Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Archive for Fevereiro, 2008

Depois de ter escrito a biografia do rei D. Manuel I, o historiador João Paulo Oliveira e Costa acaba de fazer um livro em tudo diferente. Chama-se O império dos pardais é uma edição Círculo de Leitores e faz do Rossio o palco privilegiado para as personagens se misturarem, se envolverem e se defrontarem. Este [...]

Z na pesca à linha de capicuas: pragmatismo poético.

Apostei em Marques Mendes. Era o rosto da contestação a Santana quando Santana era a carantonha da indigência. Ser baixo não lhe afectava a eventual grandeza, possibilidade que residia no capital de prestígio acumulado enquanto serventuário do cavaquismo. Junto de Aníbal, ele era mais um M&M na embalagem, mas a solo prometia aplicar as lições [...]

Foto sacada aqui.
José Saramago apoia abertamente José Luis Zapatero. Normal? Inesperado?
Leia A discreta viagem rumo à outra margem de José Saramago.
Com vénia para aqui.
P.S. O autor deste «post» acha que até está muito bem. Que tudo vale para travar Rajoy & Aznar. Mesmo uma conversão de Saramago conjunta à Cientologia, à Opus Dei e à Igreja do [...]

A professora, dirigindo-se ao meu benjamim:
Vamos lá conjugar o verbo perder. Então: eu perco, tu…
Meu filho: Tu ganhas!
Eu: A coçar a cabeça? Ai filhote, temos regresso dos piolhos.
Meu filho: Sabes lá se tenho piolhos? Posso ter só uma interrogação…

Dantes, fosse no trabalho, em discotecas, em bares, na rua, ou em paragens de autocarros, havia sempre um ou outro a insinuar-se. Alguns mais subtilmente, com palavras, olhares ou pedidos de amor eterno, outros chegaram mesmo a dedicar-me pívias (sei-o porque foi assim em jeito de serenata) e um inclusive chegou a arrombar-me a porta [...]

Cara Marina,
Disse-lhe eu, na última carta, que muito nos restava a fazer, tanto na Galiza como em Portugal. Esta é a parte menos festiva da minha carta. Começo por nós.
Aqui no país, entre os linguistas, o interesse pelo galego como idioma anda a roçar o zero absoluto. Nos últimos trinta anos, nenhum autor português produziu qualquer [...]

Mondovino_Jonathan Nossiter
Ao contrário do que se ouve dizer em todo o lado, a realidade é simples e viver é fácil. 200.000 anos de evolução criaram dois grupos de seres humanos: os Homo sapiens sapiens, que são uns tontinhos e nada de meritório têm para mostrar em seu abono; e os Homo sapiens sapiens bem mais [...]

A minha maneira de comemorar o quarto centenário do padre António Vieira é escrever uns textos que toscamente se pareçam com os seus. Esta é uma carta que escrevi ao jornalista Fernando Madail, do DN.
* * *
Conta o [...]

Ter graça, cair em graça ou ser engraçado – não é para quem quer, mas sim para quem pode. E nem todos podem. Há tempos corria uma tarde amena e, perante três mulheres (de 22, 30 e 57 anos de idade) que folheavam um tratado de Botânica, julguei oportuno atirar para o ar uma frase irónica [...]

*
Leio José Pacheco Pereira hoje, no Público:
«A maioria da opinião pública e de muita da comunicação social (aqui o PÚBLICO é excepção) permanece indiferente à política externa portuguesa quanto ao Kosovo. O mesmo se poderá dizer da indiferença com que o PS e o PSD tratam esta questão, ainda por cima numa zona onde há [...]

Cara Marina,
Escreveu você, na mensagem que, haverá duas semanas, me inspirou esta série: «Fico lixada com essa cena de intregracionismo». E ajuntava: «O galego de Castelao, do Rivas, da Rosalia, é lindo, esquisito, rural, e não quero que seja portunhol». Eu intervim no seu texto, esclarecendo – para o leitor português – que ‘esquisito’ devia ser [...]

Quando celebrei o protesto na imprensa dinamarquesa contra o plano de assassinato de Kurt Westergaard, previ que seria um post consensual. Responder à espada com a pena, à violência com a lei, à loucura com a coragem, parecia-me terreno comum. Felizmente, a nossa amiga zazie veio mostrar-me o quão errado eu estava. A sua feérica [...]

É impressão minha ou o Presidente mandou aquela maltinha da SEDES para o caralho, isto é, para o trabalho?

Falo com os meus alunos da cadeira de «Línguas Regionais Europeias» na crescente pressão do inglês. Conto-lhes que, tal como na Holanda, também na tv portuguesa a seguradora Zurich, como tantas outras firmas, publicita em inglês. Because change happenz.
Lembro-lhes que um meu sucessor, falando a futuros colegas deles, naquela mesma sala de aula, talvez o [...]

Isto não entra pelos olhos? Pois não, não entra. Daí que possa ajudar ouvi-lo dito por gente com tino. Por exemplo, Luís Campos e Cunha, hoje no Público. Destaque meu.
«É preciso acabar com a autogestão das escolas. A reforma das escolas vem sempre de fora para dentro. Meter na gestão da escola representantes das autarquias [...]

(Notas prévias: buns anos – bons anos; dar os buns anos – desejar feliz Ano Novo; pedir os buns anos – pedir uma bebida, ou uma moeda, no caso de crianças, para que quem oferece tenha um ano feliz; Jedé – José; ma que, ou cma que – parece que. Só transcrevo a pronúncia dos [...]

Este já não é o «post» número 2500, nem o 2501, mas o 2502 do Aspirina. Pois é, aqui trabalha-se.
Só não se sabe é por onde andam o João Pedro da Costa e o Jorge Carvalheira. Eu até gosto do Porto e da sua trabalhadeira gente. Mas a sinceridade obriga-me a confessar que começo a descrer um nadinha [...]

Hoje acordei com vontade de comer um bife à Trindade. Não me intrigou a alteração do meu delicado paladar matinal, assim à primeira. Querer um bife a nadar em molho, ovo a cavalo, pratada de batatas fritas. Estranhei foi o preciosismo da cozinha. Nenhuma memória acorre do que andei a sonhar, nem uma suspeita.
Se isto [...]

Morreu Alain Robbe-Grillet. Oitenta e seis anos. Eu sabia-o velho, mas não tanto. Parei com ele no tempo, com La Jalousie, com Les Gommes, com La Maison de Rendez-vous. No primeiro, faltava o protagonista. No segundo, o clímax da história tinha sido ‘apagado’ (mas sentia-se que ele tinha acontecido). No terceiro, faltava o próprio lugar de [...]




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