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10 Fevereiro, 2008

Um trabalho de Hércules

De acordo com o Expresso, Luís Filipe Menezes vai esperar pelo início de 2009 para começar a apresentar propostas alternativas às políticas do Governo. Curioso. O mesmo homem que pretende desmantelar o Estado em seis meses, precisa de quase um ano e meio para apresentar uma ideia nova. Está certo. Olhando para o partido laranja, percebe-se que é muito mais complicado reformar o PSD do que o Estado.

03 Fevereiro, 2008

Os barões são para as ocasiões

Depois de ter andado semanas a ameaçar com uma comissão de inquérito à actuação do Banco de Portugal no caso BCP, Menezes recuou. Que não, que "somos um partido responsável, com sentido de Estado". Como a mudança de agulha teve lugar depois de uma reunião com os outrora detestados barões do partido - quase todos a trabalhar na banca e com ligações ao BCP e Banco de Portugal -, fica a impressão que o súbito apreço de Menezes pelo "sentido de Estado" lhe terá sido assoprado ao ouvido por alguém mais sisudo e com pouca vontade de ver a elite laranja no Parlamento a justificar-se perante os deputados. Isto como vai já vai mal, não é preciso piorar. E esperar que não chegue ao banco do Dias Loureiro e amigos.

23 Janeiro, 2008

Lost in translation

Questionado sobre o contrato com a Cunha Vaz & Associados, o secretário-geral do PSD não quis responder e avisou:"Não vou falar, nem hoje nem no futuro, mais nada sobre a vida íntima desta relação"

A comunicação para esconder o vazio

Parece imperar a ideia, em certos quadrantes, de que a solução para todas as questões políticas com que se defrontam os governos e partidos se resolvem com inovadoras estratégias de comunicação. Luís Filipe Menezes levou essa ideia até onde nunca ninguém tinha chegado e contratou uma agência para centralizar toda a comunicação e imagem do partido. Sintomaticamente, no preciso momento em que surgem as primeiras criticas à vacuidade da sua liderança, avança com a mesma empresa para tomar conta da comunicação do grupo parlamentar. O propósito é claro. Controlar a casa, calando as vozes incómodas do grupo parlamentar, o que rapidamente foi percebido e recusado pelos visados.

Porque reduz a autonomia política da direcção e o controle democrático dos filiados de um partido sobre os processos de decisão politica, todo o contrato do PSD com a Cunha e Vaz é bastante questionável. Mas a sua extensão aos deputados, principalmente pelo que se entrevê nos seus pressupostos, entra num ponto sensível que não convém menorizar. “É provável que achem esta tentativa de pôr ordem no caos uma limitação da liberdade de expressão dos representantes eleitos da Nação”, diz o João Villalobos, num post em que elogia a decisão de Menezes. Claro que sim, João. Bem ou mal, os portugueses elegeram deputados, não votaram na Cunha e Vaz associados. Quando põem uma cruz no boletim de voto não a podem castigar - e esse não é um pormenor. É inimputável e muito pouco escrutinável. Caso não avance com esta medida, diz o João Villalobos, “ficamos a perceber que [os deputados] continuam a preferir brincar às oposições”. Desculpa lá, João, mas não é isso que o Menezes, com a prestimosa ajuda de Cunha e Vaz, anda a fazer há uns meses valentes?

10 Janeiro, 2008

Business as usual

O PSD foi o primeiro partido político português a assinar um contrato com uma agência de comunicação, pagando 30 mil euros por mês à Cunha e Vaz para esta centralizar a sua imagem, comunicação e discurso.

Há um mês que Luís Filipe Menezes critica a OPA socialista ao BCP, denunciando o que diz serem as diligências do Governo para impor Santos Ferreira à frente do maior banco privado nacional.

Santos Ferreira contratou a agência de Cunha e Vaz para assessorar a sua lista na corrida à presidência do BCP. Ou seja, a mesma agência de comunicação que coordena com Luís Filipe Menezes o discurso sobre a “OPA socialista ao BCP”, está a assessorar a “OPA socialista ao BCP”.

10 Dezembro, 2007

Importa-se de repetir?

O vice-presidente da Câmara de Gaia e presidente da distrital do PSD/Porto, Marco António Costa, responsabilizou hoje o governo pelo assassínio de mais um segurança da noite, considerando que se está a "reeditar a Chicago dos anos 30". Curioso. É que a Chigaco dos anos 30 só foi possível com a eleição de um mayor fantoche de Al Capone e com o seu apoio e envolvimento nos esquemas de corrupção. Desculpem lá, mas o que é que Marco António Costa está a querer dizer?

04 Dezembro, 2007

Anedota com laranja

O PSD, que usou e abusou de uma maioria absoluta na Assembleia Municipal que não representa a vontade do eleitorado para criar uma crise artificial na capital, apresentou uma solução de compromisso para aceitar o empréstimo para saldar as dívidas que o próprio PSD deixou. 400 milhões de euros e não se fala mais nisso. Uma redução de 100 milhões. No final, o acordo proposto pelo PSD foi aprovado com a abstenção dos deputados...do PSD. Começa a não haver palavras para descrever as trapalhadas deste partido.

01 Dezembro, 2007

O vazio como imagem de marca

Pelo que tem vindo na imprensa, e pelas declarações dos dirigentes do PSD, torna-se claro que foi Luís Filipe Menezes quem forçou os vereadores do seu partido a darem o dito por não dito, forçando-os a votar contra um empréstimo que tinham aceite dois meses antes quando aprovaram o plano de saneamento financeiro da capital. Ao Diário de Notícias, uma fonte do PSD garantiu que "O dr. António Costa tem que fazer gestão e poupar, como todos os outros autarcas”. Todos, menos Menezes, que preside à segunda autarquia mais endividada do país. Como já se viu, a crise em Lisboa é totalmente artificial e não passa de uma desesperada tentativa do PSD para provar que está vivo. Que diz que não cede e que vai obrigar António Costa a negociar. Palavras fortes para quem se arrisca a não ter cartas para continuar o jogo. Quem está na Assembleia é Teixeira da Cruz que, tudo o indica, pretende viabilizar o empréstimo. Toda a restante oposição vai votar com António Costa. O PSD está preso por seis votos. Dos 56 deputados laranja, 33 são presidentes de junta de freguesia. Que precisam que se pague aos fornecedores para terem acesso aos seus serviços. Não parece haver grande solução para Negrão e Menezes. Ou o partido cede, percebendo-se que não tem poder negocial, ou não desiste e perde, mostrando que se tornou irrelevante. Em dois meses de liderança de Luís Filipe Menezes, o homem que ia provar o que era fazer oposição arrisca tornar-se numa anedota. No Orçamento ninguém viu o PSD, reduzido ao lamentável show Santana. Era contra os pactos, e não faz outra coisa todos os dias. Está em todos os noticiários, mas ainda não se lhe conhece uma proposta ou ideia. Hoje, DN e Expresso dão conta das críticas de Menezes à forma como o governo tem vindo a adiar uma decisão sobre a televisão digital terrestre. A sua solução. Não se sabe. Só em Janeiro. Começa a ser a sua imagem de marca.

27 Novembro, 2007

Diz que é uma espécie de cartão amarelo

Naquela que foi a sua primeira acção de campanha como líder do PSD, Luis Filipe Menezes participou na campanha intercalar para uma junta de freguesia de Santa Maria da Feira garantindo que "votar em Alexandre Pinto é também votar no PSD em 2009, é mostrar um pequeno cartão amarelo ao Governo". Empolgado, afirmou mesmo que, a partir de São Jorge das Caldas, esta seria a primeira de “a primeira de muitas vitórias” do PSD. As eleições tiveram lugar no passado domingo. O PSD perdeu a junta de freguesia, que detinha, para uma lista de independentes. Menezes é capaz de ter razão. São Jorge das Caldas arrisca-se mesmo a ser o primeiro passo para 2009.

20 Novembro, 2007

Afinal, ele é que é o Perouuuzidente da Juncta

De acordo com o Expresso, Luís Filipe Menezes arranjou uns especialistas internacionais em marketing político que, a partir de Espanha, lhe enviam três ideias e dez frases, dia sim dia não. Tanto estratega, especialista e assessor para guiar o mais pequeno passo do partido e, no entanto, ninguém parece ser capaz de avisar Menezes das coisas mais simples. É patético, para não dizer confrangedor, ver o líder do maior partido da oposição a fazer campanha nas eleições intercalares de uma pequena junta de freguesia de Santa Maria da Feira, como se estivesse a disputar o lugar ao primeiro-ministro. Falando para meia dúzia de pessoas, mais interessadas nas castanhas que distribuía, Menezes garantiu que esta será “a primeira de muitas vitórias” e que votar no candidato do PSD à junta é “mostrar um pequeno cartão amarelo a José Sócrates”. Se estavam a pensar criar a percepção de uma suposta dinâmica de vitória e de transição politica esqueçam. Dá só a ideia do fosso que separa o primeiro-ministro de Menezes. Enquanto um governa o país, o outro contenta-se em ganhar uma junta de freguesia. O ridículo pode mesmo matar.

16 Novembro, 2007

É mesmo o regresso ao passado

O Grupo Parlamentar do PSD, desde que Santana Lopes assumiu a liderança da bancada, reúne nas instalações do Museu da Assembleia da República.

14 Novembro, 2007

Showoff Menezes

Durante mais de dois anos, nos vários espaços de opinião de que dispunha, Luís Filipe Menezes nunca se preocupou em contestar as opções politicas de José Sócrates. A sua oposição era a Marques Mendes. Uma a uma, todas as posições do então líder do PSD foram sendo contestadas por Menezes. Foi assim com a Ota, TGV ou o encerramento de maternidades. O livrinho com as colunas de opinião assinadas por Menezes é o melhor aliado do Governo, como Santos Silva já demonstrou no debate do Orçamento. É por isso mesmo que Menezes se tem entretido, desde que está à frente do maior partido da oposição, em propor pactos de regime para tudo o que mexe e pronunciar-se ao lado das questões de fundo nos dossiers mais polémicos - como é o caso do novo aeroporto.

Menezes precisa de uma nova agenda. Na que tem ramificações nas decisões políticas dos últimos dois anos está demasiado colado às posições do PS. É a essa luz que a eternidade que demorou a perceber a importância política da concessão das Estradas de Portugal, e as possibilidades que esta abre para a desorçamentação das contas ou à cobrança de portagens na rede rodoviária, são um mau sinal sobre a sua capacidade de fazer oposição ao governo. Era a oportunidade que tinha para se opor ao partido socialista numa das raras matéria em que não existe nenhum artigo a comprometer as suas posições. Já nem se fala das propostas, que ainda não se conhece nenhuma do PSD ao Orçamento de Estado. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa na sua coluna do SOL, um a um, o Grupo Parlamentar do PSD deixou escapar todos os temas importantes do Orçamento para os três partidos mais pequenos. Para lá do showoff Santana, o saldo não foi brilhante. Mas, cá fora, o treinador de bancada que dirige os destinos do partido laranja também não esteve melhor.

06 Novembro, 2007

A arte da fuga

O PSD é um partido cada vez mais estranho. O líder é Luis Filipe Menezes. Na prática, quem dá a cara é Santana Lopes. Como o "debate do ano" com Sócrates foi um desastre, daqui a uns minutos vai ser Patinha Antão a fazer a intervenção de fundo do partido. Isto ainda acaba no presidente da concelhia de Moimenta da Beira.

17 Outubro, 2007

Não havia necessidade

Poucas propostas são mais significativas sobre o continuado disparate que vai ser a liderança de Luís Filipe Menezes do que as suas propostas para a elaboração de uma nova constituição e a extinção do Tribunal Constitucional. Posto isto, não se compreende que o Tribunal Constitucional tenha decidido responder à intervenção de Menezes. Por muita razão que o presidente do TC tenha nos reparos que faz ao líder do PSD, deveria perceber que, dado o cargo que ocupa, era a última pessoa que podia responder às propostas de um partido político. Ao entrar desta forma no debate partidário, a única coisa que conseguiu foi dar uma “borla” a Menezes e permitir que o mesmo continue a proclamar o carácter politico e partidário do actual Tribunal Constitucional. Desta vez com alguma razão.

"D" de demagogia

Luís Filipe Menezes foi ontem a Bruxelas para se reunir com Durão Barroso. À saída, questionado pelos jornalistas sobre a posição do seu partido sobre o referendo ao tratado europeu, disse que não se pronunciava antes do PS anunciar a sua posição. "É o partido socialista que está no Governo, é a ele que lhe compete dizer o que pretende fazer". Claro que a posição de Menezes é marcada pelo mais genuíno oportunismo político, mas, se a moda pega e o partido socialista continuar no governo, ainda vamos ver o PSD a dizer que não tem nada para dizer aos portugueses sobre impostos, aumentos salariais, educação, saúde, justiça e por aí fora. Menezes ganhou o PSD para o tranformar no PS com um D no fim.

14 Outubro, 2007

Recuperar os melhores valores do partido

Zita Seabra, Mendes Bota, Cousto dos Santo, Rui Gomes da Silva. São estes os nomes da prometida renovação de Luís Filipe Menezes. Mas não se julgue que foi apenas para a direcção que Luís Filipe Menezes foi ao baú das memórias. O congresso que agora termina marca o regresso da seta estilizada pela Novodesign para a campanha de Durão Barroso para a Somague. Desculpem, que a Somague pagou ao PSD.

13 Outubro, 2007

Sempre a pensar no melhor para o país

Manuela Ferreira Leite entende que o PSD não deve defender a diminuição dos impostos porque, se o fizer, está a "avalizar a política do PS". "Estamos a dizer que são tão bons que entre 2005 e 2007 passaram de um défice de seis por cento para três". E isso é grave, acrescenta, pois quer dizer que "se fossemos para o Governo não teríamos condições para baixar os impostos".

O PSD está dividido entre populistas eleitoralistas e tacticistas oportunistas à espera de dar a boa nova na véspera das próximas eleições. Não vislumbro grande diferença.

No congresso de Menezes, o PSD continua à espera de Santana