finanças públicas, de calamidade social e em especial do desemprego, de descrédito do sistema político e da Justiça justificá-lo-iam. São, porém, apenas mais umas eleições, com a preocupante particularidade de ninguém as merecer ganhar!
Em democracia, as eleições servem para premiar ou punir quem exerceu o poder. Mas servem também para premiar ou punir propostas de alternativa de governação. Francamente não vejo quem mereça sair premiado!
Cai hoje o pano sobre uma campanha eleitoral que praticamente, e como de costume, passou ao lado dos reais e graves problemas do país, para se focalizar em falsas questões que podem animar as hostes dos indefectíveis mas não mobilizam os portugueses em geral. Daí a abstenção e o voto nulo e branco, que tanto animaram o debate aqui trazido pelos amigos António e Carlos, pela mão oportuna do Pedro Oliveira.
Pelas circunstâncias de arranque desta campanha – com o partido do governo altamente desgastado, com um líder acossado pelas razões conhecidas e o PSD embalado pela vitória nas europeias –, socorrendo-me de uma imagem futebolística, ao PS estava reservado um papel defensivo. Ao PSD caberia atacar, partir para cima do adversário. Mas atacar, como diriam os novos mestres das tácticas, mantendo as linhas curtas, sem deixar grandes espaços de penetração para o adversário. Não o fez e, no final, estamos a ver um PSD sem norte e um PS, imaginem, já a falar de maioria!
Porquê? Porque o PSD se fartou de marcar golos na própria baliza. Partiu de um slogan (Verdade), de gosto duvidoso e muito gasto, que rapidamente pôs em causa. Logo na constituição das listas, incluindo pessoas para as quais a menos grave das acusações seria a de lidarem mal com a verdade. As mesmas da estória da compra de votos. Pelo meio o inábil tratamento do TGV, e o arcaico fantasma espanhol. E a famosa asfixia democrática, logo atrapalhada pela penosa questão da Madeira e depois sufocada pela gravíssima questão das escutas, uma bomba que rebenta nas próprias mãos do Presidente da República.
A asfixia democrática é uma falsa questão. E mal escolhida, mais a mais para quem tem na Madeira os seus telhados de vidro. O que deveria ser trazido para a campanha era a asfixia do Estado. Essa sim, a verdadeira questão. Um Estado que, porque está em todo o lado, porque em tudo põe e dispõe, é responsável pela promiscuidade a que se chegou. Mas sobre isso nada! Evidentemente que todos pretendem mantê-lo assim, para que esteja pronto usar logo que o poder acabe por lhes cair nas mãos.
As escutas do PR terão constituído a machadada final nas ambições do PSD. Mas, pior que isso, constituíram um golpe profundo nas condições de exercício da superior magistratura de poder do PR. E logo numa altura destas, quando os resultados esperados destas eleições exigem um Presidente de todos os portugueses com uma imagem absolutamente imaculada.
(continuação)
Mais uma vez a Livraria Arquivo apresenta uma iniciativa que merece a nossa atenção :
Estamos a cerca de duas semanas das eleições autárquicas. É tempo de reflectir e de decidir em quem votar.
(continua)
...Há sempre um mas.
Não há partido que não defenda com unhas e dentes o SNS (sistema nacional de saúde), e quem não se coloque em bicos de pés a dizer que o seu partido foi decisivo na sua criação.
Mas, há um perguntinha, simples, que gostava de colocar: Como é que se defende um SNS sem médicos? Passo a explicar;
A semana passada foi notícia o facto de mais de 10% dos médicos do SNS já serem estrangeiros, daqueles que nos seus paíse podem ser médicos com média de 14,15 valores.
Estamos todos satisfeitos porque vai haver mais hospitais, muitos hospitais novos, mesmo daqueles que após a visita da ministra as camas tenham sumiço, se assim é qual é a razão, objectiva, para os "desgraçados" que queiram ser Médicos tenham uma de duas vias para o serem: ou emigram e vão estudar para fora, ou não fazem mais nada na vida do que tentarem não serem frustrados uma vida inteira por não terem entrado na faculdade de Medicina por uma décima algures entre o 18,5 e o 19?
Se alguém conseguir ter uma justificação lógica para isto agradeço, já que dos partidos não me parece que venha grande coisa, mesmo daqueles que se dizem pais do SNS e que não têm medo de interesses corporativos... .
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No desporto como nos negócios Digo hoje, sem qualquer excesso de vaidade, que o rugby tem dado o exemplo. Esta selecção tem feito aquilo que os sucessivos Governos têm vindo a pedir: não chorar e apresentar resultados. No desporto, como nos negócios, o importante é concretizar os objectivos - vencer. A equipa que tem os melhores jogadores ganha se for bem treinada, se os seus jogadores forem bem integrados, motivados e, acima de tudo, se o "caminho" for minunciosamente planeado e houver sintonia nas metas definidas. No desporto, como nos negócios, é preciso ter espírito de missão e conseguir transmiti-lo àqueles que connosco trabalham, fazendo-os acreditar nos nossos princípios e convicções. "compromisso" é a palavra-chave. No desporto, como nos negócios, o líder deve ser um gestor de oportunidades e expectativas, sendo capaz de escolher os momentos certos para desafiar o grupo. A intuição marca a diferença, quer no balneário quer no escritório. No desporto, como nos negócios, o stress não pode ser visto como uma doença. É fácil transformar o excesso de pressão num aliado, basta entendê-lo como mensageiro de novas oportunidades. No desporto, como nos negócios, as equipas vencedoras são aquelas que conseguem derrubar os limites, superando-se.
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