Maio 17, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Media, Política
Durante as discussões internas que tive no partido que hoje represento, houve uma definição de família extremamente curta que me ficou no ouvido e que, desde então, retenho para mim como uma excelente síntese, que tem resistido a todos os ataques.
Uma família é uma comunidade de afectos.
No MEP como no PS ou no PSD ou em outros partidos, não há propriamente pensamento único quanto a muitas questões fracturantes, há inclusive liberdade total de expressão e de voto sobre questões como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, a despenalização do aborto, a educação sexual, a procriação medicamente assistida, mas há menos dúvidas quanto ao que é o fundamento de uma família e qual a sua importância na organização social.
Uma família não é um indivíduo. Por definição uma família pressupõe uma comunidade, uma pluralidade. Uma pessoas isolada é uma pessoa isolada. Não se é menos pessoa por não se ter família, mas não se é uma família por se ser uma pessoa. Desenhar políticas económicas e sociais tratando por atacado o que não é igual é sempre fazer má política.
Para mim família tem por exigência mínima tão somente isto: ser uma comunidade de afectos. Havendo esta característica todas as restantes são acessórias, refiram-se elas ao sexo, à religião, à idade, à cor da pele, à nacionalidade, ao estado civil ou ao número das pessoas que a compõem.
Maio 17, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
Segundo Vital Moreira eu, nº 2 da lista do MEP ao Parlamento Europeu, sou um fantasma. Quem és tu Rui Cerdeira Branco? Ninguém, senhor, ninguém.
Depois da tirada num debate em que afirmou que só era pelo referendo ao tratado de Lisboa, quem era contra o tratado, segue-se a tese de só quem é notável tem substância. Os outros são fantasmas. Tenha medo, muito medo.
Maio 15, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: Política
Com toda a pertinência vale a pena ler o artigo de hoje de António José Teixeira, “Povo semi-soberano“. Um excerto:
“(…) Aqui chegados, importa mudar alguma coisa para que tudo não fique na mesma. Desde logo, perceber que a atitude mais crítica dos cidadãos, ou mesmo mais cínica, pode ser coisa boa. Pode significar mais atenção, mais preocupação e participação na vida política, mesmo quando passa por espaços estranhos aos partidos. Fernando Henrique Cardoso dizia há dias que “o sistema partidário está “ilhado”, não responde a boa parte da demanda da população porque ela não passa por aí”. Não é um problema de imagem - aparecer na televisão a responder a perguntas pela internet - é um problema de acção, de fazer rede em permanência. Ou seja, é preciso continuar a “democratizar a democracia” para que se alargue a possibilidade de participar, delegar, responsabilizar e combater por ideias. Contra os poderes invisíveis.”
Maio 09, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP
Mais um ano particularmente bizarro, mais um ano em que Paulo Bento foi bestial, besta e de novo bestial. Mais um ano em que não fomos além do segundo. Mais um ano em que a moça cá de casa é campeã, mais um ano em que o Sporting se afirma como tendo melhor futebol, melhor gestão e melhores resultados que o eterno rival. Com justiça o Porto será campeão. Com justiça o Sporting é segundo. Provavelmente acabaremos por garantir o 3º lugar ao Benfica vencendo (FC Porto e Sporting) ao Nacional da Madeira. E assim o Benfica poderá voltar a dizer que ficou em 3º lugar, melhorando claramente o registo do ano passado, agora com floreado e muita cerveja.
Este ano confirmou-se uma lenda na história do Sporting, talvez a primeira que pude acompanhar regularmente em carne e osso:
Liedson da Silva Muniz, o melhor jogador a jogar futebol em Portugal.
Maio 09, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política
“Apesar de pouco antes ter referido que está “a tentar nem sequer fazer muitas críticas”, Elisa não resiste mandar algumas indirectas a Rui Rio. “Pintaram os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS”, diz.”
Maio 04, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: BD, Portugal, Video
Dos Urais às Montanhas Rochosas, Vasco Granja levou-me a uma imensa diversidade cultural por via da animação. Lembra aqueles professores que muitos num primeiro momento estranhavam. O certo é que havia uma riqueza intrínseca na diversidade cultural que apresentava. A parte que me faltava para perceber a ecologia (eu mocinho que me apaixonava mais pela silhueta das serras que pelos corrimões das escadarias nos pequenos arranha-céus portugueses) julgo ter vindo de algumas das peças de animação que apresentava.
Partiu hoje aos 83 anos, talvez assobiando a pantera cor-de-rosa com um urso de plasticina checoeslovaco ao ombro.
Estivemos recentemente em Beja, mas neste fim-de-semana em que Beja teve os seus 15 minutos anuais de fama com a Ovibeja, fomos para paragens menos óbvias com resultados motivadores.
A Ovibeja e a Feira do Queijo da Soalheira
Passou um fim-de-semana prolongado em que todos os candidatos às eleições para o Parlamento Europeu rumaram à Ovibeja, ao encontro dos agricultores.
Todos? Nem por isso. A campanha do MEP levou Laurinda Alves a visitar Portalegre e Castelo Branco, visitas que terminaram, quase por coincidência, na Feira do Queijo da Soalheira, no Fundão, sob o tema da Agricultura. Foi aí que encontrámos Maria Palmira Gonçalves, presidente da Associação Regional de Agricultores Biológicos da Beira Interior, uma senhora que sabe quase tudo sobre agricultura e a quem muitos, na Europa, têm agradecido a ajuda.
É caso para dizer que no dia em que todos procuraram a agricultura, a agricultura procurou Laurinda Alves. Mais uma ironia desta campanha às europeias…
Maio 02, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
Ainda gostava de saber quem é que respondeu ao inquérito do Eu Profiler pelo PS. É que analisando as respostas às 30 questões deparo com 3 sobre as quais o PS não tem opinião. Uma delas relativa a uma matéria já regulada em Portugal e implementada com sucesso. A saber:
A descriminalização do uso pessoal de drogas leves é bem-vinda - o PS diz “Sem Opinião”; o MEP “Concorda plenamente”.
A UE devia passar a ter o poder de aumentar os impostos - o PS diz “Sem Opinião”; o MEP “Tende a discordar”.
Cada estado-membro da UE devia ter menos poder de veto - o PS diz “Sem Opinião”; o MEP “Tende a concordar”.
Maio 02, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
Sofre Adufe, sofre. O tempo é escasso e o Adufe é por estes dias um local que visito com menor frequência. Entre os compromisso profissionais e a actividade política sobra pouco tempo para aqui vir condignamente.
Por onde ando a Adufar? Tenho contribuído de forma regular no Eleições 2009, um blogue colectivo com chancela do Público onde se discutem as incidências e se debate a política em torno dos 3 actos eleitorais que vamos ter em 2009.
Adufe também pelo MEP um dos locais do MEP para apresentação e contacto com o eleitorado. Também vou adufando no twitter como se pode ver aqui ao lado, esporadicamente n facebook e, claro, adufo cada vez mais em campanha, seja pelas ruas ou sessões apresentado MEP, seja junto dos órgãos de comunicação social sempre que haja oportunidade.
Este fim-de-semana esta última vertente foi, aliás, particularmente produtiva com a participação numa peça do Sol (Tabu), onde se apresentaram os novos partidos portugueses (o MEP e o MMS) e, há pouco, numa gravação para a Rádio da Beira Interior, naquela que julgo ter sido a minha primeira entrevista radiofónica
Nos bastidores, participando e ajudando a construir o MEP, adufa-se o melhor que se pode, cada vez mais consciente de que esta é uma das melhores experiências por que passei. É imensamente compensador despirmo-nos de preconceitos junto do grupo certo de pessoas e o MEP tem no seu seio algo do melhor que pode haver em qualquer país no que diz respeito ao sentido certo que se deve crer na actividade política. Mas eu sou suspeito, claro e ainda bem.
Abril 25, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Portugal
Dedicar parte do dia 25 de Abril numa acção de campanha de apresentação do mais novo partido da democracia portuguesa afigura-se-me como uma das mais nobres formas de celebrar e garantir Abril. Não porque sim mas porque é preciso.
Acabei de testar o Eu Profiler um observatório que, com base na resposta a 30 perguntas, nos desafia a descobrir o posicionamento de cada um no panorama político das Eleições Europeias e Legislativas de 2009. Tanto quando pude verificar todos os partidos portugueses estão representados, o que significa que todos remeteram para os serviços do observatório as respectivas respostas de referência.
Tenho dúvidas sobre a forma como as ponderações dos temas (para a qual o “eleitor” contribui) se reflectem nos resultados pelo que mais que não fosse por isso sobra sempre alguma margem de incerteza e de erro neste tipo de iniciativas. Respondidas as perguntas “descobri” que o partido de que estou mais próximo é um tal de Movimento Esperança Portugal
Estou ligeiramente mais à esquerda que o MEP no eixo socio-económico e ao mesmo nível quanto ao eixo pró-integração.
Eis o grau de semelhança face aos três partidos de que estou mais próximo:
ADENDA: Mas há por ali algo estranho ou de difícil interpretação. Ponderei com mais rigor as minhas respostas, removi a ponderação quanto à probabilidade de voto, mantive a ponderação quanto ao peso das questões, refiz o teste e deu-me em termos de proximidade:
1º MEP com 74,2% ( que subiria para 85,0% se não tivesse ponderado as respostas);
2º PH com 70,8%
3º PS com 59,2%
4º BE 49,1%
Contudo, no botão “Analise o partido que lhe é mais próximo” surge-me o PS. Como interpretar esta discrepância?
Abril 24, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Media, Política
Há semanas no Governo Sombra (programa de humor, escárnio e mal dizer que ainda tem o recorde de maior número de referências feitas na TSF ao MEP), o Pedro Mexia brincava com a proliferação de colunistas do Público que eram convidados para concorrerem às eleições Europeias: Laurinda Alves, Vital Moreira, Rui Tavares. Hoje, a anedota perdeu um argumento. Por razões orçamentais Laurinda Alves que assinava uma página semanal à sexta-feira foi dispensada do Público. Imagino que tenha sido uma decisão extremamente complicada para José Manuel Fernandes pelas suspeições naturais que uma decisão destas a escasso dias de uma campanha eleitoral coloca. A Laurinda escreve há quase uma década no Público; ser a única dispensada a escasso dias do início da única campanha eleitoral em que se assume como candidata num jornal que conta com colunistas de partidos concorrentes é inovador e seguramente terá pouco a ver com critérios jornalísticos.
Espero que o Público arribe e que não tenha de voltar a tomar decisões tão complicadas. Espero que possa continuar a contar com os escrito de Vital Moreira e de Rui Tavares, entre muitos outros.
Recordo que não há muito tempo Rui Marques, que escrevia também regularmente no Correio da Manhã teve igual destino. Quem é Rui Marques? O presidente do MEP. É a economia, estúpido! Calha a todos não é? Felizmente não acredito em bruxas pero…
(Também publicado aqui)