É frequente, entre inteligentes, a constatação de que o ensino, sobretudo o superior, assente na Escola Material desde os tempos de Carvalho e Melo, é responsável pela quebra de alento no intelecto e criatividade dos portugueses. Se por um lado tenho que me posicionar a seu lado no que respeita a uma diminuição geral na qualidade, por outro lado, acredito que seja neste terreno estéril que nasçam melhores homens. Obviamente que é em alturas culturalmente florescentes, como no século XIX e início do século XX, que aparecem Grandes Homens, mas no meio da mediocridade que se tem vivido nas ultimas décadas é mais improvável, que na adversidade total.
Parece-me, num exercício de puro devaneio, que no meio do socialismo doutrinal e do materialismo cientifico, estará criado o fundamento contrário ao gosto pelo conhecimento, e a perseguição ideológica aos livre-pensadores, que sirvam de espora a uma rebeldia intelectual e comportamento social, que os obrigue a viver fora da ontologia de classes, lugares comuns do destino profissionalizante. Num ensino pretensamente cultural como tínhamos, nem a tecnização humana era possível, não dando espaço para o crescimento produtivo, nem a incisão do pensar. Com a decadência da Escola Material, ou decresce tanto a sua produtividade que implode, ou se torna tão especifica e forma bons autómatos para uma competitividade global.
De uma forma ou de outra, órfão de inteligência, Portugal torna-se na sua secura um forte selector natural para o aparecimento de grandes homens, desesperados por sair do inferno. Impensável num ambiente de atordoante mediocridade. Até o decréscimo de ânimo sofrido no purgatório da Faculdade, sairá rejuvenescido, uma vez esta findada e perante a desadequação ao mercado de emprego, terá que escolher a ocupação que o faça feliz. Advogados dedicados à poesia, gestores às artes, engenheiros filósofos, biólogos escritores, matemáticos agricultores, e um sem fim de combinações possíveis e novas escolhas. A metamorfose de antigos profissionais predestinados em homens que procuram uma ocupação que lhes traga felicidade. Chamem-me sonhador, mas acredito seriamente nesta possibilidade, o país até pode piorar e ser menos competitivo, o socialismo operário põe sempre os pés pelas mãos, mas para alguns, os privilegiados, será melhor, será o Quinto Império.
Bem-haja!
Parece-me, num exercício de puro devaneio, que no meio do socialismo doutrinal e do materialismo cientifico, estará criado o fundamento contrário ao gosto pelo conhecimento, e a perseguição ideológica aos livre-pensadores, que sirvam de espora a uma rebeldia intelectual e comportamento social, que os obrigue a viver fora da ontologia de classes, lugares comuns do destino profissionalizante. Num ensino pretensamente cultural como tínhamos, nem a tecnização humana era possível, não dando espaço para o crescimento produtivo, nem a incisão do pensar. Com a decadência da Escola Material, ou decresce tanto a sua produtividade que implode, ou se torna tão especifica e forma bons autómatos para uma competitividade global.
De uma forma ou de outra, órfão de inteligência, Portugal torna-se na sua secura um forte selector natural para o aparecimento de grandes homens, desesperados por sair do inferno. Impensável num ambiente de atordoante mediocridade. Até o decréscimo de ânimo sofrido no purgatório da Faculdade, sairá rejuvenescido, uma vez esta findada e perante a desadequação ao mercado de emprego, terá que escolher a ocupação que o faça feliz. Advogados dedicados à poesia, gestores às artes, engenheiros filósofos, biólogos escritores, matemáticos agricultores, e um sem fim de combinações possíveis e novas escolhas. A metamorfose de antigos profissionais predestinados em homens que procuram uma ocupação que lhes traga felicidade. Chamem-me sonhador, mas acredito seriamente nesta possibilidade, o país até pode piorar e ser menos competitivo, o socialismo operário põe sempre os pés pelas mãos, mas para alguns, os privilegiados, será melhor, será o Quinto Império.
Bem-haja!

