04 Novembro 2003

Acredito

Acredito,
Do mais profundo do meu ser
Ao mais minusculo átomo da minha existência.
Não vejo outra maneira
De viver, sem que uma idéia
Fixa, sempre presente, permanente,
Exista no meu errante pensamento,
Viva no mais recondito canto da minha alma.
Aliviando-me, forçando-me a continuar.
E por mais que o caos em que vivo,
A continuada traição que me vitima,
O horror que me inunda incessantemente,
E a dor que diariamente me aprisiona,
Se fechem em meu redor, asfixiando-me,
Eu continuo na perseguição do meu objectivo,
Atacando e caindo nesta gigantesca batalha.
Mas sempre levantando-me,
Sempre recuperando forças,
Só porque acredito
Que tu me esperas.


Aqui está mais um dos escritos na Guarda, no ano de 1993, este no dia 13 de Outubro. Sem ninguém em especial na mente, apenas "alguém" que um dia virá para alegrar definitivamente a minha pessoa. Uma espécie de "mantra" para me dar forças durante os dias mais tristes que passo. O que quer dizer que foi um optimo dia para o pôr aqui...

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