| ABRUPTO |
semper idem Ano VI ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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25.5.09
(url) And did those feet in ancient time,
Walk upon England’s mountains green: And was the holy Lamb of God, On England’s pleasant pastures seen! And did the Countenance Divine, Shine forth upon our clouded hills? And was Jerusalem builded here, Among these dark Satanic Mills? Bring me my Bow of burning gold; Bring me my Arrows of desire: Bring me my Spear: O clouds unfold: Bring me my Chariot of fire! I will not cease from Mental Fight, Nor shall my Sword sleep in my hand: Till we have built Jerusalem, In England’s green & pleasant Land. (William Blake) (url) 24.5.09
A EUROPA E O "DEBATE" QUE NÃO TEM CONTRAS Quem acompanhe a comunicação social (incluindo os blogues) com detalhe, e conheça os procedimentos habituais do Parlamento Europeu, pode notar alguns factos que não são propriamente bizarros, mas que também estão longe de poderem ser percebidos com inteira clareza por quem os lê e vê. Blogues tradicionalmente muito críticos dos procedimentos europeus têm trazido descrições de um modo geral simpáticas, quando não apenas wishy-washy, da instituição. Um numeroso grupo de autores de blogues foi convidado a ir ao Parlamento Europeu a expensas de deputados (mais do que um) no fim do mandato. Artigos com referências simpáticas ao trabalho de alguns deputados, os convidantes, assim como extensas entrevistas de personagens há muito desaparecidas da vida política portuguesa, mas que estão há anos num nicho qualquer europeu, aparecem também na imprensa com um destaque que nada justifica. Em todos os casos, por detrás destas publicações, opiniões, artigos, entrevistas está o programa do Parlamento Europeu que permite aos deputados convidarem jornalistas e afins (os blogues são hoje afins) para "conhecerem o Parlamento". Na verdade, não há nenhuma diferença entre esse programa e as actividades propagandísticas das instituições comunitárias que levaram, por exemplo, à colocação de cartazes que interferem com a campanha eleitoral em Portugal, defendendo posições políticas determinadas sobre a Europa, que funcionam como uma pressão a favor de uma determinada ideia "europeísta".Todo este dinheiro atirado para cima de "acções de esclarecimento" nada tem de inocente. Contribui e muito para reforçar um falso debate, viciado à partida por ter um só lado. E um meio comunicacional já muito dependente de um aparente "consenso" europeu, que aliás reflecte o "consenso" político, ainda se torna mais pobre quando é manipulado por estas actividades. ![]() Na verdade, elas não são muito diferentes nos seus resultados, nas suas técnicas de "massagem do ego", da história exemplar do convite chinês a um crítico culinário de um importante jornal americano, conhecido por ser um crítico feroz do regime comunista.Convidado, os chineses não lhe disseram uma palavra de política, mas passearam-no pelos melhores restaurantes da China, deram-lhe a provar as melhores iguarias. De regresso, os artigos foram uma descrição maravilhada da culinária chinesa e nem uma linha sobre o regime. Não se trata de venalidade, mas de manipulação, e da moleza que vem da proximidade, do contacto, do grupismo, e, no fundo, da vaidade de se ter sido convidado e da vontade de responder à amabilidade do convidante. É um contrato invisível, mas é um contrato.A razão por que refiro isto é que contribui e muito para a abafamento quase total, mesmo em período de eleições europeias, de qualquer alteridade na discussão, o atirar para debaixo de um grande tapete de tudo o que permita uma perspectiva crítica do caminho que se tem seguido na União Europeia na última década. Tudo começou na presidência portuguesa de Guterres, teve como tiro de partida o célebre discurso de Joschka Fischer, seguido do delírio constituinte, do fracasso dos referendos, do processo de fazer passar a Constituição disfarçada de Tratado de Lisboa, seguida de uma fuga escabrosa dos compromissos referendários e do voto contra irlandês. O caminho seguido pelos dirigentes europeus, com destaque para personagens como Chirac, Valéry Giscard d'Estaing, Tony Blair, Merkel, e Sarkozy entre outros, tem sido o de andar de desastre em desastre. Este caminho há muito erodiu todos os fundamentos do antigo espírito comunitário que fundou a Europa. O gigantesco consenso institucional - todos os partidos, todas as Igrejas, todas as "forças vivas" - está longe de corresponder à vontade popular, numa Europa cada vez menos democrática e que já funciona em regime de directório. Para um país como Portugal esta evolução é péssima, para não dizer trágica. Portugal precisava de uma Europa de coesão, que valorizasse os factores de um crescimento equilibrado, e em que Portugal estivesse como parceiro virtualmente igual com os mais fortes e os mais ricos. Foi assim que Monnet fundou a Europa muito prudente no seu upgrade político, assente nos "pequenos passos" dos fundadores. Portugal precisava de uma Comissão forte, um Parlamento fraco e um Conselho que respeitasse a Comissão. No desvario dos últimos anos, saiu-lhe uma Comissão cada vez mais fraca, um Parlamento cada vez mais forte e um Conselho transformado num directório com potências de primeira e de segunda. Tudo o resto na arquitectura europeia veio por consequência, originando um país mais fraco no seu poder europeu, marginalizado de qualquer decisão, fragilizado na soberania em questões cruciais como o mar territorial, e degradado na sua democracia pelo nulo poder do seu Parlamento e pela traição à promessa referendária. Era isto que devia ser discutido e não é. E se quem parecia ter alguma independência para esta alteridade solitária se deixa com toda a facilidade enredar nas malhas do "consenso", ainda ficamos pior. Não será do PS, nem do PSD, nem do CDS-PP (que abandonou totalmente qualquer veleidade de ter um pensamento europeu próprio), não será do BE, nem do PCP que virá essa tão necessária alteridade. Para estes dois últimos partidos, a discussão da Europa é subsidiária da crítica ao capitalismo, logo tudo se aceita na Europa desde que pareça ir no sentido dessa crítica. Falta por isso debate e muito. Debate interno, interior, dentro das baias da aceitação do "europeísmo" dominante, pouco me interessa. Debate que tenha a coragem de vir de fora, que diga as verdades que precisam de ser ditas sobre uma Europa que caminha a passos largos para destruir o adquirido comunitário a favor de uma realidade meramente geopolítica sem cabeça para um tronco grande de mais, isso é bem-vindo e faz falta. (Versão do Público de 24 de Maio de 2009.) (url) HOJE NO
![]() NOVO: PAPÉIS DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA ANTES DO 25 DE ABRIL. (5) O BIDONVILLE DE CHAMPIGNY (1963) Barbeiro ao ar livre. EDITORAS REVOLUCIONÁRIAS (4). EDIÇÕES BANDEIRA VERMELHALIVROS USADOS PARA ESTUDAR E ORGANIZAR OS MATERIAIS DO EPHEMERA (8) MATERIAIS DE PROPAGANDA DISTRIBUÍDOS NA MANIFESTAÇÃO DA CDU DE 23 DE MAIO DE 2009 (url) In the Sixties Nabokov switched from ink to eraser- topped pencil on index cards a box of cards for Ada a box of cards for dreams whose "curious features" include "erotic tenderness and heart-rending enchantment" in one draft he traded "stillness and heat" for "silence, a burning" ******************* so picture: Vladimir seated at the trunk of a tree a spring day at Wellesley where he marvels at his students and their cable-knit socks the way each elastic grips without binding just below the knee******so exquisite an application of pressure that when said sock is slowly peeled off the skin shows no trace at all (Tina Cane) (url) 23.5.09
(url) (url) (url) (url) (url) (url) (url) (url) (url) HOJE NO
![]() NOVO: PUBLICIDADE E PROPAGANDA NA EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE BRUXELAS (1958) – CEE, BRASIL, CHECOSLOVÁQUIA PUBLICIDADE E PROPAGANDA NA EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE BRUXELAS (1958) – PAVILHÃO DE PORTUGAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA NA EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE BRUXELAS (1958) – PAVILHÃO DA URSS ![]() PUBLICIDADE E PROPAGANDA NA EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE BRUXELAS (1958) POSTAIS DE PROPAGANDA INGLESA DA II GUERRA MUNDIAL (4) ![]() ACTUALIZAÇÕES (url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (93): A MÁ FÉ COMO MÉTODO JORNALÍSTICO ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. ![]() Primeiro, era o irremediável atraso na escolha do candidato, que comprometia definitivamente a campanha das europeias do PSD. Depois, era Marques Mendes, o único que prometia ter bons resultados e Manuela Ferreira Leite cometia o crime de não querer. Depois, era a escolha de Rangel que era um desastre por mil e uma razões diversas. Depois, quando apareceram as primeiras sondagens positivas, era o "cartão amarelo" a Ferreira Leite, porque, se fosse com Marques Mendes, já estava a vitória no papo. Depois é Rangel que é bom e Manuela Ferreira Leite que é má. Eis um bom exemplo de má fé em acto. Todos os dias no Diário de Notícias e nos blogues associados. (url) COISAS DA SÁBADO: COMO O PRIMEIRO-MINISTRO SE REPETE TODOS OS DIAS, EU TAMBÉM ME REPITO QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO Hoje, o Primeiro-ministro José Sócrates não governa. Passeia pelo país para participar em momentos escolhidos para os noticiários da RTP, umas vezes dois por dia, um de manhã, outro à noite. Veja-se como foi a última semana (igual à anterior, igual à seguinte):Dia 11, foi visitar escolas secundárias com a Ministra da Educação e afirmou que “o programa de modernização do parque escolar como um dos mais importantes no combate à crise e defendeu que é em 2009 que se deve fazer investimentos público para responder à recessão económica.” Não é novidade, nem notícia. Já fez o mesmo pelo menos quatro vezes. Ontem houve mais uma e deu as cenas de manifestação (mas que patetice chamar "fascista" ao governo!) na Escola António Arroio.Dia 12 foi a Lorvão, Penacova (Coimbra) inaugurar o Centro Social Paroquial de Lorvão, uma obra importante localmente, mas de pequena dimensão. Sócrates repetiu pela enésima vez que "o investimento em equipamentos sociais não só dá oportunidades a empresas, dá também oportunidades de emprego e dá principalmente, oportunidades a todos aqueles que precisam da justiça e da solidariedade do País". No dia 13, anunciou “a criação da linha de crédito PME Invest 4, num valor global de 400 milhões de euros, com 200 milhões destinados a apoiar as exportações e outros 200 para pequenas e micro empresas.” A oposição interroga-se de onde vem tanto dinheiro, que não aparece no Orçamento, e contesta a eficácia das sucessivas medidas pontuais deste tipo. Sócrates, nestes momentos (e no parlamento), recusa responder ás perguntas para que não tem resposta-chave preparada, ou que são incomodas. Apesar de aparecer todos os dias na televisão, Sócrates por regra não responde a perguntas, faz apenas o discurso de propaganda. Os órgãos de comunicação social que lhe fazem de pé de microfone beneficiam o infractor, mas quem é que quer saber disso? O poder é o poder. No dia 15, foi á Madeira distribuir computadores “Magalhães”. O PS local organizou uma pequena manifestação de “algumas dezenas de madeirenses à entrada do Palácio de São Lourenço”. A RTP tratou essa manifestação com honras da casa. No dia 16, as “Novas Oportunidades” iniciaram mais um ciclo de oportunidades para o Primeiro-ministro fazer sessões de propaganda. Em Penafiel, a uma pergunta futuróloga de “um jornalista ”sobre se o programa Novas Oportunidades é para manter na próxima legislatura” respondeu "com certeza, vamos mantê-lo para os próximos anos e tenho a certeza que este programa é um dos mais importantes para que o país vença o défice de qualificações". Ou seja, o jornalista não tem dúvidas que Sócrates já governa para além das eleições. A utilização das “Novas Oportunidades”, que me lembre, já vai na nona ou décima sessão de propaganda. Mas não chega. No dia 17, tivemos um duplex. Mais uma entrega de diplomas das “Novas Oportunidades” (a quinta ou a sexta em que Sócrates participa e fala para a televisão) e uma participação na corrida destinada a fazer “promoção” do programa. O programa teve um crescimento exponencial de mais de 200.000 participantes nos últimos meses, coisa que os que nele participam como formadores, consideram bastante implausível, a não ser para bater certo com as metas anunciadas. As dúvidas sobre a qualidade da formação são generalizadas, sobre o valor dos diplomas, idem, existindo uma enorme pressão para cumprir estatísticas. A continuar assim, um programa que tinha mérito promete dar resultados idênticos aos muitos milhões enterrados pelo Fundo Social Europeu. No dia 18 foi ao Museu Nacional de Arte Antiga a pretexto do fim restauro da "Custódia de Belém", que à míngua de realizações no sector, serve gerar um momento cultural para o Primeiro-ministro brilhar. Se virmos bem tudo isto, há muito pouca obra em causa. Há o “Magalhães”, cujos custos reais começamos a conhecer esta semana, e que ninguém preparou ou avaliou (ou avaliará neste governo) no seu impacto, e há as “Novas Oportunidades”, um programa com mérito, a caminho de ser transformado apenas numa bandeira do governo, e a ser mais um desperdício monumental de dinheiro público, sem exigência nos diplomas, sem dar mais empregabilidade a quem o frequenta, e a ser pouco mais do que números e vapor. Depois, não há verdadeiro conteúdo noticioso nestas andanças de José Sócrates. Ele diz sempre o mesmo, entre o elogio do governo que faz tudo o que é mais “importante” (em tudo ele diz que é o “mais importante”), ataques à oposição e frases ideológicas sobre o investimento público e a justiça social. Esta lista fi-la a partir da RTP, que não falta com câmaras e directos a nenhuma destas sessões de propaganda. Todos os dias. É assim que estamos, é assim que somos governados. * É uma patetice gritar “fascista” ao governo. Concordo. No entanto, não deixa de ser curiosa a aparente espontaneidade com que tudo foi organizado. E as críticas certeiras que se ouviram na tv (quando tantas vezes criticamos os mais novos pela futilidade dos seus “objectivos” nas manifestações – e com razão): mais do que um edifício novo, os alunos, querem material; e não é um material qualquer, do tipo “último grito em tecnologia” ao jeito do magalhães – eram umas impressoras decentes para imprimirem trabalhos, sem terem de sair da escola! (url) First, grant me my sense of history: I did it for posterity, for kindergarten teachers and a clear moral: Little girls shouldn't wander off in search of strange flowers, and they mustn't speak to strangers. And then grant me my generous sense of plot: Couldn't I have gobbled her up right there in the jungle? Why did I ask her where her grandma lived? As if I, a forest-dweller, didn't know of the cottage under the three oak trees and the old woman lived there all alone? As if I couldn't have swallowed her years before? And you may call me the Big Bad Wolf, now my only reputation. But I was no child-molester though you'll agree she was pretty. And the huntsman: Was I sleeping while he snipped my thick black fur and filled me with garbage and stones? I ran with that weight and fell down, simply so children could laugh at the noise of the stones cutting through my belly, at the garbage spilling out with a perfect sense of timing, just when the tale should have come to an end. (Agha Shahid Ali) (url) 22.5.09
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COISAS DA SÁBADO: AS EXCEPÇÕES QUE CONFIRMAM A REGRA
Ainda não tivemos o teste da realidade, a própria gripe em si, mas até agora, as autoridades sanitárias, a começar pela Ministra e os principais responsáveis pela saúde pública tem tido o tom certo, a postura certa e as medidas certas. A Ministra actuando com sobriedade e fornecendo as informações necessárias e, tudo indica, sem ocultar dados essenciais para a percepção pública do que se passa, funcionou como elemento apaziguador numa situação que podia dar origem a atitudes de pânico, desestabilizando a nossa capacidade hospitalar e levando as pessoas a irem de imediato a hospitais (o que não devem fazer) ou a auto-medicarem-se, o que é perigoso para elas e para nós.A única coisa que correu mal, foi ter existido uma fuga sobre o primeiro e único caso de Gripe A português, numa altura em que os responsáveis ainda diziam desconhecer os resultados laboratoriais. Não teve consequências de maior, mas este tipo de fugas orientadas, ajudam a descredibilizar a informação oficial que se deseja credível. (url) 21.5.09
(url) La chair est triste, hélas ! et j'ai lu tous les livres.
Fuir ! là-bas fuir! Je sens que des oiseaux sont ivres D'être parmi l'écume inconnue et les cieux ! Rien, ni les vieux jardins reflétés par les yeux Ne retiendra ce coeur qui dans la mer se trempe Ô nuits ! ni la clarté déserte de ma lampe Sur le vide papier que la blancheur défend Et ni la jeune femme allaitant son enfant. Je partirai ! Steamer balançant ta mâture, Lève l'ancre pour une exotique nature ! Un Ennui, désolé par les cruels espoirs, Croit encore à l'adieu suprême des mouchoirs ! Et, peut-être, les mâts, invitant les orages, Sont-ils de ceux qu'un vent penche sur les naufrages Perdus, sans mâts, sans mâts, ni fertiles îlots ... Mais, ô mon coeur, entends le chant des matelots ! (Stéphane Mallarmé) (url) 20.5.09
(url) HOJE NO
![]() NOVO: MATERIAIS DE MAIO DE 1968 (4). LE NOUVEL OBSERVATEUR MATERIAIS DE PROPAGANDA (108) . DEPARTAMENTO DA TEMPERANÇA DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA DE ALGUEIRÃO MATERIAIS DE PROPAGANDA POLÍTICA (107) . BLACK PANTHER PARTY COMO UM RIO MATERIAIS DE PROPAGANDA POLÍTICA (106) . CDS (1974-1992) Saco de sementes de girassol. CARTAZES DO PERÍODO DA GUERRA COLONIAL(url) * “Amanhã estará esquecida na Rússia, como “Esmeralda” com seu pai, e ninguém quererá saber dela, porque o interesse informativo esgotou-se. Os holofotes procuram já outra criança, outro drama, para explorar”. (url) EARLY MORNING BLOGS
![]() 1557 - Hope is the thing with feathers (254) Hope is the thing with feathers That perches in the soul, And sings the tune without the words, And never stops at all, And sweetest in the gale is heard; And sore must be the storm That could abash the little bird That kept so many warm. I've heard it in the chillest land, And on the strangest sea; Yet, never, in extremity, It asked a crumb of me. (Emily Dickinson) (url) 19.5.09
7 April 1852 Went to the Zoo. I said to Him— Something about that Chimpanzee over there reminds me of you. (Carol Ann Duffy) (url) 18.5.09
(url) HOJE NO
![]() NOVO:
(url) In the long journey out of the self, There are many detours, washed-out interrupted raw places Where the shale slides dangerously And the back wheels hang almost over the edge At the sudden veering, the moment of turning. Better to hug close, wary of rubble and falling stones. The arroyo cracking the road, the wind-bitten buttes, the canyons, Creeks swollen in midsummer from the flash-flood roaring into the narrow valley. Reeds beaten flat by wind and rain, Grey from the long winter, burnt at the base in late summer. -- Or the path narrowing, Winding upward toward the stream with its sharp stones, The upland of alder and birchtrees, Through the swamp alive with quicksand, The way blocked at last by a fallen fir-tree, The thickets darkening, The ravines ugly. (Theodore Roethke) (url)
© José Pacheco Pereira
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