O Insurgente

Setembro 29, 2009

Portugal com processo por défice excessivo

Arquivado em: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:57

É pena que uma das mistificações – a de rigor nas contas públicas – com que o PS nos brindou na campanha não tenha sido devidamente denunciada, e só hoje apareça na imprensa. Sem prejuízo que estamos num cenário de crise, e Portugal é acompanhado por outros países no desequilíbrio das contas públicas, era importante que Sócrates explicasse qual o efectivo valor do défice com que vamos acabar este ano, e qual a estratégia a seguir – e suas consequências - para o reduzir: mais impostos? redução da despesa corrente? mais cortes no investimento público?

” (…) A Comissão Europeia irá abrir em Novembro um procedimento de “défice excessivo” contra Portugal (…) Bruxelas irá fazer recomendações, colocar Lisboa sob “vigilância orçamental” e avançar com um calendário para sair da situação de desequilíbrio das contas superior a 3% do PIB (défice excessivo). O período que será dado para corrigir o “défice excessivo” português será negociado com as autoridades nacionais (…) “.

A mistificação da excelência do SNS

Arquivado em: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:44

Foi chato, não foi?

Arquivado em: Política, Portugal — Miguel @ 10:33

dor de cornoO coordenador da aliança trotskysta-estalinista demonstra aqui estar algo chateado por ter sido ultrapassado pelo CDS e não ter deputados suficientes para impor a sua agenda ao governo socialista. Ainda assim, considero positiva a confissão que a “cultura de extrema-direita europeia” e a “cultura histórica da direita portuguesa” são contraditórias. Louçã apenas abre uma excepção para o actual CDS. Percebe-se perfeitamente porquê.

Revitalização do Parlamento?

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:10

Com o regresso ao tempo dos governos minoritários, volta a convicção de que o Parlamento irá ter mais poder. Pura ilusão. Conforme já referiu o Miguel Morgado, aquilo que iremos assistir é a negociações entre as lideranças dos vários partidos para obtenção de maiorias parlamentares, com vista à aprovação de leis. O Parlamento só se dignificará, só ganhará relevo e importância na vida política no dia em que os seus deputados foram eleitos em círculos uninominais. Basicamente, no dia em que forem escolhidos pelos eleitores, de forma directa, e não, como ainda sucede, pelas cúpulas dos partidos.

No dia em que cada deputado depender dos seus eleitores e não unicamente da direcção do seu partido.

Tempos difíceis

Arquivado em: Economia, Política, Portugal — Miguel @ 09:31

Na edição de hoje do Diário Económico, vários artigos de opinião alertam para as dificuldades economicas e financeiras que aí veem. É significativo que um deles seja de alguém próximo da “ala esquerda” do PS. Cito este pelo seu significado e o de Paulo Soares Pinho que me parece o mais acertado. Que ninguém diga que não foi avisado. (mais…)

Esforço inglório

Arquivado em: Economia, Política, Portugal — Miguel @ 09:05

Boas notícias, os portugueses estão a poupar mais. Mas não se preocupem. O governo tem alguns “elefantes brancos” na manga que prometem aumentar o endividamento para níveis estratosfericos.

A Chavização da direita na América Latina*

Arquivado em: Internacional — Carlos Guimarães Pinto @ 06:06

Outra coisa

Arquivado em: Diversos — Luciano @ 01:51

Parece-me que o PSD não tem nada que assumir as dores das escutas: até prova clamorosa em contrário, é um problema da Presidência. Atenção: a prova tem de ser clamorosa.

Para além disso

Arquivado em: Diversos — Luciano @ 01:49

Acresce que só tenho a agradecer às pessoas que votaram no CDS terem impedido que o país resvalasse para a espécie de guerra civil de baixa intensidade que o PS e demais esquerda andava(m) a preparar. Se o PS pudesse coligar-se eficazmente com o BE teríamos aí a radicalização esquerda-direita, arrastando o Presidente no processo e destruindo os últimos átomos de credibilidade do nosso regime. Para já, nada disso vai ser possível. Outras coisas serão, e logo veremos quais. Mas pelo menos essa não será. Conheço o argumento que diz que antes a radicalização do que estas águas mornas. Para mim soa-me a política do quanto pior melhor. Para além de que seria necessário que o resultado fosse melhor do que o que existe, o que não é nada garantido. Serei um conservador estúpido, mas por enquanto perfiro ainda explorar as virtualidades pacíficas deste regime.

Habituemo-nos

Arquivado em: Diversos — Luciano @ 01:37

O Adolfo tem razão. E mais: tenho visto muitos dos meus amigos do PSD tentarem explicar ao CDS o que deve e não deve fazer com os seus 21 deputados. É muito simples: os deputados são deles, ganhos com o maior mérito. E eles têm todo o direito a usá-los sem terem de ouvir liçõezinhas de moral de quem tinha obrigação de ter obtido um resultado melhor. O CDS seria o parceiro júnior natural numa coligação com o PSD, caso o PSD tivesse ganho com maioria relativa. Se o PSD queria influenciar o CDS, que tivesse conseguido pelo menos isso. Agora (pelo menos por enquanto), muito simplesmente, o PSD é irrelevante para o CDS. Não vale a pena andar a zurzir o CDS. Vale a pena é fazer o trabalho de casa.

Setembro 28, 2009

Não nos tomem por parvos, sff (parte 2)

Arquivado em: Diversos — Maria João Marques @ 23:39

O PR vai falar amanhã sobre o caso das escutas (estamos nós a presumir) e, depois do escândalo mui conveniente da opinião oficiosa do regime pela actuação dos jornalistas e director do Público, convém relembrar o escândalo ainda mais conveniente sobre a actuação do PR, como se fosse a primeira vez que um PR (ou um governo, ou um partido) tivesse usado a comunicação social para a sua guerrilha institucional – apenas nunca nenhum jornal teve a falta de vergonha de publicitar as fontes alheias – e como se os dois últimos PRs, tão agraciados pela opinião oficiosa, que tivemos não fossem dois perfeitos exemplos de velhacaria política.

Soares patrocinou tantas fugas de informação quantas conseguiu para embaraçar Cavaco, boicotou acordos de concertação social de forma a provocar contestação desnecessária, fazia fitas para ter os louros do trabalho do governo (por exemplo, na assinatura dos acordos de paz de Angola), impediu que Fernando Nogueira saísse do governo para se dedicar em exclusivo à campanha eleitoral e mais uns incontáveis exemplos de dignidade institucional e respeito pelo cargo que ocupava graças aos brandos costumes dos portugueses, entre os quais o encontro com o foragido à justiça Bettino Craxi numa viagem oficial ou o caso Carlos Melancia. Jorge Sampaio, uma nulidade política, enfraqueceu os esforços de redução do défice orçamental no governo de Durão Barroso com a frase “há vida para além do défice”, sem que se tenha lembrado dessa tal vida para além do défice quando Sócrates decidiu aumentar o IVA novamente e mais uma panóplia de outros impostos; como qualquer líder fraco, quando agiu fê-lo desproporcionadamente e dissolveu uma AR que continha uma maioria absoluta de deputados de apoio a um governo, apenas porque não simpatizava com Pedro Santana Lopes, ou não gostava das gravatas que PSL usava, ou outra razão de igual gravidade. Não haverá muitos exemplo de velhacaria de Sampaio porque, felizmente, na maior parte do tempo o senhor não existia.

Ainda não tenho dados para ajuizar a actuação de Cavaco Silva. Sei que não devia ter criado o ruído com a mudança de funções de Fernando Lima durante a campanha eleitoral, permitindo o aproveitamento pelo PS. Mas, no cenário mais desfavorável, parece-me que o pior que se poderá vir a dizer de Cavaco é que afinal não é melhor do que os seus dois antecessores (algo nada lisonjeiro).

Das leis da metafísica (ou lá como se diz)

Arquivado em: Economia, Política, Portugal — Helder @ 23:02

BREIQUINGUE NIUZ: os desafios do novo primeiro-ministro por Impertinente

Segundo o canal do governo, «Bruxelas vai abrir procedimentos por “défice excessivo” a Portugal». De acordo com alguns analistas, o novo primeiro-ministro ficou surpreendido e irá aumentar os impostos para fazer face ao défice da responsabilidade do seu antecessor.

Confusão de Vontades

Arquivado em: Política, Portugal, Teoria — Helder @ 22:51

Confusão de Vontades pelo Corcunda

Há um comentário sistemático por parte de Vitorino, Marcelo, Portas e Sócrates que retrata o resultado das eleições como uma expressão dos Portugueses ou do Povo. Dizem que os portugueses escolheram dar maioria a um, não dar a outro, não dar poder à esquerda e dar à direita. Trata-se de algo ridículo, um pensamento herdado de tempos em que o constitucionalismo pretendia ser uma voz da Nação e em que esta se sobrepunha à posse individual da comunidade. Num sistema onde o indivíduo é soberano e onde o voto é único (não existe, como noutro tipo de eleições, um número de votos ao dispôr do eleitor para distribuir pelas várias forças), afirmar que os portugueses não quiseram dar maioria ao PS, que quiseram dar a Portas um lugar activo na política, que penalizaram Manuela Ferreira Leite, é algo absolutamente abusivo e incompreensível. A única interpretação que se pode fazer é que x pessoas estiveram dispostas a ceder o seu voto ao partido y. Quando os votantes das legislativas anteriores votaram no PS, provavelmente apenas uma pequena percentagem pretendia que esse partido tivesse uma maioria absoluta. E as interpretações generalizadas foram de que os portugueses tinham pretendido dar uma maioria ao PS, como se houvesse uma inteligência ou uma vontade superior num conjunto de resultados desconexos. Como se num acto de delegação generalizada de poderes individuais houvesse um desejo da comunidade em criar uma maioria. Isso é uma simples manipulação, uma tentativa de encantamento da democracia através da criação de conceitos míticos herdados de tempos em que as opções eleitorais eram mais do que expressões de preferência individual.

Musical chairs

Arquivado em: Legislativas 2009, Política, Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 22:23

musicalchairs

Se olharmos para os resultados de todas as eleições dos últimos 20 a 30 anos em Portugal, vemos que existe uma base aproximada para dizer que grosso modo o país divide-se em três grupos eleitorais de dimensão muito semelhante, cerca de um terço para cada: Um mais à esquerda, outro à direita e um no meio, servindo tipicamente de swing vote. Nas alturas em que o bloco à direita consegue “capturar” mais de metade do centro, ganha as eleições. Nas outras alturas perde. A maioria sociológica de esquerda, como referiu Mário Soares nesta campanha eleitoral, permite à esquerda vencer por omissão. É mais difícil o centro pender para a direita do que para a esquerda. As razões são históricas: A hegemonia da esquerda na década de 70 ainda se sente nas fatias demográficas na altura formadas.

Esta base dividida em três, no entanto, não está imune a alterações de fundo, normalmente dentro do seu espaço habitual. O voto à esquerda continua a ser à esquerda, mas a divisão do mesmo pela várias forças é muito diferente. O crescimento do BE é um sintoma destas alterações, sendo ao mesmo tempo um sinal de que apesar do efeito histórico da hegemonia esquerdista estar a diluir-se pelo tempo, surge uma nova esquerda, mais jovem, que mantém o equilíbrio.

Assim sendo, os resultados que têm ocorrido têm implicações muito importantes:

  1. Mais de metade da esquerda está acantonada em partidos radicais. Esta característica acaba por ser o principal limitador ao seu crescimento. Bastou Sócrates chamar a atenção para algumas das coisas que tinham passado despercebidas no programa do Bloco e rapidamente esfumou-se o crescendo deste nas intenções de voto.
  2. O PS é um partido dividido entre uma minoria de esquerda, que lhe está ligada por razões históricas, e uma maioria ao centro. Parece-me inegável que, neste momento, o PS é o partido do centro e é, mantendo a sua tradição de intervenção estatal em tudo, um partido de centro. O seu discurso tem um tempero esquerdista, com sound-bites anti-bolsa, etc, para satisfazer a sua ala vulnerável a ataques do BE e pouco mais.
  3. O PSD é um partido em que a maior parte do seu eleitorado está à direita e que tem uma pequena minoria no centro, que se mostra incapaz de capturar desde 2002 (e mesmo aí foi à queima). No entanto os seus dirigentes insistem em posicionar-se num suposto centro-esquerda social-democrata que está solidamente instalado no PS…
  4. O CDS/PP é o partido que mais fielmente representa o seu eleitorado, o que é mais fácil dada a sua dimensão. Noutro contexto, dado o perfil do terço à direita da população, seria expectável que tivesse um peso eleitoral maior. A risiliência do PSD, muito por causa do seu peso autárquico, é a maior barreira ao crescimento do CDS/PP, que apesar de tudo tem mostrado resultados encorajadores junto de escalões etários mais jovens.

Estas implicações mostram um coisa. No jogo de “cadeiras musicais”, ninguém está imune a ficar de pé quando a música parar. Mas quem claramente está em piores condições é o PSD.

Ponto de ordem

Arquivado em: Legislativas 2009, Política — Adolfo Mesquita Nunes @ 22:09

Agora que Paulo Portas já recusou, mais uma vez, e contra todos os fantastamas teimosamente lançados pelos que, na São Caetano, tentaram lançar sobre o eleitorado a ideia de que votar CDS era votar PS, é bom recordar que não é apenas o CDS, ou o PCP juntamente com o Bloco, que faz maioria parlamentar com o PS. É preciso não esquecer que essa maioria se alcança também com o PSD pelo que, no campo do ónus da governabilidade, o PSD não pode lavar as mãos. Ou melhor, poder pode, mas escusa de lançar sobre os “pequenos partidos” essa responsabilidade, como se aquele ónus apenas residisse naqueles.

O que aí vem

O Paulo Pinto Mascarenhas, no seu blog, diz que “Sócrates e o PS são reféns do parlamento”. Compreende-se o regozijo (tudo o que pareça uma diminuição de poder de Sócrates provoca a alegria de uma pessoa de bem), mas não me parece que o Paulo tenha razão. Como bem diz o Miguel Morgado, o resultado de ontem conduzirá, não tanto a uma maior actividade parlamentar, mas “mais comunicação e negociação entre as direcções dos partidos políticos.” Aquilo a que se vai assistir nos próximos anos (resta saber quantos) não será uma “parlamentarização do regime. Teremos, isso sim, muitas reuniões de vão de escada (um local desaparecido desde a campanha do referendo sobre o aborto) e de sótão (há muitos socialistas com saudades), a muitos “acordos secretos” que, longe de fortalecerem o parlamento e a representação dos cidadãos, apenas contribuirão para o crescente nojo que os portugueses sentem em relação à actividade política. O frágil equilíbrio parlamentar presta-se a golpes baixos, a jogos de “posicionamento” enfim, a “politiquice”.

E nessa “politiquice”, tenho as maiores dúvidas de que os “reféns” acabem por ser o PS e Sócrates. Por estranho que pareça, serão os partidos minoritários a estarem numa posição mais complicada. É verdade que o PS “precisa” deles para ver aprovadas as medidas que quiser implementar. Mas também é verdade que o PS, tal como o PSD em 1985/87, poderá pôr os outros partidos entre a espada e a parede: se apoiarem, mesmo que pontualmente, o PS e o Governo, arriscam-se a trair um eleitorado que votou neles por serem diferentes do PS; se votarem contra o PS, arriscam-se a que Sócrates use a “postura obstacularizadora” (habitue-se a este jargão, caro leitor) dos partidos da oposição para se vitimizar e apresentar-se a umas eleições antecipadas como alguém a quem “não deixaram salvar o país”. Esperam-nos anos de muita actividade para os “abrantes”, de muita baixeza, de muita lama. Precisamente aquilo em que, como se viu nestes últimos anos, o actual primeiro-Minitro se sente à vontade.

Sugestões para oposições que queiram ser levadas a sério (4)

Arquivado em: Política, Portugal — João Luís Pinto @ 18:12

Os deputados deverão criticar e comentar publicamente todas as medidas governativas que tenham impacto particular no distrito por onde foram eleitos.

Sugestões para oposições que queiram ser levadas a sério (3)

Arquivado em: Diversos — João Luís Pinto @ 16:00

Criticar e comentar publicamente as decisões do governo eleito no Conselho da União Europeia.

Bons resultados eleitorais

Arquivado em: Diversos — Maria João Marques @ 15:31

para resultados bons para eventuais melhorias do marasmo económico português foram os da Alemanha. Angela Merkel vai governar com os liberais e pretende baixar impostos para impulsionar o crescimento económico. Se tivermos sorte, a economia alemã volta a ser uma potente locomotiva da economia dos países europeus e nós ganhamos com o aumento da procura das nossas exportações. Porque com o nosso próximo governo e a sua propensão para aumentar impostos para gastar em despesa corrente aguarda-nos mais estagnação.

Sugestões para oposições que queiram ser levadas a sério (2)

Arquivado em: Política, Portugal — João Luís Pinto @ 15:30

Não pedir cheques em branco.

E agora, de volta à realidade (2)

Arquivado em: Médio Oriente, Política — Miguel @ 14:54

Orfandade

Arquivado em: Blogosfera, Comentário, Internacional, Justiça — João Luís Pinto @ 14:29

Este ex-drogado, ex-alcoólico, tornado puritano, lançou em 2005 uma campanha mundial contra Polanski, que acabou por ser preso antes de ontem na Suiça. A hipocrisia dos republicanos – os escândalos sexuais durante os 8 anos de administração Bush não pararam – dá vontade de volitar.

para não falar no prazer sádico, infantil, que eles sentem quando punem os ‘outros’.

Bush, ainda e sempre

Há por aí muita orfandade pelo ausência (em boa hora) de Bush, gente que ainda não consegue deixar de andar com ele na boca (numa perspectiva inteiramente puritana – entenda-se).

Não pode deixar de se compreender: o messias vai custando um pouco a engolir a quem depositou nele tão altas expectativas.

Só isso pode justificar comentários deste género contra a execução de um mandado de captura que foi emitido quando era presidente dos EUA o 39º presidente Jimmy Carter, execução essa feita no curso do mandato do presidente que bem se conhece. Isso e a inusitada simpatia pela causa de alguém que, diga-se o que se disser (e julgo que a Justiça deveria ter uma palavra a dizer), e tenha a profissão que tiver, se encontra acusado de ter abusado sexualmente de uma menor de 13 anos.

Sugestões para oposições que queiram ser levadas a sério (1)

Arquivado em: Comentário, Política, Portugal — João Luís Pinto @ 14:06

Apresentar publicamente um governo sombra.

E agora, de volta à realidade

Arquivado em: Economia, Política, Portugal — Miguel @ 13:11

Sobre o PSD

Arquivado em: Política, Portugal — Miguel @ 13:04

Vão até ao Gato do Chesire e leiam alguns artigos antigos que o Luciano em boa hora recuperou.

Newspeak

Arquivado em: Política — Miguel @ 12:44

Em vez de extrema-esquerda agora diz-se a “esquerda da esquerda”.

‘Tava a bater forte

Arquivado em: Blogosfera, Legislativas 2009 — Miguel Botelho Moniz @ 11:34

joint

Lido no blogue de um movimento “liberal”, ontem pelas 20h:

«Confirmando-se as projecções, estes resultados são extremamente positivos. Afinal ganhou o partido mais capaz de todos os que se candidataram. (…) Na batalha CDS-BE estou a torcer pelo BE pois está em causa uma visão conservadora versus uma visão liberal da sociedade.»

Amiguinhos

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 11:31

Ganhou o partido do betão

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 11:11

Olha mais uma abutre

Arquivado em: Política, Portugal — Miguel @ 10:59

Em destaque

Arquivado em: Blogosfera — Miguel @ 10:41

Esta semana, em destaque o blog Aid Watch.

Agora que o estrago está feito

Arquivado em: Política, Portugal — Miguel @ 10:38

O Sr. Presidente da República podia fazer a fineza de esclarecer o caso das escutas.

Acordos à direita?

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:11

Espero que o que escrevi em cada um destes três artigos, não se concretize.

Espero também que o PSD não se torne cúmplice do governo PS. Os socialistas são os responsáveis pela estagnação do país que ocorre desde 1996.

Bom dia

Arquivado em: Política, Portugal — Miguel @ 08:45

Continuo na oposição. Espero que o PSD e o CDS também.

Outros vencedores da noite

Arquivado em: Legislativas 2009 — Carlos Guimarães Pinto @ 07:26

António Almeida do Direito de Opinião foi o vencedor do Grandioso Passatempo Insurgente – Legislativas 2009. Em segundo lugar ficou o Adolfo Mesquita Nunes, que mais uma vez demonstrou o seu fabuloso instinto político.

Duas faces de uma mesma moeda

Arquivado em: Legislativas 2009, Política — Adolfo Mesquita Nunes @ 01:55

Afinal de contas a má moeda vale o mesmo que a boa moeda.

O fiel da balança

Arquivado em: Legislativas 2009, Política, Portugal — jtcb @ 00:43

O CDS está hoje numa posição extraordinariamente privilegiada que poucos alvitrariam até à contagem final dos votos. Mas o privilégio, na medida em que pode viabilizar a constituição de uma coligação (de incidência governamental ou parlamentar) de maioria absoluta constitui um risco.

A decisão estratégica é clara, mas muito delicada.

Da viabilização o CDS pode reforçar a sua imagem de partido do chamado “arco governativo”. Ontem com o PSD, amanhã com o PS, o CDS pode tornar-se no “marido ideal”, como diria Wilde, dos casamentos políticos em Portugal. Nesta linha o CDS poderá afirmar-se como um parceiro de confiança, mas estará sempre numa posição precária — esta é uma posição normal em sistemas como o alemão, o belga ou o holandês, mas que não tem história em Portugal.

Por outro lado, da inviabilização, o CDS pode capitalizar nos votos da oposição ao centro-direita do PS, tornando-se na força política de referência quando o ciclo governativo socialista chegar ao fim.

A tentação da primeira hipótese pode ser enorme, mas o risco não é menor. A opção pela segunda hipótese pode parecer mais aliciante — sobretudo para líderes ambiciosos como Portas –, mas comporta a incerteza da contenda que PS e PSD irão travar no contexto das eleições presidenciais.

Em qualquer caso, a estratégia do CDS não pode deixar de passar por um esforço de ocupação da terra queimada pelo PSD. Cabe ao CDS demonstrar que, ao contrário daquilo a que este país está habituado, não fará sentido manter vivos dois partidos sociais-democratas no activo. A tarefa é hercúlea. Temo bem que impossível. Mas, foi este cenário que se abriu hoje ao CDS. Oportunidades destas não se repetem muitas vezes. 

Sobretudo porque, como hoje ficou bem visível, o PSD parece um partido desorientado, orfão, sem uma liderança política forte e carismática capaz de entusiasmar e mobilizar as suas hostes. E, como a história o demonstra à saciedade, nenhum partido português depende tanto do seu líder como o PSD. Em boa verdade, o PSD pode até ainda não se ter apercebido disso, mas pode muito bem estar hoje a ser entalado numa tenaz que acabará por asfixiá-lo.

Setembro 27, 2009

Só falta que nos caia o céu em cima da cabeça

Arquivado em: Diversos — Maria João Marques @ 23:54

Só há uma boa notícia nesta noite: o resultado do CDS, a quem se pode agradecer a subida da direita relativamente a 2005, à frente dos dois partidos de extrema esquerda. E uma notícia que não é boa, mas quase, porque podia ter sido pior: o PS ganhou sem maioria absoluta e, adicionado ao BE, parece que continuará sem maioria absoluta.

O PSD (com um péssimo resultado que dá vontade de emigrar, tal a descrença no senso dos eleitores) deve aproveitar a oportunidade para construir, definitivamente, uma proposta diferente da do PS, que Manuela Ferreira Leite esboçou, ainda timidamente, que convém aprofundar. Assente no conservadorismo fiscal e na redução do tamanho do nosso titânico estado. Perdendo de vez a tentação de fazer oposição ao PS pela esquerda. Porque partido socialista por partido socialista, é normal que os eleitores prefiram o original.

Recapitulando

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 23:54

1. O PS perde a maioria absoluta mas resiste muitissimo bem. Esta vitória é apenas ensombrada pela dificuldade em encontrar maiorias na próxima legislatura. Vai ser muito mais dificil e moroso legsilar. Felizmente.
2. O PSD foi uma completa desilusão. Manuela Ferreira Leite conseguiu um resultado pouco melhor que o que Pedro Santana Lopes teve em circunstâncias bem mais desfavoráveis. Seria tempo de alguns reflectirem no comportamento que tiveram então. Esperam-se tempos difíceis que provavelmente trarão novamente Luís Filipe Menezes ou Pedro Passos Coelho. Tempos difíceis, repito.
3. O CDS teve um excelente resultado. Quase duplica os deputados e recupera o 3º lugar. Exceptuando o PSD, é o único partido capaz de fazer uma maioria absoluta com o PS. Esperemos que não caiam em tentação.
4. O BE duplica os deputados mas não concretiza as espectaculares previsões que lhe davam 16% e perde o 3º lugar. Uma desilusão. Não vai conseguir impor a sua agenda ao PS. Felizmente
5. A CDU resiste e pouco mais. Em clima de crise económica era suposto conseguir capitalizar o descontentamento.
6. 1.000.000 de portugueses votarem em partidos comunistas. Muito preocupante.
7. Vamos ter aí o TGV e outros elefantes brancos. Preparem a carteira.

39,4%

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 23:51

Pela primeira vez a abstenção ganhou.

21

Arquivado em: Legislativas 2009, Política, Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 23:43

bus

Não percebo Santos Silva

Arquivado em: Legislativas 2009, Política, Portugal — LT @ 23:42

Que conversa é esta de os outros partidos respeitarem a vontade do povo, assegurando estabilidade??? Deixem-se de tretas… por muito que lhes custe, vão ter que governar sem maioria absoluta. Como? Sem a prepotência dos últimos anos, pois então.

A ofensiva de tomada do poder pelo Insurgente inicia-se

Arquivado em: Diversos — Maria João Marques @ 23:40

Parabéns, Micha!

Balanço positivo

Arquivado em: Legislativas 2009, Política, Portugal — André Azevedo Alves @ 23:37

De uma perspectiva liberal, o melhor resultado da noite é, sem margem para dúvidas, a eleição do Michael Seufert.

Que tenha sido eleito pelo Porto e evitado a eleição de um deputado da extrema-esquerda bloquista, são factos que tornam essa eleição ainda mais saborosa.

Para além, naturalmente, do próprio Michael Seufert, está de parabéns o CDS e em particular o Adolfo Mesquita Nunes pelo contributo que tem dado para a afirmação de ideias liberais no CDS.

Última nota

Arquivado em: Legislativas 2009 — Carlos Guimarães Pinto @ 23:34

O PS elege um deputado por cada 21 mil votos obtidos. O PCTP e o MEP com 52 mil e 25 mil respectivamente não elegem nenhum.

Uma lança em África!

Arquivado em: Legislativas 2009 — jtcb @ 23:33

Agora sim, parece que se confirma. Tardou, mas arrecadou.

Parabéns Micha!

Um liberal na A.R.

Arquivado em: Legislativas 2009 — LA @ 23:29

Parabéns Micha!

Parabéns Micha!

Arquivado em: Legislativas 2009, Política, Portugal — LT @ 23:25

Hoje já adormeço um pouco melhor…

Já está!

Arquivado em: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 23:21

Michael Seufert é eleito pelo círculo do Porto e evita a eleição de mais um deputado do Bloco de Esquerda.

Sócrates estende a mão ao CDS

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 23:16

É o que se conclui das suas respostas às perguntas dos jornalistas.

Um melão chamado BE

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 23:13

melão4

Portas fala antes de Sócrates terminar?

Arquivado em: Política, Portugal — LA @ 23:09

Lembram-se de Manuel Alegre ser interrompido…?

Adenda: Não falou, mas na SIC esteve no écran ao mesmo tempo que Sócrates e exibia sonoro um sorriso de vitória.

Faltam 4 freguesias

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 23:08

No Porto, o Michael Seufert disputa a eleição com o 4º da lista do Bloco.

Maiorias possíveis no parlamento

Arquivado em: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 23:06

PS+CDS
PS+BE+CDU
PSD+CDS+BE+CDU

PSD e CDS terão mais deputados que o PS, o que quer dizer que sem o apoio explícito da esquerda (através do voto favorável nos assuntos importantes e não apenas a abstenção), o PS não conseguirá governar. Esta votação encosta a extrema esquerda à parede.

A pergunta

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 23:04

Quem vai sujar as mãos com Sócrates?

O engano de Sócrates

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 23:00

O PS ganhou ao PSD, mas não venceu as eleições.

Boas notícias

Arquivado em: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 22:58

É quase certo: o PS não terá maioria no parlamento coligado com o Bloco de Esquerda.

Amanhã já vai ser tarde

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:42

Espero que tenham comprado acções da Mota-Engil.

Louça remodela Governo

Arquivado em: Legislativas 2009 — jtcb @ 22:40

Fantástico exemplo de arrogância humildade democrática: Louçã acaba de anunciar a remodelação da Ministra da Educação. Terá tido a delicadeza de, ao menos, informar previamente o eng. Sócrates?

Cenários

Arquivado em: Comentário, Legislativas 2009, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 22:34

O CDS está de parabéns pelo bom resultado. A questão que se coloca, no entanto, é o que fazer com ele. O CDS corre o risco de ser ‘puxado’ para o poder ou para pactuar com o poder. A acontecer tal cenário, poderá tornar-se cumplice dos erros socialistas.  Ao PSD cabe afastar-se e lavar as mãos das decisões que vão ser tomadas nos próximos anos.

Clima pouco festivo

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:33

Robspierre Louçã fala agora.

Pois

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:27

Nuno Gouveia: Portas é um dos grandes vencedores da noite. Mas se servir de muleta a Sócrates, irá perder todo o capital de confiança de hoje.

Sobre os “abutres”

Arquivado em: Comentário, Emissões Especiais, Legislativas 2009, Política, Portugal — Bruno Alves @ 22:24

Ao contrário do que diz o Miguel, Luís Felipe Menezes não inicia agora as hostilidades. Esta tarde, ainda o acto eleitoral estava a decorrer, e já Menezes dizia aos jornalistas que o PSD precisava de seguir outro rumo. A falta de carácter não espera por resultados.

Coligações

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:21

Parece que está posta de parte a hipótese de uma maioria PS+CDU, e a hipótese PS+BE está tremida. Seria excelente para o país.

Quem ganhou?

Arquivado em: Legislativas 2009 — jtcb @ 22:21

Neste país normalmente todos ganham. Nestas eleições parece-me que há dois vencedores claros.

1º – O CDS, o BE e, sobretudo, a abstenção. Estes 3, sobem claramente à custa do descontentamento

2º – O PS, que ganha, embora perca votos.  Mas, como está claro para todos, ganha por falta de comparência do adversário.

Quase

Arquivado em: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 22:18

Michael Seufert está a 6 mil votos de ser eleito, com 25 freguesias por apurar no Porto.

Sócrates 2011

Arquivado em: Comentário, Emissões Especiais, Legislativas 2009, Política, Portugal — Bruno Alves @ 22:18

Há alguns anos, após a eleição de Cavaco para a Presidência, eu disse, em conversa com o André Abrantes Amaral, que em 2011, José Sócrates seria o candidato presidencial do PS. Já este ano, a propósito dos planos presidenciais de Alegre para esse ano, mudei ligeiramente a minha “previsão”: se Sócrates ganhasse as eleições de hoje, seria o candidato. Inicialmente, não acreditava muito no que estava a dizer: apenas fiz uma previsão com poucas probabilidades de acertar, para caso ela se viesse a confirmar, eu parecesse genial. Mas o resultado de hoje, e a atmosfera de cortar à faca da política portuguesa nos últimos tempos, fazem-me ganhar mais convicção nessa previsão: sem maioria absoluta, Sócrates ou governa em minoria (como sou contra qualquer coligação pós-eleitoral, o cenário que preferiria) ou com uma coligação com um qualquer partido que lhe será pouco menos que hostil (CDS ou BE). Descanso, é coisa que não terá. Eleições antes do tempo serão praticamente inevitáveis. O potencial de conflito com o presidente é enorme, e a melhor desculpa que o PS poderá usar para se vitimizar, estratégia indispensável em eventuais eleições antecipadas. E nada melhor para radicalizar esse conflito com o Presidente, e assim recorrer à única estratégia que poderá salvar o PS na difícil conjunutra que o espera, será Sócrates candidatar-se ele próprio à Presidência, para remover a “força de bloqueio” (aposto mesmo que este será o termo usado) que “impedirá o PS” de “dar futuro a Portugal”. Se a política portuguesa chafurdou na lama nos últimos anos, agora será muito pior.

Em tempos bastava um táxi

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:16

O CDS precisa encomendar um mini-bus autocarro ligeiro para o grupo parlamentar.

Os abutres já andam por aí

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:14

Luís Filipe Menezes inicia as hostilidades.

Madeira

Arquivado em: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 22:10

Confirma-se derrota histórica do PS. PS desce de 35.0% para 19.5% e elege apenas 1 deputado, o mesmo que o CDS.

Prémio do discurso monocórdico

Arquivado em: Legislativas 2009 — jtcb @ 22:07

Atribuído ex-aequo à Avó Manuela e ao Camarada Jerónimo.

Realidade alternativa (2)

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:04

Estou a ouvir Jerónimo de Sousa. Confirma-se que os comunistas não vivem numa realidade alternativa. Se não tivesse visto as projecções diria que o PS perdeu para aí metade dos votos e que o PCP teve um resultado histórico

De derrota em derrota

Arquivado em: Política, Portugal — LA @ 22:01

O PCP volta a declarar vitória.

Realidade alternativa

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 22:00

“Com toda a confiança, a CDU avança” cantam os militantes do PCP quando Jerónimo de Sousa entrou na sala

Pequeno derrotado

Arquivado em: Legislativas 2009 — Carlos Guimarães Pinto @ 21:59

Manuel Monteiro. Apesar da forte aposta em Braga, deverá ficar aquém do resultado de 2005 e bem longe de eleger um deputado como se chegou a pensar.

Elefantes brancos comparados

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 21:53

1. O TGV vai ser bem útil que o Estádio do Algarve
2. O Estádio do Algarve custou muitissimo menos do que vai custar o TGV
3. Passavamos bem sem qualquer um deles

O pior do resultado eleitoral

Arquivado em: Comentário, Emissões Especiais, Legislativas 2009, Política, Portugal — Bruno Alves @ 21:53

Pior que ter alguém de carácter duvidoso e manipulador como José Sócrates como Primeiro-Ministro, só mesmo ter uma cópia da personagem, Passos Coelho, como líder do PSD e principal “alternativa” de poder.

Merecer ou não merecer

Arquivado em: Comentário, Emissões Especiais, Legislativas 2009, Política, Portugal — Bruno Alves @ 21:46

Como diz o Hélder, nem todos têm o que merecem. Pelo merecido castigo de muitos (cerca de 40% dos eleitores, ao que parece), vão pagar muitos outros.

Liga dos últimos (II)

Arquivado em: Legislativas 2009 — Miguel @ 21:43

O PTP continua à frente do POUS. O “efeito Carmelinda” foi chão que deu uvas.

Entretanto no Porto

Arquivado em: Legislativas 2009 — Carlos Guimarães Pinto @ 21:35

O CDS tem 100% seguro o terceiro deputado. O quarto dependerá dos resultados nas freguesias mais populosas. Continua difícil…

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